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Pref. Cáceres

Regimento Interno da Enfermagem na Atenção Primária

Normas e Rotinas

Procedimento Operacional Padrão (POP)

VERSÃO 001

APROVADO EM 09/11/2023

PUBLICADO EM 10/11/2023

CÁCERES-MT

2023

SUMÁRIO

REGIMENTO INTERNO DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA...8

INTRODUÇÃO.............................................................................................................10

REGIME INTERNO DO SERVIÇO DE ENFERMAGE DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE....................................................................................................................11

1. OBJETIVO..............................................................................................................11 2. COMPOSIÇÃO.......................................................................................................11 3. COMPETÊNCIA.....................................................................................................12 4. DO PESSOAL E SEUS REQUISITOS...................................................................12 4.1. Enfermeiro responsável técnico........................................................................12 4.2. Enfermeiro da atenção básica de saúde.............................................................12 4.3. Técnico de enfermagem.....................................................................................12 4.4. Auxiliar de enfermagem.....................................................................................12 4.5. Atribuições.........................................................................................................13 4.5.1 Enfermeiro responsável técnico................................................................13 4.5.2 Enfermeiro................................................................................................13 4.5.3 Técnicos e Auxiliares de enfermagem.....................................................16 5. DO HORÁRIO DE TRABALHO............................................................................18 6. DO REGISTRO E ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM..........................................19 7. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS.................................................................................20 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................22 NORMAS E ROTINAS NAS UNIDADES DE SAÚDE.......................................24

INTRODUÇÃO...............................................................................................................26

1. OBRIGAÇÕES EXIGIDAS PELO COREN – MT....................................................27

2. RESPONSABILIDADE TÉCNICA..........................................................................27

3. ACOLHIMENTO.......................................................................................................27

4. NORMAS DE BIOSSEGURANÇA..........................................................................28

5. NORMAS E ROTINAS NAS SALAS DAS UNIDADES DE SAÚDE...................28

5.1 Sala de vacinação......................................................................................................28

5.2 Sala de Curativo........................................................................................................33

5.3 Consultórios..............................................................................................................33

5.4 Consultório de Ginecologia......................................................................................34

5.5 Sala de Procedimentos.............................................................................................35

5.6 Sala de Acolhimento................................................................................................35

PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO – UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE.........................................................................................................................39

ÁREA 01 - RECEPÇÃO

POP001 RECEPÇÃO................................................................................................41

POP002 ACOLHIMENTO........................................................................................43

ÁREA 02 – HIGIENE E ANTISSEPSIA

POP003 HIGIENE PESSOAL DO PROFISSIONAL DE SAÚDE. ........................45

POP004 PRECAUÇÕES PADRÃO..........................................................................47

POP005 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS...................................................................49

ÁREA 3 – LIMPEZA, DESCONTAMINAÇÃO, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO

POP006 USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) .......52

POP007 DESCONTAMINAÇÃO DE ARTIGO.......................................................56

POP008 DESINFECÇÃO DE MATERIAIS.............................................................58

POP009 TÉCNICA DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE ALMOTOLIAS...........62

POP010 TÉCNICA DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE NEBULIZADORES (MÁSCARAS, COPINHO, CACHIMBO E TUBO DE CONEXÃO) ........................64

POP011 LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIE.......................................67

POP012 DESINFECÇÃO EM LOCAL COM RESPINGO OU DEPOSIÇÕES DE MATERIAIS ORGÂNICOS (SANGUE, SECREÇÕES, EXCRETAS E EXSUDATO) .......................................................................................................................................69

POP013 DESCONTAMINAÇÃO DE SUPERFÍCIE................................................70

POP014 LIMPEZA MATERIAL E INSTRUMENTAL...........................................71

ÁREA 04 – ASSISTENCIA À SAÚDE.

POP015 ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM.............................................................73

POP016 ANTROPOMETRIA....................................................................................76

POP017 AFERIÇÃO DO PERÍMETRO TORÁCICO...............................................79

POP018 AFERIÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL.....................................................81

POP019 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR GASTROSTOMIA E JEJUNOSTOMIA..........................................................................................................84

POP020 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR SNG / SNE.................87

POP021 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA RETAL........................93

POP022 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA AURICULAR.............96

POP023 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA OCULAR....................99

POP024 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA SUBLINGUAL..........103

POP025 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA ENDOVENOSA.........106

POP026 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTO VIA INALATÓRIA .............108

POP027 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA INTRADÉRMICA.....110

POP028 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA INTRAMUSCULAR..112

POP029 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA ORAL.........................115

POP030 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA SUBCUTÂNEA.........117

POP031 VERIFICAÇÃO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA....................................119

POP032 VERIFICAÇÃO DA FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA............................121

POP033 VERIFICAÇÃO DA TEMPERATURA AXILAR.....................................123

POP034 REALIZAÇÃO DA GLICEMIA CAPILAR..............................................125

POP035 PROCEDIMENTO DE INALAÇÃO..........................................................127

POP036 PROCEDIMENTO DE CURATIVO..........................................................129

POP037 PROCEDIMENTO DE RETIRADA DE PONTOS....................................136

POP038 EXAME CLINICO DAS MAMAS.............................................................138

POP039 EXAME FISICO OBSTETRICO................................................................141

POP040 PROCEDIMENTO DE COLETA DE EXAME CÉRVICO-UTERINO....145

POP041 DRENAGEM DE ABCESSO......................................................................153

POP042 LAVAGEM AURICULAR / RETIRADA DE CERUME..........................156

POP043 TRATAMENTO DE FERIDAS SUPERFICIAIS.......................................163

POP044 ELETROCARDIOGRAMA ECG.............................................................178

POP045 CALÇAR E RETIRAR LUVAS ESTÉREIS.............................................182

POP046 ACESSO VENOSO PERIFÉRICO...........................................................187

POP047 CATETERISMO VESICAL DE ALÍVIO.................................................190

POP048 CATETERISMO VESICAL DE DEMORA.............................................192

POP049 CATETERISMO VESICAL DE DEMORA POR CISTOSTOMIA........195

POP050 REANIMAÇÃO CARDIORESPIRATORIA (RCP) ...............................198

ÁREA 04 AMBIENTES

POP051 SALA DE CURATIVO.............................................................................204

POP052 SALA DE PROCEDIMENTOS................................................................206

POP053 CONSULTORIO DE GINECOLOGIA....................................................208

POP054 CONSULTORIO GERAIS .......................................................................210

POP055 SALA DE INALAÇÃO.............................................................................212

POP056 FARMACIA...............................................................................................214

POP057 ALMOXARIFADO...................................................................................216

ÁREA 05 SALA DE VACINA

POP058 ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE............................................................218

POP059 SALA DE VACINA - LIMPEZA.............................................................224

POP060 SALA DE VACINA - REDE DE FRIOS.................................................229

POP061 PLANO DE CONTINGÊNCIA.................................................................235

POP062 DESVIO DE QUALIDADES ...................................................................238

POP063 EQUIPE DA SALA DE VACINAÇÃO E ATRIBUIÇÕES BÁSICAS...240

POP064 CONSERVAÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS.........................................242

POP065 ADMINISTRAÇÃO DE IMUNOBIOLOGICOS......................................244

ÁREA 06 ÁREA DA LIMPEZA

POP066 TÉCNICA DE LIMPEZA DE PISOS........................................................251

POP067 TÉCNICA DE LIMPEZA DE JANELAS E PORTAS..............................253

POP068 TÉCNICA DE LIMPEZA DO MOBILIÁRIO, BANCADAS E EQUIPAMENTOS......................................................................................................255

POP069 LIMPEZA DE TETOS E PAREDES.........................................................257

POP070 LIMPEZA DE BANHEIRO.......................................................................259

POP071 LIMPEZA DE BEBEDOURO...................................................................260

POP072 RECOLHIMENTO DE RESÍDUOS..........................................................262

POP073 CUIDADOS COM OS MATERIAIS E PRODUTOS DE LIMPEZA.......264

POP074 TÉCNICA DE VARREDURA ÚMIDA.....................................................267

POP 75 TESTE RÁPIDO HIV.....................................................................................269

POP 76 TESTE RÁPIDO SÍFILIS..............................................................................272

POP 77 TESTE RÁPIDO HEPATITE B.....................................................................275

POP 78 TESTE RÁPIDO HEPATITE C.....................................................................279

POP 79 TESTE RÁPIDO COVID - 19 – AMOSTRA CAPILAR..............................282

POP 80 TESTE RÁPIDO COVID – 19 - AMOSTRA NASAL.................................285

POP 81 EXPOSIÇÃO A MATERIAL BIOLOGICO..................................................290

POP 82 COLETA DE ESCARRO................................................................................294

ANEXO I......................................................................................................................297

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................300

ESTADO DE MATO GROSSO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CÁCERES

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

Regimento Interno da Enfermagem na Atenção Primária

CÁCERES-MT

2023

Regimento Interno da Enfermagem na Atenção Primária

FICHA TÉCNICA

Prefeita

Antônia Eliene Liberato Dias

Secretário Municipal de Saúde

Vitor Miguel de Oliveira

Coordenação de Ações em Saúde

Glauco Miranda de Araújo

Elaboração

Graziele Aguiar Dias

Thaís Dayana da Silva

Silvia Helena Franco de Oliveira Rocha

Rafaela Vila Ramos

Giane Akimoto Furtado

Luiz Angelo da Costa Antunes

Apoio/Revisão

Jenniffer Thais Monaski Vila

Edna Aparecida da Cruz Silva

Lindomar da Silva Costa

Taciane Aparecida Batista Valadares

INTRODUÇÃO

A qualidade no que tange a assistência da enfermagem está fortemente ligada a organização, capacidades e habilidades dos profissionais da área no cotidiano da profissão. Para tanto é inerente ao profissional o desenvolvimento de habilidades técnicas, humanas e conceituais (CHIAVENATO, 2022).

Com o objetivo de nortear profissionais de enfermagem para melhor desenvolvimento de suas habilidades e prestação de serviços de qualidade a população da atenção primária à saúde (APS), em conformidade com a Resolução do Conselho Federal de Enfermagem nº 0421/2012 foi elaborado o Regimento Interno da Enfermagem na Atenção Primária do Município de Cáceres – MT. Este por sua vez, deve ser revisado a cada 02 (dois) anos.

REGIMENTO INTERNO DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

1. OBJETIVOS

I. Organizar e administrar as atividades de enfermagem;

II. Realizar atendimento aos usuários, bem como atividades de atendimento técnico e auxiliares de enfermagem;

III. Contribuir com a equipe multiprofissional no atendimento aos usuários, e na educação continuada;

IV. Prestar cuidados ao indivíduo, família e comunidade de acordo com as diretrizes da Atenção Básica e baseada nos princípios do Sistema Único de Saúde;

V. Avaliar as necessidades, desenvolver, promover, participar de processos de educação continuada em saúde para a equipe de enfermagem e para outros profissionais de saúde;

VI. Trabalhar em concordância com o Código de Ética de Enfermagem e dos demais profissionais do serviço de saúde;

VII. Desenvolver, promover e avaliar a Sistematização da Assistência de Enfermagem para garantir a qualidade da assistência.

2. COMPOSIÇÃO

Os serviços de Atenção Primária seguem as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), é composto por enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem. Estão sob a autoridade da Superintendência de Atenção à Saúde e da Coordenação Técnica privativa do Enfermeiro, representado pelos Responsáveis Técnicos (RTs). Os técnicos e auxiliares de enfermagem estão subordinados tecnicamente ao enfermeiro e toda a equipe, administrativamente, à gerência local.

Classificação dos que compõe a equipe de enfermagem:

I. Enfermeiro Responsável Técnico; II. Enfermeiro da Atenção Primária; III. Técnico de Enfermagem; IV. Auxiliar de Enfermagem. 3. COMPETÊNCIA

A tarefa do trabalho de enfermagem nas unidades de saúde é: promover e desenvolver atividades e serviços para intervir nos processos saúde/doença da população, expandir a participação na monitorização da saúde e o controle social para proteger a qualidade de vida.

4. DO PESSOAL E SEUS REQUISITOS:

4.1 Enfermeiro Responsável Técnico:

I. Possuir diploma de Enfermeiro conferido por Instituição de Ensino Superior reconhecida pelo MEC; II. Registro profissional no COREN-MT, legalizado pela instituição; III. Possuir vínculo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS); IV. Carga horária mínima de 40 horas semanais; V. Ter certificado de Responsabilidade Técnica.

4.2 Enfermeiro da Atenção Primária a Saúde:

I. Possuir diploma de Enfermeiro conferido por Instituição de Ensino Superior reconhecida pelo MEC; II. Registro profissional no COREN-MT, legalizado pela instituição; III. Possuir vínculo por concurso público ou contrato administrativo através de processo seletivo; IV. Realizar carga horária de 40 horas semanais de acordo com unidade de lotação.

4.3 Técnico de Enfermagem:

Possuir diploma de Técnico de enfermagem conferido por Instituição de Ensino reconhecida pelo MEC; Possuir vínculo por concurso público ou contrato administrativo através de processo seletivo simplificado; Carga horária mínima 40 horas semanais.

4.4 Auxiliar de Enfermagem:

Registro profissional no COREN-MT, regularizado junto ao órgão; Possuir vínculo por concurso público ou contrato administrativo através de processo seletivo simplificado; Carga horária mínima de 40 horas semanais. 4.5 ATRIBUIÇÕES

4.5.1 Enfermeiro Responsável Técnico:

I. Desenvolver medidas para facilitar a integração entre os profissionais de enfermagem; II. Promover a integração entre a Unidade de Saúde e o Conselho Regional de Enfermagem; III. Garantir que as atividades de enfermagem sejam realizadas de acordo com o código de ética de enfermagem e Lei 7498/86; IV. Monitorar a implementação de Protocolos e procedimentos de enfermagem desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Saúde; V. Manter atualizada a escala de profissionais de enfermagem que atuam na sua unidade; VI. Realizar notificação das doenças e agravos de notificação compulsória.

4.5.2 Enfermeiro:

O Enfermeiro desempenha todas as atividades de enfermagem, e é responsável PRIVATIVAMENTE por:

I. Coordenar, organizar, planejar, implementar e avaliar os serviços de enfermagem e suas atividades técnicas e auxiliares; II. Organizar o desenvolvimento de trabalho e atuar nos setores de enfermagem, como: sala de vacina, sala de procedimentos, sala de curativos, sala de preparação de materiais a serem esterilizados e consultório de enfermagem; III. Gerir as instalações de enfermagem das instituições básicas de saúde pública e chefia de serviço e de unidade de enfermagem; IV. Realizar ações para promover integração entre os profissionais de enfermagem; V. Colaborar na integração entre a unidade de saúde, profissionais de enfermagem e conselhos regionais de enfermagem por meio de enfermeiros técnicos responsáveis pela assistência à saúde em nível regional e municipal; VI. Supervisionar as ações de enfermagem para que ocorram de acordo com o código de ética de enfermagem; VII. Contribuir na elaboração e implementação de educação continuada para os funcionários de diversas categorias de enfermagem e agentes comunitários de saúde; VIII. Prestar cuidados de saúde integrais em todas as fases do desenvolvimento humano (infância, adolescência, idade adulta e idoso) aos indivíduos, famílias e, se necessário, no domicílio e/ou outros espaços comunitários (escolas, associações, creches etc); IX. Garantir a continuidade e o cuidado ao longo da vida de acordo com as necessidades e características dos pacientes com problemas crônicos e os padrões e rotinas estabelecidas por linha de cuidado; X. Fornecer consultas de enfermagem, procedimentos e realizar atividades em grupo; XI. Prescrever medicações e/ou manter prescrição médica de medicações padronizadas (desde que instituídos em protocolos e/ou normas técnicas municipais) e solicitar exames complementares; XII. Realizar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos com base científica e capacidade de tomar decisões imediatas; XIII. Colaborar no planejamento, implementação e avaliação de programas e planos de saúde; XIV. Prestar cuidados de enfermagem a indivíduos e grupos específicos por ciclos de vida, especialmente grupos prioritários e de alto risco através de programas e atividades de saúde abrangentes; XV. Participação no controle e prevenção das doenças transmissíveis, em geral nos programas de vigilância epidemiológica; XVI. Participação no planejamento e rotinas de enfermagem elaboradas pela Secretaria de Saúde; XVII. Supervisionar, atuar e acompanhar todo processo assistencial e administrativo da sala de vacina de acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI); XVIII. Implementar medidas de prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados aos usuários, durante a assistência de enfermagem; XIX. Implementar o processo de enfermagem dentro da unidade básica de saúde, aplicando todas as etapas do processo: histórico (investigação e exame físico), diagnóstico de enfermagem, prescrição, evolução (implementação) e avaliação; XX. Prestar cuidados de enfermagem à gestante, puérperas, lactantes, criança/adolescente, adulto, idosos e demais grupos e segmentos da população, dependendo das características da unidade básica de saúde, contribuindo, para a melhoria dos protocolos; XXI. Atender sistematicamente os grupos de risco e vulneráveis, conforme determinado pelos direcionamentos, programas e prioridades estabelecidas pela Secretaria Municipal de Saúde, bem como pelas características demográficas da área pertencente a unidade básica; XXII. Prestar cuidados e encaminhamentos para outros serviços de saúde, de acordo com protocolos e fluxos estabelecidos, considerando as necessidades das diferentes linhas de cuidado e priorizando a/o cliente com maior risco; XXIII. Participar do planejamento e atualização de manuais, protocolos, notas técnicas, quando solicitado pela Secretaria Municipal de Saúde; XXIV. Envolver-se em programas e atividades de educação, para a melhoria de saúde do indivíduo, da família e da população em geral; XXV. Ajudar nos programas de formação e aperfeiçoamento dos profissionais de saúde, especialmente em programas de educação continuada em saúde; XXVI. Cooperar em programas de saúde e segurança ocupacional e na prevenção de lesões e doenças ocupacionais; XXVII. Apoiar ações de educação em saúde voltada à melhoria da saúde da população; XXVIII. Realizar avaliação do desempenho técnico e ético da equipe de enfermagem utilizando ferramentas padronizadas no município; XXIX. Responsabilizar-se pela escala de trabalho do pessoal da enfermagem sob sua supervisão; XXX. Cooperar em programas de saúde e segurança ocupacional e na prevenção de lesões e doenças ocupacionais; XXXI. Apoiar ações de educação em saúde voltada para melhoria da saúde da população; XXXII. Realizar avaliação do desempenho técnico e ético da equipe de enfermagem utilizando ferramentas padronizadas no município; XXXIII. Ser responsável pela jornada de trabalho da equipe de enfermagem que está sob sua supervisão; XXXIV. Elaborar, gerenciar, coordenar e avaliar as atividades realizadas pelos técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde; XXXV. Registrar atividades de enfermagem realizadas para os usuários, conforme legislação vigente e rotina aplicáveis, independentemente da ferramenta implementada na unidade básica (Coleta de dados simplificada - CDS ou Cadastro Eletrônico do Cidadão - PEC) para alimentar o e-SUS Atenção Básica (e-SUS AB), corrigindo se necessários erros nos registros e colaborar para o planejamento e controle de insumos e materiais necessários para realização de procedimentos de enfermagem; XXXVI. Participar de ações e processos direcionados a educação continuada dos profissionais de enfermagem da unidade básica; XXXVII.Notificar o responsável técnico do serviço de enfermagem distrital sobre ocorrências de conflitos na organização e/ou desenvolvimento do serviço de enfermagem que contraria o código de ética; XXXVIII. Realizar reuniões regulares com a equipe de enfermagem; XXXIX. Conhecer, respeitar e aplicar o Código de Ética Profissional e da Lei do Exercício Profissional; XL. Em caso de epidemia e/ou desastre determinado pelo Ministério da Saúde, as medidas assistenciais são priorizadas.

4.5.3 Técnicos e Auxiliares de Enfermagem:

I. Participar em atividades que promovam a integração das equipes de saúde com a população local, tendo em conta a natureza e os objetivos do trabalho no domínio dos cuidados da atenção básica; II. Monitorar e participar no planejamento dos cuidados de enfermagem; III. Participar das atividades assistenciais nas unidades básicas de saúde, e se necessário, no domicílio e/ou em outros espaços usuais (escolas, associações etc.), que sejam regulamentados no exercício de sua profissão; IV. Executar atividades assistenciais de enfermagem planejadas e solicitadas (acolhimento), exceto aquelas limitadas ao enfermeiro; V. Seguir normas e diretrizes estabelecidas e supervisionadas pelo enfermeiro e executar condutas de acordo com o Protocolo de Conduta de Enfermagem na Atenção Básica, exceto condutas atribuídas ao enfermeiro; VI. Colocar em prática procedimentos durante visitas domiciliares; VII. Colaborar e orientar o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde em nível de apoio; VIII. Participar de atividades da equipe de saúde; IX. Colaborar com programas e atividades de educação sanitária, que visem melhoria da saúde do indivíduo, da família e da população em geral; X. Colaborar nos programas de treinamento e desenvolvimento dos profissionais de saúde especialmente nos programas de educação permanente em saúde; XI. Colaborar nos programas de higiene e segurança do trabalho e de prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais; XII. Participar de atividades de educação sobre saúde, objetivando a melhora da saúde da população; XIII. Gerenciar insumos necessários para o adequado funcionamento das Unidades Básicas de Saúde; XIV. Registrar atividades de enfermagem prestadas ao paciente, conforme legislação vigente e a rotina da unidade, de acordo com a ferramenta implantada na unidade básica (Coleta de Dados Simplificada - CDS ou Prontuário Eletrônico do Cidadão – PEC) para alimentar o e-SUS Atenção Básica (e-SUS AB); XV. Executar procedimentos de enfermagem, como: verificar sinais vitais e glicemia capilar, medidas antropométricas, curativos, retirada de pontos de sutura, administração de medicamentos, vacinação, lavagem, preparação e esterilização de materiais; XVI. Cooperar com o enfermeiro na organização do trabalho; XVII. Realizar os procedimentos necessários e comunicar ao enfermeiro quando necessário; XVIII. Participar das reuniões técnicas e administrativas com sugestões e problemas para melhoria do serviço; XIX. Desenvolver o trabalho com ordem, segurança, responsabilidade, disciplina, ética e em equipe; XX. Comunicar problemas com equipamentos, materiais e pessoal ao supervisor imediato e registrá-las; XXI. Cumprir o horário de trabalho e a necessidade de remanejamento caso solicitado pelo enfermeiro responsável; XXII.Participar regularmente ou quando solicitado das atividades nas salas de vacinas definidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e/ou em ações extramuros, rotineiramente e durante campanhas nacionais, distritais ou municipais; XXIII. Manter subordinação imediata ao enfermeiro em exercício; XXIV. Participar da elaboração e execução de rotinas; XXV. Registrar evolução do usuário em impressos próprios e conforme padronização; XXVI. Levar ao conhecimento do enfermeiro qualquer ocorrência relacionada com os usuários e com a unidade, dados estatísticos e outros, requeridos nos programas de saúde; XXVII. Zelar pela manutenção da limpeza e temperatura adequada do refrigerador da sala de vacinação; XXVIII. Controlar estoque e validade das vacinas; XXIX. Realizar a limpeza, desinfecção e esterilização do material da unidade, bem como a estocagem do material; XXX. Organizar salas de curativos e consultórios, bandejas de exames, conferir e repor itens de uso para procedimentos; XXXI. Manter comunicação imediata ao enfermeiro; XXXII. Participar da elaboração e execução de rotinas; XXXIII. Registrar o progresso do usuário em formulários específicos e de acordo com padronização; XXXIV. Notificar o enfermeiro sobre qualquer evento relacionado aos usuários e à unidade, dados estatísticos e outros exigidos nos programas de saúde; XXXV. Registrar nas planilhas e no sistema vigente as produtividades diárias; XXXVI. Seguir o Código de Ética e a da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem. 5. DO HORÁRIO DE TRABALHO

A assistência de Enfermagem deverá ser prestada durante todo o horário de funcionamento da Unidade, reuniões gerais e capacitações profissionais, trabalho em turnos de acordo com legislação vigente do município.

Todos os funcionários devem comparecer ao trabalho no horário designado, com uniforme adequado (avental e calçados confortáveis) com crachás de identificação (se disponibilizado). O profissional deverá apresentar-se com roupas adequadas ao seu cotidiano de trabalho (não usar roupas inadequadas com transparências, minissaia, camisetas que não cubram todo o corpo, decote avantajado, bermuda, camiseta sem manga).

A equipe de enfermagem não deve receber de usuários ou familiares, pagamentos por serviços prestados durante horário normal de trabalho.

6. DO REGISTRO E ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM I. A equipe de Enfermagem deverá registrar, assinar e carimbar em prontuário todo procedimento realizado para o usuário sob sua responsabilidade; II. Os registros e as anotações de enfermagem não devem conter rasuras, borrões, entrelinhas e espaços em branco. É proibido o uso de corretivos, marca-textos entre outros. Em caso de erro, use a palavra “digo”, entre vírgulas; III. O registro deve ser feito nos sistemas de informatização em vigor do município e impresso se for o caso, contendo dados do usuário, data e hora, e seguidos de assinatura e carimbo do profissional, contendo nome completo, matrícula na instituição e número do registro no Coren (COFEN Nº 0514/2016); IV. O registro das intervenções de enfermagem deve ser feito de forma completa, clara, legível, preciso, cronológica e objetiva, contendo data e horário, observando, ortografia, independente da ferramenta implantada na unidade básica (Coleta de Dados Simplificada - CDS ou Prontuário Eletrônico do Cidadão – PEC) para alimentar o e-SUS Atenção Básica (e-SUS AB) ou sistema de informatização em vigor no município, corrigindo erros de registro, caso necessário; V. É proibido o registro de procedimento ou cuidados feitos por terceiros; VI. Os registros de acadêmicos dos diferentes níveis de formação profissional de enfermagem deverão ser acompanhadas pelos orientadores de atividade prática e estágio supervisionado (COFEN n° 441/2013); VII. O prontuário está sob a responsabilidade dos profissionais da instituição que presta cuidados ao usuário e ao acesso às informações nele contidas, uma vez que trata de direitos constitucionais – sigilo, confidencialidade e privacidade, exclusivas do usuário assistido. 7. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS I. Os funcionários deverão apresentar-se ao trabalho conforme horário determinado na escala; II. O profissional deve se apresentar com vestimentas adequadas de acordo com seu trabalho diário, evitando adornos que podem causar risco de acidentes ou que comprometam a adequada higienização das mãos e a biossegurança; IV. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), devem ser utilizados conforme os procedimentos e precauções, cabendo ao enfermeiro explicar sua importância e utilização, além de supervisionar seu uso e documentar os casos omissos em livro; V. Deverá ser usado o jaleco durante a realização de procedimentos, consultas de enfermagem, visitas domiciliares, assim como o uso do sapato fechado durante procedimentos, coleta de citologia, curativos, retirada de pontos, administração de medicamentos injetáveis, realização de visitas domiciliares, na sala de vacina ou sempre que tenha risco de contato com secreções e fluidos corporais. VI. A equipe de enfermagem deve se responsabilizar pelo uso de objetos e materiais perfuro cortantes e também pelo seu adequado descarte, sendo PROIBIDO o (re) encape e a desconexão manual de agulhas, ou outro procedimento que infrinja as normas de segurança do trabalho. VII. Caso ocorra acidente de trabalho no âmbito da unidade básica de saúde, especialmente relacionados ao risco de exposição a material biológico, seguir o fluxo de protocolo de atendimento e logo encaminhar o acidentado ao hospital. VIII. É proibido utilizar qualquer informação relacionada à Instituição em benefício próprio ou de terceiros sem a autorização legal da instituição, bem como divulgar indevidamente imagens ou informações relacionadas à instituição em redes sociais ou/e representantes similares. IX. Os Serviços de Enfermagem das unidades de saúde deverão seguir as normas, diretrizes, protocolos e notas técnicas, da Secretaria Municipal da Saúde de Cáceres – MT; X. A assistência de enfermagem deve ser garantida em condições de segurança e proteção, mesmo em caso de suspensão das atividades profissionais em consequência de movimentos reivindicatórios da categoria (COFEN, 2007); XI. Os trabalhadores da equipe de enfermagem devem estar com o cartão de vacina atualizados e deve apresenta-lo a chefia sempre que solicitado; XII. Nos casos do trabalhador da equipe de Enfermagem se negar ou se omitir em atualizar o cartão de vacinação, o fato deverá ser registrado e justificado com a assinatura e carimbo do trabalhador; XIII. O pessoal de enfermagem deverá ter conhecimento e seguir as legislações: Constituição Federal, Lei 2160 - Estatuto do Servidor, Decreto 880 de 21 de fevereiro de 2008 (estágio probatório), Decreto 913 de 14 de abril de 2008 (altera o decreto 880 de 21 de fevereiro de 2008); Portaria 6977 de 04 de março de 2015, Norma Regulamentadora 32, Regimento interno do Serviço de Enfermagem, Protocolos Assistenciais de Enfermagem do município de Cáceres e Manual de Normas e Rotinas da Atenção Básica. XIV. Os casos omissos neste regimento serão resolvidos pelo Enfermeiro Responsável Técnico do Serviço de Enfermagem da Atenção Básica e da Coordenação em Saúde.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Brasília, 1986. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7498.h...

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica. Brasília, 2011. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/...

BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea. Brasília, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhim...

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual da rede de frio. Edição 5, Brasília, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a...

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. Editora: Atlas, ed. 10, formato digital. São Paulo, 2022.

COFEN. Decisão Cofen nº 0154/2016. Brasília, 2016. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/decisao-cofen-no-01542016...

COFEN. Resolução Cofen nº 544/2017. Brasília, 2017. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-0544201...

COFEN. Resolução Cofen nº 564/2017. Brasília, 2017. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017...

COREN – MT. Legislação para exercício da enfermagem. Edição 1, Mato Grosso, 2020. Disponível em: http://mt.corens.portalcofen.gov.br/wp-content/upl...

COREN – MG. Manual de elaboração do regime interno do serviço de enfermagem. Minas Gerais, 2020. Disponível em: https://www.corenmg.gov.br/wp-content/https://cdn-amm.diariomunicipal.org/uploads/2020...

PREFEITURA MUNICIPAL DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE – ESPÍTITO SANTO. Decreto nº 3.504 de 08 de julho de 2020. Aprova regime interno de enfermagem para unidades de saúde, no âmbito do município de Venda Nova do Imigrante – ES. Espírito Santo, 2020.

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PIRACICABA – SÃO PAULO. Regime interno do serviço de enfermagem da atenção básica de Piracicaba. Elaboração 2015, revisão 2019. São Paulo, 2019. http://saude.piracicaba.sp.gov.br/wp-content/uploa...

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SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PREFEITURA DE JUNDIAÍ. Regimento de enfermagem. São Paulo, 2015. Disponível em: https://jundiai.sp.gov.br/saude/wp-content/uploads...

Estado de Mato Grosso

Prefeitura Municipal de Cáceres

Secretaria Municipal de Saúde

NORMAS E ROTINAS DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE CÁCERES

CÁCERES-MT

2023

NORMAS E ROTINAS DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

FICHA TÉCNICA

Prefeita

Antonia Eliene Liberato Dias

Secretário Municipal de Saúde

Vitor Miguel de Oliveira

Coordenação de Atenção Básica

Glauco Miranda de Araújo

Elaboração

Graziele Aguiar Dias

Thaís Dayana da Silva

Silvia Helena Franco de Oliveira Rocha

Rafaela Vila Ramos

Giane Akimoto Furtado

Luiz Angelo da Costa Antunes

Apoio

Jenniffer Thais Monaski Vila

Edna Aparecida da Cruz Silva

Lindomar da Silva Costa

Taciane Aparecida Batista Valadares

INTRODUÇÃO

Para que haja uma prestação de serviços de qualidade a população é necessário o direcionamento das condutas de trabalho da equipe de enfermagem (Motta et. al, 2020). Visando maior segurança e organização nos processos para um funcionamento adequado foram elaboradas normas/regras para realização de procedimentos, tomada de decisão e definição do sistema de trabalho, norteando as principais ações da enfermagem desde o acolhimento ao usuário da atenção básica até orientações de rotinas de enfermagem e sistematização da assistência nos serviços da Unidade Básica de Saúde (UBS). Esta, por sua vez, deve ser de conhecimento de todos os profissionais da enfermagem que atuam nas UBS´s do município de Cáceres – MT.

1. OBRIGAÇÕES EXIGIDAS PELO COREN – MT

-Escalas (atribuições e mensal)

A elaboração e atualização das escalas de atividades são indispensáveis. Essas escalas devem ser assinadas, carimbadas e afixadas em locais visíveis nas unidades, conforme diretrizes do COREN – MT (2008).

- Dimensionamento de enfermagem

O Dimensionamento de Enfermagem deve ser realizado e avaliado anualmente, mantendo uma cópia arquivada na unidade (COFEN, 2017).

2. RESPONSABILIDADE TÉCNICA

O documento de Anotação Responsabilidade Técnica (ART) tem validade de 12 meses devendo ser renovada após esse período. As informações atualizadas e documentos necessários poder ser obtidos no site do COREN - MT. Em situações de transferências para outra unidade ou desligamento do servidor, o profissional de enfermagem deve solicitar o cancelamento da Responsabilidade técnica imediatamente antes de efetuar nova inscrição (COFEN, 2016)

3. ACOLHIMENTO

“Art. 4º Toda pessoa tem direito ao atendimento humanizado e acolhedor, realizado por profissionais qualificados, em ambiente limpo, confortável e acessível a todos.” (Brasil, 2009)

O enfermeiro é responsável por supervisionar o acolhimento realizado pelo auxiliar/técnico de enfermagem; devendo também receber os usuários que procuram o serviço por queixas, sinais e sintomas, e realizar consulta de enfermagem ou realizar encaminhamentos pertinentes quando necessário (BRASIL, 1987).

4. NORMAS DE BIOSSEGURANÇA

Não há dúvida de que a lavagem das mãos é a medida de rotina mais simples, eficaz e importante para prevenir e controlar a propagação de infecções, e deve ser feita por toda a equipe no início e na conclusão das tarefas (ANVISA, 2018).

5. NORMAS E ROTINAS NAS SALAS DAS UNIDADES DE SAÚDE

5.1 SALA DE VACINAÇÃO

i. Início do trabalho

Verificar e registrar a temperatura do refrigerador no mapa de controle diário de temperatura (ao iniciar as atividades de rotina, ao meio dia, as 16:00 ou 17:30 horas – final do expediente);

Limpar as superfícies diariamente com água e sabão, seguido de álcool 70%;

Verificar o prazo de validade dos imunobiológicos, dando prioridade aos que estão mais próximos do prazo de validade;

Organizar a caixa térmica com gelox e aguardar estabilização da temperatura (entre +2 e + 8°C);

Retirar da geladeira de estoque as quantidades de vacinas e diluentes necessária para consumo durante o dia e armazená-los em caixa térmica estabilizada;

Identificar os frascos abertos marcando data, hora, validade e rubrica do profissional.

ii. Acolhimento dos usuários

Verificar se o usuário está se vacinando pela primeira vez ou retornando;

Identificar os documentos de registro da vacinação (Cartão da Criança ou do Adulto, ficha espelho);

De acordo com o calendário de vacinação válido, avaliar os documentos de registros de vacinação e verificar quais vacinas devem ser administradas;

Avaliar as informações sobre a saúde da pessoa a ser vacinada e observar as indicações e possíveis contraindicações à vacinação dos imunobiológicos, de acordo com as diretrizes da Norma Técnica do Programa de Imunização.

Realizar orientações sobre a importância da vacinação e dos calendários básicos de vacinação nos prazos estabelecidos;

Registrar a vacina administrada no espaço para cada tipo de imunobiológicos (cartão da criança, adulto, ficha de registro ou mapa diário de vacinação), sempre atentos para os tipos de imunobiológicos, lote, validade, fabricante, assinatura e carimbo do administrador;

Sempre que necessário fazer o aprazamento com a data de retorno para novas doses de vacinas, lembrando que é feito a lápis;

Encaminhar cliente para receber o imunobiológico;

iii. Impressos e Manuais

Carteira de vacinação da criança, adultos e adolescente

Cartão de Controle ou formulários de Registro;

Mapa Diário de Vacinação;

Mapa Mensal de Vacinação;

Mapa de Campanha de Doses Aplicadas de Vacina;

Mapa de Controle diário para verificação de Temperatura do refrigerador;

Ficha de Investigação dos Eventos Adversos Pós-Vacinação;

Ficha de Fluxo Imediato de Eventos Adversos Pós-Vacinação;

Norma Técnica do Programa de Imunização;

Orientações quanto às condutas frentes a alteração de temperatura do refrigerador, procurar deixar fixado em local visível;

Formulário de notificação de Alteração de Temperatura;

Formulário de notificação de Procedimentos Inadequados.

iv. Materiais de consumo

Materiais como: lápis, borracha, caneta, marcador permanente, clips, grampeador, carimbo, almofada para carimbo

Imunobiológicos;

Luvas de procedimento;

Óculos de proteção;

Termômetro digital com cabo extensor;

Termômetro tipo capela;

Termostato;

Caixa térmica;

Álcool 70%;

Almotolias;

Esparadrapo e fita adesiva;

Algodão hidrófilo;

Recipiente com tampa para algodão;

Seringas descartáveis (1 ml, 3ml, 5ml e 10ml);

Agulhas descartáveis para administração via intradérmico, subcutâneo e intramuscular;

Caixa coletora de material perfuro cortante;

Papel toalha;

Depósito para lixo comum (lixo preto);

Depósito para lixo infectante (lixo branco);

Sabão líquido.

v. Funções básicas da equipe

Manter o ambiente organizado e limpo;

Fornecer materiais e imunobiológicos de acordo com as necessidades diárias;

Atentar para condições de conservação dos imunobiológicos;

Manter os equipamentos em bom estado de funcionamento;

Encaminhar e descartar adequadamente os imunizantes biológicos não utilizados e resíduos resultantes de vacinação.

Fornecer orientação e assistência aos clientes de forma segura, responsável e respeitosa;

Documentar a assistência prestada em formulários e sistemas de informação adequados;

Manter os arquivos organizados

Avaliar sistematicamente as atividades realizadas.

Realizar busca ativa aos faltosos.

vi. REGISTROS

-Preenchimento do cartão de registro da vacinação

Os dados de identificação são registrados no Cartão da Criança e no Cartão Espelho com os dados da certidão de nascimento.

O registro deverá conter os seguintes dados: nome da criança, a data do nascimento, nome dos pais, dados referentes ao parto, peso, APGAR, testes de triagem neonatal (olhinho, orelhinha, pezinho, coração, língua) que devem ser copiados do documento hospitalar;

Na falta da Certidão de Nascimento deve-se anotar os dados a lápis e aguardar a apresentação do documento para confirmação dos dados;

O endereço é escrito a lápis para permitir alterações;

No Cartão Espelho também são registrados os números de matrícula, prontuário, Cartão Nacional de Saúde, telefone para facilitar por ocasião da busca de faltosos.

Os imunobiológicos administrados são registrados a caneta, contendo a data (dia, mês e ano), lote da vacina, a assinatura e o registro no Conselho Regional do servidor;

Realizar o aprazamento (dia, mês por e ano) a lápis, orientando o usuário ou responsável quanto ao retorno.

Arquivo da sala de vacina

Centralizar dados e informações coletadas;

Gerenciar o atendimento dos clientes para vacinação;

Identificar e realizar a convocação dos faltosos à vacinação;

Fornecer informações para monitorar e avaliar atividades;

Formulários utilizados para realizar registros de informações sobre os imunobiológicos estocados, recebidos (notas), distribuídos, remanejados ou devolvidos deverá ser arquivado em pastas e identificadas;

Mapa de controle diário da temperatura;

Mapa diário da vacinação;

Mapa mensal;

Formulário contendo alterações de temperaturas notificadas;

Possíveis registros de procedimentos inadequados.

vii. Encerramento do trabalho diário

Descartar sobras de vacinas com validade vencida após a abertura do frasco e frascos de imunizantes com rótulos danificados conforme orientação da Norma Técnica do Programa de Imunização, na caixa coletora de material perfurocortante;

Organizar os imunobiológicos de uso diário e os que podem ser utilizadas no dia seguinte, recolocando-as no refrigerador de estoque;

Verificar e registrar a temperatura do refrigerador no Mapa de Controle diário de Temperatura;

Registrar informações no sistema de informação (SIPNI) e registro de produção no E-SUS;

Arquivar os cartões espelho;

Manter a sala em ordem;

Organizar e repor materiais de consumo;

Realizar troca de caixa coletora de perfurocortantes sempre que necessário.

viii. Encerramento do trabalho mensal

Revisar cartão espelho para busca ativa de faltosos;

Manter o controle do estoque de insumos e imunobiológicos no refrigerador e também no sistema de informações vigente

Realizar o fechamento mensal dos boletins de doses aplicadas, e o controle Mensal de vacinas (Grade);

Realizar registro de movimentação de recebimento e saída dos imunobiológicos no sistema de informação;

Realizar conferência de dados de registro de produção no sistema de informação;

Realizar pedido/solicitação de imunobiológicos mensal de acordo com necessidade.

