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Pref. Diamantino

Introdução

Esta Política Institucional da Biblioteca-Parque de Diamantino, no Mato Grosso, apoia-se no Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL) e em outros documentos relevantes, como o intitulado Biblioteca Pública: princípios e diretrizes, produzido pela Biblioteca Nacional.

A leitura é uma forma de democratizar e universalizar o saber, fundamental para a plena realização da condição humana e de sua capacidade de compreender o mundo. O domínio da memória escrita, as coleções de livros, o acesso ao conhecimento e à poesia têm forte influência na formação cidadã. E são as bibliotecas os lugares oficiais de guarda desse tipo de conhecimento e de transmissão do saber.

A democratização do acesso ao livro, o fomento e a valorização da leitura e da cadeia produtiva do livro são princípios destacados pelo PNLL para garantir os desenvolvimentos social e econômico nacionais. Tais princípios objetivam formar uma sociedade leitora e uma organização social mais justa na qual haja a inclusão social no que diz respeito a bens, serviços e cultura.

A biblioteca-parque, além de ser o espaço de ordenação da produção intelectual humana, deve ser um espaço de difusão da informação, da literatura, das artes, do conhecimento e do processo criativo. Ao se tornar pública, “baseia-se na igualdade de acesso para todos e na disponibilidade de todo tipo de conhecimento”, sendo responsável pelo desenvolvimento das práticas leitoras, já que é nesse contato com o livro que ocorre a capacitação crítica e a noção e estabelecimento de cidadania e coletividade.

Apesar de sua antiguidade, a biblioteca é uma instituição viva, sempre em processo de transformação, atenta ao entorno, com capacidade de se adaptar às mudanças ocorridas na sociedade e no mundo, sejam elas sociais, culturais, econômicas ou científicas, a partir de uma reflexão sobre sua atuação e seu valor, que justifiquem a sua permanência. Sendo assim, a biblioteca-parque deve ser um espaço dedicado aos temas atuais, que conecte Diamantino com o mundo, mas deve ser também dedicado à arte e cultura regionais, valorizando as produções do município e do Estado do Mato Grosso.

No caso de uma biblioteca-parque, cujo modelo foi concebido e implantado na Colômbia e no Chile, são propostos programas que estimulam a produção e fruição do texto e da palavra por meio de todas as artes e da literatura. Isso significa que uma biblioteca-parque atende a todos os critérios de uma biblioteca pública, mas traz também áreas de palestras, jogos, fruição coletiva, lazer e encontros de modo a estimular a presença e a permanência, principalmente, de crianças e jovens, com o intuito não apenas de fomentar a leitura – prática estabelecida por todas as bibliotecas –, mas também de afastá-los de quaisquer situações que gerem risco à vida. Assim, além do seu papel tradicional, a biblioteca-parque se transforma em um centro social e cultural.

Portanto, trata-se de um equipamento social e cultural, que propõe atividades voltadas ao aprendizado e lazer, como opção de ocupação criativa para pessoas de todas as idades, e ao fomento à leitura por meio de livros, jogos, dinâmicas, oficinas, entre outros estímulos, que acolhe os frequentadores e promove a ampliação do contato com o livro e do acesso às informações, em quaisquer suportes, tais como livro, música ou imagem. Dessa forma, atua na formação de uma sociedade letrada, crítica e inclusiva, que não apenas consome, mas também produz seus próprios conteúdos. Para tanto, livros, jogos, equipamentos e ferramentas de robótica e de tecnologia em geral, são dispostos de maneira que estejam fisicamente acessíveis a todos os usuários.

A Biblioteca-Parque de Diamantino possui um espaço destinado ao público infantil, espaços para leitura, salas multiuso para atividades em grupo, equipadas com mobiliário, tecnologia audiovisual, computadores e jogos de tabuleiro, além de livros e tablets para empréstimo.

