PREVICON - ATA DA 5° REUNIÃO ORDINÁRIA DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS
23 de Junho de 2026
(5º Reunião Ordinária)
Aos 18 dias do mês de junho de 2026 (dois mil e vinte e seis), às 09hrs, nas dependências do Fundo Municipal de Previdência Social dos Servidores de Confresa/MT – PREVICON, realizou-se a 5ª Reunião Ordinária do Comitê de Investimentos. Os membros, previamente convocados, fizeram-se presentes: Sr. Etevaldo Vasco Soares e Sr. Hudson Braga Rocha. Participou também o Secretário Municipal Adjunto de Previdência, Sr. Cristhiano Melgaço Felipe, que presidiu os trabalhos, e a Coordenadora do Previcon, Sra. Jaqueline Silva Santos. Foi registrado que todos os membros do comitê possuem certificação CP RPPS CGINV válida, atendendo às exigências da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social. O Secretário Municipal Adjunto de Previdência Sr. Cristhiano Melgaço Felipe iniciou a reunião agradecendo a presença dos participantes e ressaltando a importância do acompanhamento permanente dos investimentos do PREVICON, visando a preservação do patrimônio previdenciário, o cumprimento da meta atuarial e a observância da Política Anual de Investimentos – PAI 2026.
1. Pauta do Dia
- Análise da Conjuntura Econômica;
- Apresentação, análise e discussão técnica do Portfólio de Investimentos nº 05/2026 do PREVICON, com detalhamento da distribuição por instituição financeira;
- Avaliação dos indicadores de rentabilidade e risco da carteira;
- Apreciação do parecer econômico para aplicação de até R$ 2.500.000,00;
- Deliberação sobre novas aplicações financeiras;
- Avaliação do enquadramento da carteira frente à Política Anual de Investimentos e Resolução CMN nº 5.272/2025;
- Outros assuntos.
2. Desenvolvimento dos Trabalhos e Deliberações
Item 1: Análise da Conjuntura Econômica
Foi explanado pelo Secretário, diante da análise da Referência Gestão e Risco, que ao longo do mês de maio, o cenário geopolítico apresentou sinais de relativa melhora. A expectativa de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio e de uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz contribuiu para uma redução dos preços do petróleo e para um ambiente mais favorável aos ativos de risco. Ainda assim, as incertezas em relação à duração do conflito e seus impactos sobre a inflação continuaram exigindo cautela por parte dos investidores. Já no Brasil, as expectativas de inflação seguem acima da meta, reforçando a postura cautelosa do Banco Central em relação ao processo de flexibilização monetária. Além disso, o ambiente doméstico passou a incorporar maior sensibilidade às questões fiscais e ao avanço do calendário eleitoral, fatores que aumentam a incerteza e justificam uma postura mais defensiva na gestão das carteiras.
Item 1.1: Análise do Portfólio de Investimentos nº 05/2026 e Distribuição por Instituição
O Comitê realizou avaliação detalhada do relatório consolidado do Portfólio de Investimentos referente ao fechamento do mês de maio de 2026. Foram destacados os seguintes pontos fundamentais sobre a radiografia da carteira:
· Desempenho Frente à Meta Atuarial: Foi registrado que a carteira consolidada obteve um desempenho acumulado positivo nos meses de Março: 0,40%; Abril: 1,43% Maio 0,53%. Meta atuarial em 5,67% para o período, rentabilidade acumulada de 5,28% n.p que representa o valor de R$ 7.487.084,82. O patrimônio líquido total do fundo encerrou o o mês de maio, consolidado em R$ 152.841.534,67 com rentabilidade de R$ 805.137,28.
· Distribuição do Patrimônio por Instituição Financeira: Com o objetivo de avaliar a concentração bancária e o cumprimento dos limites institucionais, o Secretário Adjunto apresentou o mapeamento do saldo total distribuído entre os administradores financeiros parceiros do RPPS:
· Banco do Brasil S.A.: Concentra o maior volume de recursos da autarquia, totalizando montante em maio R$ 99.099.332,78, o que representa 64,84% do portfólio global.
· Caixa Econômica Federal: Registra um montante em maio de R$ 53.742.201,89, equivalente a 35,16% da carteira total do PREVICON.
