NOTAS EXPLICATIVAS - DEMONSTRATIVOS CONTABEIS
NOTAS EXPLICATIVAS – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
CONTAS DE GOVERNO
EXERCÍCIO DE 2025
INTRODUÇÃO
As Notas Explicativas têm por finalidade complementar, esclarecer e detalhar as informações apresentadas nas Demonstrações Contábeis, contribuindo para a adequada compreensão da situação orçamentária, financeira e patrimonial da entidade.
Constituem parte integrante das demonstrações, apresentando informações adicionais relevantes, não evidenciadas diretamente nos quadros contábeis, bem como detalhamentos de valores, critérios adotados, práticas contábeis utilizadas e demais elementos necessários à transparência e à interpretação dos dados.
As Notas Explicativas visam, ainda, atender aos princípios da evidenciação, da transparência e da prestação de contas, permitindo aos usuários das informações contábeis melhor compreensão dos atos e fatos da gestão pública.
A seguir, apresentam-se as notas explicativas do Balanço Orçamentário, do Balanço Financeiro, do Balanço Patrimonial, da Demonstração das Variações Patrimoniais e da Demonstração dos Fluxos de Caixa.
BALANÇO ORÇAMENTÁRIO
O Balanço orçamentário demonstra o confronto entre a Receita Prevista e Realizada e a Despesa Fixada e a Executada no exercício de 2025, além de demonstrar, a atualização do valor inicialmente previsto.
Receita Orçamentária:
O valor da Receita Prevista consta na Lei Orçamentária Anual (LOA), sendo que, para o exercício de 2025, foi estimado em R$ 186.400.000,00.
Do total previsto, todo o montante refere-se a receitas correntes, provenientes das atividades operacionais do ente público, destinadas à manutenção dos serviços e ao custeio das despesas correntes.
Não foi previsto receitas de capital, oriundas de operações que alteram o patrimônio público, geralmente destinadas ao financiamento de investimentos e à amortização da dívida.
O montante inicialmente previsto pode ser atualizado em decorrência de fatores que indiquem arrecadação superior à estimada. Em função dessas atualizações, a Receita Prevista Atualizada totalizou R$ 235.144.655,35.
A seguir, apresenta-se quadro demonstrativo que detalha, por fonte de recursos, conforme exigência do TCE/MT, a previsão inicial, o valor arrecadado e o montante considerado para atualização da receita:
Conforme evidenciado na imagem acima, diversas fontes de recursos tiveram seus valores previstos atualizados. Contudo, algumas delas não alcançaram a arrecadação estimada da fonte de recursos.
Cabe destaque que a fonte 759 possui detalhamento de fonte, pois controla recursos diferentes dentro da mesma fonte de recursos. Quando analisado o quadro de forma detalhada, demonstra-se que o detalhamento 0000702, que corresponde ao Auxílio Financeiro pelas perdas do FETHAB, não possuía previsão na LOA, e nela, ocorreu o excesso de arrecadação, que foi o objeto da abertura de crédito adicional, onde o município arrecadou R$ 3.620.047,26 e abriu de excesso o montante de R$ 3.470.120,00:
Para as demais fontes, ressalta-se que esses valores, embora inicialmente considerado para abertura de crédito e que não tiveram a devida suficiência de arrecadação, foram posteriormente revogados por meio do Decreto nº 2677/2025. Tal situação pode ocorrer quando há expectativa de ingresso de recursos provenientes de emendas ou convênios que, por circunstâncias alheias à vontade do gestor, não se concretizam dentro do exercício.
Quanto à realização da receita no exercício de 2025, foram arrecadados R$ 230.130.560,91, sendo R$ 225.958.898,87 em receitas correntes e R$ 4.171.662,04 em receitas de capital. Esse montante representa um acréscimo de R$ 43.730.560,91 em relação à previsão inicial. O detalhamento da receita arrecadada por rubrica pode ser melhor observado no Anexo 10 das Contas de Governo do exercício de 2025.