5.2 SALA DE CURATIVO

É de responsabilidade do profissional técnico de enfermagem ou auxiliar, sob a supervisão do enfermeiro:

1. Organizar a sala, repondo materiais de insumos necessários para realização de curativos;

2. Realizar limpeza com água e sabão nas superfícies e após desinfecção com álcool a 70%, a cada turno de trabalho;

3. Trocar as almotolias uma vez por semana, colocando novas soluções, previamente limpas, identificados e datados;

4. Verificar prazo de validade dos materiais esterilizados, normalmente o prazo é de 7 dias, os que estiverem vencidos encaminhar para o expurgo;

5.. Manter o controle de estoque e validade dos materiais, pomada e frascos após a abertura;

6. Manter atualizado o Sistema de Informação de controle do estoque de materiais para consumo;

7. Realizar os curativos de acordo com prescrição do enfermeiro e/ ou do médico, realizar registro de anotação de enfermagem no prontuário;

8. Após realização de curativo encaminhar ao expurgo os materiais utilizados em solução com água e sabão, em caixa com tampa.

9. Solicitar limpeza concorrente e descontaminação após realizar curativos contaminados;

10. Solicitar limpeza concorrente diariamente e limpeza terminal semanalmente, de acordo com escala de limpeza.

5.3 CONSULTÓRIOS

Descrição do Processo:

É de responsabilidade do profissional técnico de enfermagem ou auxiliar, sob a supervisão do enfermeiro:

1. Manter a sala organizada.

2. Solicitar limpeza concorrente diariamente e limpeza terminal semanalmente;

3. Verifique o funcionamento dos equipamentos da sala: balança, negatoscópio, esfigmomanômetros, otoscópios, caso necessário comunique a enfermeira.

4. Trocar as almotolias uma vez por semana, colocando novas soluções, previamente limpas, identificados e datados.

5. Repor materiais e impressos próprios e específicos do local.

5.4 – CONSULTÓRIOS DE GINECOLOGIA

É de responsabilidade do profissional técnico de enfermagem ou auxiliar, sob a supervisão do enfermeiro:

1. Manter a sala limpa e organizada;

2. Realizar limpeza com água e sabão nas superfícies e após desinfecção com álcool a 70%, a cada turno de trabalho;

3. Solicitar ao responsável de serviços gerais que realize diariamente limpeza concorrente e semanalmente limpeza terminal;

4. Manter os materiais de uso diário limpos e organizados;

5. Repor aventais e lençóis no início do atendimento;

6. Providenciar no início do plantão recipiente próprio com água e sabão para colocar instrumentais sujos e encaminhar ao expurgo após o uso;

7. Trocar as almotolias uma vez por semana, colocando novas soluções, previamente limpas, identificados e datados.

8. Verificar prazo de validade dos materiais esterilizados - normalmente o prazo é de 7 dias - os que estiverem vencidos encaminhar para o expurgo.

9. Verificar o bom funcionamento dos equipamentos da sala como foco de luz, sonar, eletrocautério, balança, chamando a manutenção se necessário e comunicando o enfermeiro;

10. Repor materiais (soluções, instrumentais, entre outros) e impressos próprios e específicos;

11. Manter arquivos organizados;

12. Realizar registro em livro próprio toda coleta de citologia oncótica realizada com data, nome da paciente, idade, data de nascimento, nome da mãe e resultado recebido;

15. Manter vigilância quanto aos resultados alterados de citologia oncótica e mamografia – SISCAN;

5.5 – SALA DE PROCEDIMENTOS

Descrição do Processo:

É de responsabilidade do profissional técnico de enfermagem ou auxiliar, sob a supervisão do enfermeiro:

1. Manter a sala organizada;

2. Realizar limpeza com água e sabão nas superfícies e após desinfecção com álcool a 70%, a cada turno de trabalho;

3. Verificar os equipamentos, materiais e medicamentos, repor quando necessário e manter o sistema de informação de controle de estoque atualizados;

4. Realizar os procedimentos de acordo com prescrição médica e/ou do enfermeiro, checando na própria receita e registrando em prontuário com data, horário, número da carteira profissional (COREN-MT) e nome legível;

5. Manter a sala limpa e organizada;

6. Solicitar aos serviços gerais que realize diariamente limpeza concorrente e semanalmente limpeza terminal, conforme sua escala;

5.6 – SALA DE ACOLHIMENTO

Descrição do Processo:

É de responsabilidade do profissional técnico de enfermagem ou auxiliar, sob a supervisão do enfermeiro:

1. Manter a sala organizada;

2. Realizar limpeza com água e sabão nas superfícies e após desinfecção com álcool a 70%, a cada turno de trabalho;

3. Verificar o funcionamento dos equipamentos da sala: balança, esfigmomanômetro, oxímetro, termômetro, glicosímetro, otoscópios. Comunicando o enfermeiro quando necessário para chamar manutenção;

4. Trocar as almotolias uma vez por semana, colocando novas soluções, previamente limpas, identificados e datados;

6. Repor os impressos próprios e específicos e manter o Sistema de Informação de controle do estoque de material atualizado;

7. Solicitar aos serviços gerais que realize diariamente limpeza concorrente e semanalmente limpeza terminal, conforme sua escala.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANVISA. Nota técnica nº 01/2018 GVIMS/GGTES/ANVISA: informações gerais para higiene das mãos em serviços de saúde. Brasília, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo...

BRASIL. Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987. Brasília, 1987. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-94406-8-junho-1987-444430-publicacaooriginal-1-pe.html

BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria Nº 1.820/99: Dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários da saúde. Brasília. DF. 2009. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2009/...

COFEN. Resolução Cofen 0543/2017. Brasília, 2017. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/wp-content/https://cdn-amm.diariomunicipal.org/uploads/2017/05...

COREN – MT. Decisão Coren – MT nº 044/2008. Mato Grosso, 2008. Disponível em: http://www.coren-mt.gov.br/decisao-coren-mt-no-044...

COREN – MT. Legislação para exercício da enfermagem. Edição 1, Mato Grosso, 2020. Disponível em: http://mt.corens.portalcofen.gov.br/wp-content/upl...

COREN – MT. Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. Mato Grosso, 2019. Disponível em: http://www.coren-mt.gov.br/documentos-necessarios-...

Ministério da Saúde. Portaria nº 1.172 de 15 de junho de 2004. Brasil, 2004. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2004/...

Ministério da Saúde. Manual de normas e procedimentos para vacinação. Edição 1, Brasília, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_...

Ministério da Saúde. Manual da rede de frio. Edição 5, Brasília, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a...

MOTTA, Ana Letícia Carnevalli, et. al. Normas, rotinas e técnicas de enfermagem. Edição 7, editora: Saraiva, 2020.

Secretaria de Saúde de São Paulo. Manual de normas, rotinas e procedimentos de enfermagem – Atenção Básica / SMS – SP. São Paulo, 2016. Disponível em: http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/https://cdn-amm.diariomunicipal.org/uploads/...

Secretaria de Saúde de Goiás. Guia prático de imunizações para trabalhadores da sala de vacinação. Edição 10, Goiás, 2021.

Secretaria do Estado de Segurança Pública – MT. Manual de normas e rotinas de enfermagem, procedimento operacional padrão(POP) e sistematização da assistência de enfermagem (SAE). Mato Grosso, 2023. Disponível em: https://www.sesp.mt.gov.br/documents/4713378/37973...

Secretaria de Saúde de São Paulo. Manual de normas, rotinas e procedimentos de enfermagem – Atenção Básica / SMS – SP – em atualização. São Paulo, 2023. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretaria...

Estado de Mato Grosso

Prefeitura Municipal de Cáceres

Secretaria Municipal de Saúde

POP - PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

Enfermagem na Atenção Primária à Saúde

CÁCERES-MT

2023

PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO

UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

FICHA TÉCNICA

Prefeita

Antonia Eliene Liberato Dias

Secretário Municipal de Saúde

Vitor Miguel de Oliveira

Coordenação de Atenção Básica

Glauco Miranda de Araújo

Elaboração

Graziele Aguiar Dias

Thaís Dayana da Silva

Silvia Helena Franco de Oliveira Rocha

Rafaela Vila Ramos

Giane Akimoto Furtado

Luiz Angelo da Costa Antunes

Apoio

Jenniffer Thais Monaski Vila

Edna Aparecida da Cruz Silva

Lindomar da Silva Costa

Taciane Aparecida Batista Valadares

ÁREA 01 - RECEPÇÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CÁCERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 001

RECEPÇÃO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Recepção e Acolhimento aos pacientes.

2.EXECUTANTES

Assistente Administrativo ou Recepcionista

3.OBJETIVO Este Procedimento Operacional Padrão (POP) foi desenvolvido com a finalidade de padronizar as diretrizes para a recepção e atendimento aos usuários que utilizam os serviços disponibilizados nas unidades básicas de saúde (UBS).

4.PROCEDIMENTO

Organizar o espaço de maneira adequada; Efetuar desinfecção e higienização com álcool 70% no início e final de cada expediente; Pedir aos funcionários de serviços gerais que realizem a limpeza de maneira recorrente, sempre que necessário; Manter os documentos arquivados em pastas seguindo a ordem alfabética para que seja encontrado e manuseado de maneira eficiente; Fornecer informações e orientar o paciente de acordo com a necessidade de cada um e perguntar o motivo da sua procura pela unidade de saúde; Agendamento das consultas; Solicitar o cartão do SUS Organizar prontuário do paciente antes de cada consulta; Entregar o prontuário à equipe de enfermagem ou ao médico responsável; Manter materiais de papelaria utilizados diariamente no lugar adequado e devidamente organizados, bem como repô-los conforme a demanda; Após saída do paciente, recolocar os prontuários em seu devido lugar.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CÁCERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 002

ACOLHIMENTO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO:

Acolhimento e atendimento ao usuário da Atenção Básica.

2.EXECUTANTE:

Auxiliares, Técnicos de Enfermagem e Enfermeiros.

3.OBJETIVO:

Receber ao usuário com escuta ativa, com objetivo de satisfazer suas necessidades fundamentais.

2. PROCEDIMENTO

Utilizar uma escuta ampliada do motivo da procura ao serviço, levando em consideração o contexto do usuário inserido naquela comunidade; Observar, identificar e descrever sinais e sintomas dentro do âmbito de sua competência; Comunicar ao enfermeiro ou médico as queixas relatadas assim que identificadas para que a equipe responsável direcione o atendimento; Encaminhar o paciente à equipe responsável por ele (quando em UBS com ESF) Agendar retornos de acordo com solicitação médica ou programação de atendimento. Atender as solicitações relacionadas à Vigilância em Saúde e encaminhar queixas ou denúncias seja de natureza ambiental e/ou social às autoridades competentes, como também fornecer orientações em relação a saneamento caso necessário.

Atribuições do enfermeiro na UBS:

Supervisionar o cumprimento deste Procedimento Operacional Padrão (POP); Supervisionar o processo de acolhimento realizado pelo auxiliar e/ou técnico de enfermagem; Recepcionar os pacientes que buscam o serviço com queixa, sinal ou sintoma; Conduzir o acolhimento e, quando requerido, realizar consulta de enfermagem, além de providenciar encaminhamentos essenciais.

ÁREA 2 - HIGIENE E ANTISSEPSIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE CÁCERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 003

HIGIENE PESSOAL DO PROFISSIONAL DE SAÚDE

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Higiene e antissepsia para redução de riscos de transmissão de infecções.

2.EXECUTANTE:

Todos os profissionais da equipe de saúde

3.OBJETIVO

Assegurar limpeza pessoal e o conforto dos profissionais de saúde, prevenindo a propagação de infecções.

5.ORIENTAÇÕES:

Higiene pessoal: O profissional de saúde deve manter a higiene corporal, que está ligada diretamente à aparência pessoal.

Cuidados com o corpo: O banho poderá eliminar o suor, sujidades e os microrganismos e tornar a aparência agradável.

Cuidados com os cabelos: Os cabelos devem estar presos e limpos, fazer uso da touca com intuito de proteção dos cabelos.

Cuidado com as unhas: As unhas devem estar sempre aparadas e limpas, evitar a retirada de cutículas para se manter a pele íntegra.

Cuidados com o uniforme: O uniforme deverá ser trocado todos os dias e todas as vezes que se fizer necessário, deve ser limpo, com ausência de manchas e odor, bem como rasgos.

Cuidados com os sapatos: Os sapatos devem ser fechados e impermeáveis, com objetivo de proteger os pés, ao ser lavados, devem ser colocados para secar na posição vertical, com isso evita-se os odores e frieiras.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CÁCERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 004

PRECAUÇÕES PADRÃO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Medidas de proteção que devem ser adotadas pelos profissionais de saúde que terão contato direto com o paciente.

2.EXECUTANTE:

Todos os profissionais da equipe de saúde

3.OBJETIVO

Garantir o cumprimento das práticas assépticas, evitando a transmissão de infecções.

4. ORIENTAÇÕES

Realizar higiene das mãos ou usar soluções antissépticas antes e depois de qualquer procedimento.

Fazer uso de luvas de acordo com a realização de procedimentos, principalmente com os que terá contato com sangue e secreções corporais, mucosas ou lesão de pele de qualquer usuário e punção venosa periférica.

Usar avental descartável durante procedimentos que houver risco de contaminação do uniforme com sangue e secreções corporais.

Realizar uso de máscara, touca e protetor de olhos quando houver risco de respingos de sangue e secreções na face.

Desprezar agulhas e instrumentos cortantes em coletores ou caixa de perfuro cortantes e nunca encapar novamente agulhas.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CÁCERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 005

HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Procedimento indispensável para realização de qualquer atendimento e ou procedimento dentro da Unidade Básica de Saúde.

2.EXECUTANTES:

Todos os profissionais da equipe de saúde

3.OBJETIVO:

Garantir a higiene das mãos, evitando a transmissão de infecções.

4.MATERIAL UTILIZADO

Água Sabão líquido Toalha de papel Solução alcoólica ou antisséptico.

5. PROCEDIMENTO / ORIENTAÇÕES

USO DE ÁGUA E SABÃO:

Ao iniciar e ao término de cada turno de trabalho. Antes e após cada procedimento. Após ir ao banheiro. Antes e após as refeições. Antes do preparo de alimentos. Antes do preparo e manipulação de medicações. Ao observar sujidade nas mãos

USO DE PREPARAÇÃO ALCOÓLICA

Antes de contato com o paciente

Após contato com o paciente

Antes e depois de procedimentos e manipulação de dispositivos invasivos.

Antes e depois de calçar luvas para realizar procedimentos

Após risco de exposição a fluidos corporais.

Após contato com objetos e superfícies próximos ao paciente.

Antes e após remoção de luvas.

USO DE ANTISSÉPTICO

Higienização antisséptica das mãos

Degermação da pele.

TÉCNICAS

Higienização simples das mãos

Higienização antisséptica das mãos

Fricção de antisséptico com preparação alcoólica nas mãos.

Após contato com objetos e superfícies próximas ao paciente.

Antes e após o uso de luvas.

IMPORTANTE:

Retirar joias (anéis, pulseiras, relógio) antes de iniciar qualquer uma dessas técnicas, pois microorganismos podem acumular sob tais objetos. Sempre use toalhas de papel para torneiras que precisam ser fechadas manualmente. É proibido o uso coletivo de toalhas de tecido, pois permanecem úmidas e favorecem o crescimento bacteriano.

Finalidade:

Remoção da sujidade, células descamativas e da microbiota da pele Prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas A utilização de gel alcoólico a 70% ou de solução alcoólica a 70% com 1-3% de glicerina pode substituir a higienização com água e sabão quando as mãos não estiverem visivelmente sujas. Leva 20 a 30 segundos para realizar a técnica de higienização PASSO A PASSO Aplique produto suficiente na palma da mão para cobrir todas as superfícies das mãos. Esfregar as mãos entre si. Esfregar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda e entre os dedos e vice-versa. Esfregue a palma das mãos entre si com os dedos entrelaçados. Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos e vice-versa. Esfregue o polegar esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita, utilizando-se movimento circular e vice-versa. Esfregue as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma da mão esquerda, fazendo um movimento circular e vice-versa. Esfregue os punhos com movimentos circulares. Esfregue até secar. Não utilizar papel toalha.

ÁREA 3 – LIMPEZA, DESCONTAMINAÇÃO, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 006

USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC)

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Há medidas de prevenção que devem ser utilizadas na assistência a todos os pacientes, na manipulação de sangue, secreções e excreções, contato com mucosas e pele não íntegra. Torna-se então obrigatório a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (E.P.I.), com a finalidade de reduzir a exposição do profissional a sangue ou fluidos corpóreos, e os cuidados específicos recomendados para manipulação e descarte de materiais perfuro-cortantes, contaminados por material orgânico

2.EXECUTANTES:

Todos os profissionais da equipe de saúde

3.OBJETIVO:

Garantir o cumprimento das práticas assépticas, evitando a transmissão de infecções e acidentes de trabalho

4.MATERIAL UTILIZADO

Aventais Impermeáveis Botas de PVC Gorros ou Tocas, Luvas de Segurança, Máscara de proteção, Óculos de proteção, Sapatos de Segurança.

5. ORIENTAÇÕES

Sempre que iniciar qualquer atividade verificar a necessidade do uso de EPIs. Não utilizar adornos. Manter cabelos limpos, quando compridos, mantê-los preso, fazer uso de touca quando o procedimento requer técnicas assépticas, evitando queda de cabelo ou células epiteliais; Manter barba e bigode aparados. Manter as unhas aparadas e limpas. Os uniformes devem ser mantidos limpos e em bom estado de conservação. Realizar higiene das mãos antes e após iniciar as atividades Realizar as atividades sempre utilizando EPI’s (luvas, calçado fechado impermeável, avental, gorro, óculos e máscara). As luvas de segurança, panos, baldes e outros materiais utilizados para limpeza de pisos e sanitários não deverão ser utilizados para limpeza das demais superfícies. Não tocar com as mãos enluvadas em superfícies como maçanetas, bancadas, torneiras, interruptores, telefones, dentre outros. Ao termino das atividades, os materiais utilizados durante a limpeza e desinfecção (baldes, panos, etc.) e os EPI’s (luvas, óculos, botas, etc.) devem ser higienizados e guardados em local próprio. As áreas para desinfecção e armazenamento dos materiais de limpeza e equipamentos de proteção individual devem ser exclusivas e equipadas, ter acesso a ponto de água corrente, porta-sabonetes líquidos e papel toalha, lixeiras com tampa, pedais e sacos plásticos, prateleiras feitas de materiais laváveis para armazenar produtos de limpeza

AVENTAIS IMPERMEÁVEIS: Utilizados nas tarefas em que exista risco de umidade e respingo de líquidos diversos no corpo.

Limpeza e conservação: o Lavar com água e detergente neutro, o Enxaguar e secar cuidadosamente. o Friccionar as superfícies externa e interna do avental com álcool 70 %.

BOTAS DE PVC: são de uso individual, serve para proteção dos pés e pernas, são utilizadas para realizar atividades de limpeza e desinfecção onde há contato com umidade excessiva e produtos, orientado utilizar com os pés limpos e meias de algodão. Devem ser de cano médio com solado reforçado antiderrapante.

Limpeza e conservação: o Lavar com água e detergente. o Enxaguar. o Colocar para secar em local ventilado

GORROS OU TOCAS: Devem ser descartáveis, de uso individual, para proteção dos cabelos nas atividades onde há possibilidade de respingo de líquidos diversos, proteção contra contaminação em procedimentos e para limpeza de áreas acima do nível da cabeça, onde há possibilidade de projeção de poeira (teto, parede, janela, etc.). A touca deverá cobrir todo cabelo.

LUVAS DE SEGURANÇA: Utilizadas para proteção das mãos e antebraços durante as atividades de limpeza e desinfecção. Devem ser de látex natural, com forro, superfície antiderrapante e de cano longo. São de uso individual.

Limpeza e conservação: o Lavar com água e detergente a parte externa das luvas, antes de serem retiradas. o Enxaguar as mãos enluvadas com água corrente e secar com compressa ou pano de limpeza. o Retirar as luvas pelo avesso e limpar com compressa ou pano umedecido em água e detergente. Remover o detergente com pano úmido e secar as luvas. o Calçar luvas de procedimentos e imergir as luvas em Hipoclorito de Sódio 1% por 30 minutos. o Enxaguar abundantemente em água corrente e secar com compressa ou pano de limpeza. o Acondicionar em saco plástico ou recipiente fechado.

MÁSCARA DE PROTEÇÃO: Utilizadas nas tarefas onde há possibilidade de respingo de líquidos diversos na boca e no nariz e para limpeza de áreas acima do nível da cabeça, onde há possibilidade de projeção de poeira (teto, parede, janela, etc.). São descartáveis e de uso individual. As máscaras devem ser retangulares, com três camadas de falso tecido, peça flexível para ajuste sobre o nariz e tiras para fixação à cabeça.

ÓCULOS DE PROTEÇÃO: Utilizados nas tarefas onde há possibilidade de respingo de líquidos diversos no rosto e para limpeza de áreas acima do nível da cabeça, onde há possibilidade de projeção de poeira (teto, parede, janela, etc.). Os óculos devem ser confeccionados com armação e visor em policarbonato, proteção lateral, lente 014 transparente com tratamento especial contra riscos, arranhões e embaçamento.

Limpeza e conservação: o Lavar com água e detergente neutro. o Enxaguar abundantemente. o Secar bem com compressa ou pano de limpeza. o Desinfetar por meio de imersão em Hipoclorito de Sódio 1% por 30 minutos. o Enxaguar abundantemente em água corrente. o Secar com compressa ou pano o Acondicionar em saco plástico ou recipiente fechado.

SAPATO DE SEGURANÇA: Utilizados no uso diário, nas atividades onde não há contato com umidade. Devem ser totalmente fechados e com sola antiderrapante. São de uso individual, sendo aconselhável utilizar com os pés limpos e meias de algodão. Limpeza conforme orientação do fabricante.

ATENÇÃO: Substituir o EPI quando estiverem em mau estado de conservação e higienizar conforme rotina da unidade.

ÁREA 03 - LIMPEZA DE EQUIPAMENTOS, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 007

DESCONTAMINAÇÃO DE ARTIGO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

Remoção de microrganismos patogênicos na forma vegetativa de objetos e superfícies contaminados com matéria orgânica fazendo com que os mesmos fiquem seguros para serem manuseados durante o processo de limpeza manual. O processo pode ser químico (soluções germicidas) ou físico (lavadoras automáticas)

2. EXECUTANTE

Auxiliares de Enfermagem, Técnicos de Enfermagem, Enfermeiros, Auxiliares de Saúde Bucal, Técnicos de Saúde Bucal, Dentista, Médico.

3. OBJETIVO

Destruir microrganismos patogênicos.

4.ORIENTAÇÕES

o Os procedimentos só devem ser feitos por profissionais devidamente capacitados e em local apropriado (expurgo); o Sempre utilizar sapatos fechados, para prevenir a contaminação por respingos; o Quanto ao manuseio de artigos sujos, estar devidamente paramentado com equipamentos de proteção o As pinças devem estar abertas em sua imersão na solução; o Desconectar os componentes acoplados, para uma efetiva limpeza; o Agrupar os materiais por tipo de artigo, o Imergir ou embeber em solução pelo tempo determinado, segundo o produto de limpeza utilizado (ex. detergente enzimático: em torno de 5 minutos), o Atentar para o preenchimento de todos os lumens e orifícios do material. o Limpar com escovas apropriadas, o Enxaguar em água potável, o Repetir o enxágue em água potável. o Observar o preenchimento dos lumes dos artigos com a solução de limpeza bem como no momento do enxágue. o Inspecionar rigorosamente a qualidade da limpeza. o Ao utilizar mesas na execução dessa tarefa, recomendamos que a mesma seja previamente limpa e desinfetada com álcool 70% em três fricções em sentido único e que a mesa seja forrada com um campo de cor clara para observar melhor a presença de qualquer sujidade. o Secar os materiais com tecido absorvente limpo, atentando para o resultado da limpeza, principalmente nas ranhuras das pinças;

Armazenar o material em local fechado ou encaminhá-lo para desinfecção ou esterilização.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 008

DESINFECÇÃO DE MATERIAIS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

Processo físico ou químico que destrói e/ou elimina a maioria dos microrganismos patogênicos

2. EXECUTANTE

Auxiliares de Enfermagem, Técnicos de Enfermagem, Enfermeiros, Auxiliares de Saúde Bucal, Técnicos de Saúde Bucal, Dentista, Médico.

3. OBJETIVO

Destruir microrganismos em estado vegetativo, utilizando método químico ou físico.

4. DESCRIÇÃO

TIPOS DE DESINFECÇÃO: química e desinfecção física.

DESINFECÇÃO QUIMICA: o Utilizar produtos adequados; o Manter no local as especificações dos produtos químicos e o método de socorro imediato em caso de acidente (ex: lavar sim ou não, com água ou solução salina etc.) o A desinfecção química também tem como pré-requisito à limpeza adequada do material bem como a secagem minuciosa do mesmo, o preenchimento de todos os lumes e reentrâncias e o respeito ao tempo de exposição; o Registrar o processo de desinfecção (data de realização da desinfecção, hora ou turno, tipo de solução utilizada, laudo de avaliação da solução utilizada, validade e assinatura do responsável). DESINFECÇÃO FÍSICA (Termo desinfecção): o Utilizar técnica asséptica para retirada do material da termo desinfetadora (luvas, touca e máscara); o Avaliar a limpeza de forma visual com auxílio de lupa; o Secar o material e acondicionar em saco plástico, proceder a selagem térmica em seguida; o Registrar o processo de termo desinfecção (data de realização da desinfecção, hora ou turno, tipo de processo, validade e assinatura do responsável)

PRODUTOS:

Sabões e detergentes: O sabão é um produto para lavagem e limpeza doméstica, formulado à base de sais alcalinos de ácidos graxos associados ou não a outros tenso ativos. É o produto da reação natural por saponificação de um álcali (hidróxido de sódio ou potássio) e uma gordura vegetal ou animal. O detergente é um produto destinado à limpeza de superfícies e tecidos através da diminuição da tensão superficial. Os detergentes possuem efetivo poder de limpeza, principalmente pela presença do surfactante na sua composição. O surfactante modifica as propriedades da água, diminuindo a tensão superficial facilitando a sua penetração nas superfícies, dispersando e emulsificando a sujidade. O detergente tem a função de remover tanto sujeiras hidrossolúveis quanto aquelas não solúveis em água. Álcool: Os álcoois etílicos e o isopropílico são os principais desinfetantes utilizados em serviços de saúde, podendo ser aplicado em superfícies ou artigos por meio de fricção. Fácil aplicação e ação imediata. Indicação: mobiliário em geral. Mecanismo de ação: desnaturação das proteínas que compõem a parede celular dos microrganismos. Concentração de uso: 60% a 90% em solução de água volume/volume. ü Compostos liberadores de cloro ativo INORGÂNICOS Os compostos mais utilizados são hipocloritos de sódio, cálcio e de lítio. Características: bactericida, virucida, fungicida, tuberculicida e esporicida, dependendo da concentração de uso. Apresentação líquida ou pó; amplo espectro; ação rápida e baixo custo. Indicação: desinfecção de superfícies fixas. Indicação: descontaminação de superfícies.

ORGÂNICOS

Os ácidos dicloroisocianúrico (DCCA) e tricloroisocianúrico (TCCA) são exemplos de compostos desse grupo. Características: bactericida, virucida, fungicida, tuberculicida e esporicida, 018 dependendo da concentração de uso. Apresentação em pó. Mais estável que o cloro inorgânico. Indicação: descontaminação de superfícies. Concentração de uso: 1,9% a 6,0%, com tempo de ação conforme comprovado pelo fabricante.

TÉCNICA

Meio físico Água em ebulição (desinfecção de alto nível) o Tempo: 30 minutos; Artigos termo resistentes; o Ferver a água durante 10 minutos sem a presença do artigo; Imergir o artigo quando a água estiver em ebulição; Usar pinças desinfetadas para retirar os artigos; Usar luvas de amianto de cano longo. Meio químico o Imergir o artigo em solução desinfetante (fricção se não puder emergir); Usar EPI; o Preencher o interior dos tubos e reentrâncias; Observar tempo de exposição, de acordo com o fabricante; Manter os recipientes tampados; Observar a validade do produto; Enxaguar com água potável (múltiplos enxágues); Secar e acondicionar. Níveis de desinfecção São classificados 3 (três) níveis de ação: alto, médio e baixo, baseado na susceptibilidade dos microrganismos. Desinfecção de alto nível: Procedimento eficaz contra todas as formas vegetativas, destruindo também uma parte dos esporos, quando utilizamos entre 10 e 30 minutos. Os desinfetantes de alto nível em um tempo relativamente longo, 6 a 10 horas, são capazes de realizar esterilização. Desinfecção de nível intermediário: Procedimento que destrói os microrganismos na forma vegetativa incluindo o Mycobacterium tuberculosis, todos os fungos e a maioria dos vírus. Desinfecção de baixo nível: Procedimento que destrói a maioria das bactérias na forma vegetativa, exceto Mycobacterium tuberculosis, alguns fungos e alguns vírus.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 009

TÉCNICADE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE ALMOTOLIAS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

É a remoção de sujidades orgânicas e inorgânicas e redução da carga microbiana presente nas almotolias, de forma a tornar o produto seguro para manuseio.

2. EXECUTANTE

Técnico de enfermagem, Auxiliar de enfermagem e Enfermeiro

3. OBJETIVO

Realizar a remoção física por ação mecânica da sujidade, promovendo redução de microrganismos das superfícies das almotolias.

4. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:

Preparo da Solução:

Higienizar as mãos; Paramentar-se com os EPIs indicados; Prepara a solução com água e detergente; Esvaziar as almotolias; Lavar interna e externamente, incluindo a tampa; Enxaguar abundantemente por dentro e por fora, em agua corrente; Colocar as almotolias e tampas para escorrer sob um pano limpo e seco e/ou papel toalha; Imergir as almotolias em solução de ácido peracético 0,25% ou hipoclorito de sódio 1%, durante 30 minutos; Retirar da solução e enxaguar rigorosamente em água corrente. Deixar escorrer sobre um pano limpo ou papel toalha, até secar. Reabastecer para uso; Rotular a almotolia.

Observações

A quantidade de solução na almotolia deve ser suficiente apenas para uso diário ou semanal; Nunca reabastecer as almotolias sem limpeza e desinfecção prévia; O processo de limpeza e desinfecção deve ocorrer no mínimo a cada 7 dias. Sempre identificar a almotolia com rótulo padrão, disponibilizado pela SMS. Na sua indisponibilidade, utilizar etiqueta de papel contando todas as informações conforme figura a baixo. No rotulo deverá conter: nome do produto, data em que foi manipulado, data de validade e responsável pela manipulação., segue abaixo o exemplo:

Nome do produto: ________________________________

Data da manipulação: ______________________________

Data de validade: ________________________________

Responsável: _____________________________________

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 010

TÉCNICA DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE NEBULIZADORES (MÁSCARAS, COPINHO, CACHIMBO E TUBO DE CONEXÃO)

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

É a remoção de sujeiras orgânicas e inorgânicas e redução da carga microbiana presente nos artigos de suporte respiratório, de forma a tornar o produto seguro para manuseio.

2. EXECUTANTE

Técnico de enfermagem, Auxiliar de enfermagem e Enfermeiro

3. OBJETIVO

Padronizar a técnica da limpeza e desinfecção dos artigos respiratórios após uso no paciente. Fornecer materiais limpos e sem contaminação impedindo a cadeia de transmissão de infecção

4. MATERIAL NECESSÁRIO

EPI's (luvas nitrílicas de cano longo e de procedimento, máscara com filtro, óculos de proteção e avental impermeável);

Umidificador, Kit de Venturi, Traqueias, NBZ e cânula de Guedel;

Esponja;

Escova de nylon para lavagem de tubos

Detergente neutro;

Detergente enzimático;

Compressas limpas;

Ácido Peracético;

Hipoclorito de sódio;

Embalagem para armazenar os artigos de suporte ventilatório após desinfetado;

Comanda para registrar o recebimento

5. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO COM SOLUÇÃO ÁCIDO PERACÉTICO

Paramentar-se com os EPI's;

Desconectar válvulas, diafragma e copos de reservatório;

Lavar com detergente neutro com auxílio da esponja e escova;

Enxaguar os componentes;

Imergir os componentes na solução de detergente enzimático no tempo determinado pelo fabricante;

Enxaguar os componentes com água em abundância;

Deixar secar em pano limpo;

Imergir totalmente os componentes secos na solução do ácido peracético 0,1%, em recipiente com tampa.

Deixar agir no tempo determinado pelo fabricante;

Retirar os componentes da solução com luvas de procedimento e/ou pinça longa; e lavar com água em abundância;

Encaminhar para a área de secagem;

Retirar as luvas nitrílicas de cano longo;

Higienizar as mãos e calçar as luvas de procedimento;

Encaminhar para secadora;

Após secagem encaminhar para o preparo solicitando que as colaboradoras do preparo preencham a comanda de setor;

Armazenar em saco, identificando com a data da desinfecção;

Retirar EPI's e higienizar as mãos;

Encaminhar para as unidades

Comunicar ao enfermeiro a necessidade de substituir ou solicitar reparos dos materiais danificado

5. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO COM SOLUÇÃO HIPOCLORITO DE SÓDIO

No início do turno de trabalho, preparar uma solução de hipoclorito de sódio a 1%, em um recipiente plástico de cor escura e mantê-lo tampado; Calçar as luvas de borrachas; Lavar as máscaras e os copinhos/ cachimbos conforme forem utilizados com água e sabão ou detergente; Secá-los com papel toalha e desprezá-lo em lixo comum; Imergir o material usado no recipiente de hipoclorito de sódio a 1% por 30 minutos; Retirar o material com o auxílio de um pegador; Enxaguar o material em água corrente; Secar com papel toalha e desprezar o papel no lixo comum; Acondicionar em um recipiente plástico limpo e tampado; Ao final do turno de trabalho, desprezar a solução de hipoclorito de sódio; Lavar o recipiente com água e sabão.

Obs: O recipiente para o acondicionamento de material limpo deve ser lavado ao menos uma vez por semana (sexta-feira).

* Acompanhar tabela de diluição de Hipoclorito de Sódio.

Hipoclorito 2,5% ---------------- 800ml

Água --------------- 1200ml

Hipoclorito 2% ---------------- 1000ml

Água --------------- 1000ml

Hipoclorito 10% ---------------- 200ml

Água --------------- 1800ml

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 011

LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIE

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Procedimento de higienização, desinfecção e esterilização de superfícies

2.EXECUTANTE:

Auxiliar de serviços gerais

3.OBJETIVO

Realizar a limpeza e a higienização de superfícies

4.MATERIAL UTILIZADO

Álcool 70% Sabão Balde Rodo Luvas Máscara Água Flanela

5. PROCEDIMENTO

Lavar as mãos com água e sabão líquido e aplicar álcool a 70% friccionando por 30 segundos:

Antes de iniciar as tarefas de limpeza;

Ao constatar sujidade;

Antes e após uso de toalete;

Após tossir, espirrar ou assoar o nariz;

Antes de se alimentar;

Após término das atividades.

Não comer ou fumar quando executar tarefas de limpeza;

Evitar o uso de bijuterias, joias e relógios durante a execução do trabalho.

Usar uniforme durante o trabalho e o equipamento de proteção individual (EPI) de acordo com as circunstâncias de risco.

Preparar previamente todo o material necessário ao procedimento de limpeza e desinfecção a ser executado.

Remover o lixo do recinto, as roupas sujas e o material usado para os locais devidos, antes de iniciar a limpeza.

Não agitar peças de roupas, sacos de lixo, ou qualquer material contaminado, não espanar e não fazer varredura a seco nas áreas internas das Unidades de Saúde.

Iniciar pelo mobiliário e/ ou paredes e terminar pelo piso.

Limpar com movimentos amplos, do lugar mais alto para o mais baixo e da parte mais distante para a mais próxima.

Começar a limpeza sempre do fundo dos recintos, salas e corredores e prosseguir em direção à saída.

Limpar primeiro uma metade do recinto e depois a outra metade, deixando espaço livre para passagem de pessoas, remoção de equipamentos e mobiliários.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 012

DESINFECÇÃO EM LOCAL COM RESPINGO OU DEPOSIÇÕES DE MATERIAIS ORGÂNICOS (SANGUE, SECREÇÕES, EXCRETAS E EXSUDATO)

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Higienização, desinfecção e esterilização

2.EXECUTANTE

Auxiliar de Serviços Gerais

3. OBJETIVO

Garantir a retirada das sujidades

4. MATERIAL UTILIZADO

EPI’s

Papel toalha

Balde com água e sabão

Balde com água

Pano de chão ou de superfície

5.PROCEDIMENTO

Utilizar luvas de autoproteção

Retirar o excesso da matéria orgânica em papel absorvente;

Desprezar o papel em saco de lixo para resíduo infectante;

Limpar com água e sabão;

Aplicar o desinfetante e deixar o tempo necessário – 10 minutos;

Remover o desinfetante com pano molhado;

Proceder à limpeza com água e sabão.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 013

DESCONTAMINAÇÃO DE SUPERFÍCIE

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Realização de limpeza e desinfecção de superfícies

2.EXECUTANTE

Auxiliar de Serviços Gerais

3. OBJETIVO

Realizar a limpeza e a higienização de superfícies eliminando todo foco patógeno.

4.PROCEDIMENTO

Não comer ou fumar quando executar tarefas de limpeza;

Evitar o uso de bijuterias, joias e relógios durante a execução do trabalho.

Utilizar o equipamento de proteção individual (EPI) de acordo com as circunstâncias de risco.

Preparar previamente todo o material necessário ao procedimento de limpeza e desinfecção a ser executado.

Colocar os equipamentos de proteção individual

Remover o lixo do recinto, as roupas sujas e o material usado para os locais devidos, antes de iniciar a limpeza.

Não agitar peças de roupas, sacos de lixo, ou qualquer material contaminado, não espanar e não fazer varredura a seco

Iniciar pelo mobiliário e/ ou paredes e terminar pelo piso.

Limpar com movimentos amplos, do lugar mais alto para o mais baixo e da parte mais distante para a mais próxima.

Começar a limpeza sempre do fundo dos recintos, salas e corredores e prosseguir em direção à saída.

Limpar primeiro uma metade do recinto e depois a outra metade, deixando espaço livre para passagem de pessoas, remoção de equipamentos e mobiliários.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 014

LIMPEZA MATERIAL E INSTRUMENTAL

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

É a limpeza do instrumento após utilização.

2.EXECUTANTE:

Auxiliares, Técnicos de Enfermagem, Enfermeiros.

3.OBJETIVO

Manter os artigos livres de sujeiras evitando a proliferação de micro-organismos, eliminando a matéria orgânica.

4.MATERIAL UTILIZADO

EPI (avental, máscara, touca, óculos e luvas de borracha);

Bacia ou balde;

Escova de cerdas duras e finas;

Compressas;

Detergente líquido e água;

5.PROCEDIMENTO

Manipular cuidadosamente, evitando quedas e acidentes;

Separar pinças de pontas traumáticas;

Imergir os instrumentos na solução água e detergente;

Lavar peça por peça;

Enxaguar em água corrente;

Colocar as peças sobre compressas para secar o excesso da água;

Enxugar os instrumentos manualmente, conferindo a limpeza;

Separar os artigos e preparar para esterilização;

Abrir um campo simples dentro da caixa ou bandeja;

Organizar o instrumental dentro da bandeja ou caixa, com todas as articulações abertas;

Empacotar conforme a técnica de empacotamento;

Colocar fita para autoclave 5 cm;

Identificar com etiqueta e dada de validade;

Deixar setor organizado.

ÁREA 04 – ASSISTENCIA À SAÚDE.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 015

ANOTAÇÃO

DE ENFERMAGEM

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

Institui-se em uma fonte de informações essenciais para assegurar a continuidade da assistência. É um registro formal e confidencial, no formato de dados brutos, dos cuidados prestados pela equipe de enfermagem com qualidade e livre de danos, com valor legal para o usuário, para a instituição e para a equipe de saúde e que pode ser utilizado em pesquisas documentais e investigações.

2. EXECUTANTE

Técnico de enfermagem, Auxiliar de enfermagem e Enfermeiro

3. OBJETIVO

Fornece informações sobre a assistência prestada; Assegurar a comunicação entre a equipe de saúde; Garantir a continuidade da assistência.

4. MATERIAL UTILIZADO

Formulário de anotações de enfermagem ou ficha de atendimento; Caneta esferográfica preta ou azul se diurno e caneta vermelha se noturno; Carimbo pessoal (Nome do profissional, categoria, matricula e número registro no conselho de classe); Computador

5. DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS

O registro deve constar em impresso próprio e padronizado pela instituição, devidamente identificado contemplando nome completo do usuário, data de nascimento, nome da mãe, ala, leito, data do preenchimento do formulário e peso; Toda anotação deve ser precedida de data e horário; Anotar de maneira precisa, cronológica, concisa, completa, correta, objetiva e de fácil entendimento; Efetuar as anotações imediatamente após a prestação do cuidado; Ao iniciar o plantão, anotar como foi encontrado o paciente: estado geral, nível de consciência, comunicação, locomoção, coloração da pele e presença ou não de lesões, higiene, dispositivos em uso, tipo de dieta e presença ou não de acompanhante; Assinalar todo e qualquer cuidados prestados, observações efetuadas, sinais vitais verificados, sintomas referidos pelo usuário, além de intercorrências ocorridas com o usuário; Anotar a administração de medicamentos: nome da medicação, dose, apresentação e via, assim como presença de efeitos adversos ou queixas do paciente. Anotar recusas de medicações e procedimentos por parte do paciente; Anotar condições gerais do paciente ao terminar o plantão; Assinar ao final de cada registro. O uso do carimbo faz parte da assinatura; Nunca registrar procedimento ou cuidado feito por terceiros; O registro deve conter apenas abreviaturas previstas em literatura ou padronizadas pela instituição; O registro não pode conter rasuras, entrelinhas, espaços em branco; Não é permitido escrever a lápis ou utilizar corretivo; Em caso de erro na anotação, usar a palavra “digo”, entre vírgulas; Devem priorizar a descrição de características, como tamanho mensurado (cm, mm, etc.), quantidade (ml, l, etc.), coloração e forma; Não conter termos que deem conotação de valor (bem, mal, muito, pouco, etc.); Os registros de estudantes ou acadêmicos dos diferentes níveis de formação profissional de Enfermagem deverão ser acompanhados pelos seus supervisores de atividade prática ou estágio supervisionado. Cada registro realizado por estudantes ou acadêmicos deverão ser DEVIDAMENTE carimbados e assinados tanto pelo supervisor ou professor quanto pelo estudante ou acadêmico conforme Resolução Cofen n° 539/2017.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 016

ANTROPOMETRIA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

O método antropométrico permite a avaliação do peso, da estatura e de outras medidas do corpo humano, representa recurso para a avaliação do estado nutricional do indivíduo e ainda oferece dados para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes.