Item 2: Composição da Carteira por Segmento e Ativos
O patrimônio total alocado de R$ 152.841.534,67 está distribuído majoritariamente em estratégias de Renda Fixa, com complementos em Renda Variável e Investimentos no Exterior:
- Renda Fixa (Total: R$ 133.026.322,43)
- CDI (DI / Pós-fixados): R$ 41.784.980,08 (27,34% da carteira)
- IRF-M (Prefixados): R$ 20.288.667,62 (13,27% da carteira)
- IRF-M 1 (Prefixados de curto prazo): R$ 16.476.137,24 (10,78% da carteira)
- IMA-B (Indexados ao IPCA - Longo Prazo): R$ 15.209.386,65 (9,95% da carteira)
- IDKA 2 (Indexados à inflação - Curto Prazo): R$ 13.993.413,66 (9,16% da carteira)
- IMA-B 5 (Indexados ao IPCA - Até 5 anos): R$ 11.946.080,19 (7,82% da carteira)
- IPCA (Títulos indexados à inflação): R$ 5.949.150,71 (3,89% da carteira)
- Crédito Privado: R$ 5.234.055,00 (3,42% da carteira)
- IMA-B 5+ (Indexados ao IPCA - Acima de 5 anos): R$ 2.236.465,53 (1,46% da carteira)
- Renda Variável & Exterior (Total: R$ 19.815.212,23)
- Ibovespa (Ações Nacionais): R$ 9.195.181,28 (6,02% da carteira)
- BDR (Brazilian Depositary Receipts - Ações Globais): R$ 6.507.921,37 (4,26% da carteira)
- Ações (Fundos/Ações Gerais): R$ 2.804.017,27 (1,83% da carteira)
- Exterior (Investimentos Internacionais): R$ 1.216.078,06 (0,80% da carteira)
Item 3: Mapeamento de Exposição ao Risco (05/2026)
O quadro de dispersão de risco da carteira demonstra o alinhamento com a estratégia defensiva sugerida pelo comitê, com mais de 61% da carteira concentrada em risco baixo ou baixo/médio:
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Grau de Risco |
Percentual Alocado (%) |
Perfil de Ativos Correspondentes no Relatório |
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BAIXO |
59,76% |
Ativos de alta liquidez e pós-fixados (CDI, IRF-M 1) |
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BAIXO/MÉDIO |
1,27% |
Títulos públicos indexados de prazos intermediários (IDKA 2, IMA-B 5) |
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MÉDIO/ALTO |
26,07% |
Títulos prefixados e indexados longos (IRF-M, IMA-B, IMA-B 5+, Crédito Privado) |
|
ALTO |
12,90% |
Segmento de Renda Variável, BDRs e multimercados internacionais (Ibovespa, Ações, BDR, Exterior) |
Item 3.1: Avaliação da Rentabilidade e dos Riscos
Em seguida foi analisado o Relatório de Rentabilidade dos Fundos de Investimento. Foi observado que, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a carteira apresentou resultado financeiro positivo de R$ 7.487.084,82, demonstrando evolução patrimonial consistente e aderência aos objetivos previdenciários do fundo. Na sequência, o Comitê analisou o Relatório de Risco da Carteira, verificando que o patrimônio se encontra majoritariamente alocado em ativos classificados como de baixo e médio risco, mantendo compatibilidade com o perfil conservador adotado pelo PREVICON. O relatório demonstrou que aproximadamente 59,76% dos recursos encontram-se em ativos de baixo risco e apenas 12,90% em segmentos classificados como de risco elevado, vinculados principalmente à renda variável e investimentos no exterior. Foi destacada ainda a importância do monitoramento contínuo do indicador Value at Risk (VaR), que permanece dentro dos parâmetros aceitáveis para um RPPS de porte médio, permitindo adequada relação entre risco e retorno dos investimentos.
Item 4: Aplicação de Recursos (Até R$ 2,5 Milhão)
A mesa apresentou o Parecer Econômico emitido pela Agenda Assessoria, datado de 11 de junho de 2026, assinado pela economista Emanuel Jung Pijack (CORECON nº 2116, 14ª Região/MT).
O parecer técnico recomenda a alocação dos recursos em “fundos enquadrados no Artigo 7º, inciso I, que contempla aplicações em renda fixa com baixo risco e elevada liquidez, adequadas a perfis conservadores e à gestão eficiente de recursos de curto e médio prazo. A estratégia proposta busca equilibrar liquidez imediata, estabilidade e ganho incremental de rentabilidade, por meio da diversificação entre fundos com diferentes indexadores dentro da mesma classe de ativos”. Após debate, o Comitê aprovou por unanimidade a seguinte distribuição para o aporte de R$ 2.500.000,00:
· 50% (R$ 1.250.000,00): No fundo BB RF DI TP FIF, inscrito no (CNPJ: 11.046.645/0001-81), enquadrado no Artigo 7º, Inciso I da Resolução CMN nº 5.272/2025.