Despesa Orçamentária:
A Despesa fixada constante na LOA 2025 foi de R$ 186.400.000,00.
Desse montante, R$ 171.941.537,16 correspondem a despesas correntes, que são aquelas destinadas à manutenção e ao funcionamento dos serviços públicos, incluindo gastos com pessoal, encargos sociais, custeio administrativo, materiais de consumo e serviços.
Já o montante de R$ 7.031.462,84 corresponde a despesas de capital, que se referem a gastos voltados à formação ou aquisição de bens de capital, como investimentos, inversões financeiras e amortização da dívida.
O valor previsto para a reserva de contingência corresponde a R$ 7.427.000,00, constituindo recursos alocados no orçamento com a finalidade de atender passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. Junta a este montante esta também os valores decorrentes de emendas impositivas municipais.
A despesa fixada pode ser atualizada em decorrência de excesso de arrecadação e de operações de crédito, conforme já evidenciado na receita orçamentária, bem como por anulação parcial ou total de dotações e por superávit financeiro do exercício anterior, nos termos dos incisos I, II, III e IV do art. 43 da Lei nº 4.320/64.
Conforme mencionado, os excessos de arrecadação e as operações de crédito totalizaram R$ 48.744.655,35, enquanto o superávit do exercício anterior somou R$ 12.630.329,90, resultando em dotações atualizadas no montante de R$ 247.774.985,25.
Apresenta-se, a seguir, quadro detalhado demonstrando as aberturas de crédito por superávit financeiro, considerando a disponibilidade apurada no exercício anterior, bem como os Restos a Pagar cancelados no exercício, que geram disponibilidade de recursos para a abertura de créditos adicionais conforme resolução de consulta 8/2016 do TCE/MT:
As alterações orçamentárias são realizadas com base em leis específicas aprovadas no decorrer do exercício, as quais se materializam por meio da abertura de créditos adicionais suplementares e/ou especiais, bem como em autorizações constantes na Lei Orçamentária Anual (LOA) para abertura de créditos suplementares.
Na LOA, havia autorização para abertura de créditos adicionais suplementares até o limite de 15% da despesa fixada, mediante anulação total ou parcial de dotações. Adicionalmente, previa-se autorização específica, não computada nesse limite, para abertura de créditos suplementares por superávit financeiro, até o montante apurado no exercício anterior.
Posteriormente, com a edição da Lei nº 2992/2025, mais 20% foram autorizados. Ao final do exercício, verificou-se a utilização de 34,81% do total autorizado somada as duas legislações.
O montante da despesa executada no exercício foi de R$ 208.136.598,52 na fase de empenho, R$ 201.804.321,58 na fase de liquidação e R$ 198.563.711,90 na fase de pagamento.
Do total empenhado, R$ 196.596.437,49 referem-se a despesas correntes, enquanto R$ 11.540.161,03 correspondem a despesas de capital.
A seguir quadro do resultado orçamentário por Órgão:
Resultado Orçamentário
O resultado orçamentário evidencia, de forma resumida, o confronto entre a receita e a despesa, sendo superavitário quando a receita arrecadada supera a despesa executada, e deficitário quando ocorre o inverso.
Conforme demonstrado no Balanço Orçamentário, no exercício de 2025, considerando a receita arrecadada de R$ 230.130.560,91 e a despesa empenhada de R$ 208.136.598,52, verifica-se a ocorrência de superávit orçamentário no montante de R$ 21.993.962,39.
Restos a Pagar:
Os Restos a Pagar correspondem a despesas empenhadas em exercícios anteriores e transferidas para 2025, por não terem sido pagas no exercício de origem. Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, sua inscrição é permitida desde que haja disponibilidade financeira. Classificam-se em Restos a Pagar Não Processados e Restos a Pagar Processados.
Os Restos a Pagar Não Processados referem-se a despesas ainda não liquidadas até o encerramento do exercício anterior, totalizando, em 31/12/2024, o montante de R$ 4.379.384,26. Desse valor, foram liquidados, em 2025, R$ 2.969.951,01, e pagos R$ 2.877.626,52, permanecendo saldo a pagar para o exercício seguinte de R$ 1.501.757,74. Ressalta-se que, conforme evidenciado no Balanço Patrimonial, todos os Restos a Pagar inscritos possuem disponibilidade financeira.
