ATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA DE AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS FISCAIS, 2º QUADRIMESTRE DE 2026
25 de Setembro de 2026
Aos 22 dias do mês de setembro do ano de dois mil e vinte e seis, às 14 horas, no Plenário da Câmara Municipal de Itanhangá, Estado de Mato Grosso, realizou-se Audiência Pública para Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais relativas ao 2º quadrimestre do exercício financeiro de 2026, em atendimento ao disposto no § 4º do art. 9º da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), que determina a demonstração e avaliação do cumprimento das metas fiscais ao final de cada quadrimestre. A audiência foi conduzida pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento, com a presença de secretários municipais, servidores públicos, representantes do Poder Legislativo e demais participantes. Aberta a audiência, foram apresentados os demonstrativos contábeis e fiscais consolidados até o 2º quadrimestre de 2026, com a finalidade de avaliar a diferença entre a receita prevista e a receita efetivamente arrecadada, bem como entre a despesa fixada e a despesa paga, observando-se a metodologia do Manual de Demonstrativos Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional, segundo a qual a apuração da despesa considera a despesa paga, incluindo os Restos a Pagar pagos, por representarem saída efetiva de recursos. Quanto à Receita Orçamentária, registrou-se Receita Prevista Inicial no valor de R$ 68.100.000,00 e Receita Prevista Atualizada no valor de R$ 72.998.263,08, tendo sido efetivamente arrecadado, até o encerramento do 2º quadrimestre, o montante de R$ 50.026.704,53, correspondente a 68,53% da previsão atualizada. Na composição por origem, destacaram-se as Transferências Correntes, com R$ 38.894.574,53; a Receita Tributária, com R$ 6.012.665,71; a Receita Patrimonial, com R$ 1.946.366,28; e as Transferências de Capital, com R$ 1.386.849,70. No detalhamento da Receita Tributária, foram apresentados os principais ingressos: IPTU, no valor de R$ 1.467.249,18; ITBI, no valor de R$ 1.284.633,74; ISSQN, no valor de R$ 1.173.380,03; IRRF sobre o Trabalho, no valor de R$ 809.505,30; Contribuição de Melhoria, no valor de R$ 579.319,75; Taxas pela Prestação de Serviços, no valor de R$ 311.337,49; Taxas de Fiscalização, no valor de R$ 235.435,93; e IRRF Outros Rendimentos, no valor de R$ 151.804,29. Quanto às Transferências Correntes, foi demonstrada arrecadação total de R$ 38.894.574,53, sendo R$ 17.384.222,30 provenientes de Transferências do Estado, R$ 14.112.083,54 provenientes de Transferências da União, R$ 7.390.217,85 referentes ao FUNDEB e R$ 8.050,84 em outras transferências. Nas Transferências da União, exceto as transferências fundo a fundo, registrou-se arrecadação de R$ 9.911.392,66, correspondente a 62,87% da previsão atualizada de R$ 15.765.569,83, com destaque para o FPM, no valor de R$ 8.121.909,32; FPM 1%, no valor de R$ 643.603,38; FUNDEB VAAR, no valor de R$ 308.532,68; LC nº 176/2020, no valor de R$ 306.405,44; FEP, no valor de R$ 220.228,53; e ITR, no valor de R$ 216.695,26. Nas Transferências Fundo a Fundo, registrou-se receita arrecadada de R$ 4.200.690,88, equivalente a 127,03% da previsão atualizada de R$ 3.306.915,00, com excesso de arrecadação de R$ 893.775,88. Destacaram-se SUS Atenção Primária, com R$ 3.085.047,84; FNDE Salário-Educação, com R$ 505.444,40; FNDE PNAE, com R$ 159.293,00; FNDE PNATE, com R$ 127.819,70; SUS Vigilância, com R$ 115.607,58; FNAS, com R$ 108.010,44; SUS Atenção Especializada, com R$ 54.929,52; e SUS Assistência Farmacêutica, com R$ 44.538,40. Nas Transferências do Estado, registrou-se arrecadação de R$ 