O valor da medida antropométrica deve ser anotado, imediatamente, com segurança e de forma legível

3. EXECUTANTE

Enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, nutricionistas e profissionais de educação física.

3. OBJETIVO

Padronizar o método de coleta da estatura da população em todas as faixas etárias.

4. PROCEDIMENTO:

CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS

1. Organizar os materiais necessários;

2. Higienizar as mãos;

3. Apresentar-se ao usuário/acompanhante e explicar o procedimento que será realizado, sanando todas suas dúvidas antes de iniciar a execução;

4. Deitar a criança no centro do estadiômetro, descalça e com a cabeça livre de adereços.

5. Manter, com a ajuda do responsável: - a cabeça apoiada firmemente contra a parte fixa do equipamento, com o pescoço reto e o queixo afastado do peito; – Os ombros totalmente em contato com a superfície de apoio do estadiômetro; – Os braços estendidos ao longo do corpo.

6. As nádegas e os calcanhares da criança em pleno contato com a superfície que apoia o estadiômetro.

7. Pressionar, cuidadosamente, os joelhos da criança para baixo, com uma das mãos, de modo que eles fiquem estendidos. Juntar os pés, fazendo um ângulo reto com as pernas. Levar a parte móvel do equipamento até as plantas dos pés, com cuidado para que não se mexam

8. Realizar a leitura do comprimento quando estiver seguro de que a criança não se moveu da posição indicada.

9. Anotar o resultado na Caderneta de Saúde da Criança (tabela e gráfico).

10. Registrar os dados coletados no prontuário eletrônico

CRIANÇAS MAIORES DE 2 ANOS, ADOLESCENTES E ADULTOS

1. Organizar os materiais necessários;

2. Higienizar as mãos;

3. Apresentar-se ao usuário/acompanhante e explicar o procedimento que será realizado, sanando todas suas dúvidas antes de iniciar a execução;

4. Posicionar a criança, adolescente ou adulto descalço e com a cabeça livre de adereços, no centro do equipamento. Mantê-lo de pé, ereto, com os braços estendidos ao longo do corpo, com a cabeça erguida, olhando para um ponto fixo na altura dos olhos.

5. A cabeça do indivíduo deve ser posicionada no plano de Frankfurt (Figura 1).

6. As pernas devem estar paralelas, mas não é necessário que as partes internas das mesmas estejam encostadas. Os pés devem formar um ângulo reto com as pernas.

7. Abaixar a parte móvel do equipamento, fixando-a contra a cabeça, com pressão suficiente para comprimir o cabelo. Retirar o indivíduo quando tiver certeza de que o equipamento não se moveu.

8. Realizar a leitura da estatura, sem soltar a parte móvel do equipamento.

9. Em caso de crianças (<10 ANOS), marcar a medida da estatura na Caderneta de Saúde da Criança (tabela e gráfico).

10. Registrar os dados coletados no prontuário eletrônico.

Nota: Idealmente, o indivíduo deverá encostar os calcanhares, as panturrilhas, os glúteos, as escápulas e parte posterior da cabeça (região do occipital) no estadiômetro ou parede. Quando não for possível encostar esses cinco pontos, devem-se posicionar no mínimo três deles. O antropômetro vertical deve estar fixado numa parede lisa e sem rodapé.

Figura 1 - Aferição da estatura

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 017

AFERIÇÃO DO PERÍMETRO TORÁCICO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

Ato de medir a circunferência torácica da criança, considerando que ela deverá estar deitada, sob superfície reta ou sentada medindo com uma fita métrica flexível e inelástica, nivelando a fita na altura dos mamilos.

2. EXECUTANTE

Técnico de enfermagem, Auxiliar de enfermagem e Enfermeiro

3. OBJETIVO

Avaliar o desenvolvimento da criança, como perímetro cefálico, perímetro abdominal, perímetro do quadril e estatura.

4. MATERIAL UTILIZADO

Fita métrica flexível e inelástica;

Luva de procedimento;

Gaze não estéril;

Álcool 70%

5. PROCEDIMENTO

Realizar a lavagem das mãos com água e sabão conforme o POP – da Técnica de Lavagem das Mãos;

Reunir e separar materiais que são necessários, para evitar erros e facilitar a organização e o controle eficiente do tempo;

Fazer a desinfecção da fita métrica com gaze embebida em álcool 70% e aguardar secagem espontânea, com isso, reduzindo a transmissão de microrganismos;

Apresentar à mãe ou acompanhante da criança, e explicar como será realizado o procedimento, sanando as dúvidas antes de começar a execução, com isso, pode diminuir a ansiedade e favorecer a cooperação;

Colocar a criança deitada ou sentada caso já consiga ficar nessa posição (garantindo sempre o posicionamento correto da criança);

Segurar a fita métrica no ponto zero, passando-a pelo dorso, na altura dos mamilos;

Manter a fita ajustada no mesmo nível em todas as partes do tórax;

Fazer a mensuração (leitura em cm);

Fazer a higienização das mãos com água e sabão conforme POP 007– da Técnica de Lavagem das Mãos;

Realizar a anotação de Enfermagem em prontuário, documentar o cuidado e subsidiar o tratamento, assinar e carimbar;

Registrar o procedimento em planilha de procedimentos do E-SUS e na Ficha Individual;

Manter ambiente de trabalho limpo e organizado e manter limpas superfícies, bancadas e equipamentos.

OBSERVAÇÃO

A medida não deve ser feita sobre a roupa.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 018

AFERIÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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6 DEFINIÇÃO

Procedimento para avaliar o nível de pressão arterial dos indivíduos.

7 EXECUTANTE

Enfermeiro, Auxiliar de enfermagem e Técnico de Enfermagem

8 OBJETIVO

Detectar precocemente desvios de normalidade e indicar variações individuais de níveis pressóricos.

4. MATERIAL UTILIZADO

Algodão;

Álcool 70%;

Estetoscópio;

Esfigmomanômetro;

5.PROCEDIMENTO

Reunir e separar materiais que são necessários, para evitar erros e facilitar a organização e o controle eficiente do tempo;

Realizar a lavagem das mãos com água e sabão conforme o POP 007 – da Técnica de Lavagem das Mãos;

Apresentar-se ao usuário/paciente e explicar sobre o procedimento a ser realizado sanando suas dúvidas antes de iniciar a execução;

Realizar assepsia das olivas e campânula do estetoscópio com algodão embebido em álcool a 70%;

Identificar o manguito adequado (com largura correspondente a 40% da circunferência do braço);

Colocar o usuário/paciente em repouso, com o braço livre de roupas, relaxado e mantido no nível do coração, apoiado e com a palma da mão para cima com o cotovelo ligeiramente flexionado;

Colocar o manguito no membro superior, ajustando-o 2 a 3 cm acima da fossa cubital sem deixar folgas, para evitar erro durante a mensuração;

Palpar a artéria radial, fechar a válvula da pera e insuflar o manguito enquanto continua a palpar a artéria. Anotar o ponto no manômetro em que o pulso desaparece. O ponto em que o pulso desaparece, é uma estimativa da pressão sistólica. Para identificar com exatidão o primeiro som de “KorotKoff”, o manguito precisar estar inflado a uma pressão acima do ponto em que o pulso não pode mais ser sentido;

Desinflar o manguito rapidamente;

Aguardar 30 segundos para insuflar o manguito novamente, pois é o tempo necessário para diminuição da congestão venosa;

Colocar a campânula do estetoscópio sobre a artéria braquial e colocar o manômetro em posição de leitura;

Manter o estetoscópio firme sobre o pulso braquial, sem pressão excessiva, e insuflar o manguito gradualmente até o valor da pressão arterial sistólica estimada pelo método palpatório, e continue insuflando até 20- 30 mmHg acima desta pressão, pois essa pressão auscultada costuma ser mais alta que a pressão palpada;

Esvaziar lentamente o manguito a uma velocidade de 2-4 mmHg/seg., identificando pelo método auscultatório a pressão arterial sistólica (1º som audível) e a pressão arterial diastólica (último som);

Desinflar totalmente o manguito;

Repetir o procedimento, se necessário, após aguardar de 1-2 minutos, pois é tempo suficiente para permitir a circulação do sangue;

Retirar o manguito do braço do paciente;

Realizar novamente assepsia das olivas e diafragma do estetoscópio, com isso, reduzindo a transmissão de microrganismos;

Realizar novamente a lavagem das mãos com água e sabão conforme o POP 007 – da Técnica de Lavagem das Mãos; Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar no prontuário; Registrar o procedimento em planilha de procedimentos do E-SUS; Manter ambiente de trabalho limpo e organizado como manter limpo superfícies, bancadas e equipamentos.

6.OBSERVAÇÃO

Orientar para que o paciente descanse por 5 a 10 minutos em ambiente calmo antes da aferição e que não fale durante a execução do procedimento;

Na 1ª avaliação fazer a medida da Pressão Arterial com o usuário/paciente sentado e em pé, especialmente em idosos, diabéticos, alcoólicos, em uso de medicação anti-hipertensiva;

Certificar-se de que o paciente não esteja com a bexiga cheia, não praticou exercícios físicos, não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos, ou fumou até 30 minutos antes da aferição;

O esfigmomanômetro deve ser periodicamente testado e devidamente calibrado a cada 6 meses ou sempre que apresentar sinais de descalibração.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 019

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR GASTROSTOMIA E JEJUNOSTOMIA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

É o ato de preparar e administrar os medicamentos por sonda nasogástrica, nasojejunal, gastrostomia ou jejunostomia. Permitindo a absorção de medicamentos pela mucosa gastroenteral em pacientes impossibilitados de deglutir.

2.EXECUTANTES

Médicos, Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

3.OBJETIVO

Garantir a administração de medicamentos adequadamente pela via gástrica e entérica a fim de proporcionar tratamento adequado de diversas patologias, em usuários impossibilitados de deglutição através de sonda, permitindo a absorção pela mucosa gastroenteral em clientes com transtorno de deglutição de ordem neurológica e/ou mecânica.

4.MATERIAL UTILIZADO

• Prescrição médica;

• Bandeja;

• Medicamento prescrito;

• Fita adesiva;

• Copo descartável;

• Papel;

• Caneta;

• Água;

• Compressa não estéril;

• Triturador de comprimidos;

• Seringa;

• Luvas de procedimento.

• Estetoscópio.

5.PROCEDIMENTO

Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos; Verificar a prescrição médica; Explicar o procedimento ao usuário; Preparar os medicamentos para um usuário de cada vez; Conferir o nome do usuário, data de validade, posologia, data da prescrição, carimbo e assinatura do prescritor; É recomendado abrir o medicamento diante do usuário ou acompanhante/cuidador; Retirar cada medicamento(s) da embalagem para preparar em um copo descartável; no caso de múltiplos medicamentos, triturá-los e diluí-los separadamente em água devido ao risco de incompatibilidade físico-química; Dissolver o medicamento em água, se necessário recomenda-se o uso de macerador de vidro ou cerâmica; Usar dispositivos adequados de medida ao entornar os líquidos e verificar a quantidade de medicamento ao nível dos olhos; Limpar a borda do frasco com toalha de papel após dispensação; Aspirar o medicamento em seringa; Calçar luvas de procedimentos; Verificar o posicionamento da Sonda Mickey ou Tubo de gastrostomia / jejunostomia; Se estiver em infusão de dieta, antes de passar o medicamento, interromper a dieta; Lavar a sonda/tubo com 15 a 30 mL de água; Conectar a seringa na ponta da sonda/tubo certificando que está realmente no local adequado; Administrar o medicamento lentamente; Administrar água 15 a 30mL para lavar a sonda/tubo após a administração do medicamento; No caso de múltiplos medicamentos, entre um medicamento e outro deverá ser lavado com 5 a 15 mL de água; Medicamentos líquidos mantidos em geladeira, verificar a data de abertura do frasco; Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos; Registrar o procedimento.

6.OBSERVAÇÕES

– O teste de permeabilidade e localização poderá ser feito injetando ar através da sonda e auscultando com o estetoscópio na região epigástrica, ou ainda aspirando a sonda para observar a presença de resíduo gástrico; – Em caso de resistência para introdução do medicamento (sonda obstruída) lavar com água sob pressão, utilizando uma seringa. – Dissolver os medicamentos sólidos antes de administrá-los por meio da sonda.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 020

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR SNG / SNE

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

As sondas de alimentação constituem uma via alternativa para a administração de medicamentos em pacientes cuja situação clínica impede a utilização da via oral.

– Sondagem oro/nasogástrica é a inserção de uma sonda, geralmente flexível, com um ou mais lumens, na cavidade oral/nasal com destino ao estômago com a finalidade de alimentar, medicar, lavar, drenar líquidos ou ar, coletar material gástrico e realizar exames para fins diagnósticos. – Sondagem nasoenteral refere-se à passagem de uma sonda flexível através da cavidade nasal, esôfago, estômago e intestino delgado. Este procedimento fornece via segura e menos traumática para administração de dietas, hidratação e medicação

2.EXECUTANTES

Enfermeiros técnicos e auxiliares de enfermagem

3.OBJETIVO

Garantir a administração de medicamentos adequadamente pela via gástrica e entérica a fim de proporcionar tratamento adequado de diversas patologias, em usuários impossibilitados de deglutição.

4.MATERIAL UTILIZADO

• Biombo, se necessário;

• Bandeja;

• Materiais descritos na figura 1:

• EPIs (Óculos, máscara descartável, avental descartável e luvas de procedimento);

• Sonda de Nutrição Enteral (preferencialmente 12fr);

• Toalha de rosto ou compressa não estéril ou papel toalha;

• Fita adesiva microporosa (na ausência de curativo de fixação de SNE);

• Seringa de 20 ml;

• SF 0,9% 10 ml

• Xilocaína em gel 2%;

• Tesoura

• Hastes Flexíveis (cotonetes), se necessário

• Lanterna Clínica, se necessário;

• Estetoscópio;

• Gases não estéril.

9 DESCRIÇÃO DE PROCEDIMENTO

PASSAGEM DE SONDA SNE/SNG

4.1. Conferir prescrição de SNE;

4.2. Higienizar as mãos (PRT.CCIRAS.001);

4.3. Reunir o material, levar até o leito do paciente e colocar em local acessível;

4.4. Dirigir-se ao quarto do paciente e orientar sobre o cuidado que será realizado;

4.5. Confirmar a identificação do paciente e explicar o procedimento ao mesmo ou a acompanhante, se for o caso;

4.6. Colocar biombo para promover privacidade, se necessário;

4.7. Verificar o uso de prótese dentárias móveis pelo (a) paciente, solicitando que as retire. Se não puderem ser removidas pelo (a) paciente use os equipamentos de proteção individual e retire-as;

4.8. Elevar cabeceira em posição Fowler, se possível;

4.9. Colocar EPIs;

4.10. Proteger o tórax do paciente com a toalha ou compressa não estéril ou papel toalha;

4.11. Medir a extensão da sonda a ser introduzida, colocando sua extremidade distal na ponta do nariz do paciente, enquanto o restante dela percorre em linha reta a distância do nariz até o lobo inferior da orelha, de lá até o apêndice xifoide e acrescentar a distância do apêndice xifoide até o ponto médio da cicatriz umbilical (figura 2).

4.12. Marcar este ponto na sonda com fita adesiva ou marcador permanente;

4.13. Injetar solução líquida (solução fisiológica) na sonda sem retirar o fio-guia para lubrificá-la, favorecendo a retirada do fio-guia após sua passagem;

4.14. Higienizar as narinas, se necessário;

4.15. Inspecionar as condições da cavidade oral e da cavidade nasal com a lanterna, para detectar anormalidades e definir em qual narina será introduzido a sonda, se necessário;

4.16. Lubrificar a ponta da sonda (cerca de 10 centímetros) com xilocaína geleia 2% .

4.17. Introduzir a sonda na narina escolhida, solicitando que o paciente tente deglutir (quando possível). A flexão cervical, nesta tarefa, pode ser útil.

4.18. Inserir o restante da sonda até o ponto de demarcação de forma suave;

- OBS: Observar sinais de cianose ou desconforto respiratório, neste caso retirar a sonda e aguardar o paciente se recuperar para reiniciar o procedimento;

4.19. Testar o posicionamento da SNE, conectando uma seringa de 20 ml e aspirando o conteúdo gástrico e a seguir injete 20 ml de ar pela sonda enquanto é feita a ausculta do quadrante abdominal superior esquerdo.

- OBS: Lembrar que a ausculta da entrada do ar pela sonda não garante seu posicionamento adequado, sendo mandatória a confirmação radiológica após o término do procedimento;

4.20. Fixar a SNE colocando um pedaço de micropore no nariz limpo e seco, por cima deste um pedaço de esparadrapo. Fixar ainda com um pedaço de esparadrapo tipo borboleta, enrolando o na sonda (na ausência de curativo para fixação de SNE);

4.21. Retirar o fio guia, tracionando- o firmemente e segurando a sonda para evitar que ela tracione. Guardá-la em uma embalagem limpa e mantê-la junto aos pertences do paciente, caso a sonda precise ser repassada;

4.22. Fechar a sonda;

4.23. Identificar a sonda com fita de esparadrapo com data, hora e profissional responsável;

4.24. Abaixar a cabeceira da cama, quando não houver contraindicação e, posicionar o paciente em decúbito lateral direito para facilitar a migração da sonda para o duodeno;

OBS: Não abaixar a cabeceira da cama de pacientes intubados e com alto risco de

bronco aspiração.

4.25. Recolher o material utilizado e manter o ambiente em ordem;

4.26. Retirar as luvas e higienizar as mãos.

4.27. Realizar as anotações de enfermagem registrando: hora do procedimento, calibre, volume aspirado (se for o caso), teste auscultatório e intercorrências;

4.28. O médico deverá solicitar o Raio-X abdominal para verificar o posicionamento da sonda;

- OBS: Após realização do Raio-X abdominal o médico deverá analisar a imagem e liberar o uso da sonda, anotando a liberação na prescrição médica.

-Checar a prescrição médica após passagem da SNG/SNE, para somente assim, liberar a administração da dieta ou medicação via sonda.

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAÇÕES POR SONDA SNE/SNG

Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos;

• Verificar a prescrição médica;

• Explicar o procedimento ao usuário;

• Preparar os medicamentos para um usuário de cada vez;

• Conferir o nome do usuário, data de validade, posologia, data da prescrição, carimbo e assinatura do prescritor;

• É recomendado abrir o medicamento diante do usuário ou acompanhante/cuidador;

• Retirar cada medicamento (s) da embalagem para preparar em um copo descartável; no caso de múltiplos medicamentos, triturá-los e diluí-los separadamente em água devido ao risco de incompatibilidade físico-química;

• Dissolver o medicamento em água, se necessário recomenda-se o uso de macerador de vidro ou cerâmica;

• Usar dispositivos adequados de medida ao entornar os líquidos e verificar a quantidade de medicamento ao nível dos olhos;

• Limpar a borda do frasco com toalha de papel após dispensação;

• Aspirar o medicamento em seringa;

• Calçar luvas de procedimentos;

• Verificar o posicionamento da SNG ou SNE conforme procedimento operacional padrão;

• Se estiver em infusão de dieta, antes de passar o medicamento, interromper a dieta;

• Lavar a sonda com 15 a 30 mL de água;

• Conectar a seringa na ponta da sonda certificando que está realmente no local adequado;

• Administrar o medicamento lentamente;

• Administrar água 15 a 30mL para lavar a sonda após a administração do medicamento;

• No caso de múltiplos medicamentos, entre um medicamento e outro deverá ser lavado com 5 a 15 mL de água;

• Medicamentos líquidos mantidos em geladeira, verificar a data de abertura do frasco.

• Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos;

• Registrar o procedimento.

OBSERVAÇÕES

•. No que compete a equipe de enfermagem: este procedimento é privativo do enfermeiro.

•. Realizar o teste de ausculta com estetoscópio e introdução de ar com seringa de 20 ml na região hipogástrica, imediatamente antes de administrar dieta ao paciente.

•. Inspecionar as narinas para avaliar a necessidade de aliviar pressões da sonda.

•. Em caso de dieta intermitente, lavar a sonda com 20 ml de água antes e após a administração de medicamentos e dietas, para eliminar os resíduos de gordura e dieta, que podem obstruir a luz da sonda.

•. Manter cabeceira elevada (Fowler) enquanto corre a dieta.

• O ideal é que o paciente esteja em jejum de 4 horas antes da passagem da sonda enteral, pois a presença de alimento no estômago pode causar vômito durante o procedimento e aumentar o risco de broncoaspiração.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 021

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA RETAL

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

É a introdução de um medicamento no reto, através de supositórios, soluções ou pomadas, a via retal é utilizada na administração de medicamentos, quando o paciente não apresenta condições de deglutir fármacos ou quando o objetivo da ação é local.

2.EXECUTANTES

Enfermeiros técnicos e auxiliares de enfermagem.

3.OBJETIVO

Garantir a administração de medicamentos adequadamente a fim de proporcionar tratamento

4.MATERIAL UTILIZADO

o Bandeja o Supositório o Luva de procedimento o Gaze estéril.

5.CONTRAINDICAÇÕES

Os medicamentos retais são contraindicados após cirurgia retal ou intestinal, com sangramento retal ou prolapso e com baixa contagem de plaquetas.

6.PROCEDIMENTO

Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos; Identificar o usuário pela identificação do leito, perguntar seu nome completo e pela pulseira de identificação; Apresentar-se ao usuário. Explique o procedimento em relação ao posicionamento e às sensações a esperar, como a de defecação; Determinar se o usuário tem alergia a algum medicamento; Preparar os medicamentos para um usuário de cada vez; Conferir o nome do usuário, data de validade, posologia, data da prescrição, carimbo e assinatura do prescritor; Ler o nome do medicamento três vezes: quando pegar, preparar e guardar o medicamento, confrontando a apresentação do medicamento com a posologia e via prescrita; Cercar o leito com biombos, e fechar a porta quando possível, a fim de garantir a privacidade; Colocar luvas de procedimento. Caso o usuário informe alergia ao látex, utilize luvas sem látex. Colocar o usuário na posição de decúbito lateral (Sims)*, mantendo-o coberto, apenas com a região anal exposta; Solicitar ao usuário para realizar respirações lentas e profundas pela boca, e relaxar o esfíncter anal; Afastar os glúteos com auxílio de uma gaze, com a mão não dominante; Introduzir o supositório, gentilmente pelo ânus até o esfincter interno e contra a parede do reto, 10cm no adulto e 5 cm na criança e bebê, solicitando ao usuário que não tente fazer força de evacuar; Aplicar uma pressão suave para segurar as nádegas e manter a medicação na posição; Descartar os materiais, remover as luvas e higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos; O usuário deverá permanecer na mesma posição por 5 minutos, para evitar a expulsão do supositório; Checar o medicamento. OBSERVAÇÃO O enfermeiro deverá avaliar o histórico do usuário em relação a hemorroidas, fissuras anais, cirurgia retal ou sangramentos. O enfermeiro poderá avaliar, quando necessário, as condições do ânus externamente, palpando as paredes retais, antes de administrar o medicamento.

7.REGISTRO

Registrar o procedimento realizado, aceitação ou recusa do usuário, data e horário do procedimento, resultado da evacuação (quantidade, aspecto e consistência das fezes), carimbo e assinatura de quem realizou a técnica em prontuário ou Ficha de atendimento ambulatorial.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 022

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA AURICULAR

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

É a administração de medicamentos em gotas ou em pomadas na região Auricular

2.EXECUTANTES

Enfermeiros técnicos e auxiliares de enfermagem

3.OBJETIVO

Garantir a administração de medicamentos adequadamente a fim de proporcionar tratamento adequado de diversas patologias

Tratamento de patologias otológicas; Facilitar a saída de cerúmen e corpos estranhos; Aliviar a dor.

4.MATERIAL UTILIZADO

Prescrição do paciente; Bandeja; Medicamento prescrito; Álcool a 70%; Luva de procedimento.

5.DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Higienizar aas mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos; Verificar a prescrição; Apresentar-se ao usuário e explicar o procedimento; Avaliar o histórico de alergias a medicamentos; Preparar os medicamentos para um usuário de cada vez; Conferir o nome do usuário, data de validade, posologia, data da prescrição, carimbo e assinatura do prescritor; Ler o nome do medicamento três vezes: quando pegar, preparar e guardar o medicamento, confrontando a apresentação do medicamento com a posologia e via prescrita; Somente abrir o medicamento diante do usuário ou acompanhante/cuidador, se possível; Colocar luvas de procedimento (se houver secreção), e limpar a orelha externa com gaze embebida com Solução Fisiológica 0,9%; Colocar o usuário deitado sobre o lado não afetado ou sentado com a cabeça bem inclinada para o lado, para que a orelha afetada fique em posição superior; Deixar reto o canal auditivo, puxando a porção cartilagínea do pavilhão auditivo para cima e para traz, no adulto, e para traz no caso de crianças em idade escolar. Puxar para baixo e para traz no caso de bebês e crianças menores de 3 anos; Instilar o medicamento sobre a lateral do canal auditivo, sem contaminar o conta-gotas/frasco (fica desconfortável para o usuário se o medicamento cair diretamente na membrana timpânica). Aguardar de dois a três minutos na posição para após realizar o procedimento na outra orelha, se prescrito; Com delicadeza, pressionar o trago (pequena saliência na entrada do ouvido externo), algumas vezes para ajudar a movimentação do medicamento; Se prescrito, inserir um chumaço de algodão na região mais externa do canal, sem comprimir, deixar por 15 minutos e após retirá-lo; Retirar as luvas; Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos; Checar o medicamento na prescrição médica.

5.OBSERVAÇÕES

Se o medicamento for dado fora do horário prescrito, checar o novo horário de administração e anotar o motivo; Não administrar medicamento otológico frio, poderá causar efeitos colaterais como vertigens, náuseas e dor. Aquecer a solução friccionando delicadamente o frasco entre as mãos antes de administrar. Registrar qualquer tipo de reação que o paciente possa ter após receber a medicação e comunicar ao enfermeiro responsável e/ou médico. A instilação de medicamento é contraindicada em clientes que apresentam tímpano perfurado.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 023

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA OCULAR

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

É a administração de medicamentos na conjuntiva ocular. A absorção se dá principalmente pelo epitélio do saco conjuntival, que, por ter uma pequena área, torna a absorção restrita. Os medicamentos se apresentam sob a forma de pomada ou colírio.

2.EXECUTANTES

Enfermeiros técnicos e auxiliares de enfermagem

3.OBJETIVO

Garantir a administração de medicamentos adequadamente a fim de proporcionar tratamento adequado de diversas patologias através de aplicação de pomada ou colírio na conjuntiva ocular.

4.MATERIAL UTILIZADO

Bandeja, Lenço de papel ou gaze, Medicamento, Álcool a 70% e Luva de procedimento.

5.PROCEDIMENTO

Higienizaras mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos; Verificar a prescrição; Identificar o usuário pela identificação do leito, perguntar seu nome completo e pela pulseira de identificação; Apresentar-se ao usuário e explicar o procedimento; Determinar se usuário tem alergia a algum medicamento; Preparar os medicamentos para um usuário de cada vez; Conferir o nome do usuário, data de validade, posologia, data da prescrição, carimbo e assinatura do prescritor; Somente abrir o medicamento diante do usuário ou acompanhante/cuidador; Ler o nome do medicamento três vezes: quando pegar, preparar e guardar o medicamento, confrontando a apresentação do medicamento com a posologia e via prescrita; Tracionar suavemente a pálpebra inferior com o indicador envolto em gaze, expondo o fundo do saco conjuntival; Solicitar que o paciente olhe para cima e depositar o medicamento no saco conjuntival; Soltar a pálpebra inferior e solicitar que o paciente feche os olhos suavemente; Solicitar ao paciente que movimente o globo ocular com as pálpebras cerradas e com o pescoço em hiperextensão. Limpar os olhos com gaze do canto interno para o externo (não pode ter secreção); Recolher o material utilizado, deixando a unidade do paciente em ordem; Lavar a cuba rim com água e sabão, secar com papel toalha e higienizá-la com álcool a 70%. Realizar a higienização das mãos. Checar o horário da administração do medicamento na prescrição médica; Fazer anotação de enfermagem se houver intercorrências.

6.OBSERVAÇÕES

Não colocar a medicação diretamente na córnea, pelo perigo de lesão e sensação desagradável; Pomadas são aplicadas depositando uma fina camada no saco conjuntival do canto interno para o externo, seguindo as indicações descritas acima; Evitar tocar a ponta da bisnaga no olho do paciente, para prevenir contaminação da bisnaga. A pomada é de uso individual; Checar o medicamento após a sua administração e se não foi administrado circular o horário e anotar o motivo; Se o medicamento for dado fora do horário prescrito, checar o novo horário de administração e anotar o motivo; Registrar qualquer tipo de reação que o paciente possa ter após receber a medicação e comunicar ao enfermeiro responsável e/ou médico. O período de duração de um colírio, após aberto, é de cerca de quinze dias, deve-se, portanto, registrar a data de início do uso em sua embalagem. Nunca usar o mesmo frasco de colírio em mais de um paciente, para evitar contaminação; O paciente em uso de mais de um tipo de colírio, deve aguardar 5 minutos entre as aplicações dos colírios; Inclinar a cabeça do usuário um pouco para trás, se estiver sentado, ou colocar sua cabeça sobre um travesseiro, se estiver deitado; Oferecer lenço de papel para o usuário retirar o medicamento e as lágrimas que possam sair dos olhos durante o procedimento; Colocar luvas de procedimento; Limpar as pálpebras do usuário com gaze embebida em solução fisiológica 0,9%, em movimento único, da porção interna para o canto externo, evitando o transporte de resíduos para os dutos lacrimais; Descartar a gaze e usar uma para cada limpeza; Afastar a pálpebra inferior com o polegar, com o auxílio de uma gaze, apoiando a mão na face do usuário, solicitando ao usuário para olhar para o teto; Se medicamento em gotas, instilar o número de gotas no saco conjuntivo inferior, no canto externo; sem tocar o conta-gotas na conjuntiva; Se o medicamento for apresentado na forma de pomada, depositá-la ao longo de toda a extensão do saco conjuntivo inferior, sem tocar o aplicador da pomada na conjuntiva; Soltar a pálpebra inferior após a instilação/aplicação e solicitar que o usuário feche os olhos delicadamente; Orientar o usuário a não esfregar o olho; Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos; Checar o medicamento.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 024

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA SUBLINGUAL

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

A administração de medicamentos pela via SL consiste em administrar medicamentos na mucosa oral, especificamente embaixo da língua, a fim de promover sua rápida absorção. É também uma via enteral para medicamentos que são inativados pelo suco gástrico.

2.EXECUTANTES

Enfermeiros técnicos e auxiliares de enfermagem

3.OBJETIVO

Administrar o medicamento pela via sublingual. As mucosas situadas nesta região são altamente vascularizadas, motivo pelo qual sua absorção é altamente eficaz.

4.MATERIAL UTILIZADO

o Bandeja o Medicamento o Recipiente descartável o Espátula de madeira o Água o Luvas de Procedimento

5.PROCEDIMENTO

Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos. Verificar a prescrição. Identificar o usuário pela identificação do leito, perguntar seu nome completo e pela pulseira de identificação. Avaliar o histórico de alergias a medicamentos. Explicar o procedimento ao usuário. Preparar os medicamentos para um usuário de cada vez. Conferir o nome do usuário, data de validade, posologia, data da prescrição, carimbo e assinatura do prescritor. Ler o nome do medicamento três vezes: quando pegar, preparar e guardar o medicamento, confrontando a apresentação do medicamento com a posologia e via prescrita. Somente abrir o medicamento diante o usuário ou acompanhante/cuidador. Colocar o (s) medicamento (s) embalado (s) em um copo descartável. Calçar luvas de procedimento se necessário. Colocar o medicamento sob a língua do usuário (com a mão enluvada ou com a utilização de copo descartável). Se necessário, elevar a língua com auxílio da espátula, caso necessário. Orientar o usuário para que aguarde a absorção sem conversar, e sem deglutir a saliva até dissolver o medicamento. Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos; Checar o medicamento.

6.OBSERVAÇÕES

Pode-se pedir ao usuário para colocar ele próprio, com orientação e supervisão da equipe de enfermagem, o medicamento sublingual. Os medicamentos administrados por via sublingual promovem uma rápida absorção da droga, pois se trata de um local com grande suprimento sanguíneo, além de dissolverem rapidamente, deixando pouco resíduo na boca. Enquanto o usuário estiver com o medicamento na boca, ele deve ser orientado a não falar, ingerir líquidos ou alimentos. Oferecer os medicamentos em separado quando forem mais que um. Para administração de imunobiológicos seguir orientações do protocolo do Programa de Imunização.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 025

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA ENDOVENOSA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Administração de medicamentos através das veias

2.EXECUTANTES

Enfermeiros técnicos e auxiliares de enfermagem

3.OBJETIVO

Estabelecer rotina de execução de procedimentos de enfermagem

4.MATERIAL UTILIZADO

Seringa

Agulhas, escalpe ou abocath de acordo com os tamanhos para cada situação

Algodão

Garrote

Álcool

Fita crepe de identificação

Esparadrapo ou micropore

Luva de procedimento

Soro

Medicação prescrita

Bandeja

5.PROCEDIMENTO

Checar medicação prescrita: data, dose, via e nome do paciente. Selecionar a ampola, observando nome, validade, alteração de cor e presença de resíduos. Escolher seringa de acordo com a quantidade de líquidos a ser administrado. Lavar as mãos. Fazer assepsia nas ampolas com auxílio do algodão e álcool 70%. Abrir a seringa e conectar a agulha 40x12. Preparar medicação, conforme técnica descrita. Explicar ao paciente o que será realizado. Calçar as luvas. Selecionar veia de grande calibre para punção, garrotear o braço do paciente. Realizar antissepsia do local escolhido. Posicionar seringa bisel, voltado para cima ou utilizar abocath ou escalpe e proceder à punção venosa. Soltar o garrote. Administrar a medicação lentamente, observando o retorno venoso, o paciente e as reações apresentadas. Retirar a seringa e pressionar o algodão no local da punção. Lavar as mãos. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar. Registrar procedimento em planilha de produção ou no prontuário Manter ambiente de trabalho em ordem.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 026

ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTO VIA INALATÓRIA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Estabelecer rotina de administração de medicamentos via inalatória

2.EXECUTANTES

Enfermeiros técnicos e auxiliares de enfermagem

3. OBJETIVO

Rotina de execução de procedimentos de enfermagem

4. MATERIAIS UTILIZADOS

Copo nebulizador Máscara Medicação prescrita Recipiente plástico com tampa para desinfecção dos materiais após a utilização Solução de hipoclorito a 2% Soro Fisiológico

5.PROCEDIMENTO

Lavar as mãos com técnica adequada.

Preparar a medicação prescrita no copo nebulizador, observando dose, via, nome paciente, data.

Explicar o procedimento ao paciente.

Ligar o copo nebulizador à extensão de látex acoplada ao aparelho de nebulização, conforme prescrição.

Orientar o paciente a manter respiração nasal durante a inalação do medicamento.

Ao término, oferecer papel toalha para o paciente secar a umidade do rosto.

Colocar copo e máscara de nebulização para lavagem e desinfecção.

Lavar as mãos.

Anotar, assinar e carimbar em prontuário/ receituário, comunicando médico prescritor, caso haja necessidade de avaliação após procedimento.

Anotar na planilha de produção ou prontuário

Manter ambiente de trabalho limpo e organizado.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 027

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA INTRADÉRMICA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Rotina de administração de medicamentos por via intradérmica.

2.EXECUTANTES

Enfermeiros. técnicos e auxiliares de enfermagem

3.OBJETIVO

Estabelecer uma rotina para os procedimentos da enfermagem

4.MATERIAL UTILIZADO

Seringa de 1ml Agulha 13x4,5 Solução prescrita Bandeja

5.PROCEDIMENTO

Checar medicação prescrita: data, dose, via e nome do paciente. Lavar as mãos. Preparar medicação Orientar o paciente sobre procedimento. Escolher o local da administração (pouca pigmentação, pouco pelo, pouca vascularização, fácil acesso para leitura): a face anterior do antebraço é o local mais utilizado. Fazer a antissepsia da pele com água e sabão caso seja necessário. O álcool 70% não é indicado, para não interferir na reação da droga. Segurar firmemente com a mão o local, distendendo a pele com o polegar e o indicador. Introduzir a agulha paralelamente à pele, com o bisel voltado para cima, até que o mesmo desapareça. Injetar a solução lentamente, com o polegar na extremidade do êmbolo, até introduzir toda a dose. Retirar o polegar da extremidade do êmbolo e a agulha da pele. Não friccionar o local. Desprezar os materiais perfurocortantes em recipiente adequado. Lavar as mãos. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar. Registrar procedimento em planilha de produção ou prontuário Manter ambiente de trabalho em ordem. Imediatamente após a injeção, aparecerá no local uma pápula de aspecto esbranquiçado e poroso (tipo casca de laranja), com bordas bem nítidas e delimitadas, desaparecendo posteriormente.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 028

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA INTRAMUSCULAR

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1. DEFINIÇÃO

Realização de medicamentos e vacinas pela via intramuscular

2. EXECUTANTE

Enfermeiro, Técnico ou Auxiliar de Enfermagem

3. OBJETIVO

Realizar administração de medicamento por via intramuscular.

4. MATERIAL UTILIZADO

Seringa – conforme volume a ser injetado (máximo 5 ml.).

Agulha – comprimento/ calibre compatível com a massa muscular e solubilidade do líquido a ser injetado.

Algodão.

Bandeja.

Medicação prescrita pelo médico.

5. PROCEDIMENTO

Checar prescrição medicamentosa (data, dose, via, nome paciente)

Lavar as mãos com técnica adequada.

Preparar injeção, conforme técnica já descrita

Orientar o paciente sobre o procedimento.

Escolher local da administração.

Fazer antissepsia da pele com algodão/ álcool

Firmar o músculo, utilizando o dedo indicador e o polegar.

Introduzir a agulha com ângulo adequado à escolha do músculo.

Aspirar observando se atingiu algum vaso sanguíneo (caso aconteça, retirar agulha do local, desprezar todo material e reiniciar o procedimento, durante vacinação não aspirar)

Injetar o líquido lentamente.

Retirar a seringa/agulha em movimento único e firme.

Fazer leve compressão no local.

Desprezar o material perfurocortante em recipiente apropriado (caixa resíduo perfurocortante).

Lavar as mãos.

Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar

Realizar anotações em planilhas de produção.

Manter ambiente de trabalho em ordem.

6.OBSERVAÇÕES:

Locais de aplicação:

O local apropriado para aplicação da injeção intramuscular é fundamental para uma administração segura.

Dorso glútea (DG):

Colocar o paciente em decúbito ventral ou lateral, com os pés voltados para dentro, para um bom relaxamento. A posição de pé é contraindicada, pois a completa contração dos músculos glúteos, mas, quando for necessário, pedir para o paciente ficar com os pés virados para dentro, pois ajudará no relaxamento.

Localizar o músculo grande glúteo e traçar uma cruz imaginária, a partir da espinha ilíaca póstero-superior até o trocânter do fêmur.

Administrar a injeção no quadrante superior externo da cruz imaginária.

Indicada para adolescentes e adultos com bom desenvolvimento muscular e excepcionalmente em crianças com mais de 2 anos, com no mínimo 1 ano de deambulação.

Ventro glútea (VG):

Paciente pode estar em decúbito sentado lateral, ventral ou dorsal.

Colocar a mão esquerda no quadril direito do paciente.

Localizar com a falange distal do dedo indicador a espinha ilíaca anterossuperior direita.

Estender o dedo médio ao longo da crista ilíaca.

Espalmar a mão sobre a base do grande trocanter do fêmur e formar com o indicador em triângulo.

Indicada para crianças acima de 03 anos, pacientes magros, idosos ou caquéticos.

Vasto Lateral da Coxa

Colocar o paciente em decúbito dorsal, lateral ou sentado.

Traçar um retângulo delimitado pela linha média na anterior da coxa, na frente da perna e na linha média lateral da coxa do lado da perna, 12-15 cm do grande trocânter do fêmur e de 9-12 cm acima do joelho, numa faixa de 7-10 cm de largura.

Indicado para lactantes e crianças acima de 1 mês, e adultos.

Deltoide:

Paciente poderá ficar sentado ou decúbito lateral.

Localizar músculo deltóide que fica 2 ou 3 dedos abaixo do acrômio. Traçar um triângulo imaginário com a base voltada para cima e administrar a medicação no centro do triângulo imaginário.

Escolha correta do ângulo:

Vasto lateral da coxa – ângulo 45 em direção podálica.