O Regimento Interno da Biblioteca-Parque de Diamantino, no Mato Grosso, por conseguinte, adota e desenvolve, no município, alguns eixos do PNLL:

● Eixo 1 - Democratização do acesso ao conhecimento e à literatura: possibilita a difusão da literatura, da arte, do conhecimento e do processo criativo;

● Eixo 2 - Fomento à leitura e à formação de leitor: reconhece a necessidade de fomentadores que ajudem a criar novos leitores com o fortalecimento de um programa de mediadores;

● Eixo 3 - Valorização da leitura, da arte e da comunicação: trabalha o livro como valor social e cultural e como bem público a se preservar como direito de cidadania;

● Eixo 4 - Desenvolvimento da economia do livro: entende o livro em vários suportes e como modo de formação de diferentes leitores; e

● Eixo 5 - Bibliotecas como local de encontro e trocas: promove encontros e convivência, estimulando o respeito à diversidade.

O Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso, ligado à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL) e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Diamantino orientam as atividades da Biblioteca-Parque de Diamantino e devem capacitar seus profissionais. Além disso, devem integrar bibliotecas escolares à biblioteca-parque, possibilitando a professores e alunos melhor acesso ao conhecimento e estabelecendo a desejada sinergia entre educação e cultura.

Assim, as ações da Biblioteca-Parque de Diamantino buscam promover práticas sociais, cidadania, diversidade cultural, construção de sentidos, literatura verbal e não verbal, acessibilidade e inclusão social, por meio do uso de multimeios.

Objetivo geral

Assegurar e democratizar o acesso à leitura e ao livro a toda a sociedade, com base na compreensão de que a leitura e a escrita são instrumentos indispensáveis na época contemporânea para que o ser humano possa desenvolver plenamente as suas capacidades, individual e coletivamente.

Objetivos específicos

Os objetivos específicos devem ser alcançados no curto, médio e longo prazos:

Curto prazo:

● Fomentar a implantação, modernização e qualificação de acervos, equipamentos e instalações da biblioteca-parque;

● Incentivar a frequência às bibliotecas e a circulação de acervos;

● Assegurar o acesso a portadores de necessidades especiais, conforme determinações da legislação brasileira e dos imperativos conceituais e objetivos expressos no amplo direito à leitura para todos os brasileiros;

● Estabelecer parcerias com instituições, organizações, associações, comunidades e escolas que atuam no campo da leitura e do conhecimento;

● Disponibilizar o acesso a fontes de informação por intermédio das redes sociais de intercâmbio e dos meios digitais e tecnológicos necessários à formação acadêmica.

Médio prazo:

● Fomentar a formação de mediadores e agentes de leitura;

● Fomentar projetos e atividades de estímulo a novos escritores com atividades de valorização da literatura e poesia, bem como de programas de preservação da memória, da literatura e da poesia;

● Fomentar programas de registro da memória escrita e oral das comunidades atendidas pelas bibliotecas;

● Promover o processo de qualificação técnico-profissional de seus quadros funcionais.

Longo prazo:

● Desenvolver programas de apoio a famílias buscando oferecer às crianças e aos jovens ações de formação cidadã e de inclusão social, por meio do acesso à informação, e fomentar o uso da biblioteca como instrumento complementar de educação;

● Fomentar o intercâmbio entre instituições nacionais e internacionais de excelência na área da leitura, integrando a rede aos sistemas de catalogação internacionais; e

● Implantar mecanismos contínuos de avaliação das metas, dos programas e das ações desenvolvidos para verificar o alcance das iniciativas e os resultados obtidos, permitindo ajustes, remodelações e atualizações no processo.

Competências e desafios

Compete ao município na implementação deste Regimento Interno:

● Gerir este equipamento social e cultural;

● Zelar pelo patrimônio público;

● Proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural;

● Proporcionar os meios de acesso à cultura, às artes e à educação artística;

● Articular as ações governamentais no âmbito da cultura com outros entes federativos, a sociedade civil e a iniciativa privada;

● Manter a biblioteca devidamente equipada e acessível à população para as diversas manifestações culturais e artísticas; e

● Fomentar novas parcerias e novas fontes de obtenção de recursos para a implementação das ações e dos programas culturais.

Em seguida, alguns elementos da biblioteca-parque são descritos com mais detalhes por corresponderem a aspectos centrais do equipamento e serem desafios de curto, médio e longo prazos para a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Diamantino:

1. Rede entre as bibliotecas

Criar uma rede orgânica entre a biblioteca-parque e as bibliotecas escolares de Diamantino e integrar a rede de bibliotecas do Estado para que seja possível realizar projetos unificados, tais como programas de formação de mediadores, eventos (oficinas para a capacitação de mediadores, oficinas de fomento à leitura destinadas às crianças, aos jovens e aos adultos, feiras literárias, clubes de leitura etc.).