Os Restos a Pagar Processados correspondem a despesas já liquidadas em exercício anterior, porém não pagas. O saldo inscrito em 2024 foi de R$ 3.927.080,01, dos quais foram pagos R$ 1.968.568,83, restando saldo a pagar de R$ 1.958.511,18.
BALANÇO FINANCEIRO
O Balanço Financeiro evidencia os ingressos e dispêndios de recursos, tanto orçamentários quanto extraorçamentários, demonstrando os reflexos dessas movimentações no saldo de caixa e equivalentes ao final do exercício de 2025.
Ingressos:
Os ingressos ocorreram por meio de diferentes naturezas. No âmbito da Receita Orçamentária, que compreende recursos provenientes da arrecadação de impostos e taxas, rendimentos de aplicações financeiras, transferências legais e constitucionais, transferências voluntárias (convênios) além das receitas oriundas do RPPS, o montante arrecadado foi de R$ 230.058.300,73.
Quanto às transferências financeiras recebidas, estas correspondem principalmente ao repasse do duodécimo da Prefeitura à Câmara Municipal, totalizando R$ 9.401.421,72.
No regime de previdência própria foi realizado resgate de investimentos do RPPS no valor de R$ 79.268.410,72.
No que se refere às receitas extraorçamentárias, foi registrado o ingresso de R$ 24.848.595,89, decorrente de movimentações como consignações retidas nos pagamentos realizados.
Adicionalmente, registra-se o montante de R$ 9.572.886,62 referente à inscrição de Restos a Pagar, sendo R$ 6.332.276,94 relativos a Restos a Pagar Não Processados e R$ 3.240.609,68 a Restos a Pagar Processados. A tabela a seguir detalha essa inscrição por elemento de despesa da Unidade Prefeitura.
Dispêndios:
Os dispêndios ocorreram por diferentes naturezas. No que se refere à despesa orçamentária, o montante empenhado totalizou R$ 208.136.598,52 conforme já detalhado no Balanço Orçamentário.
Quanto às transferências concedidas, incluindo repasses financeiros decorrentes de interferências, o total foi de R$ 9.401.421,72.
No Regime de previdência própria foi registrado o montante de R$ 103.498.172,13 em Aplicações Financeiras.
Em relação à movimentação extraorçamentária, foram pagos, no exercício, R$ 2.877.626,52 referentes a Restos a Pagar Não Processados e R$ 1.968.568,83 relativos a Restos a Pagar Processados. O quadro a seguir apresenta a situação detalhada dos Restos a Pagar da unidade Prefeitura:
No que tange às consignações retidas, os pagamentos totalizaram R$ 22.942.266,20, permanecendo um saldo a pagar para o exercício seguinte de R$ 1.906.329,69, quando comparado ao valor inscrito.
Saldo de Caixas e Equivalentes:
O saldo de caixa e equivalentes evidencia a disponibilidade financeira do município. No exercício anterior, essa disponibilidade era de R$ 29.059.513,68, passando para R$ 41.767.267,55 ao final do exercício corrente, o que representa um acréscimo de R$ 12.707.753,87 na disponibilidade bruta de caixa.
A disponibilidade bruta de caixa ao final do exercício, por fonte de recursos, apresenta-se conforme demonstrado a seguir (desconsiderando os investimentos de aplicação financeiras do RPPS no valor de R$ 103.498.172,13):
BALANÇO PATRIMONIAL
O Balanço Patrimonial tem por objetivo evidenciar a posição patrimonial do município ao término do exercício, demonstrando seus ativos, passivos e patrimônio líquido, bem como as variações ocorridas no período.
Ativo:
No tocante ao Ativo, o município encerrou o exercício com um total de R$ 335.441.715,53, devidamente segregado entre ativo circulante e não circulante.