· 50% (R$ 1.250.000,00): No fundo Caixa FI Brasil IRF-M1 TP RF, inscrito no (CNPJ: 10.740.670/0001-06), enquadrado no Artigo 7º, Inciso I da Resolução CMN nº 5.272/2025.
Item 5: Programa de Integridade e Compliance de Investimentos (Estrutura e Relatórios)
Em observância às boas práticas de governança previdenciária e visando a robustez dos processos de tomada de decisão do comitê, foi formalizada a estrutura de controle e conformidade para os investimentos do PREVICON, estabelecendo a obrigatoriedade dos seguintes parâmetros técnicos em relatórios subsequentes:
· Due Diligence: Fica instituído o protocolo obrigatório de Due Diligence para fins de credenciamento, manutenção e novas alocações junto às instituições financeiras e administradores de fundos. O procedimento deve atestar de forma clara a idoneidade jurídica, a solidez financeira e a aderência das contrapartes às normativas do Banco Central e da CVM.
· Monitoramento de Risco por VaR e BVaR: O gerenciamento de risco da carteira consolidada integrará formalmente os indicadores estatísticos de mercado:
· Value-at-Risk (VaR): Para estimar a perda potencial máxima esperada do portfólio do RPPS dentro de um horizonte de tempo e nível de confiança preestabelecidos.
· Benchmark-Value at Risk (BVaR): Para mensurar o risco relativo e os desvios de volatilidade da carteira em confronto direto com os seus respectivos indexadores de referência (benchmarks).
· Avaliação de Eficiência pelo Índice de Sharpe: Como métrica indispensável de eficiência da relação risco-retorno, o comitê adotará o monitoramento constante do Índice de Sharpe dos ativos de alta volatilidade. A desmobilização parcial deliberada nesta data sobre o fundo de BDRs da Caixa fundamentou-se especificamente no diagnóstico de um Sharpe negativo/ineficiente apurado na análise do portfólio, comprovando que o ativo adicionava risco excessivo ao RPPS sem a devida contraprestação em prêmio ou geração de alfa.
3. Justificativa de Enquadramento e Disposições Legais
O Comitê de Investimentos reforça que todas as movimentações, alocações e políticas de governança deliberadas nesta sessão encontram-se rigorosamente respaldadas técnica e juridicamente:
1. Guardam estrita observância aos limites e modalidades previstos na Resolução CMN nº 5.272/2025.
2. Estão alinhadas com a Política de Investimentos vigente do PREVICON.
3. Foram pautadas nos princípios constitucionais e previdenciários de segurança, liquidez, solvência e rentabilidade, visando preservar o patrimônio público e garantir o cumprimento da meta atuarial sem a exposição a riscos desnecessários no atual cenário de volatilidade internacional.
4.Outros assuntos
O Secretário Municipal Adjunto de Previdência, Sr. Cristhiano Melgaço Felipe, informou ao Comitê de Investimento que conforme deliberação da 4º reunião ordinária, que o reposicionamento de alguns títulos da carteira de investimento para mitigação de risco, foi devidamente realizada; mas com um atraso no atendimento por parte da Caixa Econômica Federal. As solicitações para os resgates dos títulos foram devidamente solicitadas no dia 27.05.2026, no entanto, não foram devidamente atendidas, sendo assim, os títulos, ainda sim, sofreram volatilidade até o atendimento das solicitações.
ENCERRAMENTO:
Espaço aberto para os assuntos gerais, foram debatidas ações administrativas de rotina interna sem caráter deliberativo. Nada mais havendo a tratar, o Secretário determinou o encerramento da presente reunião, da qual eu, Jaqueline S. Santos, na qualidade de Coordenadora do Previcon, lavrei a presente ata que, após lida, achada conforme e aprovada por unanimidade, segue assinada eletronicamente ou de próprio punho pelos conselheiros e demais membros da governança institucional presentes
Cristhiano Melgaço Felipe
Secretário Municipal Adjunto de Previdência
Etevaldo Vasco Soares
Membro do Comitê de Investimento
Hudson Braga Rocha
Membro do Comitê de Investimento
Jaqueline Silva Santos
Coordenadora