2. Programas de formação

Promover programas de formação e atualização dos profissionais que atuam nas bibliotecas, bem como estimular a formação de novos profissionais e de voluntários em programas de mediação de leitura e conhecimento, respeitando diferentes saberes e modos de ver o mundo, a serem ministrados na biblioteca-parque. Para tanto, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo buscará firmar uma aliança com a Secretaria Municipal de Educação de Diamantino de modo a que os profissionais das bibliotecas escolares possam beneficiar-se desse programa.

3. Eventos

Realizar oficinas de contação de histórias, desenho, colagem, pintura e dobraduras, relacionando as histórias infantis com essas atividades; oficinas para adolescentes e adultos de escrita criativa, de construção de um enredo para videogames etc.; e clubes de leitura. Além disso, realizar feiras literárias que envolvam toda a sociedade e estimulem não apenas a leitura, mas também a produção literária, com a participação de autores e artistas regionais. As feiras literárias podem trazer atividades que relacionem a literatura com a culinária, a música, o teatro etc., de modo a estimular a participação da comunidade e demonstrar como a literatura pode se relacionar às outras expressões artísticas e ser a promotora de projetos inovadores e criativos.

4. Acolhimento e ambientação dos espaços

Manter e cuidar dos espaços da biblioteca para que sigam atrativos e acolhedores. É fundamental que a arquitetura do interior das bibliotecas esteja coordenada com a conceituação programática, apresentando ambientes de convivência, aquisição de conhecimento e lazer, uma vez que a biblioteca-parque deve ser receptora de diferentes manifestações artísticas e culturais.

Além disso, deve ser um ambiente inclusivo, seguro e receptivo, que acolha todas as pessoas, independentemente de gênero, identidade sexual, raça e deficiência. Por isso, para além da preocupação com a arquitetura, gestores, mediadores e funcionários devem ser bem preparados e conhecerem este Regimento Interno para que estimulem, esclareçam e instruam sobre o uso de seus espaços, enfatizando que a biblioteca é pública, logo um equipamento de toda a sociedade, que deve ser aproveitada e cuidada por todos. Esse deve ser um compromisso mútuo, assumido por gestores e usuários, de modo a formar laços de responsabilidade, cuidado e pertencimento.

5. Catálogo e acervo

A formação de um catálogo e a disponibilização de um acervo para a biblioteca-parque será um desafio de curto, médio e longo prazos a ser desenvolvido pela Secretaria Estadual de Cultura de Diamantino.

O acervo deve contar com materiais diversos, físicos e digitais, que contemplem os seguintes temas: arte, saúde (autoajuda), biografias, meio ambiente, tecnologia, cinema, teatro, música, ciências (humanas, exatas e biológicas para não especialistas), culinária e literatura.

A política de acervo desta biblioteca parte do princípio de que a biblioteca pública é um organismo vivo, em constante transformação, moldado tanto pelas práticas de leitura quanto pela relação que estabelece com a comunidade que a frequenta. Mais do que um conjunto fixo de títulos, o acervo deve ser compreendido como um patrimônio cultural em permanente construção, capaz de acompanhar as mudanças do tempo, os interesses dos leitores e as dinâmicas culturais do território. Nesse sentido, a formação do acervo busca equilibrar dois movimentos complementares: por um lado, a consolidação de um corpo literário estruturante, composto por obras fundamentais da literatura brasileira e universal; por outro, a abertura permanente para a incorporação de novas obras, vozes e temas que dialoguem com a vida contemporânea e com os desejos de leitura da comunidade.

A biblioteca terá como vocação principal a formação de leitores desde a infância até a juventude. Por essa razão, a literatura infantil, infantojuvenil e jovem constitui o eixo central da coleção, reunindo narrativas, poesia, quadrinhos e obras capazes de despertar o gosto pela leitura e acompanhar o desenvolvimento intelectual e sensível dos leitores ao longo das diferentes etapas da vida. Ao lado desse núcleo formador, o acervo abriga também obras de história, artes, ciências humanas, divulgação científica, biografias e outras áreas do conhecimento, ampliando os horizontes culturais e estimulando a curiosidade intelectual do público.