Ativo Circulante:
No ativo circulante, destaca-se o saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa, que totalizou R$ 41.767.267,55 ao final do exercício, conforme evidenciado no Balanço Financeiro. Acrescenta-se a esse valor o montante de R$ 103.498.172,13 de investimentos e aplicações financeiras do RPPS.
A conta de Créditos a Curto Prazo registra o estoque da Dívida Ativa de curto prazo no valor de R$ 3.230.332,67. O valor bruto da dívida ativa totaliza R$ 46.147.609,43, entretanto, foi constituído ajuste para perdas no montante de R$ 42.917.276,76, com base na média histórica de arrecadação, refletindo a expectativa de não recebimento de parte dos créditos inscritos:
A metodologia adotada para mensuração do ajuste para perdas da dívida ativa baseia-se na análise histórica de arrecadação. Para tanto, considera-se o estoque de dívida ativa dos últimos exercícios e o compara com os valores efetivamente arrecadados no mesmo período, apurando-se, assim, um percentual médio de recuperação e, consequentemente, de perda dos créditos inscritos.
Esse percentual de perda é então aplicado sobre o montante atualizado da dívida ativa, com o objetivo de estimar o valor não realizável. O procedimento é revisado e atualizado anualmente, de modo a refletir, de forma mais fidedigna, a capacidade de recuperação dos créditos e a sua realização financeira.
A conta de Demais Créditos e Valores a Curto Prazo corresponde a valores de natureza extraorçamentária, passíveis de compensação em exercícios futuros, totalizando R$ 22.812,67, conforme detalhamento apresentado a seguir.
Ainda em Demais Créditos e Valores a Curto Prazo estão os créditos previdenciários a receber, no valor de R$ 18.149,59:
Já a conta de estoque corresponde em sua totalidade, ao saldo de estoque da farmácia municipal, conforme detalhamento abaixo, totalizando o montante de R$ 29.853,19:
Ativo Não Circulante:
No ativo não circulante, destacam-se os créditos a longo prazo. Os créditos a longo prazo correspondem ao estoque da dívida ativa de longo prazo. Ao final do exercício, o saldo registrado é de R$ 2.356.105,22. Ou seja, há registros de Dívida Ativa no Ativo Circulante e no Ativo Não Circulante.
Ainda dentro dos Créditos a Longo prazo, consta os créditos a longo prazo da contribuição patronal para cobertura do déficit atuarial, que ao final do exercício corresponde em R$ 83.982.381,43. O valor atual da contribuição patronal suplementar para cobertura do déficit atuarial representa, em termos presentes, o montante das contribuições adicionais que o ente público deverá realizar ao longo do tempo para equacionar o déficit atuarial do regime previdenciário, considerando uma taxa de desconto atuarial. Trata-se de uma estimativa técnica que traduz, em valor de hoje, o custo futuro necessário para garantir o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema:
Quanto aos valores demonstrados no imobilizado, que correspondem ao total de bens moveis, imóveis e da sua depreciação acumulado, o valor ao final do exercício é de 100.536.641,08. Esse valor é demonstrado da seguinte maneira:
A depreciação acumulada no exercício decorre da perda de valor dos bens em razão do uso, desgaste natural ou obsolescência, devendo, conforme as normas contábeis aplicadas ao setor público, ser reconhecida ao longo de sua vida útil.
O município adota o método das cotas constantes, pelo qual o valor depreciável — correspondente ao custo do bem deduzido de seu valor residual — é apropriado de forma uniforme durante a vida útil estimada, refletindo, assim, o consumo regular dos benefícios econômicos ou do potencial de serviço do ativo.
Cabe destacar, ainda, que os valores correspondentes às Obras em Andamento, conforme as regras de envio de informações ao APLIC (Prestação de Contas do TCE/MT), não são registrados no Livro Inventário de Bens Imóveis, permanecendo em conta específica até a sua conclusão, momento em que passam a ser incorporados ao ativo imobilizado.