Deltóide – ângulo 90º.

Ventroglúteo – angulação dirigida ligeiramente à crista ilíaca.

Dorso glúteo – ângulo 90º.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 029

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA ORAL

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1. DEFINIÇÃO

Obter uma resposta farmacológica adequada.

2. EXECUTANTE

Enfermeiro, Técnico ou Auxiliar de Enfermagem

3. OBJETIVO

Realizar administração de medicamento por via oral.

4. MATERIAL UTILIZADO

Copo descartável.

Medicação.

Conta gotas.

Bandeja.

5. PROCEDIMENTO:

Checar prescrição: data, nome do paciente, medicação, dose, via de administração e apresentação.

Lavar as mãos.

Separar a medicação evitando tocar as mãos nos comprimidos. Usar a própria tampa do frasco ou gaze para auxiliar.

Em caso de líquido – agitar o frasco e colocar a dose prescrita com auxílio do copo graduado, ou conta gotas.

Explicar o procedimento ao paciente.

Oferecer a medicação.

Certificar-se que o medicamento foi deglutido.

Lavar as mãos.

Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar.

Anotar na planilha de produção.

Manter ambiente de trabalho limpo e organizado.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 030

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA SUBCUTÂNEA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1. DEFINIÇÃO

Obter uma resposta farmacológica adequada.

2. EXECUTANTE

Enfermeiro, Técnico ou Auxiliar de Enfermagem

3.OBJETIVO

Realizar administração de medicamento por via subcutânea.

4.MATERIAL UTILIZADO

Álcool a 70%.

Algodão;

Bandeja;

EPI’s (jaleco, luvas de procedimento, máscara descartável, sapato fechado);

Gaze estéril;

Luvas de procedimento;

Medicamento prescrito;

Seringa de 1 ml, agulha 13 x 4,5 mm;

5. PROCEDIMENTO:

Retirar a seringa/agulha num movimento único e firme.

Fazer leve compreensão no local com algodão.

Desprezar material perfurocortante em recipiente apropriado.

Lavar as mãos.

Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar.

Registrar procedimento em planilha de produção.

Manter ambiente de trabalho em ordem inferior

Locais de aplicação:

₋ Região deltoide no terço proximal. ₋ Face superior externa do braço. ₋ Face anterior da coxa. ₋ Face anterior do antebraço.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 031

VERIFICAÇÃO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

A frequência cardíaca é definida como o número de contrações ou batimentos cardíacos por unidade de tempo. Este parâmetro é medido em condições fisiológicas bem determinadas e é expresso em batimentos por minuto (batimentos/min).

2.EXECUTANTE

Enfermeiro e Técnico de Enfermagem

3. OBJETIVO

Contar o número de movimentos cardíacos completos em um minuto, através da pulsação cardíaca

4. MATERIAL NECESSÁRIO:

Relógio com ponteiro para segundos ou cronometro de celular.

5. PROCEDIMENTO

Realizar higienização das mãos;

Orientar o usuário ou acompanhante quanto ao procedimento a ser realizado;

Posicionar adequadamente o usuário (sentado ou deitado em repouso);

Colocar o usuário com o braço estendido ao longo do corpo e com a palma da mão virada para baixo;

Colocar as polpas digitais dos dedos indicador e médio sobre a artéria radial, comprimindo levemente;

Contar o número de pulsações durante 60 segundos observando ritmo e volume;

Se tratar-se de bebês, posicionar estetoscópio para ausculta de pulso apical e contar os batimentos por 60 segundos;

Realizar higienização das mãos;

Realizar registro no prontuário, carimbar e assinar.

Comunicar enfermeiro e/ou médico se alterações.

5. OBSERVAÇÕES:

Os locais para a verificação dependem da condição clínica do usuário. As artérias de eleição são: radial, braquial, poplítea, pediosa, temporal, carótida e femoral;

Em lactentes e crianças pequenas, posicionar o estetoscópio, no tórax, no ápice do coração. Contar o número de pulsações por um minuto em função de possíveis irregularidades de ritmo.

Atentar para os fatores que afetam as frequências cardíacas: idade, ritmo circadiano (diminui pela manhã e aumenta no final do dia), gênero (mulheres tem de 7-8 batimentos a mais por minuto), exercício físico, dor, febre, calor, uso de drogas e marca-passo cardíaco.

Características do pulso: o Frequência; o Ritmo: rítmico (frequência regular) ou arrítmico (frequência irregular); o Intensidade ou volume (intenso ou fraco);

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 032

VERIFICAÇÃO DA FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

A frequência cardíaca é definida como o número de contrações ou batimentos cardíacos por unidade de tempo. Este parâmetro é medido em condições fisiológicas bem determinadas e é expresso em batimentos por minuto (batimentos/min).

2.EXECUTANTE

Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem

3. OBJETIVO

Avaliar o padrão respiratório através da frequência e amplitude dos movimentos respiratórios por minuto

4. MATERIAL NECESSÁRIO:

Relógio com ponteiro para segundos ou cronometro de celular.

5. PROCEDIMENTO

Realizar higienização das mãos; Solicitar ao paciente que fique sentado; Não contar ao paciente que será avaliado sua respiração, evitando assim que o mesmo a controle; Contar a frequência respiratória, sem que o usuário perceba, observando os movimentos torácicos, durante 1 (um) minuto; Anotar no prontuário e no sistema IDS frequência respiratória e amplitude torácica. Comunicar o enfermeiro e/ou médico, se alterações.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 033

A VERIFICAÇÃO DA TEMPERATURA AXILAR

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

É a mensuração e o registro da temperatura axilar. A temperatura normal pode variar de 35º a 37,8ºC.

2.EXECUTANTE

Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem

3. OBJETIVO

Determinar a temperatura axilar do paciente;

Avaliar a resposta da temperatura às terapias médicas e aos cuidados de enfermagem;

Corroborar no diagnóstico médico e no diagnóstico de enfermagem

4. MATERIAL NECESSÁRIO

Almotolia com álcool 70%, recipiente com bola de algodão e termômetro.

5. PROCEDIMENTO

Realizar a desinfecção da bandeja com álcool a 70%;

Organizar o material necessário em uma bandeja;

Realizar a higienização das mãos; E

Explicar o procedimento ao paciente e/ou acompanhante;

Realizar a desinfecção do termômetro friccionando-o 3 vezes com algodão umedecido com álcool a 70%;

Se necessário, enxugar a axila do paciente;

Colocar o termômetro na região axilar com o bulbo em contato direto na pele do paciente (comprimir o braço e colocá-lo sobre o tórax);

Retirar o termômetro após emissão do sinal sonoro e realizar a leitura;

Realizar a desinfecção do termômetro friccionando-o 3 vezes com algodão umedecido em álcool a 70% e guarde-o em local apropriado;

Recolha o material e mantenha a unidade organizada;

Lave a bandeja com água e sabão, seque e passe álcool a 70%;

Higienize as mãos;

Anotar o procedimento realizado no prontuário do paciente, registrando o valor da T (ºC). Observação:

Alterações abruptas na temperatura devem-se comunicar ao enfermeiro ou ao médico imediatamente;

Especial atenção para pacientes em precaução de contato. Nesse caso, o termômetro é individual e de uso exclusivo desse paciente;

Não utilizar na axila que houver lesões;

Atentar a privacidade do paciente quando na necessidade da exposição do tórax;

Padrões de Febre

Sustentada: Uma temperatura corporal constante, e acima de 38°C que tem pouca flutuação.

Intermitente: Picos de febre intercalados com níveis de temperatura habituais (A temperatura volta ao valor aceitável pelo menos uma vez a cada 24 horas)

Remitente: Picos e quedas de febre sem retorno a níveis de temperatura aceitáveis Reincidente: Períodos de episódios febris e períodos com valores de temperatura aceitáveis (episódios febris e períodos de normotermia são com frequência mais longos que 24 horas).

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 034

REALIZAÇÃO DA GLICEMIA CAPILAR

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

É a coleta de uma gota de sangue capilar por meio de punção para a monitorizarão dos valores glicêmicos.

2.EXECUTANTE

Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem

3. OBJETIVO

Monitorar o nível de glicose sanguínea;

Fornecer parâmetros para a prescrição de insulina;

Analisar e acompanhar a eficácia do plano alimentar, do uso de medicamentos e de outras práticas intervencionistas

10 MATERIAL A SER UTILIZADO

Bandeja ou cuba rim;

Luva de Procedimentos;

Lanceta específica ou Agulha 13x 4,5, em caso de absoluta inexistência da lanceta;

Dispositivo de leitura glicêmica (glicosímetro);

Fita biossensora descartável contendo glicose desidrogenase ou glicose oxidase;

Bola de algodão embebido em álcool a 70%;

Bola de algodão seco.

5. PROCEDIMENTO

Identificar o cliente corretamente, realizando a dupla checagem da pulseira de identificação

Explicar o procedimento ao cliente e/ou acompanhante,

Higienizar as mãos

Reunir o material dentro da cuba rim

Verificar se o aparelho de leitura está calibrado e pronto para o procedimento

Colocar luvas de procedimento

Limpar a polpa digital de eleição do paciente com algodão embebido no álcool a 70%

Aguardar secar;

Introduzir a tira teste no aparelho, evitando tocar na parte reagente;

Lancetar a polpa digital e coletar material na fita reagente, para a leitura glicêmica;

Aguardar o tempo necessário para que o aparelho realize a leitura;

Pressionar o local da punção o suficiente para suspender o sangramento;

Descartar imediatamente a lanceta;

Realizar a leitura do índice glicêmico e limpar o dedo do paciente com algodão embebido em álcool a 70% e depois o seco;

Certificar-se de que não há prolongamento do período de sangramento;

Desprezar o material utilizado na caixa para perfurocortante;

Retirar luva de procedimentos e desprezá-la no lixo;

Higienizar as mãos;

Registrar a taxa de glicemia capilar do paciente, no plano terapêutico de enfermagem;

Adotar medidas terapêuticas mediante índice apresentado pelo paciente, conforme prescrição médica.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 035

PROCEDIMENTO DE INALAÇÃO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

A inalação pode ser definida como um aerossol terapia que faz uso de vapores como medicamentos para promover a desobstrução das vias respiratórias. O procedimento permite que a medicação de efeito descongestionante entre em contato com os brônquios em menor tempo e melhore a respiração rapidamente

2.EXECUTANTE

Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem

3. OBJETIVO

Promover conforto respiratório para o cliente, através da fluidificação das secreções

4. MATERIAL A SER UTILIZADO

Kit de nebulização;

Fonte de O2 ou ar comprimido;

Extensor;

Medicamento prescrito;

Soro fisiológico 0,9%;

Seringa de 5ml agulhada;

Luvas de procedimento;

Prescrição;

Bandeja;

EPIs indicados.

5. PROCEDIMENTO

Conferir a prescrição (data, nome do medicamento, nome do usuário, via de administração, dose, horário e histórico de alergias);

Realizar higienização das mãos;

Orientar o usuário ou acompanhante quanto ao procedimento a ser realizado;

Separar o material a ser utilizado na bandeja;

Preparar a inalação de acordo com a prescrição;

Solicitar ao usuário que permaneça em posição sentada;

Conectar o inalador a fonte de ar comprimido ou oxigênio, conforme prescrição;

Abrir válvula do fluxômetro aproximadamente 4 a 6 l/min;

Observar o funcionamento do inalador pela névoa que se forma;

Adaptar a máscara do inalador ao usuário, mantendo o recipiente do inalador na posição vertical;

Manter a inalação durante o tempo indicado;

Orientar o usuário para que respire lenta e profundamente;

Fechar a válvula do fluxômetro quando a névoa parar de sair e/ou terminar o conteúdo medicamentoso, no recipiente;

Desconectar a extensão do inalador;

Recolher o material utilizado;

Realizar a higienização das mãos

Registrar o procedimento no prontuário físico ou eletrônico e checar a prescrição.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 036

PROCEDIMENTO DE CURATIVO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Curativo é a aplicação local (em ferida, corte, machucado, incisão cirúrgica etc.) de antisséptico, medicamento e cobertura protetora para limpar, tratar, resguardar de agentes infecciosos, propiciar a cicatrização e a cura

2.EXECUTANTE

Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem

3. OBJETIVO

Realizar conduta padronizada e sequencial na execução de curativos em pacientes portadores de feridas de acordo com sua indicação.

4. INDICAÇÕES:

Realizar limpeza;

Promover hemostasia;

Remover corpos estranhos;

Reaproximar bordas separadas

Proteger a ferida contra contaminação e infecção;

Fazer desbridamento com remoção do tecido necrótico (se o profissional for capacitado para tal)

Reduzir o edema

Manter a umidade da superfície da lesão, absorvendo o exsudato com a manutenção das condições ideais no leito da ferida

Fornecer isolamento térmico

Promover a cicatrização da lesão

Preencher espaços mortos

Estimular o processo cicatricial

Reduzir a dor

Limitar a movimentação dos tecidos em torno da lesão

Oferecer conforto psicológico ao paciente.

5. MATERIAIS

Álcool a 70%

Bandeja não estéril

Luvas estéreis se necessário

Soro fisiológico a 0,9% (preferencialmente aquecido 37°)

Agulha estéril de calibre 40x12

Pacote de curativo estéril contendo 2 pinças

Pacotes com Gaze estéril

Sonda uretral de alívio n° 8 ou 12 S/N

Seringa 20 ml para acoplar na sonda S/N

Esparadrapo e/ou micropore

Atadura de crepe

Bacia Estéril, se necessário

Equipamento de Proteção Individual - EPI: máscara cirúrgica, óculos de proteção e luvas de procedimento

Saco plástico ou forro impermeável S/N

Lixeira para resíduo infectante

Biombo, sempre que necessário

5. PROCEDIMENTO

Ler a prescrição do paciente

Realizar higienização das mãos com água e sabão

Separar uma bandeja para o procedimento

Fazer desinfecção da bandeja e/ou carrinho de curativo e/ou mesa auxiliar com gaze embebida em álcool 70%, unidirecional, repetindo o movimento três vezes e aguardar secagem espontânea

Separar o material para o procedimento, colocando-o na bandeja e/ou carrinho de curativo ou mesa auxiliar

Levar carrinho de curativo e/ou a mesa auxiliar com o material próximo ao paciente

Apresentar-se ao paciente e acompanhante

Orientar o paciente e/ou acompanhante quanto ao procedimento, pedir sua autorização

Se for necessário realizar o registro fotográfico da lesão, solicitar por escrito a autorização

Orientar o paciente e/ou acompanhante quanto ao procedimento

Promover privacidade, utilizando biombos, se necessário

Posicionar adequadamente o paciente para o procedimento; expor apenas a área a ser tratada

Proteger a roupa de cama com um forro impermeável ou saco plástico sob a região do curativo, caso necessário. Em caso de lesão de MMII, utilizar a bacia sob a região a ser tratada

Organizar o material de modo a otimizar o procedimento, utilizando técnica asséptica

Colocar EPI padrão descrito anteriormente

Lavar as mãos (lavar as mãos vem antes de colocar o EPI)

Calçar luva de procedimento

Remover o curativo cuidadosamente, umedecendo a gaze ou cobertura primária com soro fisiológico a 0,9 % aquecido para facilitar a remoção

Desprezar a luva de procedimento

Remover a tampa protetora de soro fisiológico 0,9% e perfurar a borracha conectora com agulha 40x12, mantendo a agulha conectada – o soro já foi aberto no item 9.18 para remover o curativo

Calçar luva de procedimento e/ou estéril se necessário

Realizar a limpeza de pele perilesional e bordas, utilizando uma gaze úmida em soro fisiológico, com movimento de fricção suave

Realizar a limpeza da ferida, utilizando o jato de soro fisiológico a 0,9%, preferencialmente pré-aquecido (37º C), mantendo uma distância de aproximadamente de 10 cm da ferida

Avaliar a necessidade de desbridamento com instrumental

Se necessário, utilizar a técnica de fricção com uma gaze umedecida em soro fisiológico para remoção de exsudato, esfacelo e/ou corpos estranhos do leito da ferida, com o cuidado de realizar movimentos suaves para não traumatizar o tecido neoformado.

Na presença de tunelizações ou descolamentos, se necessário, utilizar a sonda de aspiração, acoplada a seringa, para facilitar a irrigação de soro fisiológico

Secar somente a pele ao redor da ferida e bordas com gaze, mantendo o leito úmido

Aplicar a cobertura prescrita com base nas características da ferida, considerando a manutenção das condições ideais para a cicatrização. Aplicar cobertura secundária se necessário, podendo ser utilizada gaze seca, compressas de algodão

Fixar com adesivo hipoalergênico, esparadrapo, ou atadura, ocluindo totalmente a cobertura secundária, considerando as condições da pele e a região anatômica da ferida

Retirar as luvas

Identificar o curativo com a DATA da realização e o profissional responsável pela execução

Desprezar o material utilizado nos locais apropriados

Realizar higienização das mãos com água e sabão

Realizar as anotações necessárias, assinando e carimbando o relato no prontuário do paciente

5. ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS:

Ø Auxiliar de Enfermagem/Técnico de Enfermagem

o Organizar e manter a sala de curativo em condições adequadas para o atendimento;

o Receber o paciente, acomodando-o em posição confortável que permita boa visualização da ferida;

o Executar o curativo conforme prescrição do enfermeiro ou médico

o Orientar o paciente quanto aos sinais de infecção que deve estar atento tais como, dor, calor, rubor, tumor, presença de exsudato, odor

o Orientar o paciente sobre a DATA do retorno e cuidados específicos e gerais

o Organizar os materiais de curativo e produtos a serem utilizados durante o procedimento, observando: DATA de validade, identificação, validade após aberto

o Registrar o procedimento executado no prontuário caracterizando o aspecto da ferida, queixas do paciente e conduta

o Organizar a sala de atendimento

o Proceder à limpeza do instrumental;

o Fazer a desinfecção de superfície.

o Incentivar a pratica do autocuidado aos pacientes e cuidadores.

1. Auxiliar de Enfermagem/Técnico de Enfermagem

o Fazer consulta de enfermagem

o Prescrever produto para o tipo de curativo conforme protocolo de curativo em vigência

o Executar o curativo conforme prescrição e avaliação do mesmo ou de outro enfermeiro do serviço ou médico

o Orientar o paciente quanto aos sinais de infecção que deve estar atento tais como, dor, calor, rubor, tumor, presença de exsudato, odor

o Orientar o paciente sobre a DATA do retorno e cuidados específicos e gerais

o Organizar os materiais de curativo e produtos a serem utilizados durante o procedimento, observando: DATA de validade, identificação, validade após aberto

o Registrar o procedimento executado no prontuário caracterizando o aspecto da ferida, queixas do paciente e conduta

o Organizar a sala de atendimento

o Proceder à limpeza do instrumental

o Fazer desinfecção de superfície

o Incentivar a pratica do autocuidado aos pacientes e cuidadores

o Encaminhar o paciente para avaliação médica para a determinação da etiologia da ferida e em caso de intercorrências (infecção, resposta insatisfatória ao tratamento)

o Capacitar e supervisionar a equipe de enfermagem nos procedimentos de curativos.

2. Médico

o Avaliar clinicamente o paciente e definir a etiologia da ferida

o Prescrever, quando indicadas, soluções, pomadas e cremes para curativo das feridas, bem como antibióticos, terapia compressiva e creme hidratante, conforme padronizado neste protocolo

o Solicitar, quando necessário, os seguintes exames: hemograma completo e glicemia

o Encaminhar o paciente para avaliação por especialista (Dermatologia, Dermatologia Sanitária e Vascular) quando necessário.

o Acompanhar a evolução do quadro clínico junto à equipe de enfermagem da unidade de saúde

o Orientar retorno quando necessário

3. Serviços Gerais

o Realizar limpeza concorrente da sala conforme o POP de Limpeza, diariamente no início do turno da manhã e da tarde e sempre que necessário ou solicitado

o Proceder limpeza terminal semanalmente, conforme o POP de Limpeza

o Trocar sacos de lixo diariamente, as 07:00 e às 13:00 horas ou quando necessário

o Repor papel toalha e sabão sempre que necessário.

1. PRECAUÇÕES PARA PROCEDIMENTOS DE RISCO EM SALA DE CURATIVO

Utilizar EPI’s recomendados em todos os procedimentos

Realizar limpeza concorrente da maca, mesa auxiliar e da bancada no início de cada turno e após a realização dos procedimentos

Realizar limpeza terminal, semanalmente

Solicitar ao funcionário da higiene, que realize limpeza da sala ou troca dos sacos de lixo sempre que necessário

Repor materiais de consumo

Verificar DATA de validade dos materiais estéreis e soluções, tomando o cuidado de colocar à frente, aqueles com validade mais próxima. Soluções mantidas na embalagem original, validade até o final do uso ou da validade impressa na embalagem. Soluções colocadas em almotolias ou outro recipiente limpo e desinfetado, validade 07 dias

Trocar as almotolias a cada 07 dias, colocando até 50% da capacidade de nova solução identificando-as com nome do produto, DATA de preparo, validade e nome de quem preparou;

Colocar os instrumentais em vasilha com tampa, contendo solução com água e sabão, encaminhando-os ao expurgo para limpeza.

Realizar os procedimentos de acordo com a prescrição medica ou do enfermeiro;

Desprezar corretamente os resíduos

Manter a sala em ordem

Registrar o procedimento no e-SUS ou prontuário do paciente.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 037

PROCEDIMENTO DE RETIRADA DE PONTOS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Retirada de fios cirúrgicos, colocados para aproximar as bordas de uma lesão

2.EXECUTANTE

Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem

3. OBJETIVO

Remover suturas da pele, sem lesionar o tecido recém-formado.

4. INDICAÇÕES

Quando se deseja retirar os fios cirúrgicos após cicatrizações de feridas operatória, ou por alguma intercorrência com ela.

5. MATERIAL A SER UTILIZADO

Bandeja;

Pacote de curativo;

Gaze esterilizada;

Soro fisiológico 0,9%;

Luvas de procedimento;

Lâmina de bisturi ou tesoura Spencer;

Pinça Adson (com dente de rato).

6. PROCEDIMENTO

Higienizar as mãos conforme protocolo da instituição;

Reunir o material;

Explicar o procedimento ao paciente;

Expor a região necessária a execução do curativo;

Abrir o pacote de curativo sem contaminar;

Calçar luvas de procedimento;

Umedecer a gaze com solução antisséptica promovendo a limpeza do local da incisão cirúrgica;

Expor a base do ponto;

Tracionar o ponto pelo nó e cortá-lo, com a tesoura de íris ou bisturi, em um dos lados junto à pele;

Realizar retirada de pontos alternadamente, se necessário;

Colocar os pontos, já cortados, sobre uma gaze e desprezá-los no saco de lixo;

Limpar a incisão com a gaze montada na pinça articulada, iniciando no sentido de dentro para fora;

Desprezar as gazes já usadas no saco de lixo leitoso;

Aplicar as coberturas com esparadrapo ou micropore;

Retirar luvas de procedimento;

Auxiliar paciente a descer do leito;

Recompor a Unidade e recolher o material;

Higienizar as mãos conforme protocolo da instituição;

Nas situações em que a ferida cirúrgica apresentar-se com sinais de: infecção, hemorragia, deiscência e evisceração entre outros, o enfermeiro deve sempre registrar no prontuário do paciente a respectiva avaliação e informar ao cirurgião para que o mesmo decida como proceder, se inviabiliza ou opta pela retirada de pontos de forma alternada (no caso da sutura com pontos interrompidos);

Recomenda-se a utilização do pacote de curativos, para segurança e qualidade do procedimento, porém na sua ausência pode-se utilizar luva estéril e lâmina de bisturi descartável para adultos.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 038

EXAME CLINICO DAS MAMAS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

O exame clínico das mamas consiste em uma avaliação do tecido mamário, tendo como instrumento anamnese, a inspeção e a palpação das mamas.

2.EXECUTANTE

Enfermeiros e Médicos

3.OBJETIVO

Detectar anormalidades nas mamas e/ou avaliar sinais e sintomas referidos pelas mulheres; identificar possíveis lesões malignas palpáveis num estágio precoce de evolução; Oportunidade de fazer educação em saúde sobre a composição e a variabilidade da mama normal; Sinais e sintomas do câncer de mama, fatores de risco e sua detecção precoce.

4. INDICAÇÕES

Todas as mulheres assintomáticas que procurem o serviço de saúde para realização do rastreamento de câncer ginecológico; mulheres com sintomatologia mamária.

5.MATERIAL UTILIZADO

Papel

Caneta

Luvas de procedimento se necessário

5.ESTRUTURA ANATÔMICA DA MAMA

6.EXAME CLINICO DAS MAMAS

• Realizar a higiene das mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos;

• Apresentar-se a mulher e explicar o procedimento;

• Fazer a anamnese: queixa principal, levantar fatores endócrinos/história reprodutiva, fatores comportamentais, risco de câncer de mama devido à radiação ionizante, fatores genéticos/hereditários, antecedentes cirúrgicos nas mamas, investigar se tiveram as mamas avaliadas por um profissional de saúde e mamografias anteriores (rastreamento ou diagnóstica);

• Realizar a inspeção estática e dinâmica. As mamas devem ser inspecionadas com a usuária sentada, com os braços pendentes ao lado do corpo (inspeção estática) e com a usuária realizando os seguintes movimentos (inspeção dinâmica): elevação dos membros superiores acima da cabeça, pressão sobre os quadris, inclinação do tronco para frente com os membros superiores acima da cabeça.

• Observar se as mamas são simétricas, se a circulação venosa superficial é normal e simétrica, se existem abaulamentos, retrações ou alterações de pele (hiperemia, edema, ulceração, descamação ou erosão, tecido com aspectos de “casca de laranja” e pele grossa);

• Identificar alterações na aréola (tamanho, forma, simetria e coloração “vermelhidão”); alterações na orientação dos mamilos (desvio da direção em que os mamilos apontam), achatamento ou inversão; ou evidência de secreção mamilar, como crostas em torno do mamilo;

• Deve verificar a presença de cicatrizes cirúrgicas prévias, nevos cutâneos, marcas congênitas e tatuagens;

• Realizar a palpação de todas as áreas do tecido mamário e linfonodos axilares e supraclaviculares, em busca de nódulos, espessamentos, modificações na textura e temperatura da pele;

• Ao examinar a axila, é importante que os músculos peitorais fiquem relaxados para que seja feito um exame completo da axila. Músculos contraídos podem obscurecer discretamente linfonodos aumentados de volume;

• Para examinar os linfonodos axilares direitos o examinador deve suspender o braço direito da usuária, utilizando o seu braço direito; deve então fazer uma concha com os dedos da mão esquerda, penetrando o mais alto possível em direção ao ápice da axila. A seguir, trazer os dedos para baixo pressionando contra a parede torácica.

• O mesmo procedimento deve ser realizado na axila contralateral. O examinador deve observar o número de linfonodos palpados, bem como seu tamanho, consistência e mobilidade.

• As fossas supra claviculares são examinadas pela frente da usuária ou por abordagem posterior.

• Iniciar a palpação da mama com a usuária sentada, entretanto a melhor posição para examinar as mamas é com a usuária em decúbito dorsal, em mesa firme. Pede-se para a usuária elevar o membro superior isolateral acima da cabeça para tencionar os músculos peitorais e fornecer uma superfície mais plana para o exame. O examinador deve colocar-se no lado a ser palpado. Inicia-se o exame com uma palpação mais superficial, utilizando as polpas digitais em movimentos circulares no sentido horário, abrangendo todos os quadrantes mamários.

• Repete-se a mesma manobra, porém com maior pressão (não se esquecer de palpar o prolongamento axilar mamário e a região areolar).

• Expressão: deve ser realizada somente se houver queixa de saída de líquido pelo mamilo. Fazer a expressão suave da mama, desde a base até o complexo aréola-papilar. Ocorrendo a saída de fluxo, observar se é uni ou bilateral e monoductal ou poliductal. Para verificar adequadamente a cor do fluxo, deve ser absorvido em uma gaze.

• Ajudar a mulher levantar-se recompor a unidade.

• Higienizar as mãos

• Registrar o procedimento.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 039

EXAME FÍSICO

OBSTETRICO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

É o conjunto de técnicas e manobras com o intuito de detectar anormalidades na gestante.

2.EXECUTANTE

Enfermeiro e Médico

3. OBJETIVO

Avaliar e acompanhar a gestante e o desenvolvimento fetal. Identificar situações que necessitem cuidados específicos e/ou encaminhamentos para intervenções precoces

4.MATERIAL NECESSÁRIO

– Balança para adultos (peso/altura) – Esfigmomanômetro – Estetoscópio clínico – Sonar doppler – Fita métrica flexível – Lençol – Maca, mesa ginecológica ou divã.

5.PROCEDIMENTO

• Higiene das mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos;

• Reunir o material, colocando na bancada próxima à maca;

• Apresentar-se a gestante e explicar o procedimento;

• Verificar a estatura e peso, conforme procedimento operacional;

• Aferir a pressão arterial com a gestante sentada, conforme procedimento operacional;

• Orientar e ajudar a gestante a deitar-se em decúbito dorsal com a cabeceira elevada, idealmente com a bexiga vazia.

• Realizar a inspeção da pele e das mucosas.

• Realizar a palpação da tireoide e de todo o pescoço, região cervical e axilar (pesquisa de nódulos ou outras anormalidades).

• Realizar o exame clínico das mamas: À inspeção estática e dinâmica: identifique visualmente achatamentos dos contornos da mama, abaulamentos ou espessamentos da pele das mamas, assimetrias, diferenças na cor da pele, na textura e no padrão de circulação venosa; À palpação: consiste em utilizar os dedos para examinar todas as áreas do tecido mamário e linfonodos axilares e supraclaviculares, em busca de nódulos, espessamentos, modificações na textura e temperatura da pele.

• Abaixar a cabeceira, deixando aproximadamente 15 graus, com o abdome descoberto, utilizando um lençol para cobrir outras áreas expostas, assim preservando a privacidade da gestante;

• Realizar a mensuração da altura uterina, a partir da 12ª semana de gestação:

• Delimitar a borda superior da sínfise púbica e o fundo uterino; fixar a extremidade inicial (0 cm) da fita métrica, flexível e não extensível, na borda superior da sínfise púbica, passando-a entre os dedos indicador e médio. Proceder à leitura quando a borda cubital da mão atingir o fundo uterino.

• Realizar as manobras de palpação obstétrica (Manobras de Leopold) que consiste em um método palpatório do abdome materno em 4 passos, a partir da 20ª semana de gestação:

1) delimite o fundo do útero com a borda cubital de ambas as mãos e reconheça a parte fetal que o ocupa;

2) Deslize as mãos do fundo uterino até o polo inferior do útero, procurando sentir o dorso e as pequenas partes do feto;

3) explore a mobilidade do polo, que se apresenta no estreito superior pélvico; 4) determine a situação fetal, colocando as mãos sobre as fossas ilíacas, deslizando-as em direção à escava pélvica e abarcando o polo fetal, que se apresenta. As situações que podem ser encontradas são: longitudinal (apresentação cefálica e pélvica), transversa (apresentação córmica) e oblíqua.

• Realizar a ausculta dos batimentos cardíacos fetais com o sonar doppler (a partir da 12ª semana de gestação), conforme recomendações:

ü Procure o ponto de melhor ausculta dos BCF na região do dorso fetal;

ü Conte os batimentos cardíacos fetais por um minuto, observando sua frequência e seu ritmo.

ü A frequência esperada é de 120 a 160 bpm;

ü Controle o pulso da gestante para certificar-se de que os batimentos ouvidos são os do feto, já que as frequências são diferentes.

• Identificar a presença de movimentação a partir da 20ª semana.

• Realizar dinâmica uterina, se presença ou queixa de contrações:

• Posicionar-se ao lado da gestante;

• Colocar a mão dominante sobre o fundo uterino;

• Marcar 10 minutos e contar o número de contrações uterinas e sua duração neste intervalo de tempo;

• Perceber a intensidade da contração uterina.

• Avaliar presença de edemas.

• Nos membros inferiores:

• Posicionar a gestante em decúbito dorsal ou sentada, sem meias;

• Pressionar a pele na altura do tornozelo (região perimaleolar) e na perna, no nível do seu terço médio, face anterior (região pré-tibial). O edema fica evidenciado mediante presença de depressão duradoura no local pressionado.

• Na região sacra:

ü Posicionar a gestante em decúbito lateral ou sentada;

ü Pressionar a pele, por alguns segundos, na região sacra, com o dedo polegar.

ü O edema fica evidenciado mediante presença de depressão duradoura no local pressionado

• Ajudar a gestante a levantar-se;

• Recompor a unidade.

• Realizar higienização das mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos.

6.OBSERVAÇÃO

Realizar a anamnese: dados socioeconômicos; antecedentes familiares; antecedentes pessoais gerais; antecedentes ginecológicos e obstétricos; dados da gestação atual;

Orientar sobre as alterações próprias do período gravídico;

Realizar orientações para o aleitamento materno.

7.REGISTROS

Registrar o procedimento realizado, aceitação ou recusa do usuário, data e horário do procedimento, carimbo e assinatura de quem realizou o exame em prontuário ou ficha de atendimento ambulatorial e na caderneta da gestante.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 040

PROCEDIMENTO DE COLETA DE EXAME CÉRVICO-UTERINO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

O exame preventivo do câncer de colo de útero (Papanicolau) é a principal estratégia para detectar lesões precursoras e realizar o diagnóstico precoce do câncer de colo de útero. Consiste na escamação de células da superfície externa e interna do colo de útero, com espátula de Ayres e escovinha cervical.

2.EXECUTANTE

Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem

3. OBJETIVO

Padronizar condutas relacionadas às técnicas de coleta do exame citopatológico de colo de útero;

Aprimorar a segurança da paciente, minimizando erros no exame ginecológico e na coleta de exame

4. INDICAÇÕES

O Ministério da saúde preconiza que indispensavelmente as mulheres de 25 a 64 anos que têm ou já tiveram atividade sexual realizem o exame. Após duas coletas anuais com resultados normais, a coleta pode ser de 2 em 2 anos. Para maior segurança do diagnóstico, a SMS de Brusque amplia a oferta do exame, sem definição de faixa etária, ampliando para todas as mulheres com vida sexualmente ativa e com a periodicidade anual.

IMPORTANTE:

o Ambiente acolhedor

o Cortesia

o Respeito à privacidade

o Explicar o significado e os procedimentos que serão realizados

o Lembrar a importância de receber o resultado do exame

o Demonstrar abertura para esclarecer as dúvidas

5. PROCEDIMENTO / ETAPAS DA COLETA:

Ø Preenchimento do formulário:

o Utilizar lápis preto nº 2 (recomendação obrigatória para quem utiliza álcool como fixador citológico, devido a possibilidade de extravasamento nas fichas e perda de informações);

o Preencher a requisição com todos os dados solicitados, inclusive com exame ginecológico da paciente.

Ø Identificação das lâminas:

o As lâminas devem ter bordas lapidadas e extremidade fosca;

o Devem ser identificadas na extremidade fosca com lápis preto nº 2, informando: As iniciais do nome da paciente, data de nascimento, local de coleta (ESF).

Ø Coleta:

o Condições para uma amostra de qualidade:

Não estar menstruada - a presença de pequeno sangramento de origem não menstrual, não é impeditivo para a coleta, principalmente em mulheres na pós-menopausa;

Não usar creme ou ducha vaginal nem se submeter a exames intravaginais (ultrassonografia) por 2 dias antes do exame;

Evitar relações sexuais nas 24 horas que antecedem o exame.

o Solicitar à paciente que esvazie a bexiga;

o Fornecer um avental e disponibilizar local reservado para troca de roupa;

o Solicitar que se deite na mesa, auxiliando-a a posicionar-se adequadamente para o exame;

o Cobrir a paciente com o lençol, e realize a inspeção e palpação das mamas, buscando encontrar nódulos ou outras anormalidades;

o Colocar as luvas;

o Perguntar se já teve filhos por parto vaginal, histórico familiar;

o Perguntar se está grávida ou suspeita estar. Se sim, não colher material endocervical;

o Acomodar a lâmina, já identificada, na mesa de apoio para receber o material colhido;

o Deixar o tubete do fixador próximo à lâmina já identificada;

o Verificar a existência de lesões suspeitas na vulva e vagina. Em caso positivo, lembrar de fazer o encaminhamento adequado ao final do exame;

o Escolher o espéculo mais adequado ao tamanho da vagina da paciente;

Observações:

Tamanho/Indicação do espéculo:

Pequeno: Mulheres jovens, sem parto vaginal, magras ou menopausadas;

Médio: Mulheres com IMC normal;

Grande Multíparas, obesas

Ø Introduzir o espéculo:

o Posicionar o foco de luz;

o Não lubrifique o espéculo com qualquer tipo de óleo, glicerina, creme ou vaselina;

o No caso de pessoas idosas, com vaginas extremamente ressecadas, recomenda-se molhar o espéculo com soro fisiológico;

o Introduza-o em posição vertical e ligeiramente inclinado;

o Iniciada a introdução, faça uma rotação de 90º, deixando-o em posição transversa, de modo que a fenda da abertura do espéculo fique na posição horizontal;

o Durante a introdução do espéculo, procede-se à inspeção das paredes vaginais;

o Uma vez introduzido totalmente na vagina, abra-o lentamente e com delicadeza;

o Se tiver dificuldade para visualizar o colo peça que a paciente tussa e tente manobras delicadas com o espéculo;

o Se, ao visualizar o colo, houver grande quantidade de muco ou secreção, retire o excesso delicadamente com uma gaze montada em uma pinça, sem esfregar, para não perder a qualidade do material a ser colhido;

Ø Coleta das amostras:

o A coleta é dupla: da ectocérvice e da endocérvice;

o As amostras são colhidas separadamente;

o OBS: Se houver sangue, muco ou corrimento, os mesmos podem ser retirados com uma pequena compressa de gaze sobre o colo uterino, é essencial um esfregaço que não esteja obscurecido por hemorragia, muco ou células inflamatórias.

o Proceda inicialmente a coleta da ectocérvice e depois a coleta da endocérvice:

o Utilize a espátula de madeira tipo Ayre, do lado que apresenta reentrância

o Encaixe a ponta mais longa da espátula no orifício externo do colo, apoiando-a firmemente, fazendo uma raspagem na mucosa ectocervical em movimento rotativo de 360º, em torno de todo o orifício, procurando exercer uma pressão firme, mas delicada, sem agredir o colo, para não prejudicar a qualidade da amostra;

o Caso considere que a coleta não tenha sido representativa, faça mais uma vez o movimento de rotação;

o Para a coleta no canal cervical utilize a escova apropriada para coleta endocervical;

o Recolha o material, introduzindo a escova delicadamente no canal cervical, girando-a a 360º;

o Na lamina, já devidamente identificada, estender o material sobre a lâmina de maneira delicada para a obtenção de um esfregaço uniformemente distribuído, fino e sem destruição celular.

o A amostra ectocervical deve ser disposta no sentido transversal, na metade superior da lâmina, próximo da região fosca, previamente identificada.

o O material retirado da endocérvice deve ser colocado na metade inferior da lâmina, no sentido longitudinal.

o Evite deixar espaço livre entre as duas amostras.

Após coletar o material da ectocérvice, deve se preencher a lâmina em sentido único e transversal.

Após coletar material da endocérvice, deve se preencher a lâmina em sentido longitudinal.

Ø Fixação do material:

o A fixação do esfregaço deve ser procedida imediatamente após a coleta, sem nenhuma espera. Visa conservar o material colhido, mantendo as características originais das células, preservando-as do dessecamento que impossibilitará a leitura do exame.

o Borrifar a lâmina com fixador, spray (propilenoglicol e álcool), a uma distância de até 20cm. Cobrir totalmente o esfregaço;

o Acondicionar cuidadosamente a lâmina na caixa de lâminas, a fim de evitar a quebra no transporte ao laboratório;

o Feche o tubete após a colocação da lâmina.

Ø Conclusão do Procedimento:

o Fechar o espéculo, retirar delicadamente, evitando prensar as paredes vaginais da mulher;

o Inspecionar a vulva e o períneo;

o Retirar as luvas;

o Auxiliar a paciente a descer da mesa;

o Solicitar que ela se troque, descartando o avental no lixo;

o Avisar a paciente que um pequeno sangramento poderá ocorrer após a coleta, normal;

o Orientar a paciente para que venha receber o resultado do exame, conforme a rotina da sua unidade de saúde;

o Assinar e carimbar a requisição de exame citopatológico do colo do útero;

o Registrar o procedimento em planilha de produção e evoluir em prontuário eletrônico.

Ø Indicadores de Qualidade da Coleta:

o A identificação clara das lâminas (é obrigatório que a lâmina seja identificada antes de iniciar os procedimentos da coleta);

o O esfregaço colocado na face da lâmina que corresponda a da extremidade fosca (rugosa);

o O esfregaço ocupando toda a superfície transparente da lâmina, sendo 1/2 da parte transparente da lâmina ocupado com material do ectocérvice e 1/2 da parte transparente da lâmina ocupado com material do canal endocervical;

o O acondicionamento apropriado das lâminas;

o Tipos de células presentes no esfregaço (ecto e endocervicais);

o Quantidade de células no esfregaço;

o Espessura e homogeneidade do esfregaço;

o Preservação das estruturas celulares (boa fixação).

IMPORTANTE:

Para que o rastreamento seja eficaz, é importante levar em conta a utilização correta da técnica de coleta, o transporte e conservação adequados da amostra.

Para garantir boa representação celular do epitélio do colo do útero, o exame citopatológico deve conter amostra do canal cervical (endocérvice) coletada com escova apropriada e da ectocérvice, coletada com espátula tipo ponta longa (espátula de Ayre).