Um dos eixos fundamentais da biblioteca será a constituição de uma coleção dedicada à literatura do Cerrado e à produção literária vinculada ao território do Mato Grosso. Trata-se, porém, de um acervo que não nasce pronto, mas que será construído ao longo da vida da biblioteca, em diálogo com a comunidade leitora, com escritores da região e com instituições culturais e educacionais do território. Essa coleção reunirá tanto obras literárias de autores locais ou ambientadas no bioma e na paisagem cultural do Cerrado quanto publicações que contribuam para compreender o desenvolvimento histórico, social e cultural da região. Ao incorporar essas múltiplas vozes e perspectivas, a biblioteca pretende tornar-se também um espaço de reconhecimento da memória e da imaginação do território.

Assim, a política de acervo se orienta por princípios de diversidade, qualidade literária, relevância cultural e diálogo com a comunidade. Ao longo do tempo, a composição da coleção poderá ser revista e ampliada de acordo com as tendências editoriais, a circulação das obras e as demandas dos leitores, preservando sempre o equilíbrio entre a permanência de um núcleo literário de referência e a abertura para novas formas de expressão e conhecimento. Desse modo, a biblioteca afirma seu papel como lugar de formação, encontro e descoberta, onde a leitura se constrói coletivamente e se renova a cada geração de leitores.

 Diretrizes para composição do acervo

A biblioteca terá como vocação principal o atendimento ao público infantojuvenil e jovem, constituindo um espaço de formação de leitores e de acesso à literatura desde a infância até a juventude. Dessa forma, o acervo deverá priorizar obras de literatura infantil, juvenil e jovem adulto, sem prejuízo da presença de outros campos do conhecimento necessários à formação cultural ampla dos usuários.

O acervo será estruturado em três eixos principais:

1. Formação de leitores

Conjunto majoritário do acervo, composto por literatura infantil, literatura juvenil, quadrinhos, poesia, narrativas contemporâneas e obras de mediação de leitura destinadas ao público jovem.

2. Núcleo estruturante de literatura universal

Conjunto permanente de obras fundamentais da literatura brasileira e estrangeira, reunindo clássicos e títulos de referência que constituem o patrimônio literário universal e asseguram a formação cultural ampla dos leitores.

3. Literatura e identidade regional

Coleção a ser desenvolvida com atenção especial à produção literária vinculada ao Cerrado e ao estado do Mato Grosso, reunindo obras de autores regionais, narrativas ambientadas no território e publicações que contribuam para a valorização da cultura e da paisagem literária local.

Composição temática do acervo

A organização do acervo poderá contemplar, entre outros, os seguintes segmentos:

● Literatura infantil

● Literatura juvenil e jovem adulto

● Literatura brasileira e regional

● Literatura estrangeira

● Poesia

● Quadrinhos

● História do Brasil e história geral

● Ciências humanas

● Artes (cinema, teatro, música e artes visuais)

● Biografias

● Ciências e divulgação científica

● Meio ambiente e natureza

● Culinária e cultura alimentar

● Saúde e bem-estar

4. Autores, editoras e livrarias

Autores, editoras e livrarias podem ser parceiras da biblioteca-parque em atividades e eventos dedicados à formação de leitores e à criação literária. O estímulo à leitura promove a valorização da cadeia produtiva do livro, que envolve leitores, autores, editores e livreiros. Com isso, a biblioteca-parque participa, direta e indiretamente, do desenvolvimento econômico, incentivando a inclusão social e favorecendo o direito à cidadania.

5. Literatura

A literatura, por ser uma expressão artística feita com o uso de palavras, deve ser entendida como dimensão da vida e do conhecimento humano, capaz de sensibilizar e promover mudanças individuais e coletivas, culturais e sociais, à medida que apresenta outros mundos possíveis. Por isso deve ter posição de destaque neste Regimento Interno. Segundo o PNLL, a literatura tem a função de atender à necessidade humana de ficção e fantasia, de formar o leitor, ao afetá-lo consciente e inconscientemente de maneira complexa e dialética, e de oportunizar um conhecimento profundo do mundo, com suas variáveis e idiossincrasias, tal como as ciências.