Nas imagens acima, a identificação do Poder e Órgão diz respeito ao montante de cada unidade gestora do município, sendo:
10131 – Prefeitura
10132 – Previdência
20231 - Câmara
Passivo
O município encerrou o exercício com um passivo total de R$ 210.684.728,34, classificado em passivo circulante e passivo não circulante.
Passivo Circulante
O passivo circulante compreende as obrigações de curto prazo, exigíveis até o término do exercício seguinte, em sua maioria de natureza financeira, e está assim composto:
As Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a Curto Prazo refletem os valores empenhados e ainda não pagos, decorrentes principalmente de despesas com folha de pagamento e encargos sociais, totalizando o montante de R$ 2.780.425,01.
Inclui-se, ainda, o saldo de férias a pagar, que representa provisões constituídas com base no regime de competência, relativas a direitos já adquiridos pelos servidores públicos, mas ainda não usufruídos. Essas provisões evidenciam obrigações presentes do ente, cujo pagamento deverá ocorrer no curto prazo, à medida que os servidores usufruírem seus períodos de férias ou houver sua indenização. Seu valor é de R$ 527.415,88.
Já o montante dos saldos a pagar constantes nas contas de Fornecedores e Contas a Pagar a Curto Prazo, Obrigações Fiscais a Curto Prazo, e Demais Obrigações a Curto Prazo, referem-se aos demais empenhos e consignações a pagar, que totalizam R$ 6.056.284,96.
Passivo Não-Circulante:
O passivo não circulante corresponde às obrigações de longo prazo, de natureza permanente, também evidenciadas no Anexo 16 das Contas de Governo, e refere-se, principalmente, a parcelamentos e precatórios.
Compõe o valor do Passivo permanente o montante de R$ 15.247.068,34 relativos a Precatórios conforme valor apurado junto ao Tribunal de Justiça, o montante de R$ 187.778,20 de parcelamento junto a Energisa, o montante de R$ 141.605,91 de parcelamentos com o Departamento de Água de Paranatinga, e o montante de R$ 555.005,86 decorrente de encargos sociais parcelados (INSS):
Acrescenta-se ao Passivo Não Circulante o valor correspondente as Provisões Matemáticas Previdenciárias no valor de R$ 185.189.144,18:
Patrimonio Líquido
O Patrimônio Líquido (PL) corresponde à diferença entre o total do Ativo (circulante e não circulante) e o total do Passivo (circulante e não circulante), representando a situação patrimonial líquida do ente público.
Ao final do exercício anterior, o PL totalizava R$ 77.658.509,00, passando para R$ 124.756.987,19 ao término do exercício corrente, o que representa um acréscimo de R$ 47.098.478,19.
Esse resultado decorre do resultado patrimonial do período, evidenciado na Demonstração das Variações Patrimoniais, no montante de R$ 47.101.876,45, acrescido do valor registrado em Ajustes de Exercícios Anteriores, no total de (R$ 3.398,26), cuja movimentação, conforme o MCASP, deve impactar diretamente o Patrimônio Líquido:
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Patrimonio Líquido 2024 (a) |
77.658.509,00 |
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Patrimonio Líquido 2025 (b) |
124.756.987,19 |
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Diferença (c=(a-b)) |
47.098.478,19 |
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Resultado patrimonial do Período (d) |
47.101.876,45 |
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Ajustes de Exercícios Anteriores (e) |
(3.398,26) |
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Resultado do período ajustado (f=(d-e)) |
47.098.478,19 |
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Diferença (c-f) |
0,00 |
Superávit Financeiro
O superávit financeiro, evidenciado no Quadro do Superávit/Déficit Financeiro, corresponde ao resultado do confronto entre o Ativo Financeiro e o Passivo Financeiro.
O Ativo Financeiro compreende os ativos de natureza financeira, como caixa e equivalentes de caixa e créditos de curto prazo, totalizando R$ 145.288.252,35. Já o Passivo Financeiro é composto pelas obrigações exigíveis, como empenhos a pagar e consignações, que somaram R$ 16.578.420,16.