Mulheres que buscam o serviço para realização da citologia oncótica em função de corrimentos: Embora a avaliação de corrimentos vaginais não demande a coleta de colpocitológico, a queixa deve ser avaliada no momento do exame e tratada quando necessário, não descartando a oportunidade de realizar a coleta do material se o motivo de contato da mulher se deu pelo corrimento.

Mulheres que não iniciaram a vida sexual: Não há indicação para rastreamento do câncer de colo do útero e seus precursores nesse grupo de mulheres.

Gestantes: Ainda que não haja evidência contraindicando a coleta de endocérvice na gestação, sugere-se que a mesma não seja realizada uma vez que ocorrências indesejáveis durante a gestação, como sangramentos espontâneos ou mesmo abortamento, podem ser relacionados pela gestante à coleta realizada. Assim, realizar coleta apenas da ectocérvice com a espátula de Ayre e inspeção visual do colo uterino, estando atento para alterações.

Climatério e pós-menopausa: Devem ser rastreadas de acordo com as orientações para as demais mulheres.

Histerectomizadas: Em caso de histerectomia subtotal (com permanência do colo do útero), deve seguir rotina de rastreamento. Em caso de histerectomia total: realizar coleta de fundo de saco, paredes vaginais. OPS: Lembrar de descrever na requisição do laboratório (Paciente com histerectomia total, amostra de fundo de saco).

Mulheres infectadas pelo vírus HIV, imunossuprimidas, em tratamentos de câncer e em uso crônico de corticosteroides: O exame citopatológico deve ser realizado após o início da atividade sexual, com intervalos semestrais no primeiro ano e, se normais, manter seguimento anual enquanto se mantiver o fator de imunossupressão, inclusive depois dos 64 anos (não há idade máxima)

OBSERVAÇÕES

Verificar se a sala está devidamente montada, limpa e abastecida;

Verificar se todos os materiais para a coleta estão disponíveis na quantidade necessária;

Testar os equipamentos;

Preencher a requisição de exame citopatológico de preferência em local reservado, para que a paciente se sinta à vontade ao responder às perguntas;

Identificar a lâmina;

Orientar a paciente sobre o exame, mostrando a ela o espéculo e demais materiais que serão utilizados durante a coleta;

Colocar a paciente em posição ginecológica, respeitando a sua privacidade, cobrindo-a com lençol;

Calçar as luvas;

Proceder à coleta, começando pela inspeção da mama depois vagina e do colo do útero;

Dispor o esfregaço na lâmina, fixando-o imediatamente;

Fechar o espéculo e retirá-lo;

Proceder à inspeção de vulva e períneo;

Retirar as luvas e lavar as mãos;

Orientar sobre o recebimento do resultado e a importância do retorno;

Organizar a sala para receber a próxima paciente.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 041

DRENAGEM DE ABCESSO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Abscesso, por definição, constitui-se de coleção de pus na derme e tecidos profundos adjacentes.

Furúnculo consiste na infecção de um folículo piloso, com material purulento se estendendo até as camadas mais profundas de derme e do tecido subcutâneo.

Carbúnculo nada mais é do que a coalescência dos folículos severamente inflamados, resultando numa massa inflamatória com drenagem de secreção purulenta pelos vários orifícios.

Abscessos de pele, furúnculos e carbúnculos podem se desenvolver em pessoas hígidas, sem outras condições predisponentes, a não ser portar na pele ou na cavidade nasal o Staphylococcus aureus. Fatores de riscos incluem a presença de Diabetes mellitus e alterações imunológicas. Qualquer processo que resulta na quebra de solução de continuidade da pele ou alterações dermatológicas como traumas abrasivos, escarificações ou picaduras de insetos pode resultar na formação de um abscesso

2.EXECUTANTE

Médico

3.OBJETIVOS

Orientar e padronizar o preparo e assistência ao paciente na realização de drenagem de abcesso, sistematizando o preparo do paciente para realização do procedimento e orientando a assistência de enfermagem durante o procedimento.

4.MATERIAIS NECESSÁRIOS

Solução de iodopovidina tópico ou clorexidina.

Lidocaína 1% sem vasoconstrictor para anestesia local.

Campos estéreis.

Material para o procedimento: pinça hemostática curva.

Lâmina de bisturi nº 11.

Soro fisiológico para irrigação.

Gaze.

Dreno de Penrose.

Fio de sutura nylon 3.0.

Luva esterilizada.

Seringa de 5 ml.

Agulha 40 x 12 (rosa).

Agulha hipodérmica (de insulina).

Swab de cultura, se necessário.

Máscara e óculos para proteção.

5.METODO (TÉCNICA)

1. Explique o procedimento ao paciente e obtenha autorização.

2. Verifique se o abscesso possui flutuação.

3. O procedimento deve ser realizado de maneira asséptica. Com as luvas estéreis, máscara e óculos de proteção, prepare a área afetada com um agente tópico disponível e cubra-a com o campo estéril.

PROCEDIMENTOS

4. Usando a agulha 40 x 12, aspira-se o anestésico do frasco (dose de 7-10 mg/kg). Troca-se a agulha pela hipodérmica.

5. Introduza o anestésico numa técnica de bloqueio de campo regional. A anestesia deve realizar-se aproximadamente a 1 cm do perímetro de maior sinal de flutuação, com o cuidado de injetar no subcutâneo. Afinal, a anestesia é para a pele, para a confecção da abertura, nada a mais.

6. Depois, continue a fazer o bloqueio de maneira linear, ao longo da linha de incisão projetada, que deve ser longa.

7. Uma vez realizada a anestesia, faz-se uma incisão longa e profunda o suficiente ao longo da linha da pele para promover a drenagem espontânea da secreção purulenta. Não adianta fazer pequenas incisões, pois isso pode levar à recidiva dos abscessos.

8. Depois da drenagem espontânea, evite espremer a pele circunjacente, pois pode promover a proliferação da infecção para o tecido subcutâneo adjacente. Coloca-se a pinça hemostática na cavidade, a fim de quebrar as loculações e liberar quaisquer bolsas de material purulento residuais.

9. Irrigue a cavidade com soro fisiológico para limpeza do local.

10. Introduza uma gaze ou um dreno de Penrose no local, com 1 a 2 cm para fora da incisão, para permitir drenagem adequada e impedir que a incisão fique selada. Se necessário, pode ser fixado com um ponto simples frouxo de nylon 3.0.

11. Curativo com gaze.

COMPLICAÇÕES

• Recidiva do abscesso: se o tamanho da incisão não for grande o suficiente para drenagem adequada; local não explorado completamente, deixadas áreas loculadas;

• Sangramento;

• Disseminação sistêmica da infecção: endocardites, osteomielites, formação de abscessos pleurais, articulações etc.

Pedir para o paciente retornar em um ou dois dias para remoção das gazes e do dreno, e para verificação da ferida.

• Orientar para o paciente: › Associar compressas mornas no local, durante 15 minutos, 4x ao dia, até melhora. › Trocar os curativos diariamente. › Ficar alerta para sinais de infecção sistêmica.

• A antibioticoterapia está indicada se houver celulite coexistente, se o paciente for imunocomprometido ou tiver um corpo estranho (enxerto vascular, telas, cateteres e válvulas).

• podem-se associar analgésicos e anti-inflamatórios para a dor pós-drenagem.

Observações importantes

• A incisão deve cicatrizar entre 7 e 10 dias.

• Incisão com drenagem apenas é a terapia adequada para um abscesso subcutâneo

Simples.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 042

LAVAGEM AURICULAR

RETIRADA DE CERUME

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Lavagem do conduto auricular externo por meio da remoção mecânica do cerume impactado, principalmente pelas técnicas de irrigação com solução salina ou remoção manual.

OBS: É importante lembrar que o cerume, localizado no CAE é uma condição fisiológica para a proteção. Porém o acúmulo pode levar à formação de rolha, gera impactação no conduto e é causa frequente de sinais e sintomas otológicos.

2.EXECUTANTE

Médico e enfermeiros

3.OBJETIVO

Reduzir sintomas como hipoacusia, otalgia, zumbido, desconforto auditivo, sensação de eco, tontura e tosse crônica onde o agente causador possa ser o cerume impactado;

Deixar conduto auditivo pérvio para realização de otoscopia ou outro exame necessário.

4.INDICAÇÕES

Hipoacusia (surdez)

Zumbido no ouvido

Prurido;

Otalgia

Perda temporária da audição causado por rolha de cerume.

5.CONTRAINDICAÇÃO

Presença de secreção no conduto auditivo externo, ou atorreia;

Perfuração de membrana do tímpano;

Dor de ouvido e sinais inflamatórios e/ou infecciosos de orelha externa podendo indicar o possível

Diagnóstico de uma otite externa;

História de cirurgia no ouvido;

Presença de tubo de ventilação de ouvido médio;

Suspeita de otite média aguda ou crônica.

6.MATERIAL

Equipamento de proteção individual (máscara, óculos, avental descartável);

Luvas de procedimento;

Compressa/toalha descartável;

Seringa de 20ml;

Scalp calibre 19 (ou mais calibroso);

Cúpula;

Cuba rim;

Otoscópio com aurícula (em tamanho adequado);

Tesoura;

Água morna ou Soro fisiológico 0,9% aquecido em temperatura aproximada de 37ºC;

Termômetro (para aferir a temperatura do líquido utilizado);

Cotonete;

Garrafa térmica;

Gaze não estéril

7.DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

1. Chamar o paciente pelo nome completo e pedir para que o paciente (ou acompanhante) se identifique dizendo o seu nome, recomendando que compareça à Unidade com um documento de identificação, preferencialmente com foto;

2. Em caso de nomes comuns ou semelhantes/ homônimos, pedir ao paciente para que diga a data de seu nascimento (dia, mês e ano) e nome da mãe;

3. Realizar otoscopia com aurícula em calibre ideal para o exame, se necessário utilizar mais de um calibre (Figura 1);

4. Certificar-se com o paciente ou responsável se não há condições de contraindicação;

5. Reunir o material necessário para o procedimento;

6. Realizar a higiene das mãos;

7. Posicionar o paciente sentado com a cabeça centralizada;

8. Posicionar a compressa/toalha descartável no ombro de mesmo lado onde será realizada a lavagem de ouvido;

9. Posicionar a cuba rim justaposta em região cervical logo abaixo do lóbulo da orelha (Figura 2);

10. Colocar a água morna ou soro fisiológico aquecido (T=37ºC) na cúpula e verificar a temperatura com termômetro ou por meio de sensibilidade térmica direta na região do antebraço (Figura 3);

11. Calçar luvas de procedimento;

12. Cortar o scalp com aproximadamente 4 cm a partir da extremidade de acoplamento da seringa, descartar a extremidade da agulha em caixa perfurocortante (Figura 4);

13. Aspirar a água ou soro fisiológico aquecido com a seringa e acoplar no scalp que foi cortado

14. Efetuar a retificação do conduto auditivo, tracionando o pavilhão auricular para cima.

15. Simultaneamente, introduzir a extremidade cortada do scalp na extremidade superior do meato auditivo externo e com leve pressão instilar a água ou soro fisiológico, deixando escoá-lo na cuba rim (Figuras 7 e 8);

16. Durante o procedimento avaliar queixas e expressões faciais do paciente;

17. Repetir os itens 13, 14, 15 e 16 até observar que não há mais retorno de cerume ou observar em otoscopia a permeabilidade do conduto;

18. Realizar nova otoscopia e verificar se ainda há cerume impactado; outro indicador de que a remoção de cerume foi efetiva é a sensação de melhora da hipoacusia relatada pelo paciente;

19. Ao fim do procedimento solicitar ao paciente que lateralize a cabeça e oferecer uma gaze/compressa seca para secagem do líquido residual;

20. Secar o pavilhão auditivo externo com cotonete;

21. Descartar os materiais em resíduo apropriado;

22. Descartar o conteúdo da cuba rim em local adequado;

23. Retirar as luvas de procedimento;

24. Realizar a higiene das mãos;

25. Avaliar estado geral e queixas do paciente (tontura, dor, nistagmo) e em caso negativo auxiliar o paciente a sair da cadeira;

26. Realizar o registro do atendimento em prontuário e em planilha de produção;

27. Manter o ambiente em ordem e a sala organizada

OBSERVAÇÕES

1. Se houver alguma condição que contraindique o procedimento o paciente deverá ser encaminhado para avaliação médica;

2. A água ou soro fisiológico utilizado para o procedimento devem estar aquecidos próximo a temperatura corporal (37ºC). O líquido deve estar aquecido para evitar dores, desconfortos, nistagmo e tontura. É importante verificar a temperatura do líquido (água ou soro fisiológico), com termômetro ou por meio de sensibilidade térmica direta na região do antebraço antes de realizar o procedimento;

3. Para aquecimento da água: Pode ser aquecida em chaleira elétrica ou fogão e acondicionada em garrafa térmica de uso exclusivo para essa finalidade;

4. Para aquecimento do soro fisiológico: aquecer a bolsa em banho Maria ou forno de micro-ondas de uso exclusivo para essa finalidade;

5. Não cortar o scalp na diagonal para evitar formar uma superfície pontiaguda que poderá ferir o canal auditivo do paciente;

6. Para crianças: posiciona-la na cadeira no colo do acompanhante de forma que o adulto possa ajudar a restringir os movimentos se necessário, sendo assim é importante a presença de outro profissional durante o procedimento para segurar a cuba rim ou auxiliar em alguma necessidade;

7. Atentar a presença de vertigem, nistagmo, dor ou desconforto intenso e interromper o procedimento caso ocorra. Aguardar de 10 a 15 minutos para verificar se há melhora espontânea da queixa, caso não tenha melhora solicitar avaliação médica;

8. Orientar o paciente a retornar ao serviço para nova avaliação em caso de queixas relacionadas ao procedimento que ocorram posteriormente;

9. É fundamental realizar a otoscopia previamente e ao término do procedimento. Sempre realizar exame prévio cuidadoso, observando as contraindicações do procedimento;

10. Todo paciente com indicação de lavagem auricular deverá fazer uso de ceruminolítico prescrito pelo médico por um período mínimo (5 gotas em cada ouvido 3 a 4 vezes ao dia por 5 dias) anterior ao procedimento;

11. Sempre que possível ou necessário solicitar acompanhante responsável para menores de 18 anos ou idosos;

12. Ao fim do procedimento deve ser realizada higiene do otoscópio (cabo, cabeça) com álcool 70%, encaminhando as aurículas para o expurgo para limpeza e desinfecção de baixo nível.

Realização de otoscopia

1. O paciente deve estar sentado para o exame e o procedimento;

2. O otoscópio e as aurículas devem estar limpos e testados;

3. Tracionar o pavilhão auditivo para cima com a mão dominante;

4. Segura-se o otoscópio pelo cabo, com a cabeça voltada para baixo;

5. Deve-se procurar visualizar a membrana timpânica integralmente, identificando alguns pontos anatômicos de acordo com a figura abaixo. Recomenda-se identificar o cone de luz como referencial que sempre estará disposto na região anteroinferior da membrana timpânica.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 043

TRATAMENTO DE FERIDAS SUPERFICIAIS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

É um meio terapêutico que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida, quando necessário, com a finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir a contaminação ou infecção.

2.EXECUTANTE

Médico, enfermeiros e técnicos de enfermagem

3.OBJETIVO

Realizar a técnica de curativo auxiliando o organismo a promover a cicatrização, eliminando os fatores desfavoráveis que retardam a cicatrização da lesão, diminuindo infecções cruzadas, através de técnicas e procedimentos adequados

4.INDICAÇÕES / FINALIDADE

• Limpar a ferida;

• Promover a cicatrização, eliminando fatores que possam retardá-la;

• Tratar e prevenir infecções;

• Prevenir contaminação exógena;

• Remover corpos estranhos;

• Proteger a ferida contra traumas mecânicos;

• Promover hemostasia;

• Fazer desbridamento mecânico e remover tecidos necróticos;

• Reduzir edemas;

• Drenar e/ou absorver secreções e exsudatos inflamatórios;

• Diminuir odor;

• Manter a umidade da ferida;

• Fornecer isolamento térmico;

• Dar conforto psicológico ao paciente;

• Diminuir a intensidade da dor;

• Limitar a movimentação em torno da ferida

5.MATERIAIS NECESSÁRIOS

• Bandeja;

• EPI’s (jaleco, luva de procedimento/estéril, máscara, óculos);

• Gazes estéreis;

• Solução fisiológica 0,9%;

• Clorexidina degermante 4%;

• Clorexidina alcoólica 0,5%;

• Seringa de 20 ml;

• Agulha 30x10;

• Micropore;

• Tesoura;

• Saco plástico;

• Pacote de curativo;

• Chumaço;

• Cobertura primária selecionada (conforme avaliação do enfermeiro ou prescrição de

Enfermagem);

• Ataduras;

• Régua de papel

6. REVISÃO TEÓRICA

6.1 Características das feridas

As feridas podem ser classificadas quanto à causa, ao conteúdo microbiano, ao tempo de cicatrização, ao grau de abertura e ao tempo de duração.

Quanto à causa, as feridas podem ser:

- Cirúrgicas, feridas provocadas intencionalmente, mediante:

Incisão: quando não há perda de tecido e as bordas são geralmente fechadas por sutura;

Excisão: quando há remoção de uma área de pele (por exemplo: área doadora de enxerto);

Punção: quando resultam de procedimentos terapêuticos diagnósticos (por exemplo, cateterismo cardíaco, punção de subclávia, biópsia, entre outros).

- Traumáticas, feridas provocadas acidentalmente por agente:

Mecânico: contenção, perfuração ou corte;

Químico: iodo, cosméticos, ácido sulfúrico etc.;

Físico: frio, calor ou radiação.

- Ulcerativas, feridas escavadas, circunscritas na pele (formadas por necrose, sequestração do tecido), resultantes de traumatismo ou doenças relacionadas com o impedimento do suprimento sanguíneo. As úlceras de pele representam uma categoria de feridas que incluem úlceras por pressão, de estase venosa, arteriais e diabéticas.

Quanto ao conteúdo microbiano, as feridas podem ser:

- Limpas: feridas em condições assépticas, sem micro-organismos;

- Limpas contaminadas: feridas com tempo inferior a 6 horas entre o trauma e o atendimento, sem contaminação significativa;

- Contaminadas: feridas ocorridas com tempo maior que 6 horas entre o trauma e o atendimento, sem sinal de infecção;

- Infectadas: feridas com presença de agente infeccioso no local e com evidência de intensa reação inflamatória e destruição de tecidos, podendo conter exsudato purulento.

Quanto ao tipo de cicatrização, as feridas podem ser:

- De cicatrização por primeira intenção: feridas fechadas cirurgicamente com requisitos de assepsia e sutura das bordas; nelas não há perda de tecidos e as bordas da pele e/ou seus componentes ficam justapostos;

- De cicatrização por segunda intenção: feridas em que há perda de tecidos e as bordas da pele ficam distantes, nelas a cicatrização é mais lenta do que nas de primeira intenção;

- De cicatrização por terceira intenção: feridas corrigidas cirurgicamente após a formação de tecido de granulação ou para controle da infecção, a fim de que apresentem melhores resultados funcionais e estéticos.

Quanto ao grau de abertura, as feridas podem ser:

- Abertas: feridas em que as bordas da pele estão afastadas;

- Fechadas: feridas em que as bordas da pele estão justapostas.

Quanto ao tempo de duração, as feridas podem ser:

- Agudas: quando são feridas recentes;

- Crônicas: feridas que têm um tempo de cicatrização maior que o esperado devido a sua etiologia.

São feridas que não apresentam a fase de regeneração no tempo esperado, havendo um retardo na cicatrização.

6.2 Avaliação da ferida

Para a escolha de um curativo adequado, é essencial uma avaliação criteriosa da ferida e o estabelecimento de um diagnóstico de enfermagem acurado.

Evidências clínicas observadas quanto à localização anatômica, forma, tamanho, profundidade, bordos, presença de tecido de granulação e quantidade de tecido necrótico, sua drenagem e as condições da pele perilesional.

São quatro componentes da cicatrização da ferida importantes na preparação do leito e na orientação das decisões terapêuticas dos profissionais:

-T (Tecido inviável) - Para o preparo da ferida, é necessário avaliar as condições do tecido. Se ele estiver inviável, necrótico ou deficiente, é recomendável realizar o desbridamento, que pode ser instrumental, autolítico, enzimático, mecânico ou biológico. O desbridamento tem a finalidade de remover o tecido desvitalizado, restaurar a base da ferida e da matriz extracelular e obter tecido viável no leito da ferida.

-I (Infecção ou inflamação) - Trata-se aqui do tecido com alta contagem bacteriana ou inflamação prolongada, com número elevado de citocinas inflamatórias. Atividade das proteases e baixa atividade dos fatores de crescimento são prejudiciais para a cicatrização. Nessa situação é necessário realizar a limpeza da ferida e avaliar as condições tópicas sistêmicas e o uso de anti-inflamatórios e antimicrobianos.

-M (Manutenção da umidade) - Para que ocorra a cicatrização, é necessário o equilíbrio da umidade da ferida. Enquanto o leito da ferida ressecado ocasiona uma migração lenta das células epiteliais, o excesso de exsudato também é prejudicial, pois pode provocar maceração da margem e da pele perilesional. Nessas condições, é preciso estimular a migração das células epiteliais, para evitar ressecamento e maceração, e controlar o edema e o excesso de fluidos.

-E (Epitelização das bordas) – É a situação em que, no processo de cicatrização, há progressão da cobertura epitelial a partir das bordas. Quando não há migração de queratinócitos, as células da ferida não respondem; há matriz extracelular, mas a atividade das proteases é anormal.

Nesse caso, deve-se avaliar todo o processo, observando as causas e optando por uma das terapias corretivas, que poderá ser desbridamento do tecido morto, enxerto de pele no local, uso de agentes biológicos e terapias adjuntas.

6.3 Tratamento da ferida

O tratamento da ferida envolve a avaliação das condições clínicas do paciente, o uso de analgésicos, o cuidado com o curativo e o desbridamento do tecido inviável. Também é necessária a avaliação diária da evolução da ferida no sentido de continuar ou modificar as condutas até então estabelecidas.

6.4 Tipos de curativos

O Tipo de curativo a ser realizado varia de acordo com a natureza, a localização e o tamanho da ferida. Em alguns casos é necessária uma compressão, em outros, lavagem exaustiva com solução fisiológica e outros exigem imobilização com ataduras. Nos curativos em orifícios de drenagem de fístulas entéricas a proteção da pele sã em torno da lesão é o objetivo principal.

Curativo semi-oclusivo: Este tipo de curativo é absorvente, e comumente utilizado em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas, absorvendo o exsudato e isolando-o da pele adjacente saudável.

Curativo oclusivo: não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como barreira mecânica, impede a perda de fluídos, promove isolamento térmico, veda a ferida, a fim de impedir enfisema, e formação de crosta.

Curativo compressivo: Utilizado para reduzir o fluxo sanguíneo, promover a estase e ajudar na aproximação das extremidades da lesão.

Curativos abertos: São realizados em ferimentos que não há necessidade de serem ocluídos.

Feridas cirúrgicas limpas após 24 horas, cortes pequenos, suturas, escoriações, etc são exemplos deste tipo de curativo.

Primários, quando usados em contato direto com o tecido lesado,

Secundários, quando colocados sobre o curativo primário. Alguns curativos requerem a utilização de cobertura secundária para manter a umidade adequada.

São vantagens do meio úmido:

- Evitar traumas;

- Reduzir a dor;

- Manter a temperatura;

- Remover tecido necrótico;

- Impedir a formação de esfacelos;

- Estimular a formação de tecido viável;

- Promover maior vascularização.

6.5 DESBRIDAMENTO

O desbridamento envolve a remoção de tecido não viável e de bactérias, para permitir a regeneração do tecido saudável subjacente. Durante o procedimento, é necessário evitar danos ao tecido de granulação.

O desbridamento pode ser efetuado através de técnica cirúrgica, mecânica, enzimática ou autolítica.

Cada procedimento possui vantagens, desvantagens e indicações para o seu uso. A combinação das técnicas pode ser o método mais eficaz. Para definir a melhor conduta, cada caso deve ser avaliado.

6.6 PRODUTOS E COBERTURAS

Ø Hidrogel

Composição: Água 77,7% + propilenoglicol 20% + carboximetilcelulose 2,3%.

Ação:

Mantém o meio úmido;

Promove desbridamento autolítico;

Estimula a cicatrização.

Indicação: Remoção de crostas e tecidos desvitalizados de feridas abertas.

Contraindicação:

Pele íntegra;

Ferida operatória fechada;

Feridas muito exsudativas.

Frequência da troca: Uma vez por dia.

Ø Alginato de cálcio

Composição: Fibras de tecido, derivado de algas marinhas, compostas por ácido gulurônico e

manurônico com íons de Ca e Na incorporados às fibras.

Ação:

Auxilia o desbridamento;

Tem alta capacidade de absorção;

Forma um gel que mantém o meio úmido;

Induz à hemostasia.

Indicação: Feridas abertas, sangrantes, altamente exsudativas, com ou sem infecção.

Contraindicação:

Feridas superficiais;

Feridas pouco exsudativas.

Frequência de troca: A cada 48/72 horas e/ou conforme saturação.

Ø Hidrocoloide extrafino

Composição: gelatina, pectina e carboximetilcelulose sódica.

Ação:

Absorve exsudatos, mantém o pH ácido e o meio úmido;

Estimula o desbridamento autolítico e a angiogênese;

Protege terminações nervosas. Indicação: Tratamento de feridas abertas não infectadas e pouco exsudativas. Contraindicação:

Feridas infectadas;

Feridas cavitárias;

Feridas muito exsudativas.

Frequência de troca: A cada 3 a 7 dias, conforme características da ferida.

Ø Papaína

Composição: Complexo de enzimas proteolíticas retiradas do látex do mamão papaia (Carica

papaia).

Ação:

Provoca dissociação das moléculas de proteína, resultando em desbridamento químico;

É bactericida e bacteriostático;

Estimula a força tênsil das cicatrizes;

Acelera o processo de cicatrização.

Ø Indicação:

Tratamento de feridas abertas;

Desbridamento de tecidos desvitalizados.

Ø Contraindicação

Pele íntegra;

Ferida operatória fechada;

Na presença de tecido de granulação;

Contato com metais, devido ao poder de oxidação.

Ø Frequência de troca:

Uma vez ao dia;

A cobertura secundária, conforme saturação.

Ø Gaze não aderente e não impregnada

Composição: Tecido de 100% viscose.

Ação:

Protege a ferida;

Preserva o tecido de granulação;

Evita aderência ao leito da ferida.

Ø Indicação:

Necessidade de evitar a aderência do curativo ao leito da ferida, resultando numa troca sem

Ø dor e com proteção do tecido;

Cobertura primária na ferida aberta.

Ø Contraindicação:

Feridas com secreção purulenta e com muito exsudato;

Feridas fechadas.

Ø Frequência de troca: A cada troca de curativo.

Ø Curativo absorvente com prata

Composição: Curativo estéril com alta capacidade de absorção, com espuma de poliuretano

Sua formulação combina prata iônica e alginato de cálcio.

Ação:

• Promove meio úmido ideal para processo de cicatrização;

• Não adere na ferida;

• É fácil de aplicar e retirar;

• Tem efetividade antimicrobiana por até 7 dias.

• Indicação: Feridas de espessura parcial a total, infectadas, não infectadas, úlceras venosas e áreas doadoras de enxerto.

• Contraindicação: Feridas pouco exsudativas.

• Frequência de troca:

• A cada 48 - 72 horas, conforme saturação;

• Aplicar com a matriz de prata (superfície escura) em contato com a ferida.

• Ácidos Graxos essenciais

Composição: Triglicerídeos de Ácidos Cáprico e Caprílico, Óleo de girassol clarificado, Lecitina,

Palmitato de retinol, Acetato de Tocoferol e Alfa-Tocoferol.

Ação:

Protege, hidrata o leito da ferida, restaura a pele na formação de tecido de granulação.

• Indicação:

Ferida em fase de granulação, sem infecção;

Prevenção e tratamento das UP de graus I, II e III;

Tratamento de feridas crônicas ou agudas na ausência de processos infecciosos.

Contraindicação: Pacientes com conhecida sensibilidade a algum dos componentes do produto.

Frequência de troca: A cada troca de curativo.

• Carvão ativado

Composição: carvão ativado com prata composto por um envoltório de não tecido e um tecido de carvão ativado impregnado com 25 μg/cm2 de prata.

Ação:

• Tem ação de absorção bactericida e desodorizante.

• Indicação:

• Feridas exsudativas, limpas ou infectadas, crônicas ou agudas, superficiais ou profundas e com odor desagradável, como carcinomas fúngicos, feridas ulcerativas traumáticas e deiscências cirúrgicas.

• Contraindicação:

• Pacientes com conhecida sensibilidade a algum dos componentes do produto.

• Frequência de troca: A cada 24-48h.

• Pasta hidrocoloide

Composição: hidrocoloides naturais (gelatina, pectina e carboximetilcelulose sódica).

Ação: Interage com o exsudato da ferida formando um meio úmido que favorece o processo de

cicatrização, propiciando o desbridamento autolítico; e permitindo a remoção não traumática do curativo, sem danificar os tecidos recém-formados.

• Indicação: Tratamento de úlceras de pele exsudativas, incluindo feridas profundas.

• Contra-indicação:

Pacientes com conhecida sensibilidade a algum dos componentes do produto;

Úlceras decorrentes de processos infecciosos como tuberculose, sífilis, infecção por fungos.

Frequência de troca: A cada 48 horas; A cobertura secundária, conforme saturação.

7. ETAPAS DO PROCEDIMENTO

• Normas gerais

- Lavar as mãos antes e após cada curativo, mesmo que seja em um mesmo paciente;

- Verificar data de esterilização nos pacotes utilizados para o curativo;

- Expor a ferida e o material o mínimo de tempo possível;

- Utilizar sempre material esterilizado;

- Se as gazes estiverem aderidas na ferida, umedecê-las antes de retirá-las;

- Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manusear material estéril;

- Considerar contaminado qualquer material que toque sobre locais não esterilizados;

- Usar luvas de procedimentos em todos os curativos, fazendo-os com pinças (técnica asséptica);

- Utilizar luvas estéreis em curativos de cavidades ou quando houver necessidade de contato direto com a ferida ou com o material que irá entrar em contato com a ferida;

- Se houver mais de uma ferida, iniciar pela menos contaminada;

- Nunca abrir e trocar curativo de ferida limpa ao mesmo tempo em que troca de ferida contaminada;

- Quando uma mesma pessoa for trocar vários curativos no mesmo paciente, deve iniciar pelos de incisão limpa e fechada, seguindo-se de ferida aberta não infectada, drenos e por último as colostomias e fístulas em geral;

- Ao embeber a gaze com soluções manter a ponta da pinça voltada para baixo;

- Ao aplicar ataduras, fazê-lo no sentido da circulação venosa, com o membro apoiado, tendo o cuidado de não apertar em demasia;

- Os curativos devem ser realizados no leito com toda técnica asséptica;

- Nunca colocar o material sobre a cama do paciente e sim sobre a mesa auxiliar, ou carrinho de curativo. O mesmo deve sofrer desinfecção após cada uso;

- Todo curativo deve ser realizado com a seguinte paramentação: luva, máscara e óculos. Em caso de curativos de grande porte e curativos infectados (escaras infectadas com áreas extensas, lesões em membros inferiores, e ferida cirúrgica infectada) usar também o avental como paramentação;

- Quando o curativo for oclusivo deve-se anotar no esparadrapo a data, a hora e o nome de quem realizou o curativo.

• Antes de Iniciar o Curativo, deve-se realizar:

- Avaliar o estado do paciente, principalmente os fatores que interferem na cicatrização, fatores causais, risco de infecção;

- Avaliar o curativo a ser realizado, considerando-os em função do tipo de ferida e verificar a prescrição de enfermagem para a seleção dos materiais a serem utilizados;

- Orientar o paciente sobre o procedimento;

- Preparar o ambiente (colocar biombos ou fechar cortinas quando necessário, deixar espaço na mesa de cabeceira, organizar o material a ser utilizado, fechar janelas muito próximas, disponibilizar lençol ou toalha para proteger o leito e as vestes do paciente quando houver possibilidade de que as soluções escorram para áreas adjacentes);

- Preparar o material e lavar as mãos.

• Realização do curativo:

- Preparar o material (reuni-lo na bandeja) considerando o exame físico;

- Verificar se o paciente possui analgesia pré-curativo, caso possua realizá-la;

- Orientar o paciente quanto ao procedimento a ser realizado, chamando-o pelo nome;

- Organizar ambiente para o cuidado;

- Considerar: privacidade, observação, comunicação, normas CCIH e técnicas assépticas, mecânica corporal;

- Proporcionar privacidade ao paciente;

- Selecionar o curativo a ser realizado, caso o paciente possua mais de uma ferida, iniciar sempre pelas feridas menos contaminadas;

- Dispor o material evitando contaminação;

- Fixar o saco plástico com fita adesiva em plano inferior ao material limpo;

- Abrir o pacote de curativo, usando técnica asséptica, tocando apenas na face externa do campo;

- Expor o cabo de uma das pinças, pegando-a pela ponta com o auxílio do campo, tocando-o somente na face externa. Com uso desta pinça, dispor as demais com os cabos voltados para a borda do campo;

- Colocar gazes suficientes para o procedimento sobre o campo;

- Realizar a desinfecção do frasco de soro fisiológico morno com álcool 70% no local em que será inserida a agulha 40x12;

- Não falar ao manipular ferida e material estéril;

- Remover o curativo com o auxílio da pinça anatômica com dente e colocá-lo no saco, desprezando a seguir a pinça na borda do campo, afastada das demais pinças;

- Umedecer com soro fisiológico as gazes que estão em contato direto com a ferida antes de removê-las, porque a umidade minimiza a dor e o traumatismo da pele e ou o tecido de granulação em feridas abertas;

- Medir os bordos da ferida, registrando altura, largura e profundidade, em centímetros, utilizando a régua descartável;

- Limpar a ferida;

• Orientações para feridas fechadas

₋ Limpar a ferida com jatos de soro fisiológico morno utilizando a seringa 20ml com agulha

₋ 40x12;

₋ Secar os bordos da ferida montando torundas com gaze, utilizando a pinça de pressão;

₋ Colocar no leito da ferida gaze não aderente como cobertura primária, umedecida com soro fisiológico, ou o produto indicado conforme prescrição, e sobre ele gaze de algodão. Após, como cobertura secundária, utilizar gazes secas ou compressas, dependendo da quantidade de drenagem, e fixar com adesivo microporoso hipoalergênico, com dobra em uma das pontas para facilitar a retirada. Ou, dependendo do local, fixar com faixa crepe, ou usar roupas íntimas para não danificar a pele com a fixação do curativo. Ainda em relação ao adesivo, deve-se evitar tração centrípeta do adesivo sobre a pele.

• Orientações para feridas abertas

₋ Lavar a ferida com soro fisiológico morno em forma de jato utilizando a seringa 20ml com agulha 40x12;

₋ Utilizar torundas apenas para limpeza da pele circundante;

₋ Na presença de tecido desvitalizado, solicitar a avaliação do enfermeiro para desbridamento.

₋ Colocar no leito da ferida (cobertura primária – conforme avaliação do enfermeiro), gaze não aderente (atadura de rayon, gaze alva, melolin). Após, utilizar, como cobertura secundária, gazes secas ou compressas/chumaço, dependendo da quantidade de drenagem, e fixá-las com adesivo microporoso hipoalergênico.

• Orientações para feridas infectadas

₋ Limpar primeiramente a pele circundante e após, a ferida, seguindo a mesma orientação do curativo em feridas abertas.

₋ Orientações para feridas com drenos abertos

₋ O curativo do dreno deve ser realizado separado da incisão;

₋ Feridas com drenagem superior a 50ml quando possível deve-se aplicar uma bolsa para coletar o excesso de drenagem;

₋ Limpar a incisão do dreno e depois o dreno;

₋ Limpar as regiões laterais da incisão do dreno, ainda com a mesma pinça secar a incisão e as laterais;

₋ Mobilizar dreno a critério médico;

₋ Ocluir o dreno mantendo uma camada de gaze entre o dreno e a pele ou quando ocorrer hipersecreção colocar bolsa simples para colostomia.

Os registros devem ter uma linguagem objetiva e mensurável, sendo fundamental que as informações permitam acompanhar a evolução das feridas. Assim, eles devem incluir:

₋ Tipo de ferida: informar a causa da ferida, se é cirúrgica, traumática ou ulcerativa. Se for úlcera por pressão, classificar seu estágio de acordo com a Classificação por Estágios das Úlceras por Pressão.

₋ Tempo de duração da ferida e sua origem: essa informação permite classificar a ferida em aguda ou crônica, bem como estabelecer se a origem foi comunitária ou hospitalar.

₋ Localização da ferida: descrever a região anatômica acometida, o que permite a localização precisa da ferida.

₋ Dimensão da ferida: medir os bordos da ferida, registrando altura, largura e profundidade, em centímetros.

₋ Tipo de tecido: descrever o tipo de tecido do leito da ferida, se existe infecção, como é o meio (umidade) e a epitelização dos bordos.

₋ Características do exsudato: registrar o aspecto, a quantidade ou a ausência de exsudato.

₋ Pele perilesão: registrar o aspecto e as condições da pele perilesional.

₋ Descrição do procedimento: descrever o aspecto do curativo, a técnica de limpeza, e a cobertura escolhida para o leito da ferida e para a proteção dos bordos.

₋ Dor ou queixas do paciente em relação ao procedimento: registrar se a analgesia prescrita está adequada, se está sendo possível realizar a limpeza da ferida com desconforto tolerável para o paciente, e demais queixas do paciente.

₋ O registro deve conter o nome e registro do profissional que avaliou/ executou o curativo.

Ø Observações

- Evitar falar no momento da realização do procedimento e orientar o paciente para que faça o mesmo;

- A troca do curativo será prescrita de acordo com a avaliação diária da ferida;

- Proceder a desinfecção da bandeja, carrinho ou mesa auxiliar após a execução de cada curativo.

- Manter o Soro Fisiológico 0,9 % dentro do frasco de origem (125 ml), desprezando o restante em caso de sobra.

Ø Principais erros cometidos ao se fazer um curativo

- Usar curativo em feridas totalmente cicatrizadas;

- Cobrir o curativo com excesso de esparadrapo;

- Trocar o curativo em excesso em feridas secas;

- Demorar a trocar o curativo de feridas secretantes;

- Esquecer de fazer as anotações ou não faze-las corretamente;

- Não lavar as mãos entre um curativo e outro;

- Conversar durante o procedimento;

- Misturar material de um curativo e outro, em um mesmo paciente;

- Não fazer desinfecção do carrinho de um curativo para outro.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 044

ELETROCARDIOGRAMA

ECG

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO:

É a monitorização da atividade elétrica do coração, através da representação gráfica sobre uma tela ou papel

2.EXECUTANTE:

Médico, Enfermeiro e técnico de enfermagem

3. OBJETIVO:

Avaliar a atividade elétrica cardíaca e a condução dos impulsos elétricos, registradas em gráficos que indicam as condições de normalidade ou de possíveis alterações.

4.MATERIAL A SER UTILIZADO

• Aparelho de ECG; • Eletrodos reutilizáveis com ventosas e clamps plásticos reguláveis e, ou eletrodos descartáveis; • Papel toalha, papel lençol e gaze; • Material para tricotomia (aparelho de barbear); • Gel para ECG; • Papel registro

5.PROCEDIMENTO

• Ligar o aparelho e ajustar conforme instruções de funcionamento do mesmo, afixada na sala; • Receber o usuário na sala, conferir o nome e a requisição do exame; • Explicar o procedimento ao usuário, considerando queixa relacionada a sintomas e motivo de solicitação de exame; • Solicitar que o usuário retire objetos de metal (brincos, relógios, pulseiras, entre outros). Instrua-o a relaxar, deitar-se mantendo decúbito dorsal, manter pernas descruzadas e braços lateralizados em relação ao corpo, respirar normalmente, não falar e nem se mexer durante o procedimento; • Manter o usuário em decúbito dorsal. Se ele não puder suportar essa posição, ajude-o a ficar na posição semi-sentada. Orientar o usuário a retirar as vestimentas de modo a expor o tórax, ambos os tornozelos e pulsos para a colocação dos eletrodos. • Proteja o usuário cobrindo-o com o papel lençol até que sejam posicionados todos os eletrodos e aplicadas as derivações; • Realizar quando necessário, a tricotomia nas áreas com maior concentração de pelos; • Se a pele do cliente for excessivamente oleosa ou escamosa, limpe com compressa de gaze seca, antes de aplicar o eletrodo, ajudando a reduzir a interferência do sinal; o Aplicar o gel para ECG e colocar os 4 clamps + ventosas ou eletrodos descartáveis (4 derivações periféricas), sendo um em cada face ventral ou face medial dos pulsos e na face ventral ou medial das pernas, evitando as proeminências ósseas. • Atenção: geralmente os equipamentos possuem coloração padronizada para os 4 fios que correspondem a cada uma das derivações: amarelo (acima e à esquerda), vermelho (acima e à direita), verde (abaixo e à esquerda) e preto (abaixo e à direita). • Vide figura 1. • Posicionar os clamps e ventosas ou eletrodos descartáveis nas derivações apicais no tórax, conforme a sequência: ₋ V1: Quarto espaço intercostal na borda esternal direita – ligado ao cabo vermelho; ₋ V2: Quarto espaço intercostal na borda esternal esquerda – ligado ao cabo amarelo; ₋ V3: metade da distância entre V2 e V4 – ligado ao cabo verde; ₋ V4: Quinto espaço intercostal na linha hemiclavicular – ligado ao cabo marrom; ₋ V5: Quinto espaço intercostal na linha axilar anterior (1/2 a distância entre V4 e V6) – ligado ao cabo preto; ₋ V6: Quinto espaço intercostal na linha média, nivelado com V4 – ligado ao cabo roxo; • Registrar a calibração; • Observar se o aparelho automático está captando os sinais de todas as derivações; • Acompanhar o registro de todas as derivações certificando-se de que estejam representadas na impressão; • Observar se caso alguma das derivações não esteja corretamente representada ou apareçam artefatos (traçados irregulares que poluem visualmente o traçado de ECG), neste caso reposicione-se, coloque o fio terra em outro local e recomece. • Atenção: Nos aparelhos operam no modo manual, o profissional deverá selecionar as derivações e registrá-las uma a uma. Nestes aparelhos, imprimir um D2 longo: com o eletrodo nessa posição, registrar o traçado por cerca de 4 a 5 segundos; • Se o usuário for portador de marcapasso definitivo ou em situação de urgência com marcapasso temporário, anote a presença do mesmo; • Ao término, retirar os eletrodos do usuário, promovendo a limpeza de todo o gel residual das extremidades reutilizáveis; o Recomponha o usuário e o local da unidade; o Realizar a limpeza do aparelho ao final de todos os procedimentos. • Desligar sempre o equipamento, recolher a extensão do fio terra e e desconectá-lo da tomada de energia antes de iniciar a limpeza. • Guardar os cabos de modo organizado e preferencialmente alinhados em 2 feixes, um para derivações apicais e outro para as derivações periféricas, para facilitar o uso em uma situação de emergência.