17.384.222,30, correspondente a 68,59% da previsão atualizada de R$ 25.346.151,99, com destaque para ICMS, no valor de R$ 11.921.879,34; transferências estaduais para a saúde, no valor de R$ 2.853.061,86; IPVA, no valor de R$ 1.309.494,15; e outras transferências do Estado, no valor de R$ 1.043.611,20. No tocante às Despesas Orçamentárias, por natureza, registrou-se Dotação Inicial de R$ 68.100.000,00 e Dotação Atualizada de R$ 83.852.691,51, tendo sido empenhado o montante de R$ 56.637.971,64 e pago o valor de R$ 40.686.466,85, correspondente a 48,52% da dotação atualizada, com saldo orçamentário de R$ 27.214.719,87. Na execução por natureza da despesa, foram pagos R$ 18.376.750,21 em despesas com pessoal; R$ 16.928.741,19 em custeio; R$ 4.897.765,35 em investimentos; R$ 301.543,09 em amortização da dívida; e R$ 181.667,01 em juros da dívida. Quanto à despesa por órgão, destacaram-se Educação e Cultura, com R$ 12.431.277,65; Saúde, com R$ 11.389.661,77; e Transporte, Obras, Serviços Públicos e Saneamento, com R$ 7.169.502,00. No detalhamento das despesas de custeio por elemento, observou-se Dotação Atualizada de R$ 34.754.048,22, Despesa Empenhada de R$ 24.129.047,75 e Despesa Paga de R$ 16.928.741,19, com destaque para Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica, no valor de R$ 6.124.038,96; Material de Consumo, no valor de R$ 3.811.666,02; e Rateio pela Participação em Consórcio Público, no valor de R$ 2.461.622,78. Quanto aos investimentos, foram demonstradas Dotação Atualizada de R$ 18.340.487,86, Despesa Empenhada de R$ 13.222.399,40 e Despesa Paga de R$ 4.897.765,35, destacando-se Equipamentos e Material Permanente, com R$ 2.895.401,76; Obras e Instalações, com R$ 1.672.977,36; e Rateio pela Participação em Consórcio Público, com R$ 177.000,00. Também foi apresentada a execução dos programas de governo, tendo sido demonstrado orçamento atualizado total de R$ 83.852.691,51, empenhos de R$ 56.637.971,64, liquidações de R$ 41.101.551,91 e pagamentos de R$ 40.686.466,85, correspondentes a aproximadamente 49% de execução paga sobre o orçamento atualizado. Entre os programas com maior volume de pagamentos, destacaram-se Cidade Educadora, com R$ 11.851.857,31; Gestão Pública Eficiente e Eficaz, com R$ 7.767.892,34; Atendimento à Média e Alta Complexidade em Saúde, com R$ 5.460.251,30; e Atenção Básica à Saúde, com R$ 3.457.612,79. No que se refere aos Restos a Pagar, foram demonstradas inscrições no valor de R$ 3.099.692,86, pagamentos no montante de R$ 2.736.113,52, cancelamentos de R$ 188.487,80 e saldo a pagar de R$ 175.091,54, com 88,3% dos Restos a Pagar pagos, mantendo-se o acompanhamento da execução financeira e orçamentária conforme as fases da despesa pública previstas na Lei nº 4.320/1964. Em relação ao Resultado Primário, a meta de Receita Primária, sem RPPS, foi fixada em R$ 66.549.600,00, tendo sido apurada Receita Primária de R$ 48.080.338,25, correspondente a 72,25% da meta. A meta de Despesa Primária, sem RPPS, foi fixada em R$ 67.295.000,00, tendo sido apurada Despesa Primária de R$ 42.939.370,27, correspondente a 63,81% da meta. A meta de Resultado Primário era de déficit de R$ 745.400,00, enquanto o resultado apurado no período demonstrou superávit primário de R$ 5.140.967,98, com diferença positiva de R$ 5.886.367,98 em relação à meta. Quanto à Dívida Consolidada, a meta estabelecida foi de R$ 3.610.318,54, tendo sido apurada Dívida Consolidada no valor de R$ 3.317.784,49, inferior à meta em R$ 292.534,05. A Disponibilidade de Caixa sem RPPS foi de R$ 30.845.254,94, os Restos a Pagar Processados sem RPPS foram de R$ 0,00, e os Depósitos Restituíveis sem RPPS totalizaram R$ 305.888,72, resultando em deduções da dívida no valor de R$ 