Cabe destacar que os empenhos a pagar não processados não integram o passivo circulante no Balanço Patrimonial, uma vez que ainda não atendem ao requisito da liquidação da despesa. Contudo, são considerados no passivo financeiro no Quadro dos Ativos e Passivos Financeiros e Permanentes, por representarem obrigações assumidas que impactam a disponibilidade financeira do ente, devendo ser consideradas na apuração do superávit ou déficit financeiro.
Dessa forma, o superávit financeiro apurado ao final do exercício foi de R$ 128.709.832,19.
No Balanço Patrimonial, esse resultado é evidenciado por fonte de recursos, permitindo a identificação da disponibilidade financeira vinculada.
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS
A Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP) tem por objetivo evidenciar as alterações ocorridas no patrimônio do ente público ao longo do exercício, demonstrando o resultado patrimonial apurado no período.
Essa demonstração apresenta as variações patrimoniais aumentativas, que correspondem aos fatos que elevam o patrimônio, e as variações patrimoniais diminutivas, que representam os fatos que reduzem o patrimônio.
Ressalta-se que a Demonstração das Variações Patrimoniais apresenta notas explicativas próprias (Notas I a XVI), as quais detalham a composição das principais variações patrimoniais aumentativas e diminutivas.
Dessa forma, a presente nota explicativa tem por finalidade complementar essas informações, evidenciando os principais fatores que influenciaram o resultado patrimonial do exercício, bem como destacar as variações mais relevantes ocorridas no período, sem prejuízo do detalhamento já apresentado no demonstrativo.
Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA):
O montante total das Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA) no exercício foi de R$ 328.511.429,34, distribuído conforme segue:
O grupo de Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria, no valor de R$ 41.388.971,79, corresponde à arrecadação de tributos de competência municipal.
O grupo de contribuições corresponde, em sua grande parte, as contribuições realizadas ao RPPS (segurado e patronal), no valor de R$ 15.151.576,52.
As Variações Patrimoniais Aumentativas Financeiras totalizaram R$ 29.277.763,80, sendo compostas, principalmente, pela remuneração de depósitos bancários, no montante de R$ 17.262.621,83, e pelo reconhecimento de juros de mora incidentes sobre créditos tributários e previdenciários, no valor de R$ 12.012.681,23.
As Transferências e Delegações Recebidas, no montante de R$ 193.033.882,82, referem-se, majoritariamente, às transferências legais e constitucionais oriundas da União e do Estado, no valor de R$ 177.308.339,72, bem como às transferências intragovernamentais (duodécimo da Câmara Municipal), no valor de R$ 9.401.421,72 e também da transferência dos aportes ao RPPS no valor de R$ 4.274.679,97.
Ainda dentro das Transferências e Delegações Recebidas, registra-se as doações recebidas no valor de R$ 1.411.518,66.
No grupo Valorização e Ganhos com Ativos e Desincorporação de Passivos, o montante de R$ 217.290,00 decorre da incorporação de ativos, e o montante de R$ 11.234.874,80 decorre de ajustes na Dívida Contratada.
Por fim, as Outras Variações Patrimoniais Aumentativas totalizaram R$ 34.407.231,86, sendo a maior parcela decorrente das reversões das provisões matemáticas do RPPS no valor de R$ 18.636.826,70.
Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD):
O montante total das Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD) no exercício foi de R$ 176.146.123,51, distribuído conforme segue:
O grupo de Pessoal e Encargos corresponde às despesas com folha de pagamento, encargos patronais e demais obrigações trabalhistas, incluindo a apropriação por competência de férias e décimo terceiro salário, no montante de R$ 102.719.114,44. Já o grupo de Benefícios Previdenciários e Assistenciais corresponde ao montante pago pelo RPPS aos seus beneficiários no valor de R$ 4.271.325,35.
O grupo de Uso de Bens, Serviços e Consumo de Capital Fixo refere-se às despesas com aquisição de materiais, contratação de serviços e manutenção das atividades do município, incluindo também as saídas do almoxarifado no valor de R$ 14.278.997,47 e a apropriação da depreciação dos bens no período, no montante de R$ 154.642,17.