6.CUIDADOS COM O APARELHO

• Uma vez por semana lavar os eletrodos utilizando-se água e sabão neutro com uma escova. • Com a utilização contínua os eletrodos tendem a escurecer. Não utilize abrasivos ou objetos pontiagudos para limpá-los. • Quando necessário, os cabos poderão ser limpos com água e sabão neutro, tomando-se sempre o cuidado de não molhar os conectores. • Quando o equipamento não estiver sendo utilizado, mantenha-o coberto, evitando acúmulo de poeira em seu interior. • Se o equipamento for ficar inativo por um período superior a 30 dias, retirar as pilhas ou baterias. • Não utilize produtos químicos como derivados da benzina para limpar os acessórios.

7.REGISTRO

Anotar na folha do traçado de ECG: Nome do cliente, idade, número do prontuário e nome do profissional que realizou o procedimento; anotar no prontuário ou em ficha de atendimento ambulatorial a data da realização do exame e horário, nome do profissional que realizou o procedimento, assinar e carimbar.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 045

CALÇAR E RETIRAR LUVAS ESTÉREIS.

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

É a maneira adequada de calçar e retirar as luvas utilizadas para a realização de procedimentos estéreis.

2. EXECUTANTE

Todos os profissionais que realizam procedimentos invasivos nos serviços de saúde: Auxiliares de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, técnicos de enfermagem

3.OBJETIVO

Prevenir a contaminação e transmissão de infecções ao paciente durante a utilização de materiais estéreis e realização de procedimentos invasivos; para reduzir o risco de contaminação das mãos dos profissionais de saúde com sangue e outros fluidos corporais; para reduzir o risco de disseminação de germes para o ambiente e de transmissão do profissional de saúde para o paciente e vice-versa, bem como de um paciente para o outro.

4.MATERIAIS

01 pares de luvas estéreis com numeração adequada.

5.PROCEDIMENTO

• Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos. • Apoiar embalagem da luva sobre uma superfície limpa. • Abrir a embalagem de forma correta conforme indicado pelo fabricante verificando data de validade da esterilização. • Pegar a embalagem interna e colocá-la sobre a superfície limpa, seca e plana, ao nível dos punhos. Abrir a embalagem, mantendo as luvas na superfície interna do invólucro. • Identificar a luva direita e a esquerda. Cada luva tem um punho com cerca de 5cm de largura. Calçar primeiro a luva da mão dominante. • Com o polegar e os dois primeiros dedos da mão não dominante, segurar a margem do punho da luva para a mão dominante. • Puxar a luva sobre a mão dominante, deixando o punho e certificando-se de que ele não enrole até o seu pulso. Assegurar que o polegar e os dedos estejam nos espaços adequados. • Com a mão dominante enluvada, deslizar os dedos sob o punho da segunda luva e puxar cuidadosamente sobre a mão não dominante • Após a colocação da segunda luva, entrelaçar as mãos acima do nível do punho. Os punhos da luva costumam descer após a aplicação. Certificar se de tocar somente os lados estéreis • Retirar as luvas após o procedimento. • Pegar a parte externa de um punho com a outra mão enluvada e puxar. Evitar tocar no punho. • Puxar a luva para fora, virando a de dentro para fora e colocando-a na mão enluvada. • Colocar os dedos da mão sem luva dentro do punho da luva de dentro para fora e sobre a luva anteriormente removida. • Descartar as luvas em recipiente adequado de material contaminado.

OBSERVAÇÕES

ü Retirar anéis, pulseiras e relógio ü Realizar a higienização das mãos (ver POP de Higienização das mãos) ü Mantenha as mãos acima da cintura para minimizar o risco de contaminá-las ü Lembrar que como qualquer outro material estéril, a embalagem das luvas deve ser inspecionada quanto a rasgos, descoloração, umidade, ou vencimento do prazo de esterilização. Se ocorrer alguma dessas situações, descarte-a. Luvas de procedimentos devem ser utilizadas para: ü Proteção individual, nos casos de contato com sangue e líquidos corporais e contato com mucosas e pele não íntegra de todos os usuários; ü Reduzir a possibilidade de transmissão de microrganismos de um usuário para outro nas situações de precaução de contato;

Devem ser trocadas:

ü Durante o contato com um mesmo usuário ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo; ü Quando estiverem danificadas; ü Sempre que o profissional entrar em contato com outro usuário; ü O profissional, quando com luvas, não deve tocar desnecessariamente superfícies e materiais (tais como telefones, maçanetas, portas); ü O uso de luvas não substitui a higienização das mãos.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 046

ACESSO VENOSO PERIFÉRICO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

É a introdução de um cateter em veia periférica para a administração de fluídos.

2. EXECUTANTE

Técnico de enfermagem, Auxiliar de enfermagem e Enfermeiro

3. OBJETIVO

Proporcionar acesso venoso para administração de drogas ou reposição de volume e hemoderivados;

Coletar amostra sanguínea;

Manter um acesso venoso prévio e de fácil manuseio;

4. MATERIAL UTILIZADO

Bandeja (cuba rim);

Luva de procedimento;

Garrote;

Algodão;

Extensor de 1, 2 ou mais vias (torneirinha);

Esparadrapo ou micropore para fixação;

Cateter específico para veia periférica;

Tala (se necessário);

Seringa com 5 ml de Água destilada ou Soro Fisiológico 0,9%

5. PROCEDIMENTO

Confirme o paciente e o procedimento a ser realizado;

Prepare o material necessário para o procedimento numa bandeja (cuba rim);

Explique o procedimento ao paciente;

Higienize as mãos;

Escolha o local do acesso venoso.

Verifique as condições das veias;

Calce as luvas de procedimento;

Garroteie o membro que será puncionado (no adulto: aproximadamente de 5 a 10 cm acima do local da punção venosa), para propiciar a visualização da veia.;

Solicite ao paciente que mantenha o braço imóvel;

Faça a antissepsia da pele, no local da punção, utilizando algodão com álcool a 70% ou clorexidina alcoólico 0,5%;

Tracione a pele para baixo, com o polegar abaixo do local a ser puncionado;

Introduza o cateter venoso na pele, com o bisel voltado para cima, num ângulo aproximado de 30º a 45° e, após o refluxo de sangue no canhão, mantenha o mandril imóvel e introduza o cateter na veia e em seguida remova o mandril.

Retire o garrote.

Conecte o dispositivo selecionado previamente preenchido com água destilada ou soro fisiológico 0,9%;

Injete a solução fisiológica lentamente (permeabilize o acesso venoso);

Observe se há sinais de infiltração no local da punção, além de queixas de dor ou desconforto do paciente (se houver, retire o cateter imediatamente);

Fixe o dispositivo com fita adesiva micro porosa ou filme transparente;

Retire as luvas de procedimento;

Higienize as mãos;

Coloque a data e horário da punção;

Oriente o paciente sobre os cuidados para a manutenção do cateter;

Deixe o paciente confortável.

Descarte agulhas e perfurantes no recipiente adequado de perfurocortante e o restante em lixo adequado;

6. OBSERVAÇÃO

Para a escolha da veia, deve-se levar em consideração as condições das veias, tipo de solução a ser infundida e o tempo de infusão.

Preferir veias calibrosas na administração de drogas irritantes ou muito viscosas, a fim de diminuir o trauma do vaso e facilitar o fluxo.

Se possível, escolher o membro superior não dominante para que o paciente possa movimentá-lo mais livremente.

Evitar usar veias antecubitais, pela limitação de movimentos do paciente, a menos que se utilizem dispositivos venosos flexíveis.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 047

CATETERISMO VESICAL DE ALÍVIO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Obter uma resposta farmacológica adequada

2. EXECUTANTE

Enfermeiro, Técnico ou Auxiliar de Enfermagem

3. OBJETIVO

Constituir rotinas de execução de procedimentos de enfermagem.

4. MATERIAL UTILIZADO:

Luvas estéreis.

Sonda uretral estéril descartável.

PVPI tópico.

Compressas de gaze estéril.

Bandeja de materiais estéreis para cateterismo (cuba rim, cúpula, pinça cheron).

Campo fenestrado.

Lençol.

Frasco para coleta de urina se necessário.

Lidocaína gel.

5.PROCEDIMENTO:

Paciente do sexo feminino

Posicionar a paciente confortavelmente.

Lavar as mãos.

Abrir a bandeja de cateterismo usando a técnica asséptica. Colocar o recipiente para os resíduos em local acessível.

Colocar a paciente em posição de decúbito dorsal com os joelhos flexionados, os pés sobre o leito mantendo os joelhos afastados.

Calçar as luvas estéreis.

Separar, com uma das mãos, os pequenos lábios de modo que o meato uretral seja visualizado; mantendo-os afastados até que o cateterismo termine.

Realizar antissepsia da região perineal com PVPI tópico e gaze estéril com movimentos únicos.

Evitar contaminar a superfície da sonda.

Realizar o esvaziamento da bexiga totalmente ou coletar a urina caso seja para exame laboratorial

Remover a sonda suavemente, quando a urina parar de fluir.

Secar a área, tornar o paciente confortável.

Paciente do sexo masculino

Lubrificar bem a sonda com lubrificante ou anestésico tópico prescrito.

Realizar a assepsia com clorexidina aquosa e gaze estéril em movimentos únicos da base do pênis até o púbis, e após da base do pênis até raiz da coxa, bilateralmente.

Após, da glande até a base, e por último em movimentos circulares sobre o meato, de dentro para fora.

Usar as luvas estéreis, introduzir a sonda dentro da uretra até que a urina flua.

Realizar o esvaziamento da bexiga totalmente ou coletar a urina caso seja para exame laboratorial.

Remover a sonda suavemente, quando a urina parar de fluir. Secar a área, tornar o paciente confortável.

Lavar as mãos.

Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar

Registrar procedimento em planilha de produção.

Manter ambiente de trabalho em ordem.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 048

CATETERISMO VESICAL DE DEMORA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO:

Procedimento de cateterismo vesical de demora

2. EXECUTANTE:

Auxiliares, técnicos de enfermagem e enfermeiros

3. OBJETIVO:

Estabelecer rotinas de execução de procedimentos de enfermagem

4. MATERIAIS Luvas estéreis. Sonda folley estéril descartável. PVPI tópico. Compressas de gaze estéril. Lidocaína gel. Coletor de urina de sistema fechado. Bandeja de materiais estéreis para cateterismo (cuba rim, cúpula, pinça cheron). Seringa de 20 ml. Água destilada – ampola. Campo fenestrado. Lençol.

PROCEDIMENTO

Paciente do sexo feminino

Posicionar a paciente confortavelmente. Lavar as mãos. Abrir a bandeja de cateterismo usando a técnica asséptica. Colocar o recipiente para os resíduos em local acessível. Colocar a paciente em posição de decúbito dorsal com os joelhos flexionados, os pés sobre o leito mantendo os joelhos afastados. Calçar as luvas estéreis. Separar, com uma das mãos, os pequenos lábios de modo que o meato uretral seja visualizado; mantendo-os afastados, até que o cateterismo termine. Realizar antissepsia da região perineal com PVPI tópico e gaze estéril com movimentos únicos: Horizontalmente, do meato até monte de Vênus. A seguir, verticalmente do meato até final da comissura labial posterior, inicialmente sobre grandes lábios, após entre grandes e pequenos lábios e, por último, em movimentos circulares sobre o meato, de dentro para fora. Lubrificar bem a sonda com lubrificante ou anestésico tópico prescrito. Introduzir a sonda pré-conectada a um coletor de drenagem de sistema fechado, bem lubrificada por 5 a 7 cm no meato uretral, utilizando técnica asséptica estrita. Tracionar suavemente a sonda até sentir até sentir resistência. Insuflar o balonete com água destilada (aproximadamente 10 ml), certificando-se de que a sonda está drenando adequadamente. Fixar a sonda de demora, prendendo-a juntamente com o equipo de drenagem na coxa. Secar a área e manter paciente confortável. Lavar as mãos. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar. Registrar procedimento em planilha de produção. Manter ambiente de trabalho em ordem.

Paciente do sexo masculino

Lubrificar bem a sonda com lubrificante ou anestésico tópico prescrito. Realizar a antissepsia com PVPI tópico e gaze estéril em movimentos únicos da base do pênis até o púbis, e após da base do pênis até raiz da coxa, bilateralmente. Após, da glande até a base, e por último em movimentos circulares sobre o meato, de dentro para fora. Introduzir a sonda dentro da uretra quase até sua bifurcação, até que a urina flua. Quando a resistência é sentida no esfíncter externo, aumentar discretamente a tração do pênis e aplicar pressão suave e contínua sobre a sonda. Pedir para que o paciente faça força (como se estivesse urinando), para ajudar a relaxar o esfíncter. Insuflar balonete com água destilada (aproximadamente 10 ml). Fixar a sonda de demora, prendendo-a abaixo do umbigo na vertical. Secar a área e manter paciente confortável. Lavar as mãos. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar. Registrar procedimento em planilha de produção. Manter ambiente de trabalho em ordem.

6. OBSERVAÇÃO:

Trocar a sonda de demora e a bolsa coletora a cada sete dias ou quando necessário

Após avaliação médica ou do enfermeiro.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 049

CATETERISMO VESICAL DE DEMORA POR CISTOSTOMIA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

É o procedimento que estabelece a drenagem (saída) da urina por meio da introdução de um cateter tipo Foley de forma percutânea ou pela incisão da parede abdominal anterior até a bexiga.

2.EXECUTANTE

Enfermeiros, médicos, acadêmicos de enfermagem e de medicina, desde que acompanhados de seus respectivos preceptores.

3.OBJETIVO

Realizar cateterismo vesical de demora por cistostomia

4.MATERIAL UTILIZADO

Bandeja Sonda foley ou de silicone de duas vias com calibre adequado, conforme prescrição Bolsa coletora sistema fechado Kit de cateterismo estéril contendo 01 cubas rim, 1 cuba redonda, 1 pinça (se for coletar urina para exames) Pacotes de gaze estéril Sabonete neutro líquido/ álcool gel Solução fisiológica a 0,9% PVPI tópico ou solução aquosa clorexidina 0,2% Duas seringas de 20 mL Agulha 25x0,8 mm Água destilada estéril – frasco de 20 mL Fita hipoalergênica (micropore) Luvas de procedimentos (1 par) Luvas estéreis (1 par) Equipamento proteção individual (avental, máscara cirúrgica, óculos de proteção)

5.PROCEDIMENTO

• Higienizar as mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos; • Explicar o procedimento para o usuário e cuidador; • Paramentar-se com os EPIs; • Preparar o material necessário; • Promover a privacidade do usuário; • Calçar as luvas de procedimento; • Posicionar o usuário; • Iniciar o procedimento em duas pessoas, sendo que uma fica paramentada e realiza o procedimento e a outra auxilia; • Higienizar a região da Ostomia, utilizando as gazes, sabonete neutro líquido, enxaguar com gaze e Solução Fisiológica 0,9% e secar • Retirar as luvas; • Higienizar as mãos conforme o procedimento operacional de fricção antisséptica das mãos ou higienização simples das mãos, após procedimento; • Abrir o pacote estéril para cateterismo; • Abrir o pacote de gaze estéril dentro da cuba redonda; • Umedecer as gazes com PVPI tópico ou solução aquosa de clorexidina 0,2%; • Abrir a sonda e a bolsa coletora em cima do campo; • Abrir a seringa de 20 mL e a agulha de 25x0,8 mm em cima do campo; • Calçar a luva estéril conforme o procedimento operacional padrão; • Conectar a agulha na seringa; • Abrir a água destilada e oferecê-la para aspirar (auxiliar); • Aspirar água destilada, 10-30 mL, conforme fabricante da sonda; • Desconectar a agulha da seringa; • Testar o balonete da sonda insuflando-o com água destilada; • Desinsulflar o balonete da sonda; • Conectar a sonda à bolsa coletora; • Verificar o clamp da extensão que deve permanecer aberto e o clamp da bolsa coletora que deve permanecer fechado; • Realizar a antissepsia do estoma com PVPI tópico ou solução aquosa clorexidina 0,2%; • Conectar a seringa, desinsuflar o balonete e retirar a sonda, desprezando-a (auxiliar); • Introduzir cerca de 10 a 20 cm da sonda na cistostomia; • Insuflar o balonete com água destilada, 10-20 mL, conforme fabricante; • Tracionar lentamente a sonda até sentir resistência; • Verificar a drenagem espontânea e as características da urina; • Fixar a sonda, proteger o estoma e a base da sonda com gaze estéril e ocluir com fita hipoalergênica; • Prender a bolsa coletora na parte inferior da cama após colocar a data, hora e nome do executante; • Deixar o usuário confortável; • Retirar os EPIs.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 050

Reanimação Cardiorrespiratória (RCP) em Suporte Básico de Vida (SBV) com uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA)

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1 DEFINIÇÃO

Sequência de manobras e procedimentos destinados a reverter a Parada Cardiorrespiratória (PCR) e a manter a oxigenação e perfusão tecidual adequadas, garantindo a sobrevida do cliente.

2.EXECUTANTE

Médico e equipe de enfermagem.

3.OBJETIVO

Estabelecer rotinas de organização e funcionamento das dispensas de medicamentos.

4.MATERIAL NECESSÁRIO

EPIs (máscara, avental, gorro, óculos de proteção, luvas de procedimento) Bolsa-Válvula-Máscara (Ambú) ou máscara de bolso (pocket mask) Desfibrilador Externo Automático (DEA) Gel condutor Luvas de procedimento Tesoura (para cortar as roupas ou pelos do tórax) Torpedo/fonte de oxigênio

4.DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Ø Reconhecimento imediato da parada cardiorrespiratória e acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU): Checar a responsividade (tocar os ombros e chamar o cliente em voz alta), se não responsivo, chame ajuda. Na presença dos sinais inconsciência, ausência de respiração normal, ausência de pulso: chamar por ajuda comunicando a ocorrência de uma Parada Cardiorrespiratória (solicitar a presença de uma Unidade de Suporte Avançado no local para as USB do SAMU; médico e equipe de enfermagem nas Unidades de Saúde). Posicionar o cliente em decúbito dorsal em superfície plana, rígida e seca. Cheque o pulso carotídeo e a respiração simultaneamente, observando se há elevação do tórax do cliente e se há pulso, em até 10 segundos. Se o cliente não estiver respirando ou apresentar somente gasping e: Pulso presente: realizar abertura da via aérea e aplicar uma ventilação a cada 5 a 6 segundos, mantendo frequência de 10 a 12 ventilações por minuto. Cheque o pulso a cada 2 minutos. Pulso ausente: iniciar imediatamente a reanimação cardiopulmonar. Ø Reanimação cardiopulmonar imediata de alta qualidade

● Inicie ciclos de trinta compressões e duas ventilações.

Para realização das compressões torácicas:

- Posicione-se ao lado do cliente e mantenha seus joelhos com certa distância um do outro, para que tenha melhor estabilidade.

- Afaste ou corte a roupa do cliente (se uma tesoura estiver disponível), para deixar o tórax desnudo.

- Coloque a região hipotênar de uma mão sobre a metade inferior do esterno do cliente e a outra mão sobre a primeira, entrelaçando-as.

- Estenda os braços e os mantenha cerca de 90º acima do cliente. Não flexione os cotovelos.

- Comprima na frequência de 100 a 120 compressões/minuto.

- Comprima com profundidade de, no mínimo, 5 cm (2 polegadas), evitando compressões com profundidade maior que 6 cm (2,4 polegadas).

- Permita o retorno completo do tórax após cada compressão, evitando apoiar-se no tórax do cliente.

- Minimize interrupções das compressões (não interromper as compressões por mais de 10 segundos). Considere obter uma fração de compressão torácica maior possível.

- Se houver mais de um socorrista, alterne as funções de compressão e ventilação a cada 2 minutos, a fim de manter a qualidade da RCP, evitar o cansaço e compressões de má qualidade.

Ao término das 30 compressões realizar 2 ventilações de 1 segundo cada observando elevação do tórax. Atente-se para: - Independentemente da técnica utilizada para aplicar ventilações, é necessária a abertura de via aérea, que pode ser realizada com a manobra da inclinação da cabeça e elevação do queixo (se não houver suspeita de trauma) ou a manobra de elevação do ângulo da mandíbula (se houver suspeita de trauma).

- É indicado que o socorrista utilize mecanismos de barreira para realização das ventilações − por exemplo: Bolsa Válvula-Máscara (Ambú). - O uso da Ambú requer considerável prática e deve ser feito na presença de dois socorristas: um responsável pelas compressões e outro por aplicar as ventilações com o dispositivo. Se houver oxigênio suplementar, conecte-o assim que possível, de modo a oferecer maior porcentagem de oxigênio ao cliente.

Preparar o DEA para uso: ligar o aparelho, abrir a embalagem dos eletrodos de acordo com as instruções do rótulo, observando se estão no tamanho adequado para a idade do usuário (adulto ou pediátrico) Certificar-se de que o tórax do usuário esteja seco; se o usuário for do sexo masculino e se houver necessidade, cortar os pelos do tórax. PARA OS MODELOS DE DEA QUE POSSUEM SENSOR DE RCP: posicionar o sensor de RCP sobre o esterno do usuário, orientando-se pelas linhas cruzadas do mesmo, da seguinte forma: linha horizontal alinhada com os mamilos e linha vertical alinhada com a linha mediana do corpo, e pressionar para aderir à pele. Colocar os eletrodos no peito do usuário, pressionando para a aderência adequada à pele colocando o eletrodo superior à direita da parte superior do esterno, abaixo da clavícula, e o eletrodo inferior à esquerda, abaixo do mamilo, sendo que seu centro deve estar na linha média axilar. Aguardar a análise do ritmo: se choque indicado, o aparelho dará uma advertência para todos se afastarem do usuário e pressionar o botão de choque, após aplicado realizar um ciclo de RCP e verificar o pulso, permitir nova análise pelo DEA, se choque não indicado, verificar pulso, se não encontrado, iniciar a RCP, sempre pelas compressões; Abrir as vias aéreas e aplicar 2 ventilações rápidas (1 segundo) através do ambú e máscara conectados a uma rede de oxigênio conforme procedimentos operacionais. Realizar esta sequência de 30 compressões e 2 ventilações por 2 minutos com atenção para minimizar as interrupções nas compressões para as ventilações, após os quais o aparelho dará novas instruções para interrupção da RCP e análise do ritmo cardíaco (caso não seja possível, aplicar somente as compressões num ritmo de 100 a 120min.); Checar o pulso do usuário após cada ciclo de 2 minutos seguido de análise do ritmo; Manter os procedimentos até a chegada da Unidade de Suporte Avançado ao local. Quando o atendimento for realizado pela USB e não houver disponibilidade de USA naquele momento, realizar 2 a 3 ciclos de 2 min e preparar o usuário para o transporte até a Unidade de Saúde mais próxima. Passar o plantão para o profissional que irá assumir o atendimento, desligar o aparelho e retirar as pás adesivas somente após a instalação de outro recurso ou da interrupção dos procedimentos pelo médico intervencionista. Após o término dos procedimentos, encaminhar o material sujo para limpeza e desinfecção conforme rotina do serviço. Realizar a limpeza e desinfecção do DEA com um pano macio umedecido com álcool 70%. Conectar um novo gel adesivo no eletrodo reusável (DEA Zoll Pro) ou um novo conjunto de eletrodos descartáveis para os demais modelos e guardar o aparelho em local seguro. Providenciar reposição dos eletrodos conforme fluxograma estabelecido pela SMS.

4. OBSERVAÇÕES

1) Não coloque os eletrodos diretamente sobre um marcapasso implantado. Caso o usuário tenha um marca-passo ou desfibrilador implantado no tórax superior à direita, posicione os eletrodos levemente angulados, evitando coloca-los sobre o dispositivo; 2) Mantenha o cabo do eletrodo sempre conectado ao aparelho; 3) Usar o eletrodo pediátrico em crianças com menos de 8 anos de idade ou 25 kg, com atenção ao posicionamento dos eletrodos. 4) Afastar o usuário de superfícies condutivas ou poças de água antes de usar o aparelho, sempre se afastando do usuário ao realizar a leitura e aplicar o tratamento (choque). 5) As unidades de DEA marca Zoll e CMOS- DRAKE possuem auto testes automáticos para verificar a integridade e prontidão do aparelho. O aparelho realiza um auto teste sempre que é ligado, sempre que uma bateria é instalada, ou em intervalos periódicos quando no modo standby. Os aparelhos marca Zoll possuem a opção de auto teste manual, que deve ser realizado cada 7 dias, pressionando e segurando o botão Lig/Deslig. Por 5 segundos. A realização deste teste deve ser registrada em impresso próprio (Checklist SAMU ou procedimento operacional padronizado).

Ao término do teste o DEA envia mensagens de voz e de texto com o diagnóstico do teste realizado, além disto aparece no visor uma marca de verificação, sendo que verde (V) indica que os testes foram aprovados e um (X) vermelho indica falha ou defeito.

ÁREA 04 – DEPARTAMENTOS

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 051

SALA DE CURATIVO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1. DEFINIÇÃO

Sala para procedimento de limpeza, desbridamento e tratamento de lesões.

2.EXECUTANTE

Enfermeiro, Auxiliar de enfermagem e Técnico de Enfermagem

3.OBJETIVO

Estabelecer rotinas de organização e funcionamento da sala de curativo

4.MATERIAL UTILIZADO

Gaze estéril

Soro fisiológico

Ataduras

Cuba Rim

Bacia

Luvas de Procedimentos

Luva Estéril

Álcool a 70%

Água Oxigenada

Soluções para curativos em geral

5.PROCEDIMENTO

Realizar limpeza concorrente (com água e sabão nas superfícies e após realizar desinfecção com álcool a 70%) no início de cada dia;

Solicitar a serviços gerais que realize diariamente limpeza concorrente e semanalmente limpeza terminal;

Trocar as almotolias semanalmente colocando novas soluções, previamente limpos identificados e datados. As almotolias devem ser preenchidas 50% do volume;

Verificar a data de validade de materiais esterilizados;

Repor materiais necessários, conforme a rotina da unidade;

Realizar os curativos conforme prescrição médica e/ ou do enfermeiro;

Executar rotina de troca de curativo (conforme orientação do manual de normas técnicas);

Colocar o material utilizado em solução com água e sabão, encaminhando-o ao expurgo ao término do dia;

Após a realização de curativos contaminados solicitar a serviços gerais limpeza concorrente e descontaminação se necessário;

Desprezar o resíduo em recipiente adequado.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 052

SALA DE PROCEDIMENTOS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Realizar procedimentos de enfermagem

2.EXECUTANTE:

Auxiliares, Técnicos de Enfermagem, Enfermeiros.

3.OBJETIVO:

Estabelecer rotinas de organização e funcionamento das salas de procedimentos, bem como executar os procedimentos.

4. MATERIAL UTILIZADO

Para os curativos

Gaze

Atadura

Materiais para curativo (AGE, Clorexidina, degermante entre outros)

Bacia

Cuba

Solução salina a 9%

Esparadrapo

Luvas

5.PROCEDIMENTOS

Organizar a sala

Realizar limpeza concorrente (com água e sabão nas superfícies e após realizar desinfecção com álcool a 70%) no início de cada plantão;

Solicitar aos serviços gerais que realize diariamente limpeza concorrente e semanalmente limpeza terminal;

Repor e checar materiais e medicamentos;

Executar os procedimentos conforme prescrição médica e/ou do enfermeiro, checando na própria receita e/ ou prontuário com data, horário, COREN e nome legível e preenchendo boletim de produção;

Manter a sala limpa, organizada e abastecida.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 053

CONSULTÓRIO DE GINECOLOGIA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1. DEFINIÇÃO

Sala utilizada para coleta de CCO, pré-natal, consulta de enfermagem.

2.EXECUTANTE:

Auxiliares, técnicos de enfermagem e enfermeiros

3. OBJETIVO

Estabelecer rotinas de organização e funcionamento do consultório ginecológico.

4.MATERIAL UTILIZADO

Maca ginecológica;

Foco;

Escadinha;

Mesa de apoio;

Banco;

Biombo;

Mesa de escritório;

Computador;

Arquivo de aço;

Pia;

Sabonete líquido

Avental descartável;

Luvas descartáveis;

Máscaras descartáveis;

Bandeja;

Espéculo P, M, G;

Fixador citológico;

Espátula de Ayres;

Escova cervical;

Lâmina de microscopia;

Lençóis para maca;

Sonar;

Fita métrica;

Gel;

Papel toalha;

Lixeira.

5. PROCEDIMENTO

Organizar a sala;

Realizar limpeza concorrente no início de cada plantão;

Repor as roupas no início do atendimento e encaminhar as sujas ao expurgo ao final do atendimento;

Trocar as almotolias, previamente limpas identificadas e datadas, semanalmente colocando novas soluções;

Checar o funcionamento dos equipamentos da sala: maca e perneiras, foco de luz e sonar;

Repor materiais (soluções, instrumentais e outros) e impressos próprios e específicos;

Registrar em livro próprio os exames coletados, depois passar para prontuário eletrônico de cada paciente e inserir no SISCAN;

Ao término de todos os procedimentos manter a sala em ordem, retirando o lixo infectante.

6. OBSERVAÇÃO

Na falta de outras salas, esta pode ser utilizada por qualquer outro profissional não havendo consultas específicas desta sala.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 054

CONSULTÓRIOS GERAIS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1. DEFINIÇÃO

Sala para consulta para clínico geral, pré-natal e pediatria.

2.EXECUTANTE:

Auxiliares, técnicos de enfermagem e enfermeiros

3. OBJETIVO

Estabelecer rotinas de organização e funcionamento dos consultórios gerais

4. MATERIAL UTILIZADO

Maca;

Escadinha;

Mesa de apoio;

Banco;

Biombo;

Mesa de escritório;

Computador;

Arquivo de aço;

Pia;

Sabonete líquido;

Luvas descartáveis;

Máscaras descartáveis;

Bandeja;

Lençóis para maca;

Sonar;

Fita métrica;

Gel;

Papel toalha;

Otoscópio;

Oxímetro de pulso;

Lixeira.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 055

SALA DE INALAÇÃO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1. DEFINIÇÃO

Realização de procedimento de inalação.

2.EXECUTANTES

Auxiliares, Técnicos de Enfermagem

3.OBJETIVO

Estabelecer rotinas de organização e funcionamento da sala de inalação.

4.PROCEDIMENTO

Organizar a sala; Realizar limpeza concorrente (com água e sabão nas superfícies e após realizar desinfecção com álcool a 70%) no início de cada plantão; Solicitar aos serviços gerais que realize diariamente limpeza concorrente e semanalmente limpeza terminal; Checar o funcionamento do compressor, chamando a manutenção se necessário e comunicando o enfermeiro; Preparar material necessário para o plantão, trocar o soro fisiológico utilizado no procedimento a cada 24 horas; Executar os procedimentos conforme prescrição médica e/ ou do enfermeiro, anotando no verso na própria receita com letra legível a data, horário e nome; Lavar criteriosamente os inaladores logo após o uso com água e sabão os materiais, retirando os resíduos, em seguida enxaguá-los em água corrente e colocá-los sobre um campo limpo; Secar o material com pano limpo; Observar durante a lavagem e secagem as condições de uso dos materiais e comunicar ao enfermeiro necessidade de reposição; Colocar o material seco em imersão no hipoclorito a 1% - em caixa fechada - por 30 minutos, registrando em formulário o horário de início do processo; Enxaguar o material em água corrente, secar e armazenar em local fechado e limpo; Manter a sala limpa, organizada e abastecida, verificando diariamente a validade dos medicamentos; Ao final do expediente retirar os extensores e proceder a limpeza e desinfecção conforme rotina das máscaras de inalação, desprezar o hipoclorito de sódio e lavar a caixa; Anotar a validade do hipoclorito.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 056

FARMÁCIA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1 DEFINIÇÃO

Sala para dispensação de medicamentos e ou insumos para curativos e procedimentos

2.EXECUTANTE

Auxiliar de Farmácia, Farmacêutico, Enfermeiro e Técnico de Enfermagem

3.OBJETIVO

Estabelecer rotinas de organização e funcionamento das dispensas de medicamentos

4.PROCEDIMENTO

Organizar o espaço;

Realizar limpeza concorrente (com água e sabão nas superfícies e após realizar desinfecção com álcool a 70%) no início de cada dia;

Controle e registro de temperatura da geladeira de insulinas em mapa próprio para registro, duas vezes ao dia (2°C a 8°C). Em caso de alteração de temperatura comunicar o Coordenador do serviço;

Checar e repor o dispensário, quantidade suficiente para uma semana, no máximo.

Atender as receitas, observando as boas práticas de dispensação, carimbar as duas vias, datando e identificando o atendimento, verificando se atende à legislação sanitária vigente e a norma da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Reformular controle rigoroso de medicamentos específicos (Tuberculose e Hanseníase), garantindo pelo menos um tratamento inicial.

Não autorizar a permanência de profissionais de outros setores ou pessoas estranhas na farmácia;

5.OBSERVAÇÕES:

Sempre que possível, preservar a embalagem original, garantindo a identificação, validade e lote;

As insulinas não podem permanecer em temperatura abaixo de 2°C;

Fornecer sempre que possível, a bula ao paciente;

A geladeira é uso exclusivo de medicamentos, sua limpeza deverá ser quinzenal;

Manter a pasta de orientações atualizadas e de fácil acesso.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 057

ALMOXARIFADO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1. DEFINIÇÃO

Local de armazenamento de diversos objetos.

2. EXECUTANTE

Auxiliares, técnicos de enfermagem e enfermeiros

3. OBJETIVO

Estabelecer rotinas de organização e funcionamento dos almoxarifados das UBS e solicitação de materiais ao almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

4. MATERIAL UTILIZADO

Bloco de cautela ou solicitação de materiais;

Papel carbono;

Transporte da solicitação dos materiais das Unidades à SMS e da SMS à Unidade Básica para a entrega dos materiais;

Caneta;

Sala definida como almoxarifado;

Material para limpeza concorrente

5. PROCEDIMENTO

A cada mês é realizado pelo Enfermeiro da unidade juntamente com o funcionário dos Serviços Gerais, o levantamento das necessidades dos materiais e produtos para a unidade, materiais estes que devem ser solicitados para durarem 30 dias. Estes itens devem ser descritos no bloco de cautela ou de solicitação de materiais em via dupla com carbono e enviada através do “Correio” (serviço de busca de documentos nas Unidades toda a segunda-feira). Sendo estes materiais entregues pelo responsável do Almoxarifado nos 10 primeiros dias de cada mês com carro oficial da SMS e conferido no ato de entrega;

Organizar a sala;

Realizar limpeza concorrente (com água e sabão nas superfícies e após realizar desinfecção

Com álcool a 70%).

6. OBSERVAÇÃO

Os itens a serem solicitados ao almoxarifado dever ser:

Materiais de expediente (papel A4, blocos de impressos como o de solicitação de tomografia e outros, caneta esferográfica, grampeador e outros);

Materiais de limpeza (sabão em pó, sabão em barra, desinfetante, sabonete em barra entre outros;

Materiais de consumo (copo descartável, café, açúcar, chá, papel higiênico e outros);

EPI para serviço geral (luvas de borrachas, avental impermeável e outros).

ÁREA 05 – SALA DE VACINA

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 058

SALA DE VACINAÇÃO

AMBIENTE

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

É uma área semicrítica, destinada exclusivamente à administração dos imunobiológicos do Programa Nacional de Imunizações.

2.EXECUTANTES

A equipe de enfermagem ( triadores e vacinadores).

3.OBJETIVO

Padronizar a organização e funcionamento da sala de vacinação a fim de otimizar o atendimento e o acolhimento aos usuários

4. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE

Verificar se a sala está limpa e em ordem; Verificar a temperatura do (s) equipamento (s) de refrigeração, registrando-a no mapa de registro diário de temperatura e resetar o termômetro após a leitura e verificar o sistema de ar condicionado (manter temperatura entre 18ºC e 20ºC) Higienizar as mãos; Retirar as bobinas reutilizáveis do equipamento de refrigeração, colocando-as sobre a pia ou a bancada até que desapareça a “névoa” que normalmente cobre a superfície externa da bobina congelada para fazer a ambientação para que a bobina que está abaixo de zero não congele a vacina. Deixar entre 15 a 30 minutos em temperatura ambiente, até o aparecimento de gotas de água na superfície (fazer a bobina suar), após pode passar pano seco para retirar o excesso de água. Colocar, simultaneamente, sob uma das bobinas o sensor de um termômetro de cabo extensor, para indicação de quando elas terão alcançado a temperatura mínima de 0ºC; Colocar as bobinas nas laterais internas das caixas térmicas de uso diário após o desaparecimento da “névoa” e a confirmação da temperatura; Separar os cartões controle dos usuários com vacinação aprazada para o dia de trabalho ou consultar o SI-PNI ou E-SUS (PEC) para verificar os aprazamentos; Mensurar a temperatura interna da caixa térmica por meio do termômetro de cabo extensor certificando-se de que esteja entre +2ºC e +8ºC (ideal +5ºC) antes de colocar as vacinas em seu interior. O sensor do termômetro deve ser posicionado no centro da caixa. Resetar o termômetro; Retirar do equipamento de refrigeração as vacinas e separar os diluentes correspondentes na quantidade necessária ao consumo na jornada de trabalho, considerando os agendamentos previstos para o dia e a demanda espontânea; Organizar as vacinas e diluentes na caixa térmica, já com a temperatura recomendada; Atentar para o prazo de utilização após a abertura do frasco para as apresentações em multidoses conforme recomendações do PNI. No momento de abertura de novos frascos multidoses, registrar a data e horário de abertura no frasco; Organizar sobre a mesa de trabalho os impressos e os materiais de escritório.

4.1 INSUMOS BÁSICOS NECESSÁRIOS PARA SALA DE VACINA:

Caixa coletora de material perfurocortante com suporte; Dispensador para sabão líquido; Dispensador para papel-toalha; Bandeja de aço inoxidável; Tesoura reta com ponta romba; Pinça “dente de rato”; Termômetro clínico para mensuração da temperatura corporal, quando necessário; Termômetro de momento, com máxima e mínima e cabos extensores e termômetro de infravermelho com mira a laser; Recipientes (perfurados ou não) para a organização dos imunobiológicos dentro da câmara refrigerada; Bobinas reutilizáveis para a conservação dos imunobiológicos em caixas térmicas; Algodão hidrófilo; Recipiente para o algodão; Fita adesiva (com largura de 5 cm); 3 caixas térmicas de poliuretano com capacidade mínima de 12 litros para as atividades diárias da sala de vacinação e as ações extramuros, de intensificação, campanha e bloqueio; Seringas e agulhas com as seguintes especificações: - Seringas de plástico descartáveis (0,5 ml, 1,0 ml, 3,0 ml e 5,0 ml); - Agulhas descartáveis: Recipiente plástico (organização dos imunobiológicos na caixa térmica); Papel-toalha; Sabão líquido; Materiais de escritório: lápis, caneta, borracha, grampeador, perfurador, extrator de grampos, carimbos, almofada e outros; Impressos e manuais técnicos e operacionais (formulários para registro da vacina administrada: cartão ou caderneta da criança, do adolescente, do adulto, do idoso, da gestante, entre outros);

Outros impressos: pareceres técnicos, notas técnicas, informes técnicos e legislações atualizadas referentes ao PNI.