30.539.366,22. A Dívida Consolidada Líquida apresentou resultado negativo de R$ 27.221.581,73, frente à meta negativa de R$ 7.935.681,46. No tocante aos limites constitucionais e legais, verificou-se que, para a Manutenção e Desenvolvimento do Ensino - MDE, a Receita Resultante de Impostos foi de R$ 32.584.378,06. O limite mínimo constitucional de 25% correspondeu a R$ 8.146.094,52, tendo sido apurado gasto de R$ 7.829.014,98, equivalente a 24,03% da Receita Resultante de Impostos, com diferença de R$ 317.079,53 em relação ao mínimo. Por se tratar de índice de apuração anual, registrou-se a necessidade de acompanhamento da execução e de recomposição da aplicação até o encerramento do exercício, a fim de assegurar o cumprimento do art. 212 da Constituição Federal. Quanto ao FUNDEB, a receita apurada foi de R$ 7.536.044,99, sendo o limite mínimo de 70% para remuneração dos profissionais da educação básica correspondente a R$ 5.275.231,49. Até o período avaliado, foram aplicados R$ 6.306.119,39 em remuneração dos profissionais da educação, equivalente a 83,68%, superando o mínimo legal em aproximadamente R$ 1,03 milhão. Também foram demonstrados R$ 270.065,13 em aplicações em MDE, equivalentes a 3,58%, e saldo para o período seguinte de R$ 1.146.503,85, correspondente a 12,74% da receita do FUNDEB. Considerando que a apresentação informa limite de até 10% para utilização no exercício seguinte, foi consignada a necessidade de acompanhamento do saldo ao longo dos meses restantes do exercício. Na área da saúde, a Receita Resultante de Impostos considerada para a apuração foi de R$ 31.940.774,68. A aplicação em Ações e Serviços Públicos de Saúde atingiu R$ 8.361.648,62, equivalente a 26,18% dessa base, superando o mínimo de 15%, correspondente a R$ 4.791.116,20, em R$ 3.570.532,42. Quanto aos limites de despesa com pessoal, nos termos dos arts. 19 e 20 da Lei Complementar nº 101/2000, verificou-se Receita Corrente Líquida de R$ 70.430.356,67. O Município apresentou gasto total com pessoal de R$ 30.897.235,88, equivalente a 43,87% da Receita Corrente Líquida, permanecendo abaixo do limite máximo de 60%, correspondente a R$ 42.258.214,00, com margem de R$ 11.360.978,12. O Poder Executivo registrou despesa com pessoal de R$ 29.208.135,77, equivalente a 41,47% da Receita Corrente Líquida, mantendo-se abaixo do limite máximo de 54%, correspondente a R$ 38.032.392,60, com margem de R$ 8.824.256,83. O Poder Legislativo apresentou despesa com pessoal de R$ 1.685.432,06, equivalente a 2,39% da Receita Corrente Líquida, igualmente abaixo do limite máximo de 6%, correspondente a R$ 4.225.821,40, com margem de R$ 2.540.389,34. Diante dos demonstrativos apresentados, concluiu-se que o Município de Itanhangá, no 2º quadrimestre de 2026, apresentou resultado primário superavitário, Dívida Consolidada inferior à meta estabelecida e cumprimento, no período, dos limites apresentados para saúde e despesa com pessoal. Em relação à educação, registrou-se aplicação de 24,03% em MDE no acumulado do período, devendo a execução ser acompanhada até o encerramento do exercício para assegurar o mínimo constitucional anual de 25%. Quanto ao FUNDEB, a aplicação em remuneração dos profissionais da educação alcançou 83,68%, acima do mínimo de 70%, devendo ser mantido o acompanhamento do saldo dos recursos até o fechamento do exercício. Em seguida o palestrante colocou-se à disposição para qualquer questionamento, agradecendo aos presentes e os que assistem pelas redes sociais. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a presente Audiência Pública, da qual se lavrou a presente ata, que, após lida e aprovada, será assinada pelos presentes e arquivada nos registros oficiais do Município.