Por tudo isso, a biblioteca-parque deve conter, em seu acervo, materiais da literatura infantil, quadrinhos, literatura para jovens, literatura brasileira, literatura estrangeira, literatura regional e poesia, além de revistas e jornais digitais, já que, como foi dito, é também e sempre um espaço dedicado à informação.

6. Tecnologias e informação

Diante dos avanços tecnológicos deste século, especialmente relativos ao uso maciço da inteligência artificial, que está cada vez mais integrada ao cotidiano, sendo usada em todos os serviços, a formação de leitores faz-se ainda mais relevante, devendo levar em consideração as diversas tecnologias de informação, como livro, computadores, tablets etc., que multiplicam a possibilidade de difusão da informação.

Cada vez mais, o sujeito contemporâneo faz uso de diferentes tecnologias para interagir com o mundo que o cerca, no comércio, nos hospitais, nos aeroportos etc. Já o livro eletrônico tem se tornado uma opção viável e atraente para os leitores pela sua praticidade e custo. Dessa forma, a prática leitora faz-se essencial para a assimilação e transmissão do conhecimento de mundo e, atualmente, ela passa necessariamente pelo uso das tecnologias de informação de modo que a inclusão digital se torna ainda mais necessária e urgente.

Para isso, a biblioteca conta com 20 computadores conectados à internet, que serão usados para pesquisar o acervo da biblioteca, participar de jogos online e acessar canais de pesquisa, notícias e cultura (assinaturas de jornais e revistas online) e plataformas de filmes e de música.

7. Reflexão e expressão

Além de cumprir a função de local de arquivamento do conhecimento humano organizado de maneira escrita, com o passar dos séculos a biblioteca pública tornou-se um local de acesso à informação. Por ser uma “estrutura viva”, em constante transformação, respondendo às urgências da comunidade em que está inserida, a biblioteca-parque adquiriu mais uma função que é a de ser um centro social e cultural: espaço de encontro, socialização e acolhimento, oferecendo um local receptivo e atividades que constroem novos valores de cidadania. Nesse contexto, a biblioteca é encarada como equipamento social e cultural, prestadora de serviços, que pode abrir caminhos para melhorar a qualidade de vida e promover a cidadania.

Sendo assim, a biblioteca deve atender diferentes públicos, oferecendo uma programação adequada a cada idade. Além disso, deve promover a convivência respeitosa entre usuários de diferentes classes sociais, etnias e opiniões e o desenvolvimento da sociabilidade com o objetivo de formar cidadãos que saibam viver em coletividade e democracia, baseando-se em ética, direitos humanos, responsabilidade social e respeito à diversidade. Afinal, é por meio da leitura, que age no consciente e inconsciente, molda as construções cognitivas e emocionais, que podemos formar indivíduos informados e ativos.

Dessa forma, a biblioteca-parque deve disponibilizar cursos, palestras e oficinas com artistas, atores e educadores tanto para os usuários quanto para a sua equipe, uma vez que esta deve estar habilitada a oferecer aos usuários da biblioteca um atendimento técnico e esteticamente embasado e, ao mesmo tempo, ético, humano e acolhedor.

Para tanto, a biblioteca-parque conta com uma sala de robótica e diversos jogos de tabuleiro, dominó, jogos online etc. Para promover a valorização da cidade e de seus cidadãos, além da literatura regional, o acervo deve contar também com a criação de um arquivo de histórias da cidade (desde relatos da formação do município até anedotas, causos e memórias familiares etc.) a serem gravados ao longo dos anos e disponibilizados para usuários, estudantes e pesquisadores.

Referências

FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. Biblioteca pública: princípios e diretrizes. 2. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro, 2010.

MINISTÉRIO DA CULTURA. Caderno do PNLL, Brasília, DF, 2014. Disponível em: https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/pnll/arquivos/caderno-pnll.pdf. Acesso em: 2 mar. 2026.

RUSSO, Mariza; SILVA, Solange de Souza Alves. Biblioteca pública em ação: o estudo de caso. In: XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação, Florianópolis, 2013. Disponível em: http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/8/2167/1277-1290-1-PB.pdf. Acesso em: 2 mar. 2026.

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA DO RIO DE JANEIRO. Política de Leitura, Livros e Bibliotecas Públicas do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018.