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Pref. Campos de Júlio

DENOMINA “ARQUIVO MUNICIPAL IRES APARECIDA RUTILLI DOS SANTOS” O ARQUIVO MUNICIPAL DE CAMPOS DE JÚLIO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Referente ao Projeto de Lei do Chefe do Poder Executivo nº. 116, de 11 de setembro de 2026.

IRINEU MARCOS PARMEGGIANI, Prefeito do Município de Campos de Júlio, Estado de Mato Grosso, no uso de suas atribuições legais, faz saber que a Câmara Legislativa Municipal aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte lei:

Art. 1° Fica denominado “Arquivo Municipal Ires Aparecida Rutilli dos Santos” o Arquivo Municipal de Campos de Júlio, situado na Avenida Valdir Masutti, nº 779-W, Bairro Bom Jardim, nas dependências do Paço Municipal.

Art. 2º A denominação de que trata esta Lei constitui justa homenagem póstuma à servidora Ires Aparecida Rutilli dos Santos, em reconhecimento à sua dedicação, comprometimento e aos relevantes serviços prestados ao Município de Campos de Júlio, especialmente por sua atuação junto ao Arquivo Municipal.

Parágrafo único. A biografia da homenageada integra a presente Lei para fins de registro de sua trajetória e dos serviços prestados ao Município.

Art. 3º No prazo de 60 (sessenta) dias o Poder Executivo, através do órgão responsável, providenciará a colocação de placa indicativa, constando o nome atribuído no artigo primeiro dessa lei.

Art. 4º Essa lei entra em vigor na data de sua publicação

Campos de Júlio, 28 de setembro de 2026.

IRINEU MARCOS PARMEGGIANI

Prefeito de Campos de Júlio/MT

HOMENAGEADA

Ires Aparecida Rutili dos Santos construiu sua trajetória no serviço público municipal de Campos de Júlio com dedicação, responsabilidade e simplicidade, tornando-se uma servidora querida e respeitada por aqueles que tiveram a oportunidade de compartilhar com ela os anos de trabalho.

Sua história junto à Prefeitura Municipal teve início antes mesmo de seu ingresso no quadro efetivo. Foi, contudo, no ano de 2002 que um importante capítulo de sua trajetória profissional se consolidou: após aprovação em concurso público, Ires foi nomeada para exercer o cargo efetivo de Auxiliar de Serviços, passando a integrar oficialmente o quadro de servidores efetivos do Município de Campos de Júlio.

Com o passar dos anos, Ires adquiriu experiência e amplo conhecimento sobre a rotina da Administração Municipal, vindo também a exercer funções de maior responsabilidade. Em 2005, foi nomeada para o cargo em comissão de Gerente de Administração Financeira, atuando diretamente em uma área essencial ao funcionamento da Administração Pública Municipal.

Posteriormente, em 2007, foi nomeada para exercer o cargo em comissão de Chefe de Departamento, dando continuidade a uma trajetória profissional construída em diferentes setores e funções da Prefeitura.

Após o exercício dos cargos em comissão, Ires permaneceu no quadro efetivo do Município. Nos últimos anos de sua trajetória profissional, contudo, suas atividades passaram a estar especialmente vinculadas ao Arquivo Municipal, onde sua experiência, dedicação e conhecimento se tornaram parte importante da rotina daquele espaço.

Durante parte significativa de sua vida profissional, Ires desenvolveu suas atividades junto ao Arquivo Municipal, espaço com o qual criou uma relação que ultrapassava o simples cumprimento de suas atribuições diárias. Ao longo dos anos, adquiriu profundo conhecimento sobre os documentos e processos ali armazenados, tornando-se uma referência para os colegas que necessitavam localizar registros antigos da Administração Municipal.

Sua trajetória no Arquivo remonta a uma época muito diferente da realidade atual. Os processos administrativos eram produzidos e conservados essencialmente em meio físico, distribuídos entre caixas, pastas e inúmeros documentos acumulados ao longo dos anos. As condições de armazenamento eram mais simples e o trabalho exigia paciência, cuidado e disposição para enfrentar as dificuldades próprias da conservação de um grande acervo documental.

Foi nesse ambiente que Ires desenvolveu uma característica pela qual passou a ser lembrada: ela conhecia o Arquivo.

Sabia onde procurar, reconhecia a organização dos documentos e não media esforços diante de um pedido para localizar um processo ou registro antigo. Entre caixas, pastas e papéis, realizava buscas que, muitas vezes, exigiam tempo e persistência.

E havia algo muito particular em sua maneira de trabalhar: Ires comemorava quando encontrava um documento que parecia difícil de localizar. A satisfação demonstrada nesses momentos revelava muito de sua personalidade. Para ela, encontrar aquilo que alguém procurava não significava apenas concluir uma tarefa; significava ter conseguido ajudar um colega, atender uma necessidade da Administração e recuperar uma informação que fazia parte da história do Município.

Mesmo diante das dificuldades enfrentadas no antigo ambiente de armazenamento, com a presença constante de poeira, traças e outros problemas próprios da conservação de documentos físicos antigos, Ires permaneceu dedicada às atividades que desempenhava, contribuindo diariamente para que processos e registros fossem localizados, organizados e preservados.

Ao longo dos anos, também presenciou as mudanças ocorridas na Administração Pública Municipal. O Arquivo que conheceu, formado essencialmente por papéis, caixas e buscas manuais, começou gradativamente a passar por um processo de reorganização e modernização.

Ires acompanhou essa transformação. Vivenciou a organização, seleção e classificação do acervo e presenciou o início de uma nova etapa, marcada pela digitalização dos documentos e pela modernização do Arquivo Municipal. Assim, sua história profissional atravessou dois momentos importantes: o período em que a preservação da memória administrativa dependia quase exclusivamente do cuidado com o documento físico e o início de uma realidade em que a tecnologia passou a auxiliar na conservação, segurança e localização das informações.

Entretanto, sua trajetória como servidora não se restringiu ao Arquivo. Ires era conhecida entre os colegas pela disponibilidade e pelo espírito de colaboração. Quando outro setor ou departamento precisava de auxílio, estava disposta a ajudar, compartilhando a experiência adquirida ao longo dos anos e colaborando com as necessidades da Administração Municipal.

No convívio cotidiano, deixou lembranças que vão além das atividades profissionais. Sua simplicidade, responsabilidade, dedicação e disposição para servir fizeram parte da imagem construída durante os anos em que integrou o quadro de servidores do Município de Campos de Júlio.

Sua partida ocorreu de forma repentina, justamente quando se aproximava de uma nova etapa de sua vida funcional, interrompendo uma trajetória construída ao longo de muitos anos de trabalho. Sua ausência passou a ser sentida pelos familiares, amigos e colegas que compartilharam com ela a rotina do serviço público municipal.

Ires deixou, contudo, uma história que permanece.

Permanece nas lembranças daqueles que trabalharam ao seu lado, nas histórias vividas durante tantos anos de serviço e, de maneira muito especial, no próprio Arquivo Municipal, espaço onde dedicou parte importante de sua trajetória profissional.

Durante anos, Ires ajudou a cuidar de documentos que registram acontecimentos, decisões e momentos da história administrativa de Campos de Júlio. Cada processo localizado, cada documento preservado e cada colega auxiliado representam pequenas partes de uma trajetória construída silenciosamente no cotidiano do serviço público.

Por isso, sua memória mantém uma ligação especial com aquele espaço.

Ires dedicou anos de sua vida a ajudar a preservar documentos que contam a história de Campos de Júlio. Agora, sua própria história passa a integrar, definitivamente, a memória do Município que ela ajudou a cuidar.