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Previdência Social dos Servidores de Confresa

(6º Reunião Ordinária)

Aos 14 dias do mês de julho de 2026 (dois mil e vinte e seis), às 09hrs, nas dependências do Fundo Municipal de Previdência Social dos Servidores de Confresa/MT – PREVICON, realizou-se a 6ª Reunião Ordinária do Comitê de Investimentos. Os membros, previamente convocados, fizeram-se presentes: Sr. Etevaldo Vasco Soares, Srta. Jaqueline Silva Santos e Sr. Hudson Braga Rocha. Participou também o Secretário Municipal Adjunto de Previdência, Sr. Cristhiano Melgaço Felipe, que presidiu os trabalhos. Foi registrado que todos os membros do comitê possuem certificação CP RPPS CGINV válida, atendendo às exigências da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social. O Secretário Municipal Adjunto de Previdência Sr. Cristhiano Melgaço Felipe iniciou a reunião agradecendo a presença dos participantes e ressaltando a importância do acompanhamento permanente dos investimentos do PREVICON, visando a preservação do patrimônio previdenciário, o cumprimento da meta atuarial e a observância da Política Anual de Investimentos – PAI 2026.

Pauta do dia

1. Análise da Conjuntura Econômica externa e interna;

2. Apresentação, análise e discussão técnica do Portfólio de Investimentos nº 06/2026 do PREVICON, com detalhamento da distribuição por instituição financeira;

3. Avaliação da rentabilidade e do risco (Value at Risk - VaR) da carteira de investimento competência 06/2026 e primeiro semestre;

4. Apreciação do parecer econômico para aplicação de até R$ 1.400.000,00. Análise Rentabilidade x Meta Atuarial;

5. Deliberação sobre novas aplicações financeiras;

6. Avaliação do enquadramento da carteira frente à Política Anual de Investimentos e Resolução CMN nº 5.272/2025;

7. Justificativa de Enquadramento e Disposições Legais;

8. Outros assuntos.

Item 1: Análise da Conjuntura Econômica do mês de Junho

Foi explanado pelo Secretário, diante da análise da Assessoria Econômica Referência Gestão e Risco, o cenário econômico segue marcado por incertezas, apesar da redução dos prêmios de risco observado ao longo dos últimos meses. A inflação ainda permanece acima da meta em diversos países, e a postura cautelosa dos bancos centrais, especialmente do Federal Reserve, mantém dúvidas sobre a trajetória dos juros globais.

No Brasil, a inflação mostra desaceleração, mas continua acima da meta, enquanto as preocupações fiscais persistem. O Banco Central reduziu a Selic para 14,25% ao ano, porém indicou que futuras decisões dependerão da evolução da economia. A expectativa é de juros elevados durante 2026, com eventuais reduções graduais.

Embora o diferencial de juros favoreça os ativos brasileiros e o real, o cenário fiscal e o avanço do calendário eleitoral podem aumentar a volatilidade dos mercados.

Diante desse contexto, a estratégia recomendada permanece conservadora, priorizando investimentos em renda fixa, especialmente títulos de curto e médio prazo, indexados à inflação, fundos DI e ativos atrelados ao IRF-M1, buscando preservar o patrimônio e atender à necessidade atuarial do RPPS.

Em relação aos títulos indexados à inflação e aos prefixados de prazos mais longos, entendemos que continuam existindo oportunidades, principalmente em momentos de fechamento da curva de juros. Entretanto, a exposição deve ocorrer de forma gradual, criteriosa e compatível com o perfil de risco do RPPS, evitando movimentos abruptos de realocação em um ambiente que ainda inspira cautela.

Item 2: Análise do Portfólio de Investimentos nº 06/2026 e Distribuição por Instituição

O Comitê realizou avaliação detalhada do relatório consolidado do Portfólio de Investimentos referente ao fechamento do mês de junho de 2026. Foram destacados os seguintes pontos fundamentais sobre a radiografia da carteira:

· Desempenho Frente à Meta Atuarial: Foi registrado que a carteira consolidada obteve rentabilidade de R$ 416.726,84 no mês de junho, rentabilidade acumulada de R$ 7.903.811,65 sendo 5,56% n.p. A meta atuarial acumulada para o período é de 6,35%. O patrimônio líquido total do fundo encerrou o mês de junho, consolidado em R$ 154.228.399,66.