5. ACOLHIMENTO E TRIAGEM

Acolher o usuário; Verificar a situação vacinal atual, identificando quais vacinas devem ser administradas; Obter informações sobre o estado de saúde do usuário, avaliando as indicações e as possíveis precauções e contraindicações à administração dos imunobiológicos, evitando as falsas contraindicações; Orientar o usuário sobre a importância da vacinação e da conclusão do esquema básico de acordo com o grupo-alvo ao qual o usuário pertence e conforme o calendário de vacinação vigente do PNI. Abrir os documentos padronizados do registro pessoal de vacinação (caderneta de vacinação, cartão-controle, etc). Cadastrar o usuário no sistema de informação caso esteja comparecendo à sala de vacinação pela primeira vez; Anotar na caderneta de vacinação e cartão-controle a data de aplicação, a dose, o lote, a unidade de saúde onde a vacina foi administrada e o nome legível do vacinador; Registrar a dose administrada diretamente no sistema de informação (PEC ou SI-PNI) ou no boletim diário específico, conforme padronização; Registrar no boletim de movimentação diário após cada abertura de frascos; Aprazar a data de retorno para vacinação à lápis na caderneta de vacinação e cartão-controle, considerando intervalos indicados entre as doses bem como vacinas recomendadas conforme o calendário nacional de vacinação. Reforçar as orientações, informando ao usuário sobre a importância da vacinação, os próximos retornos e as condutas na possível ocorrência de eventos adversos pós-vacinação.

6. ORIENTAÇÕES SOBRE ADMINISTRAÇÃO DOS IMUNOBIOLOGICOS

Verificar o imunobiológico a ser administrado, conforme indicado no cartão; Higienizar as mãos antes da realização do procedimento; Observar a via de administração e a dosagem; Selecionar a seringa e a agulha apropriadas e, quando for o caso, acoplar a seringa à agulha, mantendo-a protegida; Examinar o imunobiológico, observando a aparência, o estado da embalagem, o número do lote, o prazo de validade do produto e o prazo de validade após abertura do frasco; Preparar o imunobiológico com um kit de seringa agulhada; Manter a agulha encapada até o momento da administração; Retornar com o frasco do imunobiológico para o interior da caixa térmica, caso o frasco seja multidose, logo após aspirar a dose; Administrar o imunobiológico segundo a técnica relativa a cada imunobiológico; Desprezar na caixa coletora de material perfurocortante as seringas/agulhas utilizadas e os frascos vazios ou vencidos; Higienizar as mãos após a realização do procedimento. Recomendações: Após a abertura do imunobiológico, a solução deve ser mantida no frasco da vacina. A dose deve ser aspirada somente no momento da administração. Nunca deixe seringas previamente preparadas armazenadas na caixa térmica de uso diário e não utilize sistema fechado. Para a administração de vacinas não é recomendada a antissepsia da pele do usuário. Somente quando houver sujidade perceptível, a pele deve ser limpa utilizando-se água e sabão ou álcool a 70%.

Caso utilize o álcool a 70% espere 30 segundos para permitir a secagem da pele.

7. ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES

Confira no sistema as doses de vacinas administradas no dia; Retirar as vacinas da caixa térmica de uso diário, observando o prazo de validade após a abertura, guardando no refrigerador aquelas que estejam dentro do prazo de validade e desprezando vacinas com prazo de validade vencido ou com rótulo danificado; Organizar os imunobiológicos no refrigerador de modo que fique à frente os com datas de validades próximas ou com maior tempo de armazenamento; Retirar as bobinas reutilizáveis da caixa térmica, proceder à sua limpeza acondicionando-as no evaporador do equipamento de refrigeração ou freezer; Registrar o número de frascos utilizados e descartados por validade vencida, quebra, etc, no formulário padronizado de registro na ficha de movimento diário de imunobiológico (para subsidiar a avaliação do movimento e das perdas dos mesmos); Proceder à limpeza da caixa térmica, guardando-a seca; Organizar o arquivo permanente, arquivando os cartões-controle utilizados; Verificar a lista de faltosos (pessoas agendadas que não compareceram); Separar os cartões-controle dos faltosos com a finalidade de realizar a busca ativa; Verificar e anotar corretamente a temperatura do equipamento de refrigeração no mapa de controle diário de temperatura e resetar o termômetro após a leitura; Certificar-se de que os equipamentos de refrigeração estão funcionando adequadamente e a porta do refrigerador fechado; Deixar a sala limpa e em ordem. Conferir se todas as doses administradas foram inseridas no sistema (SI-PNI ou e-SUS APS). Avaliar e calcular o percentual de utilização e perda (física e técnica) de imunobiológicos;

7.1 ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES DO MÊS.

Ao final das atividades do mês, a equipe de vacinação (supervisionada pelo enfermeiro) deve adotar os seguintes procedimentos:

Conferir se todas as doses administradas foram inseridas no sistema (SI-PNI ou e-SUS APS). Avaliar e calcular o percentual de utilização e perda (física e técnica) de imunobiológicos; Monitorar as atividades de vacinação (taxa de abandono, cobertura vacinal, eventos adversos, inconsistência e/ou erros de registros no sistema, entre outras atividades).

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 059

SALA DE VACINA

LIMPEZA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Procedimento de limpeza, desinfecção e recolhimento de resíduos na sala de vacina.

2.EXECUTANTES

Serviços gerais e equipe de enfermagem

3.OBJETIVO

Padronizar a organização e funcionamento da sala de vacinação a fim de otimizar o atendimento e o acolhimento aos usuários

4. LIMPEZA NA SALA DE VACINAÇÃO

A limpeza da sala de vacinação (concorrente e terminal) deve ser realizada por profissionais devidamente treinados e, embora o profissional da sala de vacinação não execute propriamente tal procedimento, é importante que ele saiba como a limpeza deve ser realizada.

4.1 LIMPEZA CONCORRENTE

É a limpeza que deve ser realizada para redução da carga microbiana nas superfícies mais tocada pela equipe, remoção de poeira no mobiliário e demais superfícies, além disso, repor materiais de consumo diário (papel toalha, sabonete líquido). Recolher os resíduos, de acordo com a sua classificação. A limpeza concorrente da sala de vacinação deve ser realizada pelo menos duas vezes ao dia em horários preestabelecidos ou sempre que ela for necessária.

Usar roupa apropriada e calçado fechado; Organizar os materiais necessários (balde, solução desinfetante, rodo e pano de chão ou esfregão, luvas para limpeza, pá); Higienizar as mãos com água e sabão; Calçar luvas antes de iniciar a limpeza; Preparar a solução desinfetante para a limpeza, colocando 10 ml de desinfetante para cada litro de água, de preferência, o hipoclorito a 1%; Umedecer um pano na solução desinfetante, envolvê-lo em um rodo (pode-se também utilizar o esfregão) e proceder à limpeza da sala do fundo para a saída, em sentido único; Recolher o lixo do chão com a pá, utilizando esfregão ou rodo envolvido em pano úmido; Recolher o lixo do cesto, fechando o saco corretamente. Realizar limpeza da caixa térmica, bobina de gelo (gelox); Realizar a limpeza da maca entre um paciente e outro; Realizar a limpeza/desinfecção das bancadas sempre que necessário. Limpeza Terminal Programada. OBSERVAÇÃO: Não se deve varrer o chão para evitar a dispersão do pó e a contaminação do ambiente.

4.2 LIMPEZA TERMINAL PROGRAMADA

A limpeza terminal é mais completa e inclui todas as superfícies horizontais e verticais, internas e externas da sala e dos equipamentos. A limpeza terminal da sala de vacinação deve ser realizada a cada 15 dias, contemplando a limpeza de piso, teto, paredes, portas e janelas, mobiliário, luminárias, lâmpadas e filtros de condicionadores de ar.

Auxiliar de Serviços Gerais deve:

Realizar todos os passos da limpeza concorrente; Iniciar a limpeza pelo teto, usando pano úmido envolvido no rodo (não deve ser o mesmo pano utilizado para limpar o chão). Retirar e limpar os bojos das luminárias, lavando-os com água e sabão e secando-os em seguida. Limpar janelas, vitrôs e esquadrias com pano úmido em solução desinfetante, finalizando a limpeza com pano seco. Lavar externamente janelas, vidros e esquadrias com escova e solução desinfetante, enxaguando os em seguida. Limpar as paredes com pano umedecido em solução desinfetante e completar a limpeza com pano seco. Limpar os interruptores de luz com pano úmido. Lavar a (s) pia (s) e a (s) torneira (s) com esponja, água e sabão. Enxaguar a (s) pia (s) e passar um pano umedecido em solução desinfetante. Limpar o chão com esfregão ou rodo envolvidos em pano umedecido em solução desinfetante e, em seguida, passar pano seco.

4.3 TÉCNICA DE DESINFECÇÃO EM SUPERFICIE

ü No caso de quebra de frasco de vacina:

Auxiliar de Serviços Gerais deve:

Usar roupa apropriada, calçado fechado, óculos, luva de borracha, EPI recomendados; Organizar os materiais de limpeza necessários; Retirar o frasco de vacina com papel toalha e jogar no resíduo pérfuro cortante Delimitar a área e realizar a limpeza com água e sabão: utilizar a técnica dos dois baldes; Após a limpeza, desinfetar com desinfetantes padronizados pela SMS e aguardar o tempo conforme recomendação do fabricante; Secar bem o local; Recolher o material utilizado no local, e deixar o ambiente organizado; Encaminhar todo material utilizado (baldes, panos, etc.) para serem higienizados no DML; Desprezar a água dos baldes, lavá-los e colocá-los para secar de boca para baixo; Higienizar os EPI reutilizáveis (luvas de segurança, óculos, etc.) ao término das atividades guardá-los em local apropriado.

5. RESIDUOS RESULTANTE DAS ATIVIDADES SALA DE VACINA

Minimizar a produção de resíduos gerados e proporcionar um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente

5.1 MATERIAIS NECESSÁRIOS:

Caixas coletoras de material perfurocortante Suporte para caixa de perfurocortante Saco branco leitoso, Lixeira com tampa e pedal, Saco de lixo preto/comum e Luvas

Diariamente são gerados dois tipos de resíduos na sala de vacinação:

Resíduos infectantes: classificados como resíduos do Grupo A1, que contêm na sua formulação micro-organismos vivos ou atenuados, incluindo frascos de vacinas com prazo de validade expirado, vazios ou com sobras de vacinas e, ainda agulhas e seringas utilizadas. Resíduos comuns: também classificados como resíduos do Grupo D, que são caracterizados por não apresentarem risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou dentificados com a inscrição “perfurocortante” e ser submetidos a tratamento antes da disposição final (ABNT, 1997). ü Acondicionar os resíduos classificados como A1 e E em caixas coletoras de material perfurocortante. ü O trabalhador deve observar a capacidade de armazenamento da caixa coletora, definida pelo fabricante, independentemente do número de dias trabalhados. ü Quando atingir o limite recomendado pelo fabricante, lacrar a caixa. ü Acondicionar as caixas coletoras em saco branco leitoso (com dois nós). ü O transporte interno até o local de armazenamento temporário é de responsabilidade da equipe de limpeza da unidade. ü Encaminhar o saco com as caixas coletoras para a Central de Material e Esterilização (CME) na própria unidade de saúde ou em outro serviço de referência, conforme estabelece a Resolução nº 358/2005 do Conama, a fim de que os resíduos sejam inativados.

Os resíduos provenientes de campanhas e de vacinação extramuros ou intensificações, enquadrados na classificação do Grupo A1, quando não puderem ser submetidos ao tratamento nos locais de geração, devem ser acondicionados em caixas coletoras de materiais perfurocortantes e, para o transporte seguro até a unidade de tratamento, as caixas devem estar fechadas.

CUIDADOS:

É expressamente proibido o esvaziamento dos recipientes para perfurocortantes para seu reaproveitamento ou transferência para completar outro recipiente. É proibido reencapar ou proceder a retirada manual das agulhas descartáveis. Orientar sobre a biossegurança. Nos casos de acidente de trabalho com perfurocortantes, proceder como orientado pela equipe de medicina do trabalho. Nos casos de inconformidade com o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), ou a Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância da Saúde (ANVISA) 306, de 7 de dezembro de 2004, e a resolução do CONAMA 358, o enfermeiro providenciar ou realizar capacitação (ANVISA, 2004) e (CONAMA, 2005).

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 060

SALA DE VACINA

REDE DE FRIOS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

A Rede de Frio é o sistema utilizado pelo PNI, que tem o objetivo de assegurar que os imunobiológicos disponibilizados no serviço de vacinação sejam mantidos em condições adequadas de transporte, armazenamento e distribuição, permitindo que eles permaneçam com suas características iniciais até o momento da sua administração. Alterações de temperatura (excesso de frio ou calor) podem comprometer a potência imunogênica, o que pode acarretar a redução ou a falta do efeito esperado. Os imunobiológicos, enquanto produtos termolábeis e/ou fotossensíveis, necessitam de armazenamento adequado para que suas características imunogênicas sejam mantidas.

2.EXECUTANTES

A equipe de enfermagem ( triadores e vacinadores).

3.OBJETIVO

A sala de vacinação é a instância final da Rede de Frio, onde os procedimentos de vacinação propriamente ditos são executados mediante ações de rotina, campanhas e outras estratégias.

Ø Na sala de vacinação, todas as vacinas devem ser armazenadas entre +2ºC e +8ºC, sendo ideal +5ºC.

4. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE

4.1 CÂMARAS REFRIGERADAS

Atualmente, são os equipamentos recomendados para o armazenamento/acondicionamento de imunobiológicos constantes nos calendários de vacinação, por permitirem maior precisão no ajuste da temperatura, garantindo, assim, a manutenção dos produtos em condições adequadas de conservação.

Na sala de vacinação, o armazenamento dos imunobiológicos é feito em equipamentos como as câmaras refrigeradas, os refrigeradores domésticos e em insumos como as caixas térmicas.

Dispor o equipamento longe de fontes de calor; Utilizar de tomada exclusiva para cada equipamento; Identificar o equipamento com o aviso: “uso exclusivo de vacinas”; Os imunobiológicos devem ser organizados em bandejas sem que haja a necessidade de diferenciá-los por tipo ou compartimento, uma vez que a temperatura se distribui uniformemente no interior do equipamento; Organizar os imunobiológicos com prazo de validade mais curto na frente dos demais frascos, facilitando o acesso e a otimização da sua utilização; Abrir o equipamento de refrigeração com a menor frequência possível e certificar se fechamento foi realizado adequadamente; Elaborar “Mapa Ilustrativo” e identificar o equipamento, indicando os tipos de imunobiológicos armazenados por compartimento com: nome, lote, laboratório produtor, validade, quantidade e fluxo de entrada/saída; Aplicar o “Sistema Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS)”; Checar a temperatura e registrar diariamente no mapa de registro para controle de temperatura, no mínimo duas vezes ao dia, no início e ao final da jornada de trabalho; Estabelecer rotina diária para verificação do perfeito funcionamento do equipamento.

4.1.1 LIMPEZA DA CAMARA REFRIGERADA

Assegurar a correta limpeza da câmara de vacina, na sala de vacina, de acordo com as normas estabelecidas, garantindo a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde.

As superfícies internas da câmara refrigerada devem ser limpas mensalmente ou conforme o uso, segundo orientação do fabricante. Antes da realização deste procedimento, remaneje os imunobiológicos e os acondicione em caixas térmicas

4.1.2 MATERIAIS NECESSÁRIOS

Baldes Álcool 70% Luvas para limpeza Calçado fechado impermeável Pano de limpeza para a superfície.

4.1.3 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:

LIMPEZA TERMINAL PROGRAMADA CÂMARA DE VACINA

Remanejar os imunobiológicos e os acondicionar em caixas térmicas, conforme orientação passo a passo de atividades sala de vacina. Desconectar a tomada. Passar o pano umedecido com água e sabão neutro. Em seguida, passe pano umedecido somente com água, para remover o sabão quantas vezes forem necessárias, para retirar o sabão. O pano para limpeza interna da câmara de vacina deve ser exclusivo para esse fim. Secar com pano seco. Religar a câmara. Aguarde a estabilização da temperatura entre 2°C e 8°C (+5º C). Resetar o termômetro. Organizar os imunobiológicos conforme POP sobre organização dos imunobiológicos câmara de vacina.

Limpeza de panos:

Lavar com água e sabão ou detergente. Enxaguar bem em água limpa e corrente. Deixar de molho por 30 minutos* em hipoclorito de sódio. Enxaguar novamente. Colocar para secar Não deixar panos de molho de um dia para o outro. Não guardar os panos molhados.

Cuidados:

Não realizar limpeza do equipamento na véspera de feriado, fim de semana ou ao final da jornada de trabalho, pois após religar é preciso monitorar a temperatura.

4.2 BOBINAS REUTILIZÁVEIS

São insumos importantes para a conservação dos imunobiológicos nas caixas térmicas. Para a utilização deste insumo, o vacinador deve certificar-se da temperatura antes de proceder à organização da caixa térmica. Para tanto, é necessária a ambientação das bobinas reutilizáveis conforme descrito a seguir:

• Retire as bobinas reutilizáveis do freezer e coloque-as sobre a pia ou a bancada até que desapareça a “névoa” que normalmente cobre a superfície externa da bobina congelada.

• Simultaneamente, coloque sob uma das bobinas o sensor de um termômetro de cabo extensor, para indicação de quando elas terão alcançado a temperatura mínima de 0 º C.

• Após o desaparecimento da “névoa” e a confirmação da temperatura (aproximadamente +1º C), coloque-as nas caixas térmicas.

• Mensure a temperatura interna da caixa por meio do termômetro de cabo extensor (entre +2ºC e +8ºC, sendo ideal +5ºC) antes de colocar as vacinas em seu interior.

4.3 CAIXAS TÉRMICAS UTILIZADAS

Utilizadas para o acondicionamento de imunobiológicos de uso diário na sala de vacinação, para vacinação extramuros ou quando se realiza a limpeza do equipamento de refrigeração, as caixas térmicas de poliuretano ou poliestireno expandido devem atender as características mínimas de fabricação para o isolamento e a manutenção da temperatura adequada para o armazenamento dos imunobiológicos.

A capacidade da caixa térmica em litros (de qualquer modelo) precisa ser adequada à quantidade de imunobiológicos que devem ser acondicionados, assim como à quantidade de bobinas utilizadas para a conservação.

• Sob nenhuma hipótese utilize caixas danificadas ou com paredes de espessura fina, já que elas não terão a resistência suficiente às atividades e não manterão a temperatura adequada.

4.3.1 MANEJO DAS CAIXAS TÉRMICAS DE USO DIÁRIO NA SALA DE VACINAÇÃO

Na sala de vacinação, recomenda-se o uso de caixa térmica de poliuretano com capacidade mínima de 12 litros

• Coloque as bobinas reutilizáveis ambientadas (0ºC) nas laterais internas da caixa. • Posicione o sensor do termômetro no centro da caixa, monitorando a temperatura até atingir o mínimo de +1º C. • Acomode os imunobiológicos no centro da caixa em recipientes plásticos, para melhor organização e identificação. • Monitore continuamente a temperatura. • Troque as bobinas reutilizáveis sempre que isso for necessário. • Mantenha a caixa térmica fora do alcance da luz solar direta e distante de fontes de calor. • Retorne as bobinas para congelamento após o uso. • Lave e seque cuidadosamente as caixas, mantendo-as abertas até que estejam completamente secas. • Guarde-as abertas e em local ventilado.

4.3.1 MANEJO DAS CAIXAS TÉRMICAS PARA ATIVIDADES EXTRAMUROS

É indispensável caracterizar a população para definir a quantidade de vacinas que devem ser transportadas e o número de caixas térmicas e de bobinas reutilizáveis. Recomenda-se que sejam utilizadas no mínimo três caixas: uma para o estoque de vacinas, outra para bobinas e outra para as vacinas em uso.

• Ambiente as bobinas reutilizáveis em quantidade suficiente. • Disponha as bobinas no fundo e nas laterais internas da caixa. • Posicione o sensor do termômetro no centro da caixa térmica, monitorando a temperatura até atingir o mínimo de +1ºC. • Organize os imunobiológicos em recipientes plásticos e acomode-os no interior da caixa de maneira segura para que não fiquem soltos nem sofram impactos mecânicos durante o deslocamento. • Posicione o sensor do termômetro no centro da carga organizada, garantindo a medição de temperatura precisa dos imunobiológicos, para monitoramento da temperatura ao longo do deslocamento. • Disponha as bobinas reutilizáveis cobrindo os imunobiológicos. • Lacre as caixas com fita adesiva e identifique-as externamente. • Monitore a temperatura durante o deslocamento

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 061

SALA DE VACINA

PLANO DE CONTIGÊNCIA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. OBJETIVO

Evitar perda de imunobiológicos e/ou desvio de qualidade deles, quando o equipamento de refrigeração deixar de funcionar por quaisquer motivos.

2. EXECUTANTES

Toda equipe da unidade de saúde

3. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

EM CASO DE QUEDA DE ENERGIA OU FALHA DE EQUIPAMENTOS:

• Manter o equipamento fechado. A temperatura interna deve ser rigorosamente monitorada a cada 10 minutos. Caso o display esteja desligado, colocar o termômetro externo. • Avisar imediatamente o enfermeiro responsável pela sala de vacina. Caso esteja ausente da unidade ou se for final de semana, contatar por telefone. • Nos casos de interrupção no fornecimento de energia (não programado), entrar em contato com a concessionária de energia e verificar a previsão de retorno. • Nos casos de falhas no equipamento, entrar em contato com o setor responsável pela manutenção de equipamentos e verificar possível solução imediata. Caso não seja possível, encaminhar e-mail para o Programa de Imunização descrevendo o ocorrido. • Se não houver previsão de restabelecimento da energia, solução para o problema técnico do equipamento ou a temperatura estiver próxima a +7ºC, realize imediatamente a transferência dos imunobiológicos para outro equipamento (refrigerador ou caixa térmica), utilizando o termômetro de máxima e mínima e monitorando a temperatura (entre +2oC e +8oC), conforme POP sobre monitoramento e controle de temperatura e manejo da caixa térmica. • As vacinas deverão ser transferidas para a unidade mais próxima ou para o Programa de Imunização. Neste caso, relacionar todos os imunobiológicos e os número de frascos com respectivos lotes, conforme formulário para transporte de imunobiológicos, em duas vias, sendo uma para unidade e outra para o local que armazenará. Importante acondicionar de maneira que evite choques mecânicos (não deixar as vacinas soltas dentro da caixa) e identificar com etiqueta a unidade. • Local que receberá os imunobiológicos deve acondicioná-los separadamente de seu estoque e certificar de que estão corretamente identificados, retendo uma via do formulário para transporte assinando-as. • Nos casos em que houver falha na execução deste POP e as vacinas forem submetidas a temperaturas inadequadas fora da faixa recomendada entre 2ºC e 8ºC, o enfermeiro deve iniciar o processo descrito no POP sobre imunobiológicos.

OBSERVAÇÕES

Todas as unidades devem definir um plano de contingência local:

• Estabelecer parceria com a empresa local de energia elétrica, a fim de ter informação prévia sobre as interrupções programadas no fornecimento. • Nas situações de emergência, é necessário que a unidade comunique imediatamente a ocorrência à instância superior, para as devidas providências. Verificar os insumos necessários caso precise transportar os imunobiológicos para outra unidade. • Identificar o quadro de distribuição de energia e, na chave específica do circuito da Rede de Frio e/ou sala de vacinação, colocar aviso em destaque “não desligar”. • Recomenda-se a capacitação/treinamento dos agentes responsáveis pela vigilância das unidades para a identificação adequada de problemas que possam comprometer a qualidade dos imunobiológicos, comunicando imediatamente ao enfermeiro responsável, principalmente durante a noite e finais de semana e feriados. Caso não haja vigilante, estabelecer parceria com a comunidade para ser avisada sobre falhas de energia.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 062

DESVIO DE QUALIDADE DE IMUNOBIOLÓGICOS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. OBJETIVO

Garantir a qualidade e o potencial imunizante das vacinas.

2. EXECUTANTES

Enfermeiro

3. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

Nos casos de falha na execução do POP para plano de contingência, proceda imediatamente a transferência dos imunobiológicos para outro equipamento (refrigerador ou caixa térmica), utilizando termômetro de máxima e mínima, monitorando a temperatura (entre+2oC e +8oC) conforme POP sobre monitoramento e controle de temperatura e manejo da caixa térmica, e transportando para unidade mais próxima ou Programa de Imunização. O Programa de Imunização deve ser avisado imediatamente, para tomar as providências cabíveis. Quando possível, é importante precisar por quanto tempo os imunobiológicos foram submetidos à temperatura inadequada. Preencher todos os campos do formulário para avaliação sob suspeita e visitar todas as páginas. Descrever todas as ações realizadas, no intuito de evitar a perda de vacinas no campo “Descrição do caso e providências tomadas em relação às vacinas, aos equipamentos e outros”. Relacionar todos os imunobiológicos em frascos fechados, discriminando quantidade, lote e laboratório, de acordo com campo do formulário para avaliação de imunobiológicos sob suspeita. Identificar com caneta vermelha permanente todos os frascos. Providenciar cópia das fichas de controle de temperatura da câmara de vacina, dos últimos 3 meses com visto do enfermeiro em todos. Encaminhar para o programa de imunização o formulário para avaliação de imunobiológicos sob suspeita preenchido, fichas de controle de temperatura da câmara de vacina e as vacinas sob suspeita. Aguardar análise e parecer da Vigilância em Saúde. Cuidados: em nenhuma hipótese, transportar os imunobiológicos sem termômetro

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 063

EQUIPE DA SALA DE VACINAÇÃO E ATRIBUIÇÕES BÁSICAS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO:

Estabelecer atendimento de qualidade na sala de vacinação

2. EXECUTANTE:

Auxiliares, técnicos de enfermagem e enfermeiros

3. OBJETIVO:

Estabelecer fluxo de trabalho e atribuições para a equipe da sala de vacinação. As atividades da sala de vacinação devem ser desenvolvidas por uma equipe de enfermagem, com treinamento específico no manuseio, conservação e administração dos imunobiológicos.

4. PROCEDIMENTO

Manter a ordem e a limpeza da sala

Prover, periodicamente, as necessidades de material e de imunobiológicos.

Manter as condições ideais de conservação dos imunobiológicos

Fazer a leitura diária e anotar no mapa de temperatura do refrigerador. Duas vezes ao dia, no início das atividades de vacinação e no término do expediente, quando for retornar com os imunobiológicos para o refrigerador.

Manter os equipamentos em boas condições de funcionamento,

Encaminhar e dar destino adequado aos imunobiológicos inutilizados e ao lixo da sala de vacinação;

Orientar e prestar assistência à clientela, com segurança, responsabilidade e respeito - Registrar a assistência prestada nos impressos e sistemas adequados

Manter o arquivo em ordem

Avaliar sistematicamente as atividades desenvolvidas

Preencher e encaminhar as notificações de efeitos adversos dos imunobiológicos, em impresso próprio

Trocar o gelo reciclável de 4 em 4 horas, mantendo a temperatura adequada dentro da caixa térmica

Arrumar de forma correta os gelos recicláveis dentro da caixa térmica, colocando-os nas laterais da caixa e colocar os imunobiológicos de forma que os mesmos não fiquem em contato direto com o gelo e não contaminem. Ao término da jornada de trabalho, retornar com os imunobiológicos para o refrigerador, limpar e secar a caixa térmica.

Antes de dar início às atividades diárias, a equipe da sala de vacinação deve:

Verificar se a sala está devidamente limpa e em ordem

Verificar e anotar a temperatura do refrigerador, no mapa de controle diário de temperatura - Verificar o prazo de validade dos imunobiológicos, usando com prioridade aquele que estiver com o prazo mais próximo do vencimento

Certificar antes da aplicação do imunobiológico, o nome do produto no rótulo, se é o que está indicado

Retirar do refrigerador de estoque a quantidade de vacinas e diluentes necessários para o consumo na jornada de trabalho

Colocar essas vacinas e diluentes na caixa térmica, com gelo reciclável nas laterais, e em copinhos de plástico

OBS.: Antes da aplicação de qualquer imunobiológico deve-se verificar o estado vacinal do paciente, antecedentes que possam indicar adiamento da vacinação como uso de medicamentos, uso de sangue e hemoderivados e outros. É importante orientar a mãe ou responsável sobre: - Qual (s) a (s) vacina (s) que o paciente irá receber - Possíveis reações retornar à unidade de saúde, caso apresente reações adversas à vacina, para avaliação médica

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 064

CONSERVAÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Processo de refrigeração e conservação adequada dos imunobiológicos

2.EXECUTANTES

Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem

3.OBJETIVO

Estabelecer funcionamento e organização da sala de vacinação

4.MATERIAL UTILIZA

Conservadora de imunobiológicos

Prateleiras de plástico perfuradas ou porta talheres de plástico

Termômetro de máxima e mínima

Caixa térmica com termômetro de mercúrio ou de máxima e mínima

Gelox

5.PROCEDIMENTO

A temperatura da conservadora deve ser mantida de 2 a 8 ºC + As vacinas devem ser estocadas de acordo com a temperatura ideal para cada vacina A caixa térmica de uso diário deve manter a temperatura de 2 a 8ºC, portanto deve-se baixar a temperatura do gelox antes de colocar na caixa térmica e em seguida aguardar a temperatura chegar ao grau adequado para a transferência dos imunobiológicos

6.OBSERVAÇÃO

A temperatura da geladeira deve ser verificada antes da abertura da conservadora e a nova verificação só pode ocorrer após no mínimo 40 minutos da abertura, para que não haja interferência da temperatura externa.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 065

SALA DE VACINA

PROCEDIMENTOS PARA ADMINISTRAÇÃO DE IMUNOBIOLOGICOS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. OBJETIVOS

• Fornecer condições sanitárias ideais para a adequada administração de imunobiológico;

• Prover a sala com material necessário ao seu adequado funcionamento;

• Realizar registro adequado dos imunobiológico administrados.

2. EXECUTANTE:

Enfermeiros e técnicos de enfermagem

3. MATERIAL NECESSÁRIO:

Imunobiologicos, seringas, agulhas, algodão e álcool.

3. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:

Receber o cliente cordialmente, verificar seu cartão de vacina e orientar clientes e/ou acompanhantes com relação ao imunobiológico que será administrado, reações adversas e ação dos mesmos. Verificar o imunobiológico a ser administrado, conforme indicado na caderneta de imunização. Higienizar as mãos antes da realização do procedimento conforme POP sobre higiene das mãos. Observar a via de administração e a dosagem. Selecionar a seringa e agulha apropriadas e, quando for o caso, acoplar a seringa à agulha, mantendo-a protegida. Examinar o imunobiológico, observando a aparência da solução, o estado da embalagem, o número do lote, o prazo de validade do produto e o prazo de validade após abertura do frasco. Preparar o imunobiológico com um kit de seringa e agulhas. Manter a agulha encapada até o momento da administração. Retornar com o frasco do imunobiológico para o interior da caixa térmica, caso o frasco seja multidoses, logo após aspirar a dose. Administrar o imunobiológico segundo a técnica relativa a cada um. Desprezar na caixa coletora de materiais perfurocortante as seringas/agulhas utilizadas e os frascos vazios ou vencidos. Realizar registro dos imunobiológicos no cartão do cliente e anotar no livro diário; Realizar o aprazamento dos imunobiológicos a serem administrados posteriormente; Registrar vacina no sistema do Programa Nacional de Imunização do E-SUS; Notificar reações adversas, caso ocorra; Ao final do dia desprezar as sobras de vacinas que ultrapassem o prazo estabelecido após abertura do frasco; Higienizar as mãos após a realização do procedimento conforme POP sobre higiene das mãos.

CUIDADOS

Observar rigorosamente, antes da administração: o cartão de vacinas, se o imunobiológico está correto, data de validade, via de administração, lote e a pessoa que vai receber o imunobiológico; • Solicitar ao cliente que diga seu nome e o da sua mãe, data do nascimento; • Observar rigorosamente as anotações da planilha diária de imunobiológicos; • Após a administração da vacina não se deve reencapar a agulha utilizada, pelo risco de acidente; • Atentar para o quantitativo necessário de imunobiológicos para que não ocorra a falta do produto. • Após abertura do imunobiológico, a solução deve ser mantida no frasco da vacina. A dose deve ser separada somente no momento de administração. • Nunca deixar seringas previamente preparadas armazenadas na caixa térmica de uso diário e não utilize sistema fechado • Para a administração de vacinas, não é recomendada a antissepsia da pele do usuário. Somente quando houver sujeira perceptível, a pele deve ser limpa utilizando-se água e sabão ou álcool 70%. Caso use álcool 70%, deve-se esperar 30 segundos para permitir a secagem da pele.

4. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE IMUNOBIOLOGICOS:

4.1 ADMINISTRAÇÃO DE VACINA INTRADÉRMICA

A vacina é introduzida na derme, que é a camada superficial da pele. Esta via proporciona uma lenta absorção das vacinas administradas. O volume máximo a ser administrado por esta via e 0,5 ml.

EXEMPLO: A vacina BCG e o PPD, são administradas pela via intradérmica.

Para facilitar a identificação da cicatriz vacinal, recomenda-se no Brasil que a vacina BCG seja administrada na inserção inferior do musculo deltoide direito. Na impossibilidade de se utilizar o deltoide direito para tal procedimento, a referida vacina pode ser administrada no deltoide esquerdo.

4.1.1 MATERIAL UTILIZADO

Seringa de 1 ml, com escala de frações em milímetros; Agulha pequena de bisel curto com dimensões 13x4,5 ou 13x3.8; Algodão seco

4.1.2 DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Cheque o imunobiológico a ser administrado, assim como o usuário que irá recebê-lo; Prepare a vacina conforme a sua apresentação; Lave as mãos conforme protocolo Segurar firmemente com a mão o local, distendendo a pele com o polegar e o indicador; Faça a limpeza da pele com algodão seco; Introduza a agulha, paralelamente à pele, ou numa angulação de 15º, numa extensão de 2mm, com o bisel voltado para cima, até que o mesmo desapareça; Injete a solução (0,1 ml), lentamente com o polegar na extremidade do êmbolo, até completar a dose, o que deverá produzir uma pápula; Retire o polegar da extremidade do êmbolo e a agulha da pele. Não faça compressão no local de administração da vacina; Despreze a seringa e a agulha utilizadas na caixa coletora de perfuro cortante; Registre na Caderneta de Vacinação e no E-SUS (PEC)

OBS: para BCG utiliza-se a inserção inferior do deltoide direito. Para o PPD, o local utilizado é o terço proximal da face anterior do antebraço esquerdo, cerca de 4 dedos abaixo do cotovelo.

4.1.3 OBSERVAÇÕES / INTERVENÇÕES

Orientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre a evolução e os cuidados com a lesão que surge no local da administração da vacina. Em casos de reações adversas à vacinação, preencher o Formulário para Notificação/Investigação de Eventos adversos Pós Vacinação associados ao uso de Vacina, Soro ou Imunoglobulina.

4.2 ADMINISTRAÇÃO DE VACINA SUBCUTÂNEA (SC)

A vacina é introduzida na hipoderme, ou seja, na camada subcutânea da pele. O volume máximo a ser administrado por esta via e 1,5 ml.

EXEMPLOS: tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela e febre amarela (atenuada).

Alguns locais são mais utilizados para a vacinação por via subcutânea:

 A região do deltoide no terço proximal;

 A face superior externa do braço;

 A face anterior e externa da coxa;

 A face anterior do antebraço

4.2.1 MATERIAL UTILIZADO:

Seringas de 1,0 ou 3,0 ml; Agulha pequena e fina: 13 x 4,5; Algodão seco

4.2.2 DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Lave as mãos conforme protocolo da instituição; Cheque o imunobiológico a ser administrado, bem como o usuário que irá recebê-lo; Prepare a vacina conforme sua apresentação; Coloque o usuário em posição confortável; Inspecione o local da administração; Pince o tecido do local da administração com o dedo indicador e polegar, mantendo a região firme; Introduza a agulha, com o bisel para cima, com rapidez e firmeza, e em ângulo de 90º. Aspire, observando se não atingiu algum vaso sanguíneo; caso isso aconteça, retirar a agulha do local e preparar nova dose de vacina; Injete o líquido lentamente; Retire a seringa com a agulha com movimento único e firme; Despreze a seringa e agulhas utilizadas na caixa de perfuro cortante; Faça leve compressão no local com algodão seco; Lave as mãos conforme protocolo da instituição; Registre na caderneta de Vacinação e no SI-PNI e E-ESUS (PEC).

4.2.3 OBSERVAÇÕES / INTERVENÇÕES

Em casos de reações adversas à vacinação, preencher e encaminhar a Secretaria de Saúde do Município (SSM) o Formulário para Notificação/Investigação de Eventos adversos Pós-Vacinação associados ao uso de Vacina, Soro ou Imunoglobulina.

4.3 ADMINISTRAÇÃO DE VACINA INTRAMUSCULAR (IM)

O imunobiológico é introduzido no tecido muscular, sendo apropriado para a administração o volume máximo até 5 ml. As regiões anatômicas selecionadas para a injeção intramuscular devem estar distantes dos grandes nervos e de vasos sanguíneos, sendo que o musculo vasto lateral da coxa em crianças e o musculo deltoide são as áreas mais utilizadas.

EXEMPLOS: vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, Haemophilus influenzae b (conjugada) e hepatite B (recombinante); vacina adsorvida difteria e tétano adulto; vacina hepatite B (recombinante); vacina raiva (inativada); vacina pneumocócica 10 valente (conjugada) e vacina poliomielite 1, 2 e 3 (inativada).

4.3.1 MATERIAL UTILIZADO

Seringa de 3,0 ml, 5,0 ml; Agulha de bisel longo de dimensões: 20x6,0 (adultos e crianças maiores) e 20x5,5 (crianças menores); Algodão seco. 4.3.2 DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO Cheque o imunobiológico a ser administrado, bem como o usuário que irá recebê-lo; Lave as mãos conforme protocolo da instituição; Prepare a vacina conforme a sua apresentação; Escolha o local para a administração do imunobiológico, evitando locais com cicatrizes, manchas, tatuagens e lesões; Coloque o usuário sentado. Na vacinação de crianças, solicite a ajuda do acompanhante na contenção para evitar movimentos bruscos; Faça a limpeza da pele com algodão seco Introduza a agulha em ângulo reto (90º) e aspire o local. Se houver retorno venoso, despreze a dose (bem como a seringa e agulha utilizadas) e prepare uma nova dose. O ângulo de introdução da agulha pode ser ajustado conforme a massa muscular do usuário a ser vacinado; Injete o imunobiológico lentamente; Retire a agulha em movimento único e firme; Faça leve compressão no local com algodão seco; Observe a ocorrência de eventos adversos pós-vacinação; Despreze a seringa e a agulha utilizadas na caixa coletora de material perfuro cortante; Lave as mãos; Registre na caderneta de Vacinação e no SI-PNI e/ou E-SUS (PEC).

4.2.3 OBSERVAÇÕES / INTERVENÇÕES

 A mãe deverá ser orientada a realizar compressa com água gelada no local da aplicação, se necessário

Em casos de reações adversas à vacinação, preencher e encaminhar o Formulário para Notificação/Investigação de Eventos adversos Pós-Vacinação associados ao uso de Vacina, Soro ou Imunoglobulina.

ÁREA 06 - LIMPEZA

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 066

TÉCNICA DE LIMPEZA DE PISOS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO:

Realizar limpeza e desinfecção de pisos.

2.EXECUTANTE:

Auxiliar de serviços gerais

3. OBJETIVO:

Visa remover a sujidade dos pisos mediante escovação.

4.PROCEDIMENTO

Reunir o material para lavagem: 2 baldes Vassoura e rodo Panos limpos Escova manual Água e detergente líquido Luvas de autoproteção Botas Touca Colocar EPI; Preparar o ambiente para a limpeza: Afastar os móveis da parede; Reunir o mobiliário leve para desocupar a área. Encher a metade dos baldes, um com água limpa e outro com água e detergente líquido; Colocar um pano seco na entrada da sala; Imergir outro pano no balde com solução detergente e, sem retirar o excesso, enrolar na vassoura ou rodo; Passar o pano no piso, molhando toda a área a ser escovada; Esfregar a vassoura no piso, começando dos cantos em direção à porta; Retirar a água suja, com rodo, até o ralo de escoamento; Repetir toda operação até que a área fique limpa; Limpar os rodapés com escova manual, se necessário; Enxaguar o piso até retirar todo o sabão, utilizando o pano embebido em água limpa e enrolando no rodo ou vassoura; Secar o piso, utilizando um pano limpo enrolado na vassoura ou rodo; Recolocar o mobiliário no local original; Limpar o material de trabalho e guardar no local apropriado; Este procedimento deve ser realizado quinzenalmente.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 067

TÉCNICA DE LIMPEZA DE JANELAS E PORTAS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO:

Realizar limpeza e desinfecção

2.EXECUTANTE:

Auxiliar de serviços gerais

5. OBJETIVO:

Consiste em retirar a poeira e manchas das janelas e portas de madeira, vidro ou metal.

4.PROCEDIMENTO

Reunir o material necessário:

Escada

2 baldes

Água

Detergente líquido

Esponja de aço fina

Panos de limpeza

Espátulas

Pano de chão

Cinto de segurança

Touca

Botas

Luvas de autoproteção

Colocar o EPI;

Preparar o ambiente para a operação; afastar os móveis e os equipamentos das janelas e portas;

Forrar o piso com pano de chão, colocando-o debaixo da janela ou porta;

Encher metade de dois baldes, um com água e outro com água e detergente líquido;

Imergir o pano no balde com água limpa e torcer;

Remover a poeira passando o pano de cima para baixo e da esquerda para a direita;

Imergir o outro pano no balde com solução detergente; retirar o excesso e passar no vidro, moldura da janela ou porta, soleira da janela e maçanetas;

Imergir o outro pano de limpeza no balde com água limpa;

Passar o pano em toda a extensão da janela ou porta para remover a solução detergente;

Secar a janela ou porta, com pano de limpeza seco;

Retirar o pano de chão colocado debaixo da janela ou porta;

Recolocar o mobiliário e equipamento no local original;

Limpar o material de trabalho e guardar em local apropriado.