As Transferências e Delegações Concedidas registram os repasses financeiros realizados, destacando-se o duodécimo transferido à Câmara Municipal, no valor de R$ 9.401.421,72, bem como as deduções destinadas à formação do FUNDEB, no montante de R$ 21.584.149,39. Soma-se também a este grupo o montante transferido aos Consórcios, no valor de R$ 1.473.904,08.
No grupo Desvalorização e Perdas de Ativos e Incorporação de Passivos, estão registrados o ajuste para perdas da dívida ativa, no valor de R$ 3.499.026,19 e as perdas de investimentos do RPPS no valor de R$ 1.273.009,93. Há a incorporação de passivos decorrente da atualização de precatórios, no valor de R$ 2.706.944,47, baixas de bens no valor de R$ 44.556,97, e o cancelamento de créditos tributários decorrentes de lançamentos indevidos, isenções e demais cancelamentos, no montante de R$ 15.005.252,92.
Cabe destaque maior ao grupo de Desvalorização e Perdas de Ativos e Incorporação de Passivos possui também um valor de R$ 10.765.466,65 relativo a desincorporação do imobilizado, relativo a baixas por bens cadastrados em duplicidade.
As Variações Patrimoniais Diminutivas Tributárias totalizam R$ 2.210.505,47, correspondentes às contribuições ao PASEP.
Por fim, no grupo Outras Variações Patrimoniais Diminutivas, destacam-se despesas com indenizações e restituições, no valor de R$ 1.686.848,59, e o registro da inscrição das provisões matemáticas do RPPS do período no valor de R$ 15.745.091,44.
Resultado Patrimonial do Período
Considerando o total de Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA) de R$ 328.511.429,34 e de Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD) de R$ 281.409.552,89, apurou-se resultado patrimonial superavitário no exercício no montante de R$ 47.101.876,45.
Esse resultado representa um acréscimo de R$ 39.511.763,45 em relação ao exercício anterior, cujo resultado patrimonial foi de R$ 7.590.113,00.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
A Demonstração dos Fluxos de Caixa evidencia as movimentações de caixa e equivalentes de caixa ocorridas no exercício de 2025, classificadas em atividades operacionais, de investimento e de financiamento, elaborada conforme o MCASP.
Caixa e equivalentes de caixa
- Saldo inicial: R$ 108.327.924,40
- Saldo final: R$ 145.265.439,68
- Variação no período: R$ 36.937.515,28
Registra-se diferença entre o saldo final de Caixa e Equivalentes de Caixa evidenciado no Balanço Patrimonial e no Balanço Financeiro, em razão de a Demonstração dos Fluxos de Caixa apresentar, de forma agregada, os valores de Caixa, no montante de R$ 41.767.267,55, e de Investimentos e Aplicações Temporárias a Curto Prazo, no valor de R$ 103.498.172,13.
Fluxos das atividades operacionais
- Ingressos: R$ 258.371.213,83
- Desembolsos: R$ 211.193.011,12
- Fluxo líquido: R$ 47.178.202,71
Fluxos das atividades de investimento
- Ingressos: R$ 0,00
- Desembolsos: R$ 9.892.581,50
- Fluxo líquido: (R$ 9.892.581,50)
Fluxos das atividades de financiamento
- Ingressos: R$ 0,00
- Desembolsos: R$ 348.105,93
- Fluxo líquido: (R$ 348.105,93)
Resultado da movimentação de caixa
- Geração líquida de caixa: R$ 36.937.515,28
DISPOSIÇÕES FINAIS
As presentes Notas Explicativas integram as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício de 2025, elaboradas em conformidade com as disposições da Lei nº 4.320/1964, da Lei Complementar nº 101/2000, das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBC TSP) e do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – MCASP.
As Demonstrações Contábeis do Município de Paranatinga/MT, referentes ao exercício de 2025, são de responsabilidade dos gestores e responsáveis pela contabilidade do ente.