· Distribuição do Patrimônio por Instituição Financeira: Com o objetivo de avaliar a concentração bancária e o cumprimento dos limites institucionais, o Secretário Adjunto apresentou o mapeamento do saldo total distribuído entre os administradores financeiros parceiros do RPPS:

Banco do Brasil S.A.: Concentra o maior volume de recursos da autarquia, totalizando montante em maio R$ 99.360.974,89, o que representa 64,42% do portfólio global.

Caixa Econômica Federal: Registra um montante em maio de R$ 54.867.424,77 equivalente a 35,58% da carteira total do PREVICON.

Item 2.1: Composição da Carteira por Segmento e Ativos

O patrimônio total alocado de 154.228.399,66 está distribuído majoritariamente em estratégias de Renda Fixa, com complementos em Renda Variável e Investimentos no Exterior:

                                   %

Exterior

0,79

R$ 1.215.647,72

CDI

35,10

R$ 54.128.889,17

Ações

1,79

R$ 2.760.439,04

Crédito Privado

3,43

R$ 5.296.914,85

IDKA 2

9,07

R$ 13.981.999,04

IMA-B 5

7,76

R$ 11.970.073,03

IMA-B

8,60

R$ 13.267.797,89

IRF-M

10,60

R$ 16.341.784,11

IPCA

3,87

R$ 5.963.831,87

IMA-B 5+

0,76

R$ 1.176.096,50

Ibovespa

3,72

R$ 5.738.402,61

IRF-M 1

11,61

R$ 17.913.468,87

BDR

2,90

R$ 4.473.054,95

Total:

100,00

R$ 154.228.399,66

Item 3: Avaliação da Rentabilidade e dos Riscos

Em seguida foi analisado o Relatório de Rentabilidade dos Fundos de Investimento. Foi observado que, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a carteira apresentou resultado financeiro positivo de R$ 7.903.811,65, demonstrando evolução patrimonial consistente e aderência aos objetivos previdenciários do fundo. Na sequência, o Comitê analisou o Relatório de Risco da Carteira, verificando que o patrimônio se encontra majoritariamente alocado em ativos classificados como de baixo e médio risco, mantendo compatibilidade com o perfil conservador adotado pelo PREVICON. O relatório demonstrou que aproximadamente 63,47% dos recursos encontram-se em ativos de baixo risco; baixo/médio 4,80%; médio/alto 22,53% e apenas 9,20% em segmentos classificados como de risco elevado, vinculados principalmente à renda variável e investimentos no exterior. Foi destacada ainda a importância do monitoramento contínuo do indicador Value at Risk (VaR), que permanece dentro dos parâmetros aceitáveis para o RPPS de porte médio, permitindo adequada relação entre risco e retorno dos investimentos.

Item 4: Aplicação de Recursos (Até R$ 1,4 Milhão)

A mesa apresentou o Parecer Econômico emitido pela Agenda Assessoria, datado de 07 de julho de 2026, assinado pela economista Emanuel Jung Pijack (CORECON nº 2116, 14ª Região/MT).

“Diante do exposto, este parecer é favorável à aplicação dos recursos disponíveis, até o limite de R$ 1.400.000,00, nos fundos CAIXA BRASIL IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RF (CNPJ 10.740.670/0001-06) e BB PREVID RF IRF-M FIC FIF (CNPJ 07.111.384/0001-69), por apresentarem compatibilidade com os objetivos de preservação de capital, liquidez e obtenção de rentabilidade compatível com o mercado de renda fixa.”

Entretanto; diante do acompanhamento, análise e comportamento da carteira de investimento, o Gestor do Fundo e Secretário, sugeriu a substituição da sugestão para o posicionamento no título BB PERFIL RESP. LIMITADA FIC CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP (CNPJ: 13.077.418/0001-49), uma vez que, título CAIXA BRASIL IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RF (CNPJ 10.740.670/0001-06) possui uma rentabilidade/ano de 6,53%, Drawdown irrelevante porém vem sofrendo volatilidade, risco 0,22% frente ao título BB PERFIL RESP. LIMITADA FIC CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP (CNPJ: 13.077.418/0001-49) com rentabilidade/ano de 6,92%, risco 0,02%, também Drawdown irrelevante. Diante da análise rentabilidade x risco, aprovou-se:

Item 5: Deliberação sobre novas aplicações financeiras

· 60% (R$ 840.000,00): No fundo BB PERFIL RESP. LIMITADA FIC CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP, inscrito no (CNPJ: 13.077.418/0001-49), enquadrado no Artigo 7º, Inciso I da Resolução CMN nº 5.272/2025.