5.OBSERVAÇÃO:

Este procedimento deve ser realizado quinzenalmente.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 068

TÉCNICA DE LIMPEZA DO MOBILIÁRIO, BANCADAS E EQUIPAMENTOS.

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO:

Procedimento de higienização e desinfecção.

2.EXECUTANTE:

Auxiliar de serviços gerais

3.OBJETIVO: Consiste em retirar a poeira, lavar, retirar manchas, polir e escovar bancadas, móveis e equipamentos, diariamente.

3. ORIENTAÇÕES

Reunir o material necessário:

Panos de limpeza 2 baldes Água Detergente líquido Escova Touca Botas Luvas de autoproteção Colocar o EPI; Encher metade dos baldes, um com água limpa e outro com água e detergente líquido; Retirar os objetos de cima e, se possível, do interior do móvel ou equipamento a ser limpo; Retirar a poeira do móvel ou equipamento com o pano úmido dobrado, para obter várias superfícies de limpeza; Imergir o outro pano na solução detergente e retirar o excesso; Limpar o móvel ou equipamento, esfregando o pano dobrado com solução detergente; se necessário usar a escova; Retirar toda a solução detergente com pano umedecido em água limpa; Enxugar o móvel ou equipamento; Limpar o material de trabalho e guardar em local apropriado.

4.OBSERVAÇÃO

Este procedimento deverá ser realizado diariamente e sempre que necessário.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 069

LIMPEZA DE TETOS E PAREDES

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO:

Procedimento de limpeza, desinfecção e esterilização de materiais

2.EXECUTANTE:

Auxiliar de serviços gerais

3.OBJETIVO:

Consiste em retirar a poeira e substâncias aderidas ao teto, paredes, luminárias e interruptores.

4.DESCRIÇÃO DA ATIVIDDE

Reunir o material de limpeza:

Escada

2 baldes

Vassoura

3 pano de chão

Esponja de aço fina

Escova

Espátula

Água

Detergente líquido

Touca

Botas

Luvas de autoproteção

Colocar o EPI;

Preparar o local para limpeza;

Afastar os móveis e equipamentos das paredes

Forrar os móveis e os equipamentos

Encher metade dos baldes, um com água limpa e outro com água e detergente líquido;

Imergir um pano no balde com água limpa, retirar o excesso de água, enrolar na vassoura ou rodo;

Retirar o pó do teto e paredes, com o pano úmido fazendo movimentos em um único sentido;

Enxaguar delimitando pequenas áreas;

Imergir outro pano na solução detergente, torcer e enrolar o pano em uma vassoura;

Esfregar o pano no teto, sempre num mesmo sentido, iniciando de um dos cantos; Imergir o pano limpo na água limpa, torcer e enrolar na vassoura; Retirar toda solução detergente do teto; Imergir o pano na solução detergente, torcer e enrolar na vassoura; Esfregar o pano na parede, sempre no mesmo sentido; Enrolar na vassoura o pano com água limpa e retirar toda solução detergente da parede; Verificar se o teto e as paredes estão bem limpos, se necessário repetir a operação; Retirar a forração dos móveis e equipamentos; Recolocar o mobiliário e os equipamentos no local original; Limpar o material de trabalho e guardar no local apropriado. Deve-se dividir o local para limpeza em pequenas áreas para que seja feito o enxague antes de secar a solução detergente. Paredes: iniciar na parte superior (próximo ao teto) até a metade da parede e deste ponto até a parte inferior (próximo ao piso). Este procedimento deverá ser realizado mensalmente.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 070

LIMPEZA DE BANHEIRO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

Procedimento de limpeza de banheiros.

2.EXECUTANTE:

Auxiliar de Serviços Gerais

3.OBJETIVO

Consiste em remover a sujidade, substâncias aderidas, detritos do teto, paredes, lavatórios, mictórios, instalações sanitárias e piso dos banheiros. Promove o controle de microrganismos, evitando transmissão de doenças, controla odores, mantém uma boa aparência.

4.MATERIAL UTILIZADO

Panos de limpeza;

Detergente líquido;

Esponja sintética;

Vassoura para vaso sanitário;

Escova sintética

Dois baldes

Água - detergente líquido

Hipoclorito de sódio a 1%

Botas de borracha

Luvas de borracha

Avental

Touca

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 071

LIMPEZA DE BEBEDOURO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO

Procedimento de higiene e limpeza do bebedouro

2. EXECUTANTE

Auxiliar de Serviços Gerais

3. OBJETIVO

Tem a finalidade de remover, poeira e substâncias aderidas, evitando assim a contaminação da água no bebedouro.

4.MATERIAL UTILIZADO

2 Baldes

Panos de Limpeza

Escova de cerdas finas

Água Limpa

Detergente Líquido

EPI

Álcool a 70%.

5.PROCEDIMENTO

Separar o material necessário;

Colocar o EPI;

Desligar o bebedouro da tomada;

Encher metade dos dois baldes, um com água e outro com água e detergente;

Imergir o pano de limpeza no balde com solução detergente e torcer;

Passar o pano no bebedouro, fazendo movimentos retos, sempre de cima para baixo;

Utilizar a escova para lavar ao redor do dispositivo de saída da água e o acionador de água;

Passar o outro pano com água limpa no bebedouro e remover toda a solução detergente;

Friccionar álcool a 70% ao redor do dispositivo de saída de água, acionador de água e local de escoamento de água. Repetir o procedimento três vezes;

Ligar o bebedouro na tomada;

Limpar o material de trabalho e guardar em local adequado.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 072

RECOLHIMENTO DE RESÍDUOS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1. DEFINIÇÃO:

Recolhimento de resíduos dentro dos procedimentos corretos

2. EXECUTANTE:

Auxiliares de serviços gerais.

3. OBJETIVO:

Consiste em recolher todos os resíduos de uma Unidade, acondicionando-os de forma adequada e manuseando-os o mínimo possível. É a operação que precede todas as rotinas técnicas de limpeza e desinfecção. Deve ser iniciada, sempre, da área menos contaminada para a mais contaminada.

4.PROCEDIMENTO

Reunir o material para recolher o lixo: Sacos de lixo de material plástico; Botas; Luvas de autoproteção. Colocar o EPI; Recolher o saco de lixo que se encontra na lixeira, amarrando bem as bordas; Colocar um saco de lixo novo na lixeira, fixando-o firmemente nas bordas; Transportar o lixo recolhido até o depósito para a remoção pela coleta externa. 4. Observações: As lixeiras devem ser lavadas com água e sabão, semanalmente e sempre que necessário; Verificar as regras básicas de acondicionamento do lixo de acordo com o tipo de resíduos; Para o transporte do lixo é recomendado à utilização de carrinho fechado. Este carrinho deverá ser higienizado após sua utilização; Deve-se evitar, durante o transporte de resíduos, o cruzamento com pessoas e/ou material limpo nos corredores.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 073

CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS COM OS MATERIAIS E PRODUTOS DE LIMPEZA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Diariamente

2.EXECUTANTE

Todos os profissionais da equipe de saúde

3. OBJETIVO

Garantir a limpeza, assepsia e organização dos materiais e produtos a serem utilizados no processo de limpeza da unidade

4. PROCEDIMENTO

Pano de chão: Utilizado para varrer, lavar e secar pisos.

Limpeza e conservação:

Lavar com água e sabão;

Fazer desinfecção com hipoclorito de sódio a 1%, por 30 minutos;

Enxaguar

Colocar para secar.

Pano para limpeza: usado para remover poeira; pode ser umedecido em água, solução desinfetante ou álcool a 70%.

Limpeza e conservação:

Lavar com água e sabão;

Fazer desinfecção com hipoclorito de sódio a 1%, por 30 minutos

Enxaguar;

Colocar para secar.

Vassoura de vaso sanitário- Utilizada para limpeza da parte interna do vaso sanitário.

Limpeza e conservação:

Lavar com água e sabão;

Fazer desinfecção com hipoclorito de sódio a 1% por 30 minutos;

Lavar novamente;

Colocar para secar pendurada pelo cabo

Esponjas de aço: Usada para limpeza de superfícies com manchas ou resíduos. É descartável.

Esponja sintética: Usada na limpeza de superfícies que sofrem danos com esponjas de aço.

Escadas-Devem ser antiderrapantes com degraus emborrachados.

Limpeza e conservação:

Lavar com água e sabão;

Secar com pano limpo.

Baldes- Devem ser de plástico rígido; geralmente são estabelecidas duas cores: uma para água e outra para solução detergente.

Limpeza e conservação:

Lavar com água e sabão;

Colocar emborcados para secar.

Pás de lixo- São de metal ou plástico com cabo longo de plásticos ou madeira, usados para recolher pequenas porções de lixo e pó.

Limpeza e conservação:

Lavar com água e sabão;

Esfregar com esponja de aço;

Guardar pendurada pelo cabo.

Rodo: Utilizado para a remoção de água e limpeza de piso com pano.

Limpeza e conservação:

Lavar com água e sabão;

Fazer desinfecção com hipoclorito a 1% se necessário;

Colocar para secar pendurado pelo cabo;

Escova manual de fios sintéticos: Usada para lavar superfícies com reentrâncias.

Limpeza e conservação:

Lavar com água e sabão;

Fazer desinfecção com solução de hipoclorito de sódio 1% por 30min., sempre que necessário;

Enxaguar.

Luvas de autoproteção: Utilizada para contato com sangue ou líquidos corporais (material biológico)

Limpeza e conservação:

Lavar com água e sabão;

Fazer desinfecção com solução de hipoclorito a 1% por 30 minutos;

Enxaguar;

Secar;

Guardar em local próprio.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 074

TÉCNICA DE VARREDURA ÚMIDA

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Procedimento de limpeza através da Varredura úmida

2.EXECUTANTE

Auxiliar de Serviços Gerais

3. OBJETIVO

Visa remover a sujidade do chão, devendo ser feita com pano limpo umedecido em água e sabão, a fim de evitar suspensão de partículas de poeira e dispersão de microrganismos.

4.MATERIAL UTILIZADO

2 Baldes

Vassoura e rodo

2 Panos limpos

Água e detergente líquido

Pá de lixo

Luvas

Botas

Touca

5.DESCRIÇÃO

Organizar os materiais necessários e colocar os EPI’S;

Preparar o ambiente para limpeza e reunir mobiliário leve para deixar a área livre

Encher os baldes até a metade, um com água limpa e o outro com água e detergente líquido;

Imergir o pano no balde com solução detergente, retirar o excesso e enrolar na vassoura ou rodo;

Passar o pano no piso, sem retirar o pano do chão, iniciando do fundo da sala e se dirigindo para a porta, de forma que todas as áreas do piso sejam limpas;

Recolher a sujidade e jogar no lixo;

Imergir outro pano no balde de água limpa, torcer e enrolar na vassoura;

Retirar o sabão do piso, iniciando do fundo da sala e se dirigindo para a porta;

Secar o piso usando o pano bem torcido;

Limpar os rodapés;

Recolocar o mobiliário no local original

Limpar o material de trabalho e guardar em local apropriado;

Este procedimento deve ser realizado diariamente;

6. OBSERVAÇÃO

Toda área que permanece úmida ou molhada tem mais condições de albergar e reproduzir germes gram negativos e fungos, as áreas empoeiradas podem albergar germes gram positivos, microbactérias e outros.

Conclui-se dessa forma que se deve evitar excesso de água na limpeza, secar muito bem o piso e abolir varredura seca nos Estabelecimentos de Saúde.

OBSERVAÇÕES GERAIS PARA TESTES RÁPIDOS:

Verificar a data de vencimento do dispositivo e do diluente (são diferentes);

Utilizar o volume correto de amostra;

NÃO utilizar partes de testes diferentes (exemplo: cassete de um teste e o diluente de outro teste).

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 075

TESTES RÁPIDO

HIV

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Teste rápido para HIV - Fabricante Bioclin

2.EXECUTANTE

Enfermeiros

3.OBJETIVO

Detectar e investigar infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).

4.MATERIAL UTILIZADO

KIT de teste rápidos;

Álcool 70%;

Algodão ou gaze;

Luvas de procedimento;

Óculos de proteção;

Máscara;

Touca;

Relógio ou cronômetro;

Lixo para descarte de material biológico;

Recipiente para descarte de material perfuro cortante;

Água sanitária ou solução hipoclorito de sódio a 25%.

1- Instrução de Uso

2- Embalagem de Alumínio contendo:

3- Dispositivo de Teste (Denominado Cassete)

4- Sachê de Sílica

5- Diluente

6- Pipeta Plástica Descartável

7- Lanceta

5.DESCRIÇÃO

1. Orientar o paciente sobre o procedimento;

2. Verificar se o teste está em temperatura ambiente;

3. Preencher o laudo com informação do usuário e teste (inclusive o registro do resultado para o momento posterior a leitura do resultado);

4. Estar devidamente trajado com os equipamentos de proteção individual (jaleco, óculos de proteção, luvas) e com s mãos devidamente higienizadas;

5. Identificar a mão e o dedo com melhor vascularização;

6. Verificar a data de validade do teste bem com o modo de uso, conforme fabricante;

7. Abrir o envelope do dispositivo de teste apenas no momento da realização do exame;

8. Retirar o dispositivo de teste do envelope colocando-o em uma superfície plana, livre de vibração, limpa e forrada por uma folha de papel absorvente descartável;

9. Pressionar a ponta do dedo escolhido para acúmulo de sangue na região;

10. Realizar assepsia com álcool 70% no local onde irá ser puncionado;

11. Puncionar a ponta do dedo escolhido com a lanceta;

12. Realizar a coleta de sangue com auxílio da pipeta descartável, aspirar o sangue até a marcação do traço marcado na pipeta;

13. Aplicar o sangue coletado no poço A;

14. Aplicar 02 gotas de diluente no poço B (verificar bula de cada teste);

15. Aguardar de 15 a 30 minutos para leitura do teste.

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

Resultado Reagente: reagente para HIV-1: duas linhas coloridas na janela de leitura: linha colorida na área de controle (C) e uma linha colorida na área de teste (T).

Ex.:

Resultado Não Reagente: não reagente para HIV-1: apenas uma linha colorida na janela de leitura: linha colorida na área de controle (C).

EX.:

Resultado invalido:inválido: quando NÃO surgem linha colorida na janela de leitura: linha colorida na área de controle (C).

Ex.:

OBS: Teste ofertado pelo SUS. Caso positivo, encaminhar para o CTA, se negativo orientar sobre prevenção de IST´s.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 076

TESTES RÁPIDO

SÍFILIS

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Teste Rápido para Sífilis – Fabricante Bioclin

2.EXECUTANTE

Enfermeiros

3.OBJETIVO

Detectar e investigar infecção bacteriana pelo Treponema pollidum.

4.MATERIAL UTILIZADO

KIT de teste rápidos;

Álcool 70%;

Algodão ou gaze;

Luvas de procedimento;

Óculos de proteção;

Máscara;

Touca;

Relógio ou cronômetro;

Lixo para descarte de material biológico;

Recipiente para descarte de material perfuro cortante;

Água sanitária ou solução hipoclorito de sódio a 25%.

Kit teste rápido

1- Instrução de Uso;

2- Embalagem de Alumínio com:

3- Dispositivo de Teste;

4- Sachê de Sílica

5- Diluente

6- Pipeta Plástica Descartável

7- Lanceta

5.DESCRIÇÃO

1. Orientar o paciente sobre o procedimento;

2. Verificar se o teste está em temperatura ambiente e verificar data de validade;

3. Preencher o laudo com informação do usuário e teste (inclusive o registro do resultado para o momento posterior a leitura do resultado);

4. Estar devidamente trajado com os equipamentos de proteção individual (jaleco, óculos de proteção, luvas) e com s mãos devidamente higienizadas;

5. Identificar a mão e o dedo com melhor vascularização;

6. Abrir o envelope do dispositivo de teste apenas no momento da realização do exame;

7. Retirar o dispositivo de teste do envelope colocando-o em uma superfície plana, livre de vibração, limpa e forrada por uma folha de papel absorvente descartável;

8. Pressionar a ponta do dedo escolhido para acúmulo de sangue na região;

9. Realizar assepsia com álcool 70% no local onde irá ser puncionado;

10. Posicionar e pressionar a lanceta;

11. Realizar a coleta de sangue com auxílio da pipeta descartável, aspirar o sangue até a marcação do traço marcado na pipeta;

12. Aplicar o sangue coletado no poço A;

13. Aplicar 02 gotas de diluente no poço B (verificar bula de cada teste);

14. Aguardar de 15 a 30 minutos para leitura do teste.

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

Resultado Reagente: Reagente para sífilis: duas linhas coloridas na janela de leitura (na área de controle C e na área de teste T)

Ex.:

Resultado Não Reagente: Não reagente: uma linha colorida (na área de controle C)

Ex.:

Resultado invalido:é considerado invalido quando NÃO surge linha colorida na janela de leitura: (linha de controle C), com presença APENAS da linha de teste T o resultado ainda é inválido.

Ex.:

OBS: Teste ofertado pelo SUS. Caso positivo, encaminhar para o CTA, se negativo orientar sobre prevenção de IST´s.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 077

TESTES RÁPIDO

HEPATITE “B”

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

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1.DEFINIÇÃO

Teste rápido Hepatite B – Fabricante Bioclin

2.EXECUTANTE

Enfermeiros

3.OBJETIVO

Detectar e investigar infecção bacteriana no caso da hepatite B pela hepadnaviridae.

4.MATERIAL UTILIZADO

KIT de teste rápidos;

Álcool 70%;

Algodão ou gaze;

Luvas de procedimento;

Óculos de proteção;

Máscara;

Touca;

Relógio ou cronômetro;

Lixo para descarte de material biológico;

Recipiente para descarte de material perfuro cortante;

Água sanitária ou solução hipoclorito de sódio a 25%.

Kit teste rápido

8- Instrução de Uso;

9- Embalagem de Alumínio com:

10- Dispositivo de Teste;

11- Sachê de Sílica;

12- Diluente;

13- Pipeta Plástica Descartável;

14- Lanceta;

15- Cartão de leitura;

5.DESCRIÇÃO

01. Orientar o paciente sobre o procedimento;

02. Verificar se o teste está em temperatura ambiente e verificar data de validade;

03. Preencher o laudo com informação do usuário e teste (inclusive o registro do resultado para o momento posterior a leitura do resultado);

04. Estar devidamente trajado com os equipamentos de proteção individual (jaleco, óculos de proteção, luvas) e com s mãos devidamente higienizadas;

05. Identificar a mão e o dedo com melhor vascularização;

06. Abrir o envelope do dispositivo de teste apenas no momento da realização do exame;

07. Retirar o dispositivo de teste do envelope colocando-o em uma superfície plana, livre de vibração, limpa e forrada por uma folha de papel absorvente descartável;

08. Pressionar a ponta do dedo escolhido para acúmulo de sangue na região;

09. Realizar assepsia com álcool 70% no local onde irá ser puncionado;

10. Posicionar e pressionar a lanceta;

11. Realizar a coleta de sangue com auxílio da pipeta descartável, aspirar o sangue até a marcação do traço marcado na pipeta (figura 1);

12. Aplicar o 3 gotas de sangue no poço “S” amostra do dispositivo (figura 2);

13. Aplicar 01 gota de diluente no poço “S” - mesma área onde colocou sangue- conforme figura 3;

14. Aguardar de 15 a 30 minutos para leitura do teste.

Figura 01

Figura 02

Figura 03

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

Resultado Reagente: Reagente para hepatite B: duas linhas coloridas 1 azul (zona de controle C) e 1 vermelha (zona de teste T)

EX.:

Resultado Não Reagente: Não reagente: uma linha colorida (na área de controle C)

Ex.:

Resultado invalido:é considerado invalido quando a linha de controle C não aparece, com presença ou não da linha de teste T.

Ex.:

OBS: Teste ofertado pelo SUS. Caso positivo, encaminhar para o CTA, se negativo orientar sobre prevenção de IST´s.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 078

TESTES RÁPIDO

HEPATITE “C”

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Teste rápido Hepatite C – Fabricante Bioclin

2.EXECUTANTE

Enfermeiros

3.OBJETIVO

Detectar e investigar infecção bacteriana no caso da hepatite C pela flaviridae.

4.MATERIAL UTILIZADO

KIT de teste rápidos;

Álcool 70%;

Algodão ou gaze;

Luvas de procedimento;

Óculos de proteção;

Máscara;

Touca;

Relógio ou cronômetro;

Lixo para descarte de material biológico;

Recipiente para descarte de material perfuro cortante;

Água sanitária ou solução hipoclorito de sódio a 25%.

Kit teste rápido

01. Instrução de Uso;

02. Embalagem de Alumínio com:

03. Dispositivo de Teste;

04. Sachê de Sílica;

05. Diluente;

06. Pipeta Plástica Descartável;

07. Lanceta;

08. Cartão de leitura;

5.DESCRIÇÃO

01. Orientar o paciente sobre o procedimento;

02. Verificar se o teste está em temperatura ambiente e verificar data de validade;

03. Preencher o laudo com informação do usuário e teste (inclusive o registro do resultado para o momento posterior a leitura do resultado);

04. Estar devidamente trajado com os equipamentos de proteção individual (jaleco, óculos de proteção, luvas) e com s mãos devidamente higienizadas;

05. Identificar a mão e o dedo com melhor vascularização;

06. Abrir o envelope do dispositivo de teste apenas no momento da realização do exame;

07. Retirar o dispositivo de teste do envelope colocando-o em uma superfície plana, livre de vibração, limpa e forrada por uma folha de papel absorvente descartável;

08. Pressionar a ponta do dedo escolhido para acúmulo de sangue na região;

09. Realizar assepsia com álcool 70% no local onde irá ser puncionado;

10. Posicionar e pressionar a lanceta;

11. Realizar a coleta de sangue com auxílio da pipeta descartável, aspirar o sangue até a marcação do traço marcado na pipeta (figura 1);

12. Aplicar o 3 gotas de sangue no poço “S” amostra do dispositivo (figura 2);

13. Aplicar 01 gota de diluente no poço “S” - mesma área onde colocou sangue- conforme figura 3;

14. Aguardar de 15 a 30 minutos para leitura do teste.

Figura 01 Figura 02

Figura 03

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

Resultado Reagente: Reagente para hepatite B: duas linhas 1 na zona de controle C e 1 na zona de teste T.

EX.:

Resultado Não Reagente: Não reagente: uma linha na área de controle C.

Ex.:

Resultado invalido:é considerado invalido quando a linha de controle C não aparece, com presença ou não da linha de teste T.

Ex.:

OBS: Teste ofertado pelo SUS. Caso positivo, encaminhar para o CTA, se negativo orientar sobre prevenção de IST´s.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 079

TESTES RÁPIDO

COVID -19

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Teste rápido Covid -19 / Coleta Capilar/ Fabricante: Wondsf TESTE RÁPIDO COLETA CAPILAR

2.EXECUTANTE

Enfermeiros

3.OBJETIVO

Diagnosticar Covid - 19

4.MATERIAL UTILIZADO

KIT de teste rápido;

Lanceta (não vem no kit);

Álcool 70%;

Algodão ou gaze;

Luvas de procedimento;

Óculos de proteção;

Máscara;

Touca;

Relógio ou cronômetro;

Lixo para descarte de material biológico;

Recipiente para descarte de material perfuro cortante;

Água sanitária ou solução hipoclorito de sódio a 25%.

Kit teste rápido

01. Instrução de Uso;

02. Embalagem de Alumínio com:

03. Dispositivo de Teste;

04. Sachê de Sílica;

05. Diluente;

06. Pipeta Plástica Descartável;

07. Cartão de leitura.

5.DESCRIÇÃO

01. Orientar o paciente sobre o procedimento;

02. Verificar se o teste está em temperatura ambiente e verificar data de validade;

03. Preencher o laudo com informação do usuário e teste (inclusive o registro do resultado para o momento posterior a leitura do resultado);

04. Estar devidamente trajado com os equipamentos de proteção individual (jaleco, óculos de proteção, luvas) e com s mãos devidamente higienizadas;

05. Identificar a mão e o dedo com melhor vascularização;

06. Abrir o envelope do dispositivo de teste apenas no momento da realização do exame;

07. Retirar o dispositivo de teste do envelope colocando-o em uma superfície plana, livre de vibração, limpa e forrada por uma folha de papel absorvente descartável;

08. Pressionar a ponta do dedo escolhido para acúmulo de sangue na região;

09. Realizar assepsia com álcool 70% no local onde irá ser puncionado;

10. Posicionar e pressionar a lanceta;

11. Realizar a coleta de sangue com auxílio da pipeta descartável, aspirar o sangue até a marcação do traço marcado na pipeta;

12. Coloque o sangue (amostra) no poço menor e de 2 a 3 gotas da solução no poço maior (figura 1);

13. Ao iniciar a reação uma cor roxa vai se mover na janela do centro do poço menor;

14. Aguardar de 15 minutos e leia o resultado.

15. ATENÇÃO: não ler após 20 minutos;

Figura 01

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS (Figura 2)

Resultado Reagente: Reagente para Covid – 19: duas faixas coloridas (uma no teste T e outra na linha de controle C.

Resultado Não Reagente: Não reagente: uma linha na área de controle C.

Resultado invalido:quando a linha de controle C não aparece, com presença ou não da linha de teste T.

OBS: Teste ofertado pelo SUS. Caso positivo, encaminhar para o CTA, se negativo orientar sobre prevenção de IST´s.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 080

TESTES RÁPIDO

COVID -19

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

Teste rápido Covid-19/ Coleta Nasal /Fabricante: Bio - Manguinhos TESTE RÁPIDO COLETA SWAB NASAL

2.EXECUTANTE

Enfermeiros

3.OBJETIVO

Diagnosticar Covid - 19

4.MATERIAL UTILIZADO

KIT de teste rápido;

Álcool 70%;

Algodão ou gaze;

Luvas de procedimento;

Óculos de proteção;

Máscara;

Touca;

Relógio ou cronômetro;

Lixo para descarte de material biológico;

Recipiente para descarte de material perfuro cortante;

Água sanitária ou solução hipoclorito de sódio a 25%.

Kit teste rápido

01. Instrução de Uso;

02. Embalagem de Alumínio com:

03. Suporte DPP Covid 19 AG com antígenos;

04. Tampão de corrida;

05. Frascos de amostras com ponta conta – gotas;

06. Swabs nasais (cotonete grande), estéril;

07. Micro leitor.

5.DESCRIÇÃO

COLETA DA AMOSTRA

01. Orientar o paciente sobre o procedimento;

02. Reunir o material;

03. Verificar se o teste está em temperatura ambiente e verificar data de validade;

04. Preencher o laudo com informação do usuário e teste (inclusive o registro do resultado para o momento posterior a leitura do resultado);

05. Estar devidamente trajado com os equipamentos de proteção individual (jaleco, óculos de proteção, luvas) e com s mãos devidamente higienizadas;

06. Remover e descartar a tampa do frasco de amostra e adicionar a solução no tampão até a marca de 500 µl.

07. Inclinar a cabeça do paciente 70º para trás e coloque o swab em uma narina e gire devagar, até encontrar a parte mais dura da parede nasal e gire 5 vezes, espere 15 segundos;

08. Repetir esse mesmo procedimento na outra narina (com o mesmo swab);

09. Após coletar amostra colocar o swab dentro do frasco de amostra com a solução e com tampão;

10. Gire o swab 5 vezes pressionando a ponta contra o fundo e a parede do frasco;

11. Retire o swab devagar e esprema contra a lateral do frasco para sair excesso de líquido;

12. Descarte o swab no lixo de material infectante;

13. Feche o frasco da amostra com a tampa conta gotas acoplada;

14. Coloque 3 gotas do tampão de corrida no frasco de amostra;

15. Coletar 75 µl da amostra do meio VTM / UTM com ajuda de micropipeta calibrada;

16. Transfira a amostra para o frasco da amostra que contém o tampão e gire o frasco em movimento circular para misturar.

REALIZAÇÃO DO TESTE

17. Coloque 5 gotas da amostra coletada (com conta gotas do teste) no poço 1;

18. Em 10 minutos as linhas coloridas da janela de resultados vão sumir (caso não suma, descartar o teste);

19. Em posição vertical (sem inclinar) colocar 7 gotas de tampão no poço 2;

20. Esperar mais 10 minutos;

21. Não ler resultado antes de 10 minutos e nem depois de 15 minutos;

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS (Figura 2)

Resultado Reagente: Reagente para Covid – 19: duas faixas (uma no teste T e outra na linha de controle C).

Resultado Não Reagente: Não reagente: uma linha na área de controle C.

Resultado invalido:quando a linha de controle C não aparece, com presença ou não da linha de teste T.

OBS: Teste ofertado pelo SUS. Caso positivo, encaminhar para o CTA, se negativo orientar sobre prevenção de IST´s.

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 081

Acidentes com Exposição a Material Biológico

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1.DEFINIÇÃO

É a exposições em pele não-íntegra: contato com a pele na presença de dermatites, feridas abertas, mordeduras ou lesões que exponham a epiderme.

Fluidos biológicos de risco para transmissão do HIV: sangue ou líquido orgânico contendo sangue visível e líquidos orgânicos potencialmente infectantes.

Materiais perfuro cortantes: são aqueles utilizados na assistência à saúde que têm ponta ou gume, ou que possam perfurar ou cortar, tais como agulhas, escalpes, ampolas, entre outros.

Mordeduras humanas: consideradas como exposição de risco quando envolverem a presença de sangue, devendo ser avaliadas tanto para o indivíduo que provocou a lesão quanto para aquele que tenha sido exposto.

2.EXECUTANTE

Equipe de saúde

3.OBJETIVO

Estabelecer procedimentos a serem adotados pelos colaboradores das Unidades Básica de Saúde em casos de exposição ocupacional a material biológico potencialmente contaminado

4.MATERIAL

Não aplicável

5.DESCRIÇÃO

1. O colaborador acidentado deverá realizar os primeiros cuidados com a área exposta, lavando imediatamente o local com água e sabão ou solução antisséptica degermante nos casos de exposição percutânea ou cutânea. Nas exposições envolvendo mucosa (olhos, boca e nariz), lavar exaustivamente com água ou solução salina fisiológica.

Não é recomendado o uso de substâncias cáusticas ou irritantes (como hipoclorito de sódio, água sanitária, éter, glutaraldeído), pois as mesmas não têm utilidade profilática. Deve-se evitar também espremer, esfregar com vigor demasiado ou realizar procedimentos que aumentem a área exposta (cortes, injeções locais), uma vez que esses procedimentos podem aumentar a chance de infecção.

2. O colaborador acidentado deverá comunicar à chefia imediata. Na ausência da chefia imediata, o acidentado deverá comunicar ao responsável pelo setor; em casos de acidentes à noite, durante finais de semana ou feriados, a comunicação do acidente deverá ocorrer impreterivelmente no próximo dia útil.

3. Na sequência, o acidentado deverá se dirigir até o atendimento ambulatorial e ser atendido pelo médico plantonista, que fará a avaliação e solicitação dos exames cabíveis.

4. De posse da requisição de exames, o colaborador acidentado adotará um dos seguintes fluxos:

a) quando paciente-fonte interno: retornar ao local de internação do paciente com as requisições de exames e acionar o laboratório para coleta de sangue do acidentado e paciente fonte;

b) quando paciente-fonte ambulatorial: dirigir-se ao laboratório acompanhado da paciente fonte com as requisições de exames para coleta de sangue;

c) quando paciente-fonte desconhecido: dirigir-se ao laboratório com a requisição de exames para coleta de sangue.

5. O colaborador acidentado, juntamente com a chefia imediata ou responsável pelo setor, deverá providenciar o preenchimento e assinatura do Termo de Consentimento do Paciente-Fonte.

6. O colaborador deverá aguardar o resultado dos seus exames e os do paciente-fonte, quando conhecido, e, na sequência, retornar ao médico do ambulatório para adoção das condutas necessárias.

7. Quando indicado fazer uso da profilaxia pós-exposição (PEP).

8. O acidentado deverá preencher os formulários cabíveis e acompanhamento do acidente até o seu desfecho.

Condutas para a chefia imediata ou responsável pelo setor

1. A chefia imediata ou responsável pelo setor deverá comunicar imediatamente o acidente ao Serviço de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho SOST, se necessário.

2. A chefia imediata ou responsável pelo setor deverá assegurar que o Termo de Consentimento do Paciente-Fonte estará preenchido e assinado antes da coleta de sangue do paciente-fonte.

Condutas para o médico plantonista

1. O médico responsável pelo atendimento deverá analisar inicialmente o tipo de exposição, com base nas orientações descritas deste POP.

2. Em seguida, o médico plantonista deverá solicitar os exames abaixo discriminados para o colaborador acidentado e paciente-fonte (se conhecido):

a) Colaborador acidentado: Teste Rápido para HIV, anti-HIV, HBsAg, anti-HBs, anti-HCV, hemograma completo, glicemia, ureia, creatinina, amilase, AST/TGO e ALT/TGP.

b) Paciente-fonte: Teste Rápido para HIV; anti-HIV, HBsAg e anti-HCV.

3. Os exames deverão ser solicitados em requisição específica para acidentes com exposição a material biológico, disponível no posto de enfermagem.

4. O médico plantonista deverá avaliar o resultado dos exames realizados pelo colaborador acidentado e paciente-fonte (quando conhecido), e adotar as condutas imediatas.

Em relação à vacina contra Hepatite B, o colaborador acidentado deverá ser orientado a procurar a realizar a imunização. Quanto à IGHAHB - Imunoglobulina Humana Anti-Hepatite B, o colaborador acidentado deverá ser encaminhado para o Centro de Imunização, A IGHAHB pode ser administrada, no máximo, até 07 (sete) dias após exposições percutâneas, embora se recomende preferencialmente o uso nas primeiras 24 a 48 horas a contar da exposição. A imunização para Hepatite B e o uso de IGHAHB também estão indicados na gestação, em qualquer idade gestacional.

A dose da IGHAB é de 0,06 mL/Kg, IM (caso ultrapasse 5mL, deve-se dividir a aplicação em duas áreas corporais diferentes). Os profissionais que já tiveram hepatite B estão imunes à reinfecção e não necessitam de profilaxia pós-exposição.

a) quanto ao HCV: Até o momento, não existe nenhuma profilaxia pós-exposição para o HCV. Mesmo não existindo medida específica eficaz para a redução do risco de infecção pelo HCV após a exposição, a testagem do paciente-fonte e do colaborador acidentado é recomendada para permitir o diagnóstico precoce de uma possível infecção.

Condutas para o Laboratório de Análises Clínicas:

O laboratório deverá realizar coleta de sangue do colaborador acidentado e paciente-fonte (se conhecido). Antes da coleta de sangue do paciente-fonte, o colaborador do laboratório deverá verificar com o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente se o Termo de Consentimento do paciente-fonte. O laboratório deverá garantir o resultado dos exames o mais rápido possível após a coleta de sangue, pois através desses exames é que serão tomadas as condutas necessárias em relação ao colaborador acidentado. O laboratório deverá disponibilizar o resultado do teste rápido para HIV do acidentado e paciente-fonte (quando conhecido), entre 30 e 40 minutos após a coleta de sangue.

Acompanhamento no Serviço de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho

Após ser informado pelo colaborador acidentado, deverá preencher a ficha de notificação do SINAN, o RIAT e a CAT. A ficha de notificação do SINAN será encaminhada ao setor de Vigilância Epidemiológica do HUAC; A CAT deverá ser emitida até o primeiro dia útil seguinte ao acidente, no caso de empregados celetistas; quando o acidente ocorrer com empregados terceirizados, estatutários e residentes, o SOST encaminhará as informações do acidente para a empresa/órgão de vínculo do acidentado, para que estes procedam com a abertura da CAT.

Durante o acompanhamento, o colaborador acidentado deve ser orientado a adotar medidas de prevenção à transmissão da infecção pelo HIV, como a utilização de preservativos em todas as relações sexuais, o não compartilhamento de seringas e agulhas nos casos de uso de drogas injetáveis e a não doação de sangue, órgãos, tecidos ou esperma.

O colaborador exposto deverá ser reavaliado pela médica do trabalho após 2 semanas de PEP, com o objetivo de avaliar os exames, identificar possíveis efeitos adversos e reforçar a necessidade da adesão para que a profilaxia seja cumprida até o final e caso haja necessidade, encaminhar para avaliação com o médico infectologista da instituição.

ORIENTAÇÕES FINAIS Os colaboradores que tenham sofrido mordeduras, lesões ou cortes devem ser avaliados quanto à necessidade de imunização para TÉTANO. É um direito da pessoa recusar a PEP, caberá ao médico que realizou o primeiro atendimento ou ao SOST registrar/documentar a recusa, deixando explícito que foram fornecidas as informações pertinentes sobre os riscos da exposição e os benefícios da profilaxia. As colaboradoras acidentadas que estejam amamentando devem ser orientadas sobre os potenciais riscos de transmissão do HIV pelo leite materno. Em tal situação, deve-se orientá-las a interromper temporária ou definitivamente a amamentação, dependendo do resultado da sorologia para HIV. De maneira geral, não é necessário que os profissionais acidentados sejam afastados das atividades assistenciais nos serviços de saúde durante o uso da quimioprofilaxia para HIV. No entanto, cada caso deverá ser avaliado individualmente para que o trabalhador seja orientado quanto a cuidados na realização de procedimentos e eventual necessidade ou não de mudanças nas práticas de trabalho.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CACERES

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

POP 82

COLETA DE ESCARRO

IMPLANTAÇÃO

01/09/2023

REVISÃO

_____/_____/______

1. DEFINIÇÃO

Consiste na coleta de secreção do trato respiratório para realização de exame microbiológico a fim de auxiliar o diagnóstico etiológico de patologias respiratórias. A coleta pode ser por expectoração espontânea.

2. EXECUTANTE

Enfermeiro, Técnico de enfermagem e Auxiliar de enfermagem

3. OBJETIVO

Coletar amostra de escarro em quantidade satisfatória para a análise microbiológica

4. MATERIAL UTILIZADO

Para expectoração espontânea: • Luva de procedimento; • Frasco estéril com tampa; • Etiqueta de identificação; • Máscara N95. Para expectoração induzida: • Luva de procedimento; • Frasco estéril com tampa; • Etiqueta de identificação; • Kit de micronebulização; • Fluxômetro de oxigênio; • Solução salina 3 % (Para obtenção da solução a 3%, utilizar: 5 ml de Soro Fisiológico 0,9% + 0,5 ml de NaCl 20%. Não utilizar solução preparada com Água destilada e NaCl devido ao risco de broncoespasmo); • Máscara N95.

5. DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS

Para expectoração espontânea: 1. Realizar a higienização das mãos; 2. Orientar o cliente quanto a necessidade do procedimento; 3. Identificar o frasco com etiqueta contendo: nome, registro, leito e enfermaria do cliente; 4. Solicitar ao cliente que fique na posição sentada, ou se não puder posicionar a cama em Fowler; 5. A amostra de preferência é a 1ª da manhã, com o cliente em jejum; 6. Calce as luvas de procedimento; 7. Orientar e, se necessário, auxiliar o cliente a realizar a higiene oral, enxaguando várias vezes a boca com água abundante para minimizar a contaminação com a flora bucal. Não utilizar pastas de dentes ou qualquer antisséptico bucal; 8. Abrir o frasco, tirando a tampa e colocando-a virada para cima; 9. Em seguida, peça ao cliente para que tussa profundamente e expectore diretamente no recipiente da amostra; 10. Fechar bem o frasco, imediatamente após a coleta; 11. Retirar as luvas e realizar a higienização das mãos; 12. Protocolar e enviar o frasco, juntamente com a solicitação do exame, ao laboratório o quanto antes. Para expectoração induzida: 1. Realizar a higienização das mãos; 2. Orientar o cliente quanto a necessidade do procedimento; 3. Identificar o frasco com etiqueta contendo: nome, registro, leito e enfermaria do cliente; 4. Solicitar ao cliente que fique na posição sentada, ou se não puder posicionar a cama em Fowler; 5. A amostra de preferência é a 1ª da manhã, com o cliente em jejum; 6. Calce as luvas de procedimento; 7. Orientar e, se necessário, auxiliar o cliente a realizar a higiene oral, enxaguando várias vezes a boca com água abundante para minimizar a contaminação com a flora bucal. Não utilizar pastas de dentes ou qualquer antisséptico bucal; 8. Abrir o frasco, tirando a tampa e colocando-a virada para cima; 9. Preparar a solução salina 3% com 5 ml de Soro Fisiológico 0,9% + 0,5 ml de NaCl 20%; 10. Abrir a embalagem do kit de micronebulização; 11. Colocar a solução salina 3% no frasco do micronebulização e fechar; 12. Adaptar o fluxômetro a saída de oxigênio; 13. Conectar o circuito do micronebulização ao fluxômetro e regular o fluxo de O2; 14. Ajustar a máscara do micronebulização ao rosto do cliente, orientando-o a permanecer com a mesma junto a face até o término da nebulização; 15. Em seguida, peça ao cliente para que tussa profundamente e expectore diretamente no recipiente da amostra; 16. Fechar bem o frasco, imediatamente após a coleta; 17. Retirar as luvas e realizar a higienização das mãos; 18. Protocolar e enviar o frasco, juntamente com a solicitação do exame, ao laboratório o quanto antes.

ANEXO 1

Para os testes rápidos realizados da Covid – 19 é necessário o preenchimento do “Instrumento Epidemiológico para Aplicação a pessoas testadas para Covid - 19”, para o devido registro.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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