· 40% (R$ 560.000,00): No fundo Caixa BB PREVID RF IRF-M FIC FIF, inscrito no (CNPJ: 07.111.384/0001-69), enquadrado no Artigo 7º, Inciso I da Resolução CMN nº 5.272/2025.

Item 6: Programa de Integridade e Compliance de Investimentos (Estrutura e Relatórios)

Em observância às boas práticas de governança previdenciária e visando a robustez dos processos de tomada de decisão do comitê, foi ratificada a estrutura de controle e conformidade para os investimentos do PREVICON, estabelecendo a obrigatoriedade dos seguintes parâmetros técnicos em relatórios subsequentes:

· Due Diligence: Fica instituído o protocolo obrigatório de Due Diligence para fins de credenciamento, manutenção e novas alocações junto às instituições financeiras e administradores de fundos. O procedimento deve atestar de forma clara a idoneidade jurídica, a solidez financeira e a aderência das contrapartes às normativas do Banco Central e da CVM.

· Monitoramento de Risco por VaR e BVaR: O gerenciamento de risco da carteira consolidada integrará formalmente os indicadores estatísticos de mercado:

· Value-at-Risk (VaR): Para estimar a perda potencial máxima esperada do portfólio do RPPS dentro de um horizonte de tempo e nível de confiança preestabelecidos.

· Benchmark-Value at Risk (BVaR): Para mensurar o risco relativo e os desvios de volatilidade da carteira em confronto direto com os seus respectivos indexadores de referência (benchmarks).

· Avaliação de Eficiência pelo Índice de Sharpe: Como métrica indispensável de eficiência da relação risco retorno, o comitê adotará o monitoramento constante do Índice de Sharpe dos ativos de alta volatilidade. A desmobilização parcial deliberada nesta data sobre o fundo de BDRs da Caixa fundamentou-se especificamente no diagnóstico de um Sharpe negativo/ineficiente apurado na análise do portfólio, comprovando que o ativo adicionava risco excessivo ao RPPS sem a devida contraprestação em prêmio ou geração de alfa.

Item 7: Justificativa de Enquadramento e Disposições Legais

O Comitê de Investimentos reforça que todas as movimentações, alocações e políticas de governança deliberadas nesta sessão encontram-se rigorosamente respaldadas tecnicamente e juridicamente:

1. Guardam estrita observância aos limites e modalidades previstos na Resolução CMN nº 5.272/2025.

2. Estão alinhadas com a Política de Investimentos vigente do PREVICON.

3. Foram pautadas nos princípios constitucionais e previdenciários de segurança, liquidez, solvência e rentabilidade, visando preservar o patrimônio público e garantir o cumprimento da meta atuarial sem a exposição a riscos desnecessários no atual cenário de volatilidade internacional.

Item 8: Outros assuntos

Sem demais

ENCERRAMENTO:

Espaço aberto para os assuntos gerais, foram debatidas ações administrativas de rotina interna sem caráter deliberativo. Nada mais havendo a tratar, o Secretário determinou o encerramento da presente reunião, da qual eu, Jaqueline S. Santos, na qualidade de Coordenadora do Previcon e membro do Comitê de Investimentos, lavrei a presente ata que, após lida, achada conforme e aprovada por unanimidade, segue assinada eletronicamente ou de próprio punho pelos conselheiros e demais membros da governança institucional presentes

Cristhiano Melgaço Felipe

Secretário Municipal Adjunto de Previdência

Etevaldo Vasco Soares

Membro do Comitê de Investimento

Hudson Braga Rocha

Membro do Comitê de Investimento 

Jaqueline Silva Santos

Coordenadora

Membro do Comitê de Investimento